Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 5 10774446
IFMG 2023/2Leia o texto a seguir para responder à questão.
Texto
Da minha janela vejo o céu
Estrelado e um castelo iluminado.
Vejo muitas lajes e telhados remendados.
É gente pra todo lado!
Quando está muito calor, algumas pessoas trazem o
mar para suas casas e o dia fica mais fresco.
Ao cair da noite vejo muitas luzes e vaga-lumes que
iluminam caminhos escuros.
Às vezes, quando chove muito, o arco-íris visita meu
barraco e colore um dia cinzento.
Quero descobrir onde está o final do arco-íris, não
por causa do tesouro: quero decifrar um mistério que
vale mais que ouro...
Da minha janela converso com meus amigos - conversa que vira brincadeira.
A nossa brincadeira preferida é microfone sem fio,
que vira funk, que vira rima e se transforma em poesia.
Da minha janela escuto sons que me deixam muito
triste. Às vezes não posso ir para a escola, nem jogar
bola lá fora.
Da minha janela vejo o campinho vazio, que volta a se
encher de gente quando fecho os olhos.
Da minha janela vejo o nascer do sol. Vejo gente para
todo lado.
Gente remendando o telhado, que estava quebrado
por causa da chuva.
Gente indo em busca do seu tesouro.
Gente com livros nas mãos, a caminho da escola.
Da minha janela... vejo minha favela.
Disponível em: Otávio Júnior. Da minha janela. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2019. Adaptado.
O uso de metáforas visuais ao longo do texto reflete uma
Questão 3 10774441
IFMG 2023/2Leia o texto a seguir.
Reações de família viajando de avião pela primeira vez viralizam nas redes sociais
Portal g1
'Que diabo de trem alto' - Uma família mineira viralizou nas redes sociais ao registrar os momentos do primeiro voo da vida. O sotaque mineiro “raiz” e o medo do avião decolando renderam várias brincadeiras nos comentários da postagem, que está com quase 400 mil visualizações.
“Agora o café vai coar memo [sic]. Engatou primeira. Jesus Amado. Vai arrancar o pézinho do chão agora. As tripa [sic] foi parar lá na ‘cacunda’. Que diabo de trem 'arto', oua! Cê tá maluco”, são alguns dos gritos assustados da família mineira.
A família é de Perdizes, cidade do Alto Paranaíba com pouco mais de 16 mil habitantes. Eles viajaram até Uberlândia, de onde saiu o voo. No momento da decolagem, o sotaque mineiro “agarrou” e rendeu os momentos de humor.
Disponível em: https://www.instagram.com/p/Cqu4MYHpd9e/. Acesso no dia 10 mai. 2023.
As falas da família mineira, transcritas na notícia, exemplificam
Questão 15 10773121
IFMG 2023/1Leia o texto a seguir.
AVÔ CROCODILO
(Para Marta B. Neves, Lisboa)
Diz a lenda
e eu acredito!
O sol na pontinha do mar
abriu os olhos
e espraiou os seus raios
e traçou uma rota
Do fundo do mar
um crocodilo pensou buscar o seu destino
e veio por aquele rasgo de luz
Cansado, deixou-se estirar
no tempo
e suas crostas se transformaram
em cadeias de montanhas
onde as pessoas nasceram
e onde as pessoas morreram
– diz a lenda
e eu acredito!
é Timor!
Gusmão, X. Meu Mar - Poemas e Pinturas. Porto: Granito Editores e Livreiros, 1998.
No poema, que faz referência à lenda de criação da ilha de Timor, o recurso expressivo predominante é
Questão 12 10773089
IFMG 2023/1Leia a notícia a seguir
Áudio de mulher esculachando morador do Guará viraliza na web
Em gravações que parecem ter sido enviadas pelo WhatsApp, a suposta madame termina um relacionamento com morador da região administrativa.
Celimar de Meneses
10/08/2022 19:22, atualizado 10/08/2022 19:26
Uma sequência de áudios que marcam o suposto término de um relacionamento e parecem ter saído de um esquete do Porta dos Fundos viralizou nas redes sociais nesta quarta-feira (10/8). Na gravação de voz, provavelmente enviada pelo WhatsApp, uma mulher esculacha o homem com quem ela estava se relacionando simplesmente por ele morar no Guará.
