Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 20 10181689
CMM 1º Prova de Lingua Português 2017Analise a oração destacada: “Recentemente foi divulgado que o Facebook usa pessoas para selecionar assuntos.” (adaptada)
A oração destacada é subordinada substantiva, pois desempenha a função que, no período simples, normalmente é desempenhada por substantivos.
De posse dessa informação, marque a alternativa CORRETA sobre ela:
Questão 5 10168042
CMM 1º Prova de Lingua Português 2017Leia os textos I e II para responder do item.
TEXTO I

Fonte: https://extra.globo.com
TEXTO II
SOBRE A “BALEIA AZUL” E AS TECNOLOGIAS DA MORTE
O suicídio entre os jovens não é um fenômeno novo, mas a discussão ganha impulso diante de um jogo que se desdobra nas malhas tecnológicas atuais. Jovens precisam desenhar utopicamente o horizonte dos seus desejos. Quando as máquinas exercem essa tarefa por nós, nos esvaziamos de fantasias.
O fenômeno macabro “Baleia Azul” ganha destaque, com justificada razão, entre os assuntos que vêm preocupando o mundo (guerra na Síria, eleições na França, guerra nuclear da Coreia do Norte, as já conhecidas investidas de Donald Trump). O fenômeno é dinamizado pela execução gradativa de 50 desafios que vão desde a automutilação até o suicídio.[...]
No Brasil, algumas ocorrências assustam: uma menina de 16 anos morreu no Mato Grosso após se afogar em uma lagoa com cortes nos braços, indício de que participava do jogo da “Baleia Azul”. Em João Pessoa, estudantes participam de grupos de automutilação e morte. Em 2015, um garoto de 13 anos se enforcou na casa do pai, no litoral sul da capital paulista, em condições semelhantes às vítimas do jogo.
Inescapavelmente, esses acontecimentos nos fazem pensar sobre um fenômeno que certamente não é novo (suicídio entre a população jovem), mas que ganha impulso renovado com um jogo que se desdobra nas malhas da tecnologia.
São múltiplos os portões de acesso que nos levam a alguns endereços de resposta (como diria Kafka, as portas são inumeráveis, a saída é uma só, mas as possibilidades de saída são tão numerosas quanto às portas). [...]
Engorda o escopo das justificativas o argumento, segundo o qual, são eles (adolescentes e jovens) que passam mais tempo expostos à internet e às redes sociais, o que os torna alvos fáceis dos serial killers virtuais, denominação atribuída aos desafiantes.
Mas, pera! O que dizer dos desafios que nós adultos aceitamos, sem resistência, no tecnocosmos, ainda que a serviço do bem comum?
A propósito, em novembro de 2015, escrevi um artigo cujo fragmento se aplica a essa
questão: Não é mais novidade que a Internet, com as redes sociais na dianteira, tornou-se quase um habitat natural de campanhas e desafios que convocam temporariamente o engajamento das pessoas.
[...]
Adicionalmente, podemos dizer que não existem distâncias telescópicas entre o tempo dispensado por jovens e adultos na internet. Uma vez que a gestão da vida passa pelos espaços digitais, mergulhamos profunda e demoradamente no oceano da cibercultura.
Sem desconsiderar completamente esses dois fatores, a saber, que os adolescentes e jovens são influenciados mais facilmente e hoje passam mais tempo frente às telas, suponho ser necessário dar mais algumas voltas no parafuso para se chegar a um ponto em que podemos avistar algo de “novo” ou “específico” neste tipo de jogo.
[...]
Subversão da lógica dos desejos
Nessa atmosfera de excesso de positividade, as máquinas – normalmente um smartphone – devem oferecer tudo que queremos e desejamos.
Comentei em outro artigo, por ocasião da febre do Pokemon Go (curiosamente outro jogo), que os aparelhos nunca desligam porque precisam oferecer não somente o que desejamos, mas também precisam dizer o que desejamos, demonstrando possuir um saber sobre o nosso desejo.
