Questões de EFAF Português - Ortografia
329 Questões
Questão 7 422860
IFSul - Rio-Grandense 2018/1Texto
Há escritores que se queixam, mas escrever só me traz alegria
Passei dois anos escrevendo o livro que acabo de terminar. A tarefa não foi realizada em
tempo integral, mas nos momentos livres que ainda me restam.
Há escritores que precisam de silêncio, solidão e ambiente adequado para a prática do ofício.
Se fosse esperar por essas condições teria demorado 20 anos para publicá-lo, tempo de vida de
[5] que não disponho, infelizmente.
Por força da necessidade, aprendi a escrever em qualquer lugar em que haja espaço para
sentar com o computador.
Por exemplo, nas salas de embarque durante as viagens de bate-e-volta que sou obrigado a
fazer. Consigo me concentrar apesar das vozes esganiçadas que anunciam os voos, os atrasos, as
[10] trocas de portões, a ordem nas filas, os nomes dos retardatários.
Os avisos vêm aos berros como se fossem destinados a uma horda de deficientes auditivos;
mal termina um, começa outro. Suspeito de uma conspiração das companhias aéreas contra a
integridade dos tímpanos dos passageiros.
Embora com dificuldade, sou capaz de escrever no meio daqueles idiotas que xingam as
[15] secretárias pelo celular, alguns dos quais o fazem andando nervosamente de um lado para outro,
com a intenção declarada de atazanar o maior número possível de circunstantes.
São executivos de terno que empregam adjetivos fortes: incompetente, burra, ignorante.
Escutei um deles dizer: "Contratei você para cumprir ordens, se fosse para pensar escolhia outra
pessoa". Nunca os ouvi chegar perto desse tom ao falar com o chefe, ocasiões identificáveis pela
[20] voz melosa e submissa.
Mal o avião levanta voo, puxo a mesinha e abro o computador. Estou nas nuvens, às portas
do paraíso celestial. O telefone não vai tocar, ninguém me cobrará o texto que prometi, a
presença na palestra para a qual fui convidado, os e-mails atrasados, nenhum ser humano me
pedirá para apoiar um projeto e não descobrirei que me incluíram num grupo de WhatsApp em
[25] que os 300 participantes dão bom dia uns aos outros.
Já escrevi por 13 horas consecutivas num voo de volta da Ásia. Num retorno de Salvador,
escrevi uma coluna como esta sentado na primeira fila, ao lado de um bebê com dor de ouvido
que chorou sem dar um minuto de trégua. Só ficou quietinho, quando o comandante anunciou
que o pouso em Guarulhos fora autorizado.
[30] Minha carreira de escritor começou com "Estação Carandiru", publicado quando eu tinha 56
anos. Foi tão grande o prazer de contar aquelas histórias, que senti ódio de mim mesmo por ter
vivido meio século sem escrever livros.
A dificuldade vinha da timidez e da autocrítica. Para mim, o que eu escrevesse seria
fatalmente comparado com Machado de Assis, Gógol, Faulkner, Joyce, Pushkin, Turgenev, Dante
[35] Alighieri. Depois do que disseram esses e outros gênios, que livro valeria a pena ser escrito?
A resposta encontrei em "On Writing", que reúne entrevistas e textos de Ernest Hemingway
sobre o ato de escrever. Em conversa com um estudante, Hemingway diz que ao escritor de
nossos tempos cabem duas alternativas: escrever melhor do que os grandes mestres já falecidos
ou contar histórias que nunca foram contadas.
[40] De fato, se eu escrevesse melhor do que Machado de Assis, poderia recriar personagens
como Dom Casmurro ou descrever com mais poesia o olhar de ressaca de Capitu.
Restava a outra alternativa: a vida numa cadeia com mais de 7.000 presidiários, na cidade
de São Paulo, nas últimas décadas do século 20, não poderia ser descrita por Tchékhov, Homero
ou pelo padre Antonio Vieira. O médico que atendia pacientes no Carandiru havia dez anos era
[45] quem reunia as condições para fazê-lo.
Seguindo o mesmo critério, publiquei outros livros. Às cotoveladas, a literatura abriu espaço
em minha agenda. Há escritores talentosos que se queixam dos tormentos e da angústia
inerentes ao processo de criação. Não é o meu caso, escrever só me traz alegria.
Diante da tela do computador, fico atrás das palavras, encontro algumas, apago outras,
[50] corrijo, leio e releio até sentir que o texto está pronto. Às vezes, ficou melhor do que eu
imaginava. Nesse momento sou invadido por uma sensação de felicidade plena que vai e volta
por vários dias.
Drauzio Varella
Disponível em:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2017/05/1883616-ha-escritores-quese-queixam-mas-escrever-so-me-traz-alegria.shtml Acesso em 18 de ago 2017.
Em relação às regras de acentuação, em qual alternativa as palavras obedecem à mesma regra?
Questão 12 418750
IFSudesteMinas 2018Realize a leitura do texto a seguir para responder à questão.
Idosa leva pedrada no rosto e família afirma ser caso de intolerância religiosa
Polícia registra e investiga o caso como lesão corporal e injúria
RIO - A Polícia Civil do Rio investiga uma agressão contra Maria da Conceição Cerqueira da Silva, de 65 anos, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Agentes da 58ª DP (Posse) fazem diligências para apurar os crimes de lesão corporal e injúria. Mas Eliane Nascimento da Silva, de 42 anos e filha da idosa, afirmou ao portal G1 que a mãe foi vítima de intolerância religiosa.