“Alexandre, você não sabe nem escrever, é ‘você vai vir’, com ‘r’. E outra coisa, nós somos de níveis sociais completamente diferentes, eu não gosto de frequentar o Guará, nunca frequentei o Guará, não vou frequentar o Guará. Você tá me entendendo?”, afirma.
A autora do áudio afirma que prefere frequentar locais como o Lago Sul e o B Hotel, identificados por ela como ambientes de pessoas de maior poder aquisitivo.
“Eu sinto muito. Eu não piso no Guará, eu não nasci pra isso. Você mandando ‘você vai vim’, não é isso, é ‘vir’. Escuta minha mensagem anterior, sério não dá pra relacionar com pessoas de níveis culturais diferentes”, continuou a suposta madame.
“Cara, eu fiz mestrado fora, tenho curso superior, tenho pais milionários, tenho tudo. E tenho que ficar me rebaixando indo no Guará? Comprar frios pra ficar tomando com você numa varanda cheia de carros. Nem mesa tem na varanda. Ah, tenha dó, Alexandre”, finaliza.
Disponível em: https://www.metropoles.com/distrito-federal/ouca-audio-de-mulher-esculachando-morador-do-guara-viraliza-na-web. Acesso em: 3 set. 2022. Adaptado.
O posicionamento da mulher apresentado na notícia demonstra a
Questão 9 10772583
IFMG 2023/1Leia o texto a seguir.

Disponível em: https://www.plural.jor.br/charges/jean/jean-galvao-8/. Acesso em: 30 ago. 2022.
O gesto com a mão feito pelo homem a pé reflete uma
Questão 8 10772581
IFMG 2023/1Leia a seguir a resenha sobre o livro Pequena coreografia do adeus (2021), da escritora Aline Bei:
Resenha | ‘Pequena coreografia do adeus’: mais uma belíssima obra de Aline Bei
Publicado em 04/05/2021 por Lucas Furlan
Aline Bei acertou em cheio mais uma vez. Depois da bela estreia com O peso do pássaro morto (publicado pela editora Nós, em 2017), a escritora paulista acaba de lançar, agora pela Companhia das Letras, mais uma joia: Pequena coreografia do adeus.
O livro é narrado em primeira pessoa por Júlia Terra, personagem que acompanhamos desde os primeiros anos da adolescência até a vida adulta. Júlia tem uma convivência difícil com a mãe, Vera, uma mulher dura, ressentida e infeliz, que nunca superou o fato de seu marido ter pedido o divórcio. A relação da protagonista com o pai é ligeiramente melhor, ainda que um tanto distante.
Pequena coreografia do adeus é classificado como romance, mas quem leu O peso do pássaro morto sabe que Aline Bei distribui seu texto pelas páginas como se escrevesse versos. E, de fato, a narrativa tem momentos de muita beleza e pura poesia, quase sempre partindo de imagens e sensações muito concretas. Ainda criança, Júlia descreve o cheiro de Vera, em contraste com o perfume da mãe de uma amiga, como de “banana sem casca / estragando”. Mais tarde, imagina que escrever um diário “deve ser como / jogar um balde / de água suja / no ralo do quintal”.
Júlia Terra passa por um longo e lento processo de autoconhecimento e de autoaceitação, que a autora narra sem cair em clichês. A arte é uma peça importante nessa jornada, com a personagem finalmente encontrando — e respeitando — sua individualidade, ao mesmo tempo que aceita a essência de sua relação com Vera.
Um escritor menos talentoso poderia cair na tentação de descrever a jornada de Júlia de uma maneira fofa e cheia de lições de moral, mas Aline Bei não pega esse atalho. Pequena coreografia do adeus tem passagens belíssimas, mas não omite descrições cruas, duras e ásperas quando elas são necessárias. Embora os estilos sejam diferentes, essa característica me fez pensar em Elena Ferrante várias vezes durante a leitura do livro — desde já, um dos meus preferidos do ano.
Disponível em: https://valeugutenberg.com/2021/05/04/resenha-pequena-coreografia-do-adeusde-aline-bei/. Acesso em: 7 set. 2022.
Os pronomes relativos são importantes recursos de coesão e coerência, uma vez que contribuem para a retomada de termos que os antecedem na estrutura textual.
Assinale a alternativa a seguir em que os antecedentes dos pronomes relativos destacados na resenha encontram-se respectivamente mencionados:
06
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