Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 7 170089
CEFET MG 2017APOQUENTAÇÃO DO POKÉMON
10 § Não sou tão arguto assim, mas houve um momento, faz uns dias, em meio à caminhada pelo Parque da Água Branca, em que saquei que algo inusitado se passava. Nem precisava, na verdade, ser minimamente arguto para constatar que dezenas, talvez centenas de jovens, sentados nos bancos ou de pé na pista onde eu me esfalfava, quase todos em silêncio, tinham os olhos cravados na telinha do smartphone.
20 § Faz tempo, eu sei, que o mundo se acha invadido por gente mesmerizada por esse pequeno retângulo luminoso. O que me impressionou, naquela manhã, foi a unanimidade: não havia, no parque, mais que meia dúzia de adolescentes que não estivessem monogamicamente entregues à manipulação de seu celular. Bem poucos usavam o telefone para telefonar. Mesmo a compulsão do selfie parecia ter amainado. Como a galera, aqui e ali, se organizava em rodinhas, cheguei a imaginar que professores de um colégio houvessem programado para o dia alguma atividade ao ar livre.
30 § A explicação me veio após a caminhada, lendo o jornal na padaria – também ela, aliás, repleta de meninos e meninas abduzidos por mais uma irresistível miçanga da informática: o Pokémon, aplicativo que, horas antes, fizera sua entrada oficial nos celulares brasileiros.
40 § Acho que alguma coisa não vai bem quando, em pleno fogaréu hormonal da adolescência, você prefere digitar as teclas do celular em vez das prendas tão apetecíveis da pessoa amada. Será esse absorvente aparelho um novo tipo de anticoncepcional? Estaremos ingressando numa era em que vai prevalecer o sexo vocal? Bites em vez de voluptuosas mordidinhas. Com ou sem joguinhos, convém não perder de vista o Carlos Drummond de Andrade da Elegia 1938: “Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear”. E olha que o poeta nem tinha celular.
WERNECK, Humberto. Disponível em: <http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,apoquentacao-do-pokemo,10000067954>. Acesso em: 19 set. 2016. (Adaptado).
Levando em consideração as estratégias de escrita e o gênero, o texto caracteriza-se pela
Questão 5 170087
CEFET MG 2017A EQUAÇÃO DA FELICIDADE
10 § É sério: o segredo da felicidade tem a ver com a redução de expectativas. Aquele seu amigo piadista das redes sociais e o para-choque dos caminhões pelo Brasil estão há muito tempo falando a verdade. Quem endossa essa tese são cientistas e sociólogos, cujas descobertas sobre o estado de espírito mais cobiçado pela humanidade estão na mira de corporações dos mais variados tipos e tamanhos. Essa tal felicidade pode, claro, se fazer presente nas coisas mais simples da vida, como tomar um picolé ou curtir uma roda de violão. O “povo de humanas” tem muito a dizer sobre isso. Mas a lógica por trás desse sentimento tem sido cada vez mais alvo de estudo e pesquisa de instituições renomadas. Se a academia tem chegado ao mesmo tipo de conclusão que a sabedoria popular, a questão passou a ser como medir o grau de felicidade de uma pessoa ou de um grupo. Esse desafio toca principalmente neurocientistas e economistas: quantificar algo tão abstrato que deveria ser impossível de medir. Mas eles insistem. A busca não começou agora. Os gregos, como sempre, deram a largada lá atrás. Alguns séculos depois, a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, propôs uma experiência em longo prazo, da qual até o ex-presidente norte-americano John Kennedy participou.
20 § Também estão nesse jogo de passar a felicidade a limpo equipes como a da University College London, do Reino Unido. Eles publicaram em 2014 e atualizaram neste ano uma fórmula matemática que, segundo os criadores, é capaz de prever se uma pessoa será feliz e ainda determinar como a prosperidade alheia e a desigualdade social são capazes de afetar a felicidade individual. Para chegar à “fórmula da felicidade”, o time liderado pelo neurocientista Robb Rutledge estabeleceu o seguinte processo na primeira etapa: 26 pessoas foram submetidas a uma série de tarefas em que, a partir de decisões que elas tomavam, poderiam ganhar ou perder dinheiro; enquanto as decisões eram tomadas, os participantes respondiam o quanto estavam felizes naquele instante; uma ressonância magnética media a atividade cerebral de cada participante no momento em que ele dava a resposta. Com esses dados, os pesquisadores deduziram a equação, considerando o que os participantes esperavam ganhar, as recompensas obtidas e as sensações geradas no cérebro de cada um deles. E a conclusão da equipe foi que… sim, as suas expectativas definem o quanto você será feliz.