Talvez resida aí, nesse esquadrinhamento dos desejos, umas das chaves explicativas para a adesão ao jogo da morte. Jovens precisam de desenhar utopicamente o horizonte dos seus desejos (...). Quando as máquinas exercem essa tarefa por nós, nos esvaziamos de fantasias, recurso que sustenta o desejo, e um sujeito esvaziado de fantasia, ensina a psicanálise, é um sujeito débil para a produção de laço social. (...)
Sabe-se que as tecnologias (...) vêm alimentando uma plataforma de vida assaz pesada que limita, ou até mesmo interdita, os voos das asas da nossa imaginação para outros lugares não pontuados pelas regras do super-rendimento e da hiperprodutividade.
(...) É preciso desejar para além do que as máquinas nos oferecem (Netflix, Ifood, OpenRice, JustEat, Uber;...). Na impossibilidade de querermos algo para além do que as máquinas acreditam que queremos, só nos resta aceitar, ceder e executar, achando que temos o controle e somos empreendedores de nossa própria existência. “Sabe nada inocente”, já diria o “filósofo” compadre Washington!
Provavelmente, esses jovens estão se dando conta dessas limitações e ousam responder a pergunta que habita as páginas do famoso livro A insustentável leveza do ser: “Então, o que escolher? O peso ou a leveza?”.
Infelizmente, a resposta que está sendo dada pelos jogadores do “Baleia Azul” sucumbe à voracidade da máquina, a grande sequestradora dos desejos nestes tempos bicudos.
Por Rosane Borges — publicado 27/04/2017, 14h36, última modificação 20/07/2017, 12h53.
Glossário:
Kafka: Franz Kafka foi um escritor de língua alemã, autor de romances e contos, considerado pelos críticos como um dos escritores mais influentes do século XX.
Compadre Washington: Integrante do grupo de axé É o Tchan.
Serial killers: Tipos de criminosos de perfil psicopatológico que cometem crimes com uma certa frequência, geralmente seguindo um mesmo modo e, às vezes, deixando sua "assinatura".
Para defender sua tese no texto II, a autora utilizou em seus argumentos:
Questão 6 10121689
CMRJ 1° Ano - Prova de Português 2017TEXTO
Só o homem entediado terá chance de salvação num futuro de smartphones
João Pereira Coutinho
Assisto a conferências e a moda não engana: metade da sala (no mínimo) está
com a cabeça enfiada em smartphones. Como seriam as conferências antigamente? O
que fazia a audiência enquanto alguém falava no palanque?
Provavelmente, escutava. Ou dormia. Ou dormia e escutava, em intervalos
[5] saudáveis.
Hoje, ninguém dorme. Duvido que alguém escute. O smartphone é o inimigo do
tédio, ou da reflexão, proporcionando uma festa permanente.
Este seria o momento ideal para eu vestir a toga1 do moralista vulgar, lançando
raios homéricos sobre a nefasta2 tecnologia. A data, aliás, seria a mais apropriada: o
[10] iPhone nasceu dez anos atrás e o dilúvio começou.
Infelizmente, não posso pregar. Eu também faço parte do clube que prefere o
smartphone ao velho e bom cochilo.
Especialistas diversos gostam de explicar a compulsão. É como uma droga, dizem
eles: quando espreitamos3 as mensagens, o e-mail, as redes sociais, procuramos uma
[15] espécie de recompensa neurobiológica muito semelhante a um viciado.
O problema se agrava quando somos privados da nossa dose – e eu sei, o leitor
sabe, todos sabemos dessa miserável privação.
Tempos atrás, esqueci-me do celular em casa e parti em viagem. Quando dei conta
do estrago, uma inquietude foi crescendo com o passar das horas.
