Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 1 10739217
IFF 2023/1Leia atentamente o texto a seguir e utilize-o para responder às questões
Robô da Tesla “mais barato que um carro” está prestes a ser anunciado
Está chegando a hora de conhecermos mais detalhes sobre o Optimus, o robô humanoide da Tesla. O lançamento do protótipo está marcado para 30 de setembro, o AI Day – dia da Inteligência Artificial na empresa do bilionário Elon Musk.
Os robôs Optimus – nome em alusão ao poderoso e benevolente líder dos Autobots na série Transformers – devem ser usados para realizar trabalhos “chatos ou perigosos” nas fábricas da Tesla, adiantou o empresário em artigo escrito à revista China Cyberspace, em agosto.
Musk afirmou que busca uma “produção em massa” do robô, após o lançamento, no intuito de eventualmente torná-lo mais barato que um carro. No futuro, quer que o Optimus seja “o pilar da vida doméstica”.
“As pessoas poderão comprar um robô para seus pais como presente de aniversário”, escreveu. Em um TED Talk, o bilionário afirmou que o Optimus poderá ser usado para preparar o jantar, cortar a grama, cuidar de idosos e até como parceiro sexual.
Até agora, a notícia é que o robô humanoide terá um conjunto de sensores para “ver” o que há ao redor. Com isso, ele seria capaz de identificar e interagir com objetos do mundo real, assim como andar sozinho no ambiente.
Uma fonte familiarizada com o assunto disse à agência Reuters que o assunto está crescendo dentro da Tesla e a empresa já realiza mais reuniões internas sobre os robôs. Em junho, Musk afirmou que planeja começar a produção em 2023.
[...]
A Tesla já possui centenas de robôs nas linhas de produção dos seus carros elétricos. Em 2018, Musk criticou esses funcionários: segundo ele, os robôs não conseguiam realizar tarefas simples, como pegar elementos pequenos e colocá-los em baterias. Na época, o empresário afirmou que os custos técnicos para manter os robôs superavam o valor para contratar um ser humano nas linhas de montagem.
“Se a Tesla apenas fizer o robô andar ou dançar, isso já foi feito. Não é impressionante”, disse a professora de engenharia do Arizona State University, Nancy Cooke, à Reuters. “Para ter sucesso, a Tesla precisará mostrar robôs realizando várias ações sem script”.
Musk tuitou na segunda-feira (19) que parte da equipe que desenvolve o piloto automático de seus carros autônomos também trabalha no robô Optimus.
Disponível em: https://gizmodo.uol.com.br/robo-da-tesla-mais-barato-que-um-carro-esta-prestes-aser-anunciado/. Acesso em: 23 set. 2022.
Os textos são muito diversos e estão presentes nas mais diferentes situações do cotidiano, em contextos formais e informais, orais e escritos.
Ainda assim, podem ser agrupados conforme sua estrutura e finalidade, como ocorre com o Texto, que tem por objetivo
Questão 11 10736966
COTUCA 2023Leia o texto a seguir, o trecho inicial de uma coluna da Folha de S. Paulo, para responder às questões
Precisamos falar sobre Mercedes Baptista, bailarina que fez história
Deixamos passar a efeméride do nascimento de uma das mais importantes coreógrafas negras do Brasil
Tom Farias
Jornalista e escritor, é autor de 'Carolina, uma Biografia' e do romance 'A Bolha'
27.jul.2022 às 21h40
Todos os anos o Brasil tem suas efemérides. Este ano nós devemos falar de algumas delas por esta coluna, algumas bem relevantes no contexto histórico e político do país, outras nem tanto. É possível que, mesmo entre as efemérides históricas ou relevantes, esqueçamos umas e outras. É natural dos brasileiros sermos acometidos de amnésia, seja por desleixo, seja por simples esquecimento mesmo.
No ano passado fomos acometidos dessa espécie de "amnésia" a que estou me referindo. É que deixamos passar uma data por demais relevante para a cultura brasileira, no seu aspecto mais sensível — a da dança. E não se trata de qualquer dança ou dançarina, trata-se da memória de uma das mais significativas coreógrafas negras do país, Mercedes Baptista.
Para reduzir um pouco do descaso com a memória de Mercedes Baptista, e destacar a passagem do centenário do seu nascimento, ocorrido no ano passado, o professor Paulo Melgaço da Silva Júnior publicou em caprichada edição "Mercedes Baptista, a Dama Negra da Dança", que saiu pelo selo Ciclo Contínuo Editorial. Trata-se de um dedicado trabalho sobre uma das maiores bailarinas negras brasileiras.
O livro, dividido em dez capítulos, fartamente ilustrado, se resume num belo esforço biográfico sobre Mercedes Baptista, abrangendo do dia 28 de março de 1921, data do seu nascimento, na cidade de Campos dos Goitacazes, onde teve uma infância pobre e sofrida, filha de Maria Ignácia da Silva, uma costureira da cidade, e de João Baptista Ribeiro, então "um tratador de cavalo de raça", segundo o biógrafo, até sua morte, no Rio de Janeiro, por velhice, em 18 de agosto de 2014.