30 § O time do dr. Rutledge ampliou a brincadeira. Por meio de um jogo de celular, estenderam o teste a 18 mil pessoas. O resultado: “expectativas mais baixas tornam mais provável que um resultado as supere e tenha um impacto positivo na felicidade”. E o simples fato de planejar e esperar que algo bom aconteça pode nos deixar mais felizes, mesmo que por um breve momento. Até aí, nenhuma grande novidade. Mas o endosso científico ao senso comum ajuda a entender distúrbios ligados às emoções humanas, como o transtorno de humor. Conseguir quantificar a possibilidade desse tipo de mal na população pode ajudar políticas preventivas de saúde e, claro, a evitar prejuízos ao capitalismo: uma pessoa infeliz tem grandes chances de produzir menos e pior. “Podemos começar a ter um entendimento mais detalhado das emoções humanas. Isso poderia potencialmente ser usado por empresas para melhorar a satisfação de empregados e clientes, perguntando para as pessoas sobre sua felicidade e prevendo-a com base em suas experiências. Também espero que possa ser usado para entender o que acontece com as pessoas que têm depressão”, afirma Rutledge.
Felicidade industrial
40 § O aprimoramento científico em medir emoções é criticado pelo sociólogo britânico William Davies, autor do livro A Indústria da Felicidade. Davies admite que pesquisas e programas sobre felicidade e bem-estar são um avanço, mas não a favor das pessoas, e sim no apoio a uma agenda de interesses políticos e econômicos, muitas vezes com fins mais privados do que públicos. “Na era das imagens por ressonância magnética, tem se tornado cada vez mais comum falar sobre o que nossos cérebros estão ‘querendo’ ou ‘sentindo’. Em muitas situações, isso é representado como uma declaração de intenções mais profunda do que qualquer coisa que pudéssemos relatar verbalmente”, afirma. Quanto mais esse sentimento particular – que é a felicidade – se aproxima de algo concreto, massificado, que podemos tocar ou até mesmo manusear, fica mais fácil dar a ele um valor que se pode calcular.
50 § Nos Estados Unidos, empresas de pesquisa de opinião estimam que a infelicidade dos assalariados custa à economia do país US$ 500 bilhões por ano em produtividade reduzida, receitas fiscais perdidas e custos com saúde, de acordo com o sociólogo. “A ciência da felicidade alcançou a influência que tem porque promete a solução que tanto se esperava. Em primeiro lugar, economistas da felicidade são capazes de colocar preço monetário no problema da miséria e da alienação. Isso permite que nossas emoções e bem-estar sejam colocados dentro de cálculos mais amplos de eficiência econômica”, aponta Davies. Mais do que isso, para que fórmulas e políticas públicas sociais sejam apresentadas como coerentes, o processo de industrialização da felicidade precisa que todos os humanos pensem e sintam as relações e o entorno do mesmo jeito, algo bem distante da realidade. “O que a indústria do consumo e o seu discurso vêm fazendo em torno da felicidade, com todos os seus gurus, desde o chefe da felicidade em uma empresa, o cara da meditação, o outro que diz que empreendeu e agora não tem mais chefe, desde o motorista do Uber até o agente de viagem, é ganhar em cima da gente nos fascinando, porque ficam vendendo caminhos possíveis para chegar lá [à felicidade]”, diz o antropólogo e pesquisador de consumo Michel Alcoforado.
60 § Até que apareça um novo mestre espiritual, uma nova dieta, um novo passo a passo para o Éden ou uma nova verdade sobre o colesterol da gema do ovo, o mantra da hora é ostentar. Enquanto a resposta para a felicidade não chega, exibimos e compartilhamos a ideia de que estamos podendo muito. Bens usados para uma movimentação social até um “lugar de destaque” – uma característica forte da sociedade brasileira – ficam desvalorizados quando mais gente pode comprar o que você já tem. Nesse jogo de quem é o mais feliz, quanto mais exclusiva a felicidade, melhor a posição no campeonato. “Sobretudo nas elites, é comprar experiências. Num processo em que você tem uma redefinição de classes no Brasil, muitas pessoas começam a poder comprar coisas, e o principal sinal de distinção das elites é caminhar dizendo: ‘Olha, coisas não me servem mais, porque elas não me distinguem mais com tanta força. Eu vou em busca das experiências’”, afirma Alcoforado. “Se qualquer um pode comprar uma bolsa da Chanel, poucas pessoas podem fazer um mochilão pelo Sudeste Asiá- tico e comer aquele frango com molho ‘thai’ em Bancoc, que ninguém conhece”, completa. Sem consumo não se vive, não adianta fugir, diz o antropólogo, pois é essa a regra do jogo. O segredo para não ser engolido é escolher o tipo de partida que você topa encarar. Tudo em nome da felicidade – ou daquilo que imaginamos que ela seja.
