Questões de EFAF Português
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Questão 6 10675661
OBRL 8° Ano - 2° Fase 2022Analisando as palavras abaixo, elas obedecem a certa ordem lógica:

Seguindo a mesma linha de raciocínio, assinale a alternativa onde aparece uma palavra que complete corretamente a sequência:
Questão 3 10675617
OBRL 8° Ano - 1° Fase 2022Qual palavra mantem o padrão lógico apresentado na sequência:
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Questão 2 10675616
OBRL 8° Ano - 1° Fase 2022Um anagrama é uma palavra formada pela alteração da ordem ou pela transposição das letras de outra: alterando a ordem de Roma temos um anagrama, a palavra amor. Considere que as letras a seguir formam uma palavra:

Depois de coloca-las em ordem, podem formar o nome de:
Questão 20 10655843
CMPA 6° Ano - Provas de Matemática e Língua Portuguesa 2022Leia com atenção o texto, observando as informações apresentadas, para, a partir delas, responder à questão proposta, assinalando a única opção correta, de acordo com o que for solicitado.
Texto
Felicidade clandestina
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados.
Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não
bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que
qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
[05] Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos
um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por
cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que
vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas
[10] com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente
bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o
seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia:
continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura
[15] chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de
Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-
o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela
sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
[20] Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia,
eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado
como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-
me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para
[25] buscá-lo. Boquiaberta, sai devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e
eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas
de Recife. Dessa vez nem cal: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias
seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei
pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
[30] Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era
tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o
coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que
eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama
do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.
[35] E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido,
enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que
ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes
aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia ab, vezes ela
[40] dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que
o emprestei a outra menina, E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando
sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa
a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária
[45] daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão
silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais
estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu, Voltou-se para
a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você
nem quis ler!
[50] E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a
descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de
perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento
das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha:
você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: “E você fica com o livro por quanto
[55] tempo quiser.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse”
é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão.
Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando
bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o
[60] peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava
quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o
susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui
passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde
[65] guardara o livro, achava o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades
para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina
para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e
pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-
lo, em êxtase purissimo.
(...)
LISPECTOR, Clarice. Felicidade clandestina. Todos os contos. Organzação de Benjamin Moser. Rio de Janeiro: Rocco,
2016. p.393-396.
Julgue os itens a seguir:
I - Na linha 13, a narradora informa que a menina não the empresta os livros solicitados, o que pode ser considerado uma consequência do sadismo atribuído à filha do dono da livraria.
II - Na elaboração dessa memória de infância, a narradora relembra a sensação de estar nadando em um mar suave, quando é convidada a buscar o livro de Monteiro Lobato na casa da menina de cabelos crespos.
III - Segundo a percepção da narradora, a atitude da menina era despropositada, pois não havia nenhum indício de disputa entre elas.
É correto o que se afirma em
Questão 25 10630585
CMF 6º Ano - Prova de Matemática 2022TEXTO
O vigário de Pitangui, Padre Belchior Pinheiro, reivindica a honra de ter lido para D.
Pedro os papeis chegados do Rio e acrescenta que, finda a leitura, o príncipe, tremendo de
raiva, arrancara-os das mãos, amarrotara-os e pisara-os. Mas a crer no bom vigário, logo se
dominara, a buscar reflexão e conselho.
[5] Padre Belchior prossegue contando: “D. Pedro, depois, abotoando-se e recompondo a
roupa (pois vinha de quebrar o corpo à margem do riacho Ipiranga, agoniado por uma
disenteria com dores, que apanhara em Santos), virou-se para mim e disse: ‘— E agora,
Padre Belchior?’ E eu respondi prontamente: ‘—Se Vossa Alteza não se faz rei do Brasil,
será prisioneiro das Cortes e talvez deserdado por elas. Não há outro caminho senão a
[10] independência e a separação’. D. Pedro caminhou alguns passos silenciosamente,
acompanhado por mim, Cordeiro, Bregaro, Carlota e outros em direção aos nossos animais,
que se achavam à beira da estrada, dizendo-me: Padre Belchior, eles o querem, terão a sua
conta. As Cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de ‘Rapazinho’ e de ‘Brasileiro’,
pois verão agora quanto vale o ‘Rapazinho’. De hoje em diante estão quebradas as nossas
[15] relações; nada mais quero com o Governo Português e proclamo o Brasil para sempre
separado de Portugal”. O rapazinho mostrava que não temia o desafio e que era um homem
criado no Brasil, um brasileiro decidido a defender a sua dignidade e a do país de adoção.
E indo D. Pedro I ao encontro dos dragões da Guarda de Honra, repetiu a
proclamação da Independência: “Amigos, as Cortes querem escravizar-nos e perseguem-nos.
[20] De hoje em diante nossas relações estão quebradas. Nenhum laço nos une mais!” Aí, então, o
príncipe arrancou do chapéu o laço azul e branco, símbolo da nação portuguesa e, atirando-o
ao chão, exclamou: “Laço fora, soldados! Viva a independência, a liberdade e a separação do
Brasil”. Aos vivas ao Brasil independente e a D. Pedro, desembainhou este a sua espada,
acompanhado no gesto pelos militares, e pelos civis que se descobriram, e disse: “Pelo meu
[25] sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro fazer a liberdade do Brasil!”.
A frase deve ter sido fielmente reproduzida: Deus, honra e sangue faziam parte da
linguagem de D. Pedro, em horas solenes, nos seus protestos de juras. Nenhuma exigiria
mais ênfase do que a testemunhada pela comitiva presa do maior entusiasmo, na tarde de 7
de setembro, na colina do Ipiranga. Todos prestaram, eletrizados, o mesmo juramento, e D.
[30] Pedro I, embainhando a espada, pôs-se à frente do grupo, como se estivesse em pleno campo
de batalha a comandar um ataque contra os inimigos do Brasil e seus, contra as Cortes,
contra Portugal, contra o resto do mundo. Mas antes, clamou, voltando-se para trás, de pé nos
estribos, para que todos o vissem: “Brasileiros, a nossa divisa de hoje em diante será –
Independência ou Morte”. E tomou a direção de São Paulo, a galope, picando de espora a
[35] “sua bela besta baia”.
SOUSA, O. T. de. História dos fundadores do Império do Brasil: a vida de D. Pedro I. Rio de Janeiro: José
Olympio Editora, 1971. P. 30-31 (Adaptado).
Assinale a opção que traz uma palavra cuja regra de acentuação foi alterada pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, de 1990.
Questão 6 10629930
CMF 6º Ano - Prova de Matemática 2022Em determinada aula da disciplina de Língua Portuguesa, um aluno do Colégio Militar de Fortaleza recebeu uma atividade de português em que deveria escrever um certo número de palavras de um texto. Ele executou essa atividade em 15 minutos, adotando o seguinte procedimento:
• nos primeiros 5 minutos, escreveu a metade do total de palavras e mais 10 palavras;
• nos 5 minutos seguintes, a metade do número de palavras restantes e mais 10 palavras;
• nos últimos 5 minutos, a metade do número de palavras restantes e mais 10 palavras.
Se dessa forma ele completou a atividade, o total de palavras do texto é um número compreendido entre:
06
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