Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 9 11050414
IFTM Integrados 2015/1Quanto à formação de palavras, existe um processo em que há a junção de duas, ou mais, palavras primitivas.
Nesse processo, pelo menos um dos vocábulos que se unem sofre alteração e, além disso, a palavra adquire um novo significado, no exemplo, “embora” o processo de formação de palavras é:
Questão 16 10596689
SENAI 1° Ano - CGE 2097 2015/1Os textos abaixo se referem à questão.
Texto I
Hora di Bai
“Ninguém no Arquipélago desconhece a tragédia em que vivem as populações de nossa terra. A fome dizima por dia dezenas de pessoas. Sabe-se, por exemplo, em números redondos, que, até agora, em São Tiago, morreram de fome nove mil pessoas. (...)”
Fonte: FERREIRA, M. Hora di Bai. São Paulo: Ática, 1980.
Texto II
“Primo Emílio era homem de palavra: ficou. Apenas esqueceu da segunda parte da promessa. Não partiu no dia seguinte porque choveu muito. Mas cinco anos depois ele fazia as malas e dizia seu adeus. (...)”
Fonte: REY, M. Doutor por correspondência. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1983.
Considerando os contextos e os termos destacados, analise as afirmações:
I. No texto II, o verbo é transitivo direto, pois exige o complemento “muito”.
II. No texto I, o verbo é transitivo indireto, pois exige complemento com preposição obrigatória.
III. No texto I, o verbo é intransitivo, pois possui conteúdo significativo, porém acompanhado de adjunto adverbial.
IV. No texto II, o verbo é intransitivo, pois possui conteúdo significativo, embora acompanhado de advérbio de intensidade.
Estão corretas, apenas, as afirmações
Questão 19 10542656
Colégio Embraer 2015Leia o texto para responder à questão.
Da utilidade dos animais
Terceiro dia de aula. A professora é um amor. Na sala, estampas coloridas mostram animais de todos os feitios. É preciso querer bem a eles, diz a professora com um sorriso que envolve toda a fauna, protegendo-a. Eles têm direito à vida, como nós, e além disso são muito úteis. Quem não sabe que o cachorro é o maior amigo da gente? Cachorro faz muita falta. Mas não é só ele não. A galinha, o peixe, a vaca... Todos ajudam.
– Aquele cabeludo ali, professora, também ajuda?
– Aquele? É o iaque, um boi da Ásia Central. Aquele serve de montaria e de burro de carga. Do pelo se fazem perucas bacaninhas. E a carne, dizem que é gostosa.
– Mas se serve de montaria, como é que a gente vai comer ele?
– Bem, primeiro serve para uma coisa, depois para outra.
Vamos adiante. Este é o texugo. Se vocês quiserem pintar a parede do quarto, escolham pincel de texugo. Parece que é ótimo.
– Ele faz pincel, professora?
– Quem, o texugo? Não, só fornece o pelo. Para pincel de barba também, que o Arturzinho vai usar quando crescer.
Arturzinho objetou que pretende usar barbeador elétrico. Além do mais, não gostaria de pelar o texugo, uma vez que devemos gostar dele, mas a professora já explicava a utilidade do canguru.
(Carlos Drummond de Andrade. As palavras que ninguém diz, 2011)
Assinale a alternativa em que a preposição destacada expressa sentido de finalidade.
Questão 9 10447319
COLÉGIO SÓLIDO* 9° ANO 2015Texto
SOBRE PAIS E FILHOS
"Por que as crianças hoje são tão malcriadas e os adolescentes tão agressivos?"

A pergunta mexeu com todos. Alguns aplaudiram, outros deram risada (solidária, não irônica), e pareceu correr pela sala uma onda de alívio: o problema não era a dor secreta de cada um, mas uma aflição geral. Minha resposta não foi nada sofisticada. Saltou espontânea de trás de tudo o que li sobre educação e psicologia:
"Porque a gente deixa".
E a gente deixa porque talvez uma generalizada troca de papéis nos confunda. Por exemplo, a que ocorre entre público e privado. Vivemos uma ânsia de expor o que pensamos sobre os outros, achando que nos resguardamos da opinião alheia. No entanto, essa é uma forma de botar a cara na janela, tornar-se cabide dos fantasmas alheios – uma verdade mais contundente do que imaginam os que nunca se debruçaram em nenhum parapeito.
Quando pequena, numa cidade do interior, era engraçado no fim da tarde, no sobrado de meus avós, subir numa banqueta e, cotovelos apoiados em almofadas, ficar olhando pela janela o que se passava na rua. Até que descobri que eu é que estava sendo olhada: eu me expunha. Eu, tímida e assustada, era personagem, não plateia. E a janela perdeu a graça.
Filhos malcriados e agressivos... O problema da autoridade em crise não é do vizinho, não acontece no exterior, não é confortavelmente longínquo. É nosso. Parece que criamos um bando de angustiados, mais do que seria natural. Sim, natural, pois, sobretudo na juventude, plena de incertezas e objeto de pressões de toda sorte, uma boa dose de angústia é do jogo e faz bem.
