Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 17 416437
IFAL 2015Leia este comentário, retirado de uma página do facebook, e responda à questão.
"A única bolsa que não pode cair é a bolsa família, que favorecem a população miserável deste país, mas, a bolsa de valores que favorecerem aos bancos, pode cai a vontade. Ou seja, quando a bolsa de valores cair os bancos perdem e simples assim."
(A.M., em 27/10/2014, às 10:22)

Segundo Amélia Hamze, no artigo Internetês (http://educador.brasilescola.com/trabalhodocente/ internetes.htm), os educadores, ao se comunicarem pela internet, devem harmonizar a metodologia da construção da conversação dentro de um contexto da norma culta. Assinale a análise inadequada quanto aos aspectos linguísticos desse texto que, apesar de escrito por um professor, apresenta um descaso em relação às normas gramaticais da Língua Portuguesa.
Questão 2 416374
IFAL 2015Com base neste Texto, responda à questão.
Amizade inseparável
(Vinicius de Moraes)

http://wallpaper.ultradownloads.com.br/69598_Papel-de-Parede-Amizade-69598_1920x1200.jpg
Eu talvez não tenha muitos amigos.
Mas os que eu tenho são os melhores que alguém poderia ter.
Além disso tenho sorte, porque os amigos que tenho têm muitos amigos e os dividem comigo.
Assim o meu número de amigos sempre aumenta, já que eu sempre ganho amigos dos meus amigos.
Foi assim aqui, uns eu ganhei há tempos, outros são mais recentes.
E quem os deu não ficou sem eles, pois a amizade pode sempre ser dividida sem nunca diminuir ou enfraquecer.
Pelo contrário, quanto mais dividida, mais ela aumenta. E há mais vantagens na amizade: é uma das poucas coisas que não custam nada e valem muito, embora não sejam vendáveis.
Entretanto, é preciso que se cuide um pouco das amizades. As mais recentes, por exemplo, precisam de alguns cuidados... poucos, é verdade, mas indispensáveis.
É preciso mantê-las com um certo calor, falar com elas mais amiúde e no início, com muito jeito.
Com o tempo elas crescem, ficam fortes e até suportam alguns trancos. Prezo muito minhas amizades e reservo sempre um canto no meu peito para elas.
E, sempre que surge a ocasião, também não perco a oportunidade de dar um amigo a um amigo, da mesma forma que eu ganhei.
E não adiantam as despedidas, de um amigo ninguém se livra fácil.
A amizade além de contagiosa é totalmente incurável.
No parágrafo: “Pelo contrário, quanto mais dividida, mais ela aumenta. E há mais vantagens na amizade: é uma das poucas coisas que não custam nada e valem muito, embora não sejam vendáveis.”, a conjunção e, aí utilizada duas vezes, dá ideia, respectivamente, de
Questão 9 169667
IFMT 2015/1TEXTO 2
É PRECISO APOSTAR EM NOSSOS "NATIVOS DIGITAIS"
Em meio a um oceano de notícias negativas recentes sobre nosso país, há um dado que coloca o Brasil entre
os líderes mundiais. Trata-se do índice que mede o percentual da população que é "nativa digital", isto é,
pessoas entre 15 e 24 anos que já acessam a internet há mais de 5 anos.
Segundo um estudo realizado pela União Internacional de Telecomunicações, em parceria com a GeorgiaTech,
[5] existem no mundo apenas 363 milhões de pessoas com esse perfil (5% da população mundial). Países com
grande percentual de nativos digitais são como oásis para a inovação. Contam com uma janela de
oportunidade preciosa.
Esse é o caso do Brasil. Pelo estudo, nosso país figura em 37º lugar no ranking de países com maior
percentual de nativos digitais. Cerca de 10,1% da população brasileira está nessa categoria. O patamar é o
[10] mesmo da Alemanha e está acima do Japão. Batemos de longe também todos os Brics. Na Rússia, o
percentual é 6,3%. Na China, 5,3%. E na Índia, 1,8%.
Esse dado positivo, que ainda passa ao largo de políticas públicas, traz grandes responsabilidades. Em ano
eleitoral, deveria tornar-se prioridade absoluta.
É preciso apostar muitas fichas nesses jovens. Criar modelos para gerar oportunidades e colaboração massiva.