[20] Ainda pensei em pedir ao companheiro do lado para me emprestar o smartphone
dele. Só para eu ler as minhas mensagens. Ou até, sei lá, as mensagens dele. Qualquer
coisa servia. Eu era como alguns alcoólatras que, na ausência de bebidas legais,
começam a despejar perfume pela goela.
Controlei-me. Telefonei para casa – de um telefone fixo, entenda – e pedi, com um
[25] último fôlego, que me lessem as novidades. Nenhuma delas era urgente, sequer
interessante. Mas o corpo sossegou e mergulhou naquele estranho torpor4 que Thomas
de Quincey relatou nas suas "Confissões de um Comedor de Ópio5". Como se chegou
até aqui?
Verdade: o tédio sempre foi o grande terror dos homens modernos. Ter no bolso
[30] um aparelho que garante distração permanente é a melhor forma de afastar o fantasma.
Acontece que o tédio tem as suas vantagens. O filósofo Mark Kingwell tem escrito
sobre a matéria (...) Só o tédio, escreve ele, é capaz de sinalizar a existência de um
problema entre nós e o mundo. O tédio é a "suspensão da suspensão" em que vivemos
– uma forma terapêutica, e até brutal, de olharmos para a realidade sem fugas. E de
[35] agirmos em conformidade.
Quando abolimos o tédio, e o "dom da escuta" que só ele oferece, desaparece uma
parte da nossa humanidade – aquela parte que reflete, imagina ou cria. E que
problematiza, critica, propõe.
No futuro, não será apenas a audiência que estará mergulhada nas telas dos
[40] smartphones. Também suspeito que os próprios conferencistas, privados de pensar e
sem nada para dizer, terão o mesmo comportamento.
Imagino um encontro de silêncios, onde todos os presentes estarão ausentes – e
só o homem entediado terá chance de salvação.
Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2017/06/1897093-so-ohomem-entediado-tera-chance-de-salvacao-num-futuro-de-smartphones.shtml. Último acesso em 06 de julho de 2017. (Adaptado).
VOCABULÁRIO:
1. Toga – traje preto e comprido, usado por advogados e por professores catedráticos e doutorados em ocasiões especiais.
2. Nefasto – nocivo, prejudicial, perverso, trágico, mau.
3. Espreitar – espiar, olhar demorada e fixamente.
4. Torpor – indiferença ou apatia moral; indolência, prostração.
5. Ópio – narcótico, droga que provoca adormecimento.
O autor do texto I escreve sua crônica praticamente toda de acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa. Um exemplo claro é a regência do verbo assistir, adequadamente aplicada na frase transcrita abaixo:
“Assisto a conferências e a moda não engana”. (l. 1)
Marque a única opção que obedece à norma padrão quanto à regência verbal ou nominal nas frases que seguem.
Questão 14 379793
IFSC 2017/2Texto
Somente 21 cidades catarinenses atingiram a meta de vacinação para HPV
[1] Apenas 21 dos 295 municípios catarinenses atingiram a meta de vacinação
[2] contra HPV em 2016, segundo dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica
[3] (Dive-SC). Ou seja, somente 7% das cidades superaram 80% de cobertura entre as
[4] meninas de nove anos. Santa Catarina pretendia imunizar 46.948 garotas nesta faixa
[5] etária no ano passado, mas somente 10.091 tomaram as duas doses da vacina, o que
[6] leva a uma cobertura de 21,5%. Especialistas defendem que, com essa baixa adesão,
[7] o Estado não conseguirá reduzir índices de doenças relacionadas ao vírus, como o
[8] câncer de colo de útero.
[9] A solução passa por mudança cultural, facilitar acesso aos postos e,
[10] principalmente, trabalhar a conscientização e reintroduzir vacinação nas escolas. Para
[11] Edison Natal Fedrizzi, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e
[12] chefe do Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV do Hospital Universitário – um dos
[13] locais que analisaram a eficácia da imunização –, três fatores principais influenciam a
[14] baixa adesão. O primeiro é a faixa etária: adolescentes não estão acostumados à
[15] rotina de vacinação, que é mais intensa com crianças. O segundo está relacionado ao
[16] temor de injeção, que impede a busca voluntária dos jovens. Outro ponto seria o
[17] horário de funcionamento dos postos, que dificulta o acesso de pais que trabalham.
