Questões de EFAF Português
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Questão 22 10723258
CMC 1° Ano 2022Texto
Te Amo Demais
Eu sou assim
Nunca soube recitar poesia
Não sei palavras de amor
Não sou sedutor, não sei fingir, nem poderia
Eu não tenho ouro nem prata
Mas o meu maior tesouro eu te dei
Só quero o seu amor e mais nada
Você precisa entender, é que eu não sei dizer
Só sei que eu te amo demais
Nas noites sozinho, é o teu nome que eu chamo
Baby, eu te amo demais
Eu só sei dizer: Te amo, te amo
Palavras valem menos que um olhar
O coração é quem vai te explicar
Da cabeça aos pés, eu vou te beijar
Como um sábio na arte de amar
Não sei mentir pra conquistar uma mulher
Daria tudo nesse mundo só pra ter você
O destino seja o que Deus quiser
Você precisa entender, é que eu não sei dizer
Disponível em /https://www.letras.mus.br/marilia-mendonca/te-amo-demais/, acessado em 29 set 2022.
No trecho da canção "Eu não tenho ouro nem prata / Mas o meu maior tesouro eu te dei" o conectivo em destaque estabelece uma relação de:
Questão 21 10723240
CMC 1° Ano 2022Texto
Te Amo Demais
Eu sou assim
Nunca soube recitar poesia
Não sei palavras de amor
Não sou sedutor, não sei fingir, nem poderia
Eu não tenho ouro nem prata
Mas o meu maior tesouro eu te dei
Só quero o seu amor e mais nada
Você precisa entender, é que eu não sei dizer
Só sei que eu te amo demais
Nas noites sozinho, é o teu nome que eu chamo
Baby, eu te amo demais
Eu só sei dizer: Te amo, te amo
Palavras valem menos que um olhar
O coração é quem vai te explicar
Da cabeça aos pés, eu vou te beijar
Como um sábio na arte de amar
Não sei mentir pra conquistar uma mulher
Daria tudo nesse mundo só pra ter você
O destino seja o que Deus quiser
Você precisa entender, é que eu não sei dizer
Disponível em /https://www.letras.mus.br/marilia-mendonca/te-amo-demais/, acessado em 29 set 2022.
No trecho "Não sou sedutor não sei fingir nem poderia", da letra da canção de Marília Mendonça encontramos um período:
Questão 16 10723200
CMC 1° Ano 2022Texto
A moça tecelã
Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava- se ao tear.
Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.
Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.
Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.
Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta.
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.
Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.
E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.
— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.
Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.
— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.
Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.
— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!
Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os
seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.
Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha.
E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.
COLASANTI, Marina: Contos brasileiros contemporâneos. São Paulo: Moderna, 1991. Disponível em Angatuba.sp.gov.br,/, acessado em 29 set 2022.
O conto de Marina Colasanti, ao misturar o real e o imaginário, é considerado um conto de fadas moderno, que versa sobre uma moça que passava os dias trabalhando intensamente em um tear.
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em:
Questão 19 10713215
CMF CONCURSO DE ADMISSÃO – 1º ANO 2022Para Ouvir No Rádio (fragmento)
Jorge Ben Jor
Eu vou fazer uma canção singela
Pra você se lembrar de mim, quando ouvir rádio
Em ondas médias, em ondas curtas
E frequência modulada pra você se lembrar de mim
Quando ouvir no rádio
Mas se você não puder ouvir
Por falta de tempo ou por falta de rádio
Alguém há de passar cantando assobiando
Perto de você
[...]
Disponível em: https://m.letras.mus.br/jorge-ben-jor/86379/. Acesso em: 18/08/2022.
Na composição do verso “Pra você se lembrar de mim, quando ouvir rádio”, pode-se afirmar, de acordo com a norma culta, que:
Questão 3 10679056
OBB 2ª Fase 2022Para que uma célula se prolifere sem controle e gere retinoblastoma ela deve ter seus dois alelos RB1, supressores de tumor importantes na doença, mutados. A prevalência da doença na população geral gira em torno de 1/24 mil nascimentos, e a penetrância é de 90%. Considere um bebê com pai que teve retinoblastoma totalmente hereditário, e mãe portadora do alelo mutado.
Quanto de risco a mais essa criança tem de desenvolver retinoblastoma quando comparada a uma pessoa aleatória na população, aproximadamente?
Questão 5 10675818
OBRL 5º ano, 1° Fase - TETA 2022Qual das palavras nas alternativas faz a melhor correspondência completando a frase:
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