[15] Escolas e universidades precisam estar 100% envolvidas.
Mas é preciso ir além. Gerar um ambiente favorável ao empreendedor jovem e passar um sinal claro que o país
está aberto a ele. Desse grupo dependerá grande parte do desenvolvimento econômico nas próximas décadas.
Somos craques em perder oportunidades. Perder essa seria erro histórico.
(LEMOS, Ronaldo. Folha de São Paulo. São Paulo. 05/05/2014. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ronaldolemos/2014/05/1448778-e-preciso-apostar-em-nossos-nativos-digitais.shtml. Acesso em 22 de junho de 2014).
Sobre a oração destacada em “Segundo um estudo realizado pela União Internacional de Telecomunicações, em parceria com a GeorgiaTech, existem no mundo apenas 363 milhões de pessoas com esse perfil (5% da população mundial)” ( linha 5), é correto afirmar que:
Questão 16 169633
IFMT 2015/2TEXTO 3
DEZ DICAS DE COMO SAIR PERFEITA NAS FOTOS
Em época de redes sociais e smartphones, as selfies estão por todos os lados. É difícil encontrar alguém que
não tenha se rendido ao vício de tirar e postar uma selfie no Instagram, Facebook, etc. Se até mesmo
celebridades como Bradley Cooper, Gisele Bündchen a Barack Obama tomaram gosto pela coisa, por que é
que nós, reles mortais, temos de resistir? Se você faz parte do grupo de internautas que não passa um dia
[5] sequer sem postar uma selfie, veja na galeria seis maneiras de deixá-la ainda mais atrativa – e conquistar
muitos likes. Aqui vão 10 dicas. Sim, 10 truquezinhos! Pra você sair SEMPRE linda na sua selfie ou em
qualquer outra foto. Leia atentamente e confira cada detalhe.
1. Olho Fechado
Se você tende a piscar em fotos, feche os olhos, pouco antes da foto ser tirada e abri-los lentamente antes do
[10] clique da câmera. Não há mais olhos fechados.
2. Sem a famosa “papada”
Para evitar um queixo duplo ou a famosa “papada” basta alongar o pescoço e empurrar o seu rosto um pouco
para frente. O truque de inclinar a cabeça para cima e lateral também funciona. Quem segue muito perfil das
bloggers pode ver que é até uma pose meio característica.
[15] 3. Maquiagem
Nada de corretivo mega claro, pele com diferença de cor. O mais natural possível sempre dá certo e deixa o
aspecto ainda mais natural. Menos é mais.
4. Truque de Model
Há quem diga que colocar a língua para trás de seus dentes quando você sorri para evitar um sorriso esquisito.
[20] Dizem que nunca erra. Esse raramente eu lembro de fazer.
5. Cabelo
Não precisa de uma super produção mas se você não estiver na academia um cabelo oleoso não rola pra fazer
a foto. Quanto mais aspecto de sedoso mais bonito fica e dá acabamento na foto. Se você fica melhor com
cabelo preso também vale. O cabelo é a moldura do rosto e ajuda a sustentar o carão.
[25] 6. Colírio
Um velho truque é aplicar colírio nos olhos para ficarem naturalmente mais brilhantes. É claro que você não vai
parar o mundo para aplicar o colírio mas se for uma selfie em casa ou uma foto para impressionar o boymagia
talvez vale a dica.
7. Pele Sequinha
[30] Pele oleosa só atrapalha a foto. Certifique-se de que a pele está sequinha e em ordem. Se não tiver, qualquer
guardanapo dá um help imediato. Grandes espinhas também podem atrapalhar e desfocar o objetivo da selfie.
8. Escolha o ângulo
Vale a pena dar uma olhadinha e testar algumas fotos antes tente descobrir o seu melhor ângulo. Todo mundo
tem um jeitinho de sair bem na foto descubra o seu antes de publicar sua foto.
[35] 9. Fique Magra
Juro que a pose é clichê e automática mas mão na cintura e dar uma jogadinha no corpo para o lado e o ombro
para a frente dá uma emagrecida sem usar app.
10. Luz
Por mais leiga que sejamos algo é fato. Luz é tudo! Uma luz mal colocada pode deixar seu rosto quase de
[40] deformado. O flash dificilmente irá favorecer a uma distância tão curta. Prefira sempre aproveitar a iluminação
natural e, se tirar a foto à noite, busque um foco de luz.