Com ferimentos no rosto, na boca e no braço, Maria da Conceição foi atendida no Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI) e levou pontos na testa e na boca. Segundo Eliane, na última sexta-feira, 18, a mãe foi atingida por uma pedra arremessada por uma vizinha.
Adepta do candomblé, a idosa teria passado a sofrer ataques verbais da vizinha. Eliane, que é umbandista, disse que também é vítima de ofensas motivadas pela religião. Segundo a versão da filha, sua mãe estava na rua quando foi ofendida pela vizinha, que teria dito “lá vem essa velha macumbeira. Hoje eu acabo com ela”. Quando Maria da Conceição questionou a vizinha, ela teria apanhado uma pedra no chão e arremessado contra a idosa. Não foi possível ouvir a versão da suposta agressora.
Eliane afirmou que a família busca um advogado para tentar mudar o registro de ocorrência feito na 58ª DP de lesão corporal para intolerância religiosa. Esse crime tem a pena agravada em um terço quando a violência é empregada.
Em nota, a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI) afirmou que colocou à disposição de Maria da Conceição e da família assistência jurídica psicológica e social. Eles serão atendidos nesta segunda-feira, 21, às 13h30.
A secretaria também vai solicitar à Polícia Civil que o caso seja registrado como intolerância religiosa e acompanhará de perto as investigações.
"Casos como esse são inadmissíveis em nosso Estado. Esta senhora foi vítima, no mínimo, de dois crimes: intolerância religiosa e agressão contra idosos. O crescimento do número de casos de intolerância e o aumento da sua gravidade reforçam a urgência da criação da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi)", explica o secretário de Direitos Humanos, Átila Nunes.
Recentemente, a secretaria criou o Disque Combate ao Preconceito que funciona pelo telefone (21) 2334 9551, de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h. O serviço recebe denúncias de atos preconceituosos como xenofobia, LGBTfobia, racismo, intolerância religiosa, entre outros.
Crescimento. Dados do Disque 100 apontam que as denúncias de casos de intolerância religiosa aumentaram em 119% no ano passado em relação ao ano anterior. Foram 79 ocorrências.
Disponível em: . Acesso em: 27 ago. 2017. Adaptado.
No texto, a passagem “lá vem essa velha macumbeira. Hoje eu acabo com ela.” está entre aspas porque se trata:
Questão 18 379722
IFSC 2018/1A indústria tecnológica se desenvolveu muito nos últimos anos. Com isso, a quantidade e a qualidade dos produtos eletrônicos supreendem cada dia mais os consumidores.
Sabendo-se que as palavras em destaque receberam acentos gráficos por serem proparoxítonas, em qual alternativa há somente palavras cujos acentos foram empregados com base na mesma regra de acentuação?
Assinale a alternativa CORRETA.
Questão 4 306008
SESC 2018TEXTO II
Cultura Maker é tema de encontro na Casa do Saber do Rio
Por Beto Largman
Em 22/06/2015

Você pode não saber, mas já tem um montão de pessoas pelo Brasil afora construindo, consertando, modificando e fabricando os mais diversos tipos de objetos e produtos com as próprias mãos. O Brasil tem uma tradição nessa área: afinal, somos o país da gambiarra. Com o acesso cada vez mais fácil e barato a ferramentas variadas e a informações sobre tecnologia e técnicas na internet, os “fazedores” brasileiros já contam com espaços e comunidades (virtuais e presenciais) específicos, incluindo escolas, em várias cidades brasileiras.
O bate-papo que vai rolar na nona edição do ciclo de encontros Feira Moderna, na Casa do Saber Rio, moderado por este que vos escreve, será sobre o chamado movimento Maker, que está se espalhando pelo mundo e pelo país. Vou receber um time da primeiríssima divisão da cena Maker brasileira, como Gabi Agustini, Marcela Sabino e Dado Sutter, na próxima segunda-feira, dia 29, às 2oh, para que eles contem suas experiências no evento que tem o nome Feira Moderna #8: faça você mesmo, versão 2.0.
Se você quer saber mais sobre o assunto, esta será uma excelente oportunidade! A Casa do Saber do Rio de Janeiro tica na Av. Epitácio Pessoa, 1.164, Lagoa. As inscrições, gratuitas, podem ser feitas através do telefone (21) 2227-2237, de segunda a sexta, das 11h às 20h. Vagas limitadas.
Fonte: blogs.oglobo.globo.com/.../cultura-maker-tema-de-encontro-na-casa-do-saber-do-rio.
Em “Se você quer saber mais sobre o assunto, esta será uma excelente oportunidade!” (TEXTO ll, 3º parágrafo), a exclamação apresenta o seguinte efeito de sentido:
Questão 17 295732
IFRR 2018Assinale o item que completa corretamente as lacunas abaixo:
Mesmo com risco de extin__ão, o IBAMA não autorizou a suspen_ão da extra_ão ilegal de madeira na região Amazônica, foco de pesqui_as internacionais.
Questão 10 10785568
COLÉGIO SÓLIDO* 6º Ano 2017Identifique a alternativa em que todas as palavras foram acentuadas graficamente pelo mesmo motivo.
06
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