Questões de EFAF Português
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Questão 5 10834598
COLUNI/UFV 1° Dia 2023/1“Um comerciante foi detido pela Polícia Militar Rodoviária após dirigir na contramão da Rodovia dos Imigrantes por 1 km. Segundo a polícia, ele parecia embriagado.”
Na contramão da história. SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam. 3. ed. Porto Alegre: L&PM Editores, 2018. p.9.
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE um tempo verbal que corresponde ao termo destacado no trecho acima.
Questão 4 10834597
COLUNI/UFV 1° Dia 2023/1Leia a crônica a seguir para responder à questão:
O rádio apaixonado
Rádio de carro aumentou volume sozinho até pifar, afirma leitora. "Comecei a observar que o rádio esquentava o botão se a frente fosse deixada nele. Logo depois, começou a ficar louco: aumentava o volume sozinho, até parar de funcionar". Ela disse ainda ter notado um som estranho que saía do interior do aparelho. "Só posso escutar o rádio com o carro ligado e, a cada vez que o ligo, ele está todo desconfigurado. O meu MP4 queimou ao ser ligado ao rádio." (10/03/2008)
MINHA QUERIDA DONA, sei que você anda se queixando de mim, publicamente, até. Você não pode imaginar o sofrimento que isto me causa, mesmo porque você provavelmente acha que rádios são objetos inanimados, sem vida própria. Você está enganada. Ao menos no meu caso, você está enganada. Ao contrário do que você pensa, tenho sentimentos, tenho emoções. É em nome desses sentimentos e dessas emoções que lhe falo agora, tanto em AM como em FM. Na verdade, eu nem tinha tomado conhecimento de minha própria existência, até que fui instalado em seu carro.
Você estava muito feliz; tinham lhe dito que minha marca é ótima, e que você contaria com um som maravilhoso para lhe ajudar no estresse que é esse trânsito. E, eu colocado no meu lugar, você me acariciou, você tocou os meus botões. Senti um verdadeiro choque, eu que já deveria estar acostumado com eletricidade. Você fez de mim um ser vivo.
Vivo e apaixonado. Daquele momento em diante, passei a ansiar por sua presença. Era para você que eu queria transmitir as melodias que recebia por meio de tantas canções. Você ao volante, minha felicidade era completa.
Acontece que você não se deu conta disso, ou fingiu que não se dava conta disso. Você me ligava, você sintonizava uma emissora qualquer e pronto, voltava à sua vidinha. Pior: tratava-se de uma vidinha partilhada. Amigas embarcavam em seu carro. Amigos também. Você conversando com um homem, aquilo me dava ciúmes, ciúmes terríveis. O Bentinho, do Machado de Assis, aquele que desconfiava da Capitu, não sofreu tanto. Lá pelas tantas eu tinha ciúmes até do seu MP4.
Agora: o que poderia eu fazer? Humanos têm como demonstrar seus ciúmes, têm como descarregar a frustração. Mas eu sou um rádio, um bom rádio, mas rádio, de qualquer maneira. A mim não estava facultado fazer cenas. Recorri, então, àquilo que estava a meu alcance: o som. Quando você estava com alguém de quem eu não gostava, eu aumentava meu volume - e volume, você sabe, é coisa que não me falta - até chegar a níveis insuportáveis, uma avalanche de decibéis. E aí, subitamente me calava. Para lembrar a você que o silêncio também fala, especialmente o silêncio dos traídos. Ah, sim, e queimei o seu MP4. Tinha de queimar: era ele ou eu.
Você foi se queixar com um técnico, achando que eu estava desconfigurado. Num certo sentido você está certa: estou desconfigurado, estou desfigurado, estou perturbado -mas tudo isso por causa do sofrimento que você me causou.
Querida dona, estas são minhas derradeiras palavras, antes de sair definitivamente do ar, antes do silêncio final. Minha última mensagem é esta: nunca brinque com os sentimentos de um rádio apaixonado. Você vai ter, no mínimo, surpresas desagradáveis.
SCLIAR, Moacyr. O rádio apaixonado. In: SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam. 3. ed. Porto Alegre: L&M
Editores, 2018.p.14-16. (Adaptado).
Leia o trecho a seguir:
“MINHA QUERIDA DONA, sei que você anda se queixando de mim, publicamente, até. Você não pode imaginar o sofrimento que isto me causa, mesmo porque você provavelmente acha que rádios são objetos inanimados, sem vida própria.”