E uma dica de chorinho que quase sempre funciona: Tire várias fotos – não economize os dedos – tire várias
porque com certeza uma ficará boa!
(Pesquisado em: www.annaglam.com.br em 05 de abril de 2015).
As conjunções são responsáveis pela relação de ideias entre duas orações. A esse respeito, julgue como verdadeiro ou falso as relações apontadas nas frases:
I. ( ) Há quem diga que colocar a língua para trás de seus dentes, quando você sorri para evitar um sorriso esquisito – relação de proporcionalidade.
II. ( ) Quanto mais aspecto de sedoso mais bonito fica e dá acabamento na foto – relação de tempo.
III. ( ) Se não tiver, qualquer guardanapo dá um help imediato - Relação de condição.
IV. ( ) Tire várias fotos – não economize os dedos – tire várias porque com certeza uma ficará boa! – relação de explicação.
V. ( ) Não precisa de uma super produção, mas, se você não estiver na academia, um cabelo oleoso não rola pra fazer a foto – relação de adversidade.
Marque a sequência correta.
Questão 10 169626
IFMT 2015/2TEXTO 1
COMO E POR QUE TIRAR UMA 'SELFIE'
Nos últimos anos, a "selfie" – aquele autorretrato informal, tirado com smartphone segurado na ponta da mão –
se tornou um hábito. Em praticamente todo lugar público tem alguém fazendo biquinhos e caretas para um
retângulo de vidro. Nas mídias sociais, se o braço é visível, a "selfie" é certa. Para resolver esse problema,
monopés de bolso se tornaram o carro-chefe dos camelôs, permitindo que casais em restaurantes possam
[5] esticar o telefone à distância para tirar sua foto romântica, liberando o pobre garçom.
O hábito já não é mais coisa de adolescentes autocentrados. De astronautas no espaço ao Papa no Vaticano, é
raro quem não tenha seu autorretrato publicado em uma das redes, muitas vezes em ocasiões pra lá de
inoportunas. Mas, se causou polêmica a foto tirada pelo primeiro ministro dinamarquês com Barack Obama e
David Cameron no funeral de Nelson Mandela, quando a Samsung pagou para Bradley Cooper tirar "selfies"
[10] com outros atores na entrega do "Oscar", ninguém estranhou. Nem pediu "royalties".
O autorretrato é anterior à fotografia. Rembrandt e Van Gogh são famosos por usá-lo como técnica de
aprendizado e experimentação. Mas, se nos anos recentes o smartphone facilitou a prática, o resultado ainda
está mais para um feito da tecnologia do que para uma obra de arte.
[15] no banheiro em frente ao espelho, montada para a balada, bacana em uma sala VIP, doidona esperando a
saideira, uniformizada no jogo de futebol, brindando no restaurante, jogando videogames, de pés para o alto na
praia, posando na frente de um carrão, ao lado de celebridades Quem não viu várias dessas hoje? Quem
nunca tirou uma dessas?
Algumas técnicas simples podem melhorar bastante uma "selfie". A escolha de um fundo colorido e uniforme,
[20] como uma parede ou cortina, ajuda a simplificar a imagem e chamar a atenção para a pessoa fotografada.
Outro cuidado importante é com a luz. É importante ficar de frente para ela. E tomar cuidado com o flash, para
que a luz não fique muito forte.
Posar com objetos ajuda a compor a cena. Ângulos inusitados, associados a uma boa linguagem corporal,
tendem a criar fotos bem acima da média. O autorretrato não precisa valer por mil palavras, mas é desejável
[25] que valha mais do que um tuíte.
O que leva a uma questão mais complicada. Por que se tiram "selfies"?
Um pequeno histórico das transformações na mídia talvez ajude a compreendê-las. Até a década de 1990, a
mídia de massa proporcionava uma fuga da realidade transportando leitores e telespectadores para um
universo ficcional de novelas e séries. Depois os reality shows viraram a câmera e a atenção para o indivíduo
[30] banal em todo o esplendor de sua boçalidade. Mídias sociais democratizaram o voyeurismo antes reservado a
celebridades, tornando-o acessível a todos, o tempo todo.