[18] – Todos esses fatores somados levam a uma cobertura bem menor do que
[19] gostaríamos. Isso traz impactos, porque a infecção HPV é muito frequente e muitas
[20] vezes a pessoa nem sabe que está infectada pelo vírus – reforça o professor Fedrizzi.
[21] A gerente de Doenças Imunopreviníveis e Imunização da Dive-SC, Vanessa
[22] Vieira da Silva, considera que o grande desafio nesta faixa ainda é o retorno para
[23] completar a segunda dose, essencial para eficácia da vacina:
[24] – Nós temos um número muito grande de primeira dose, mas elas não retornam
[25]para a segunda.
[26] Vanessa ressalta que os dados neste ano (2017), primeira vez que os meninos
[27] são incluídos na campanha, estão dentro do esperado. Até 30 de março, foram
[28] aplicadas 8.283 doses em meninas e 11.265 doses em meninos.
[29] Diferentes tipos de câncer estão relacionados ao HPV, entre eles o de colo de
[30] útero, vagina, região genital externa, anal e de cavidade oral. A vacina é a forma mais
[31] eficaz de prevenção. Para Fedrizzi, a solução passa por estimular as campanhas nas
[32] escolas, como foi feito no início da vacinação em 2014.
[33] [...]
[34] Vanessa lembra que, durante a Campanha de Multivacinação do ano passado,
[35] em setembro, chamaram também os adolescentes e conseguiram vacinar quatro
[36] vezes mais essa faixa etária.
Disponível em http://dc.clicrbs.com.br/sc/estilo-de-vida/noticia/2017/04/somente-21-cidades catarinenses-atingiram a-metade- vacinacao-para-hpv-9768107.html Acesso em 10 de Abr 2017. [Texto adaptado]
Considere as afirmativas a seguir e assinale no cartão-resposta a alternativa CORRETA.
I. Em “Todos esses fatores somados levam a uma cobertura bem menor do que gostaríamos” (linhas 18-19), o sujeito do verbo em destaque é composto e inclui o autor do texto.
II. Em “Nós temos um número muito grande de primeira dose, mas elas não retornam para a segunda” (linhas 24-25), o pronome em destaque se refere a “primeira dose”.
III. Em “A vacina é a forma mais eficaz de prevenção” (linhas 30-31), o termo em destaque é objeto indireto.
IV. A presença do acento gráfico nas palavras clínica, útero e gostaríamos é justificada com base na mesma regra de acentuação.
Questão 17 169166
IFPE 2017Leia o TEXTO 7 para responder à questão 17.
TEXTO 7
BRASILEIROS BATEM 11 RECORDES NA PARALIMPÍADA
Brasileiros bateram 11 recordes na Paralimpíada 2016. Dois deles foram no arremesso de peso com Claudiney Batista que conquistou ouro na categoria F54 com direito a recorde paralímpico, com a marca de 45,33 m e, na categoria F56, apesar de não levar medalha, o brasileiro também bateu recorde mundial, com a marca de 42,74 m.
ARRIGONI, Marília. Brasileiros batem 11 recordes na Paralimpíada 2016. Disponível em: . Acesso: 02 out. 2016. (adaptado)
A diferença entre as marcas de Claudiney Batista nas categorias F54 e F56 foi de
Questão 19 168752
IFRS 2017Sobre o tema diversidade de plantas, analise as afirmativas.
I - O pinhão é o fruto da araucária.
II - A cana-de-açúcar tem caule do tipo colmo.
III - A vagem da soja é um tipo de fruto.
IV - Todas as flores são constituídas por estames e carpelos.
Estão corretas apenas
06
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