A trajetória de Mercedes Baptista é tão relevante que chega a ser estranho pensar o quanto ela ainda hoje é ignorada e esquecida. Não só como mulher, mas como artista negra, Mercedes transformou o cenário da dança do país quando levou para os palcos a coreografia afro-brasileira como parte integrante do espetáculo da dança.
Para uma mulher que atravessou o século 20 dançando, seu desafio foi muito grande. Os anos que vão de 1940 em diante são os mais emblemáticos e marcantes de sua carreira artística, desde os primeiros passos ao ingresso na clássica escola comandada pela bailarina russa Maria Olenewa. Esse enfrentamento vai se dar com a sua entrada, por concurso público, no histórico Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Mercedes Baptista vai ser, em 1948, a primeira negra a integrar o Corpo de Baile do Municipal. Vai passar a viver momentos decisivos, não só pela dureza dos ensaios, mas, sobretudo, pelo racismo reinante por parte da direção que não a escala ou se a escala, não a dão destaque.
[...]
Adaptado de TomFarias, 27 de jul. de 2022, Folha de S. Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ tom farias/2022/07/precisamos-falar-sobre-mercedes-baptista-bailarina-que-fez-historia.shtml. Acesso em 27 jul. 2022.
*Efeméride: acontecimento ou fato importante.
Colunas são textos opinativos assinados e publicados regularmente em jornais e outros veículos de comunicação.
O texto acima defende a opinião de que não podemos nos esquecer da dançarina brasileira Mercedes Baptista e usa como principal argumento para isso o fato de:
Questão 7 10736953
COTUCA 2023O texto a seguir faz parte das orelhas do livro “Marrom e Amarelo”, de Paulo Scott. Ele não é assinado, o que significa que foi escrito por alguém da própria editora que publicou a obra. Leia-o para responder às questões
“Orelhas do livro” são as abas que aparecem na capa e na contracapa de muitas obras e costumam apresentar dois tipos de informação diferentes: uma pequena biografia da pessoa que escreveu a obra e um ou mais textos que induzem o interlocutor a ler aquele livro.
Os irmãos Federico e Lourenço são muito diferentes. Federico, um ano mais velho, é grande, calado e carrega uma raiva latente. Lourenço é bonito, joga basquete e é “muito do gente boa”, na palavra de conhecidos do bairro pobre onde cresceram. Federico é pardo claro, de “cabelo lambido”. Lourenço é negro retinto. Filhos de pai de pele retinta, célebre diretor-geral do instituto de perícia do Rio Grande do Sul, eles cresceram sob a pressão da discriminação racial. Lourenço tenta enfrentá-la com naturalidade, Federico se torna um incansável ativista das questões raciais.
Federico, o narrador desta história, foi moldado na violência dos subúrbios de Porto Alegre. Carrega uma dor que vem da incompletude nas relações amorosas e, sobretudo, dos enfrentamentos raciais em que não conseguiu se posicionar como achava que deveria.
Agora, com quarenta e nove anos, é chamado para uma comissão em Brasília, instituída pelo novo governo, para discutir o preenchimento das cotas raciais nas universidades. Em meio a debates tensos e burocracias absurdas, ele se recorda de eventos traumáticos da infância e da juventude. E as lembranças, agora, voltam para acossá-lo.
Marrom e Amarelo é um livro sem paralelo na literatura contemporânea, que retrata diferentes aspectos de um Brasil distópico, conflagrado, da inércia do comando político à crônica tensão racial de toda a sociedade. É um romance preciso, que nos faz mergulhar nos abismos expostos do país.
Orelha do livro. Scott, Paulo. Marrom e Amarelo. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2019.
O texto se assemelha muito a uma resenha, gênero argumentativo que apresenta uma crítica sobre determinada obra. As resenhas são compostas de uma avaliação crítica e de um resumo do texto analisado.
Levando em consideração essas informações, assinale a alternativa que apresenta corretamente o parágrafo em que predomina a argumentação sobre a obra.
Questão 6 10736947
COTUCA 2023A charge a seguir, do cartunista Latuff, foi produzida em 2020, em decorrência do assassinato de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de 40 anos, por seguranças no estacionamento de um supermercado, na véspera do Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, em Porto Alegre (RS). A cena foi filmada por pessoas que estavam no local.

Disponível em: https://www.andes.org.br/conteudos/noticia/em-vespera-do-dia-da-consciencia-negra-homem-negro -e-assassinado-em-porto-alegre-rS1/page:6/sort:Conteudo.created/direction:DESC. Acesso em 03 set. 2022.
Sobre a charge de Latuff, é correto afirmar a presença da figura de linguagem:
Questão 4 10736942
COTUCA 2023Leia o texto a seguir para responder à questão.