Mas quando isso nos desestabiliza, a nós, adultos, e nos isola desses de quem estamos ainda cuidando, a quem devemos atenção e carinho, braço e abraço, é porque, atordoados pelo excesso de psicologismo barato, talvez tenhamos desaprendido a dizer não. Nem distinguimos quando se devia dizer sim. Estamos tão desorientados quanto esses que têm vinte, trinta anos menos do que nós. Assim é instalada a inversão, e esta pode ser bem dolorosa.
Muitas vezes crianças são excessivamente malcriadas e adolescentes agressivos demais porque têm medo. Ser insolente, testar a autoridade adulta, quebrar a cara e bater pé, tudo isso faz parte do crescimento, da busca saudável de um lugar no mundo. Mas não ter limites é assustador. Ser superprotegido fragiliza. O mundo é informe quando se está começando a caminhar por ele: quem poderia sugerir formas, apontar caminhos,
discutir questões, escutar e dialogar está tão inseguro quanto os que mal acabaram de nascer.
Teorias mal explicadas, mal digeridas e mais mal aplicadas geraram o medo de magoar, de afastar, de "perder" o filho. A fuga da responsabilidade, o receio de desagradar (todos temos de ser bonzinhos) aliam-se ao conformismo, o "hoje em dia é assim mesmo". Ninguém mais quer ser responsável: é cansativo, é tedioso, dá trabalho, causa insônia. Queremos ser amiguinhos, mas os filhos precisam de pais. E, intuindo nossa aflição, esperneiam, agridem, se agridem – talvez por não confiarem o suficiente em nós.
Ter um filho é, necessariamente, ser responsável. Ensinar numa escola é ser responsável. Estar vivo, enfim, é uma grave responsabilidade. Não basta tentar salvar a própria pele nessa guerrilha social, econômica, ética e concreta em que estamos metidos. Trata-se de ter ao menos um pequeno facho de confiança, generosidade e experiência, e colocá-lo nas mãos das crianças e dos jovens que, queiram eles ou não, se voltam para nós – antes de se voltarem contra nós.
LUFT, Lya. Veja, 16 jun. 2004. Editora Abril. (Fragmento).
Vocabulário
▪ Contundente: dj.2g. 1 capaz de produzir contusão. 2 fig. incisivo, categórico, terminante.
▪ Informe: dj.2g.1 que ainda não tem forma própria, precisa, acabada . 2 não de todo elaborado; vago, incerto.
A função sintática do termo destacado está analisada INCORRETAMENTE na alternativa
Questão 12 10129079
CMPA 1º Ano - Língua Portuguesa 2015Leia atentamente o texto e responda à questão, assinalando a única alternativa correta.
Texto

Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, referentes às relações sintáticas e semânticas no texto.
( ) Se passássemos o período para a voz passiva analítica, teríamos “Uma vida supostamente interessante pode ser feita pelas redes sociais".
( ) O termo supostamente pode ser deslocado para depois da locução verbal podem fazer sem que haja mudança no sentido do texto.
( ) Há erro de pontuação na postagem, pois não se usam vírgulas entre os termos que se complementam.
( ) A locução verbal podem fazer não pode ser substituída pelo verbo fazem, pois provocaria mudança de sentido do texto.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Questão 3 622716
COTUCA 2015A questão baseia-se no texto a seguir.
Frankenstein é a história de uma das criaturas mais famosas do mundo. A ambição dos experimentos do Dr. Victor Frankenstein permitiu que ele conseguisse cientificamente dar vida a um corpo feito de partes de mortos, roubadas de túmulos. A criatura do Dr. Frankenstein consegue fugir, dando início a uma busca do criador por sua criatura e da criatura por seu criador. Leia a seguir um trecho em que o cientista avista o monstro com vida pela primeira vez.
A noite caiu e, quando eu mal podia ver as montanhas escuras, experimentei uma tristeza ainda maior. Aquele quadro parecia um vasto e sombrio cenário do mal, e eu previa de longe que estava destinado a me tornar o mais desgraçado dos seres humanos. [...] A tempestade parecia aproximar-se rapidamente. [...] Ela chegava: o céu estava nublado e logo senti grandes e esparsos pingos da chuva, cuja violência aumentava rápido.
Deixei o lugar onde estava e continuei a caminhar, embora a escuridão e a tempestade aumentassem a cada minuto e os trovões estalassem com um ruído aterrador por sobre minha cabeça. [...] Os vívidos clarões dos relâmpagos me ofuscavam, iluminando o lago, fazendo-o parecer um extenso lençol de fogo; depois tudo mergulhava em trevas, até que os olhos se acomodavam de novo. [...]
Percebi, na sombra, um vulto que se esgueirava detrás de um grupo de árvores perto de mim. Parei, e fiquei olhando atentamente; não podia haver engano. O clarão de um relâmpago iluminou a figura e revelou perfeitamente sua forma. Sua gigantesca estatura e a deformidade de sua aparência, mais horrível do que humana, fizeram com que percebesse imediatamente que se tratava do desgraçado e nojento demônio ao qual eu conferira a vida.
Adaptado de SHELLEY, Mary. Frankenstein. Tradução de Mécio Araujo Jorge Honkins. Porto Alegre, Pocket L&PM, 2001
Os adjetivos são palavras que apresentam características dos seres, objetos ou sentimentos, por isso são muito usados na construção de descrições.
Os seguintes adjetivos contribuem para a composição do ambiente descrito por Victor Frankenstein:
06
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