FUJITA, Gabriela. Disponível em: . Acesso em: 23 set. 2016. (Adaptado).
O emprego do pronome em destaque NÃO está de acordo com as regras de concordância da norma padrão em:
Questão 6 169155
IFPE 2017TEXTO

Disponível em: http://arteemanhasdalingua.blogspot.com.br/2016/03/1-leia charge-seguir-httpnot1.html Acesso: 09 nov. 2016.
No que diz respeito à forma verbal “roubaram”, no segundo balão da charge, TEXTO, podemos dizer que
Questão 3 169152
IFPE 2017TEXTO 1
CELULAR ROUBADO? COMO BLOQUEAR O IMEI DE SEU APARELHO NA OPERADORA.
(1) Seu celular foi roubado? Aprenda a fazer o bloqueio do IMEI do aparelho junto à operadora. Isso desestimula o roubo de smartphones, já que seu celular não se conectará mais a nenhuma operadora, tornando o crime inútil: na maioria dos casos, o ladrão rouba o aparelho para revendê-lo posteriormente.
(2) Para descobrir o IMEI do seu aparelho, digite *#06# no telefone, como se você fosse efetuar uma ligação — o código, com 15 dígitos, será imediatamente exibido na tela. Caso você não tenha mais acesso ao celular, procure o IMEI na embalagem do produto, que estará próximo a um código de barras.

(3) Se você não tem mais o aparelho e nem a caixa, ainda há salvação para os usuários de Android. Acesse o Google Dashboard e expanda o menu Android. Uma lista de todos os aparelhos atrelados ao seu Google Play serão exibidos, acompanhados dos respectivos códigos IMEI. Então, para bloquear o IMEI de um celular por roubo ou furto, entre em contato com a sua operadora.
Celular roubado? Como bloquear o IMEI de seu aparelho na operadora. Disponível em: . Acesso: 09 nov. 2016. (Adaptado).
A partir da análise da pontuação do TEXTO 1, avalie as proposições a seguir.
I. A vírgula depois de “celular”, em “Caso você não tenha mais acesso ao celular, procure o IMEI...”, no segundo parágrafo, foi utilizada de maneira equivocada, uma vez que está separando o sujeito do predicado.
II. No trecho “o código, com 15 dígitos, será imediatamente exibido na tela.”, no segundo parágrafo, as duas vírgulas que isolam a expressão “com 15 dígitos” poderiam ser retiradas sem que isso provocasse nenhum prejuízo semântico ao período.
III. A vírgula no trecho “procure o IMEI na embalagem do produto, que estará próximo a um código de barras.”, no segundo parágrafo, foi utilizada de maneira correta, pois está separando uma oração subordinada adjetiva explicativa.
IV. A vírgula depois de “Se você não tem mais o aparelho e nem a caixa, ainda há salvação...” início do terceiro parágrafo, poderia ser retirada, já que se trata de um caso facultativo.
V. Os dois pontos em “já que seu celular não se conectará mais a nenhuma operadora, tornando o crime inútil: na maioria dos casos...”, no primeiro parágrafo, foram utilizados para introduzir uma enumeração de fatores.
Estão CORRETAS apenas as proposições
Questão 16 167820
IFMA 2017Leia a tira Garfield e responda à questão 16.

O cartaz colado por Garfield apresenta concordância correta de acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa. Em qual das alternativas abaixo a concordância NÃO ocorre?
Questão 11 166663
IFRN 2017O jogo, (1) aparentemente inofensivo, (2) tem provocado, (3) nas últimas semanas, (4) acidentes de trânsito gravíssimos, relatados pela mídia mundial. No Brasil, (5) um jovem foi atropelado em Curitiba-PR, enquanto jogava o aplicativo. Em Rolândia-PR, um motorista de 21 anos bateu na traseira de uma caminhonete, (6) por estar distraído com o Pokémon Go. Em Camboriú-SC, um motorista perdeu o controle do veículo, (7) bateu em outro que estava estacionado e foi flagrado com celular em mãos, tentando capturar pokémons. O causador do acidente fugiu do local antes da chegada da polícia.
Para responder à questão 11, leia as afirmativas a seguir relativas ao uso das vírgulas destacadas no trecho.
I. As vírgulas assinaladas com os números 1 e 2 isolam uma oração adjetiva explicativa.
II. As vírgulas assinaladas com os números 3, 4 e 5 foram utilizadas para separar adjunto adverbial deslocado.
III. A vírgula assinalada com o número 6 indica a supressão de um verbo.
IV. A vírgula assinalada com o número 7 separa orações coordenadas.
Estão corretas apenas as afirmativas
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_9254036bace1df786bf2f5978b4a35d7_combo_enem_meme_home_treineiro_desk.png)