Hoje o segredo do sucesso de cada nova rede social parece estar em um exibicionismo declarado. Facebook
se tornou uma espécie de dicionário ilustrado das pessoas comuns, que embelezam o perfil para tornar suas
vidas especiais. YouTube é a TV de quem não tem muito o que dizer mas adora berrar para uma câmera. Blogs
[35] e Tumblr deram vazão à expressão em GIFs e texto, mesmo que seja só para propagar a zoeira. Twitter criou
audiências cativas e hashtags. LinkedIn se especializou nas análises positivas. Instagram abriu o espaço para
"selfies", consolidadas pelo Tinder. WhatsApp ressuscitou "emojis", aqueles desenhinhos que pareciam
confinados a nerds asiáticos. Snapchat e Vine abriram caminho para o mini-vídeo-selfie. Em comum, todos
transformam seus usuários em espetáculo de si mesmos.
[40] Na era do narcisismo digital, as oportunidades de ostentação são gigantescas. Nunca foi tão fácil, nem tão
popular, ser um fanfarrão. Apesar de todos estarem conectados, a empatia e o interesse pelo outro são
mínimos, a não ser para pedir sua aprovação. Basta examinar o conteúdo das fotografias para perceber que
elas estão lá mais para chamar a atenção dos outros do que para relembrar momentos marcantes.
Há um fascínio curioso em espionar a vida alheia, correspondente a uma tentação exibicionista em ser visto.
[45] Por mais que tais atitudes pareçam brincadeiras inocentes e passageiras, sua prática constante pode criar uma
dependência da rede, mas um falso sentimento de confiança. Em vez de estar bem com o que se é, é comum
ver gente desesperada em busca da foto certa, com os detalhes perfeitos.
Quem condiciona o status social ao desempenho de uma "selfie", corre o risco de se tornar carente, ansioso e
dependente de uma mídia que tem pouco de social. Na competição diária e contínua, ninguém tem paciência
[50] para ouvir histórias pessoais. O que importa são fotos de corpos, lugares e luxos tão supérfluos e inatingíveis
quanto as beldades retocadamente perfeitas do Instagram.
A rede social é concêntrica, e o centro está no umbigo de cada um. Talvez por isso seja tão excêntrica. Mas
ainda é melhor ter um ambiente exibicionista que desafia o comportamento castrador e controlador das
ideologias totalitárias do que um regime hipócrita e que limita escolhas através de códigos de conduta e
[55] decência. Bem dosada, a publicação de autorretratos em redes sociais pode ser questionadora e libertária.
Contanto que tenha algo a dizer.
(LULI RADFAHRER, FOLHA DE S.PAULO - 03/03/2015).
Assinale a alternativa em que está correta a função sintática exercida pelo termo grifado
Questão 4 169619
IFMT 2015/2TEXTO 1
COMO E POR QUE TIRAR UMA 'SELFIE'
Nos últimos anos, a "selfie" – aquele autorretrato informal, tirado com smartphone segurado na ponta da mão –
se tornou um hábito. Em praticamente todo lugar público tem alguém fazendo biquinhos e caretas para um
retângulo de vidro. Nas mídias sociais, se o braço é visível, a "selfie" é certa. Para resolver esse problema,
monopés de bolso se tornaram o carro-chefe dos camelôs, permitindo que casais em restaurantes possam
[5] esticar o telefone à distância para tirar sua foto romântica, liberando o pobre garçom.
O hábito já não é mais coisa de adolescentes autocentrados. De astronautas no espaço ao Papa no Vaticano, é
raro quem não tenha seu autorretrato publicado em uma das redes, muitas vezes em ocasiões pra lá de
inoportunas. Mas, se causou polêmica a foto tirada pelo primeiro ministro dinamarquês com Barack Obama e
David Cameron no funeral de Nelson Mandela, quando a Samsung pagou para Bradley Cooper tirar "selfies"
[10] com outros atores na entrega do "Oscar", ninguém estranhou. Nem pediu "royalties".
O autorretrato é anterior à fotografia. Rembrandt e Van Gogh são famosos por usá-lo como técnica de
aprendizado e experimentação. Mas, se nos anos recentes o smartphone facilitou a prática, o resultado ainda
está mais para um feito da tecnologia do que para uma obra de arte.