Ismália (Emicida)
Com a fé de quem olha do banco a cena
Do gol que nós mais precisava na trave
A felicidade do branco é plena
A pé, trilha em brasa e barranco, que pena
Se até pra sonhar tem entrave
A felicidade do branco é plena
A felicidade do preto é quase
Olhei no espelho, Ícaro me encarou:
"Cuidado, não voa tão perto do sol
Eles num guenta te ver livre, imagina te ver rei"
O abutre quer te ver de algema pra dizer:
"Ó, num falei?!"
[...]
Ela quis ser chamada de morena
Que isso camufla o abismo entre si e a humanidade plena
A raiva insufla, pensa nesse esquema
A ideia imunda, tudo inunda
A dor profunda é que todo mundo é meu tema
[...]
80 tiros te lembram que existe pele alva e pele alvo
Quem disparou usava farda (Mais uma vez)
Quem te acusou nem lá num tava (Banda de espírito de porco)
[...]
No fim das conta é tudo Ismália, Ismália
Ismália, Ismália
Ismália, Ismália
Quis tocar o céu, mas terminou no chão
Ter pele escura é ser Ismália, Ismália
Ismália, Ismália
Ismália, Ismália
Quis tocar o céu, mas terminou no chão
(Terminou no chão)
Primeiro cê sequestra eles, rouba eles, mente sobre eles
Nega o deus deles, ofende, separa eles
Se algum sonho ousa correr, cê para ele
E manda eles debater com a bala que vara eles, mano
Infelizmente onde se sente o sol mais quente
O lacre ainda tá presente só no caixão dos adolescente
Quis ser estrela e virou medalha num boçal
Que coincidentemente tem a cor que matou seu ancestral
Um primeiro salário
Duas fardas policiais
Três no banco traseiro
Da cor dos quatro Racionais
Cinco vida interrompida
Moleques de ouro e bronze
Tiros e tiros e tiros
O menino levou 111
Quem disparou usava farda (Ismália)
Quem te acusou nem lá num tava (Ismália)
É a desunião dos preto junto à visão sagaz (Ismália)
De quem tem tudo, menos cor, onde a cor importa demais
[...]
Disponível em: https://g.co/kgs/etYQ8J. Acesso em 07 ago. 2022.
Uma das figuras de linguagem que contribui para a construção da crítica social presente na música “Ismália” é a antítese, que está presente em:
Questão 3 10736938
COTUCA 2023Leia o texto a seguir para responder à questão.
Ismália (Emicida)
Com a fé de quem olha do banco a cena
Do gol que nós mais precisava na trave
A felicidade do branco é plena
A pé, trilha em brasa e barranco, que pena
Se até pra sonhar tem entrave
A felicidade do branco é plena
A felicidade do preto é quase
Olhei no espelho, Ícaro me encarou:
"Cuidado, não voa tão perto do sol
Eles num guenta te ver livre, imagina te ver rei"
O abutre quer te ver de algema pra dizer:
"Ó, num falei?!"
[...]
Ela quis ser chamada de morena
Que isso camufla o abismo entre si e a humanidade plena
A raiva insufla, pensa nesse esquema
A ideia imunda, tudo inunda
A dor profunda é que todo mundo é meu tema
[...]
80 tiros te lembram que existe pele alva e pele alvo
Quem disparou usava farda (Mais uma vez)
Quem te acusou nem lá num tava (Banda de espírito de porco)
[...]
No fim das conta é tudo Ismália, Ismália
Ismália, Ismália
Ismália, Ismália
Quis tocar o céu, mas terminou no chão
Ter pele escura é ser Ismália, Ismália
Ismália, Ismália
Ismália, Ismália
Quis tocar o céu, mas terminou no chão
(Terminou no chão)
Primeiro cê sequestra eles, rouba eles, mente sobre eles
Nega o deus deles, ofende, separa eles
Se algum sonho ousa correr, cê para ele
E manda eles debater com a bala que vara eles, mano
Infelizmente onde se sente o sol mais quente
O lacre ainda tá presente só no caixão dos adolescente
Quis ser estrela e virou medalha num boçal
Que coincidentemente tem a cor que matou seu ancestral
Um primeiro salário
Duas fardas policiais
Três no banco traseiro
Da cor dos quatro Racionais
Cinco vida interrompida
Moleques de ouro e bronze
Tiros e tiros e tiros
O menino levou 111
Quem disparou usava farda (Ismália)
Quem te acusou nem lá num tava (Ismália)
É a desunião dos preto junto à visão sagaz (Ismália)
De quem tem tudo, menos cor, onde a cor importa demais
[...]
Disponível em: https://g.co/kgs/etYQ8J. Acesso em 07 ago. 2022.
Releia a segunda estrofe da música “Ismália”, transcrita a seguir. Nela, o eu-lírico estabelece um diálogo com Ícaro, personagem de um famoso mito grego.
Olhei no espelho, Ícaro me encarou:
"Cuidado, não voa tão perto do sol
Eles num guenta te ver livre, imagina te ver rei"
O abutre quer te ver no lixo pra dizer:
"Ó, num falei?!" [...]
Sobre o uso do verbo “voa” na estrofe mencionada, é correto afirmar que o modo verbal empregado é:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)