[15] no banheiro em frente ao espelho, montada para a balada, bacana em uma sala VIP, doidona esperando a
saideira, uniformizada no jogo de futebol, brindando no restaurante, jogando videogames, de pés para o alto na
praia, posando na frente de um carrão, ao lado de celebridades Quem não viu várias dessas hoje? Quem
nunca tirou uma dessas?
Algumas técnicas simples podem melhorar bastante uma "selfie". A escolha de um fundo colorido e uniforme,
[20] como uma parede ou cortina, ajuda a simplificar a imagem e chamar a atenção para a pessoa fotografada.
Outro cuidado importante é com a luz. É importante ficar de frente para ela. E tomar cuidado com o flash, para
que a luz não fique muito forte.
Posar com objetos ajuda a compor a cena. Ângulos inusitados, associados a uma boa linguagem corporal,
tendem a criar fotos bem acima da média. O autorretrato não precisa valer por mil palavras, mas é desejável
[25] que valha mais do que um tuíte.
O que leva a uma questão mais complicada. Por que se tiram "selfies"?
Um pequeno histórico das transformações na mídia talvez ajude a compreendê-las. Até a década de 1990, a
mídia de massa proporcionava uma fuga da realidade transportando leitores e telespectadores para um
universo ficcional de novelas e séries. Depois os reality shows viraram a câmera e a atenção para o indivíduo
[30] banal em todo o esplendor de sua boçalidade. Mídias sociais democratizaram o voyeurismo antes reservado a
celebridades, tornando-o acessível a todos, o tempo todo.
Hoje o segredo do sucesso de cada nova rede social parece estar em um exibicionismo declarado. Facebook
se tornou uma espécie de dicionário ilustrado das pessoas comuns, que embelezam o perfil para tornar suas
vidas especiais. YouTube é a TV de quem não tem muito o que dizer mas adora berrar para uma câmera. Blogs
[35] e Tumblr deram vazão à expressão em GIFs e texto, mesmo que seja só para propagar a zoeira. Twitter criou
audiências cativas e hashtags. LinkedIn se especializou nas análises positivas. Instagram abriu o espaço para
"selfies", consolidadas pelo Tinder. WhatsApp ressuscitou "emojis", aqueles desenhinhos que pareciam
confinados a nerds asiáticos. Snapchat e Vine abriram caminho para o mini-vídeo-selfie. Em comum, todos
transformam seus usuários em espetáculo de si mesmos.
[40] Na era do narcisismo digital, as oportunidades de ostentação são gigantescas. Nunca foi tão fácil, nem tão
popular, ser um fanfarrão. Apesar de todos estarem conectados, a empatia e o interesse pelo outro são
mínimos, a não ser para pedir sua aprovação. Basta examinar o conteúdo das fotografias para perceber que
elas estão lá mais para chamar a atenção dos outros do que para relembrar momentos marcantes.
Há um fascínio curioso em espionar a vida alheia, correspondente a uma tentação exibicionista em ser visto.
[45] Por mais que tais atitudes pareçam brincadeiras inocentes e passageiras, sua prática constante pode criar uma
dependência da rede, mas um falso sentimento de confiança. Em vez de estar bem com o que se é, é comum
ver gente desesperada em busca da foto certa, com os detalhes perfeitos.
Quem condiciona o status social ao desempenho de uma "selfie", corre o risco de se tornar carente, ansioso e
dependente de uma mídia que tem pouco de social. Na competição diária e contínua, ninguém tem paciência
[50] para ouvir histórias pessoais. O que importa são fotos de corpos, lugares e luxos tão supérfluos e inatingíveis
quanto as beldades retocadamente perfeitas do Instagram.
A rede social é concêntrica, e o centro está no umbigo de cada um. Talvez por isso seja tão excêntrica. Mas
ainda é melhor ter um ambiente exibicionista que desafia o comportamento castrador e controlador das
ideologias totalitárias do que um regime hipócrita e que limita escolhas através de códigos de conduta e
[55] decência. Bem dosada, a publicação de autorretratos em redes sociais pode ser questionadora e libertária.
Contanto que tenha algo a dizer.
(LULI RADFAHRER, FOLHA DE S.PAULO - 03/03/2015).
Assinale a afirmativa correta a respeito da composição do texto e da intencionalidade do autor
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