SCLIAR, Moacyr. O rádio apaixonado. In: SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam. 3. ed. Porto Alegre: L&M Editores, 2018. p.14. (Adaptado).
A alternativa que apresenta CORRETAMENTE o sentido do termo sublinhado no trecho acima é:
Questão 3 10834595
COLUNI/UFV 1° Dia 2023/1Leia a crônica a seguir para responder à questão:
O rádio apaixonado
Rádio de carro aumentou volume sozinho até pifar, afirma leitora. "Comecei a observar que o rádio esquentava o botão se a frente fosse deixada nele. Logo depois, começou a ficar louco: aumentava o volume sozinho, até parar de funcionar". Ela disse ainda ter notado um som estranho que saía do interior do aparelho. "Só posso escutar o rádio com o carro ligado e, a cada vez que o ligo, ele está todo desconfigurado. O meu MP4 queimou ao ser ligado ao rádio." (10/03/2008)
MINHA QUERIDA DONA, sei que você anda se queixando de mim, publicamente, até. Você não pode imaginar o sofrimento que isto me causa, mesmo porque você provavelmente acha que rádios são objetos inanimados, sem vida própria. Você está enganada. Ao menos no meu caso, você está enganada. Ao contrário do que você pensa, tenho sentimentos, tenho emoções. É em nome desses sentimentos e dessas emoções que lhe falo agora, tanto em AM como em FM. Na verdade, eu nem tinha tomado conhecimento de minha própria existência, até que fui instalado em seu carro.
Você estava muito feliz; tinham lhe dito que minha marca é ótima, e que você contaria com um som maravilhoso para lhe ajudar no estresse que é esse trânsito. E, eu colocado no meu lugar, você me acariciou, você tocou os meus botões. Senti um verdadeiro choque, eu que já deveria estar acostumado com eletricidade. Você fez de mim um ser vivo.
Vivo e apaixonado. Daquele momento em diante, passei a ansiar por sua presença. Era para você que eu queria transmitir as melodias que recebia por meio de tantas canções. Você ao volante, minha felicidade era completa.
Acontece que você não se deu conta disso, ou fingiu que não se dava conta disso. Você me ligava, você sintonizava uma emissora qualquer e pronto, voltava à sua vidinha. Pior: tratava-se de uma vidinha partilhada. Amigas embarcavam em seu carro. Amigos também. Você conversando com um homem, aquilo me dava ciúmes, ciúmes terríveis. O Bentinho, do Machado de Assis, aquele que desconfiava da Capitu, não sofreu tanto. Lá pelas tantas eu tinha ciúmes até do seu MP4.
Agora: o que poderia eu fazer? Humanos têm como demonstrar seus ciúmes, têm como descarregar a frustração. Mas eu sou um rádio, um bom rádio, mas rádio, de qualquer maneira. A mim não estava facultado fazer cenas. Recorri, então, àquilo que estava a meu alcance: o som. Quando você estava com alguém de quem eu não gostava, eu aumentava meu volume - e volume, você sabe, é coisa que não me falta - até chegar a níveis insuportáveis, uma avalanche de decibéis. E aí, subitamente me calava. Para lembrar a você que o silêncio também fala, especialmente o silêncio dos traídos. Ah, sim, e queimei o seu MP4. Tinha de queimar: era ele ou eu.
Você foi se queixar com um técnico, achando que eu estava desconfigurado. Num certo sentido você está certa: estou desconfigurado, estou desfigurado, estou perturbado -mas tudo isso por causa do sofrimento que você me causou.
Querida dona, estas são minhas derradeiras palavras, antes de sair definitivamente do ar, antes do silêncio final. Minha última mensagem é esta: nunca brinque com os sentimentos de um rádio apaixonado. Você vai ter, no mínimo, surpresas desagradáveis.
SCLIAR, Moacyr. O rádio apaixonado. In: SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam. 3. ed. Porto Alegre: L&M
Editores, 2018.p.14-16. (Adaptado).
Considere o trecho a seguir:
“Quando você estava com alguém de quem eu não gostava, eu aumentava meu volume — e volume, você sabe, é coisa que não me falta — até chegar a níveis insuportáveis, uma avalanche de decibéis.”
SCLIAR, Moacyr. O rádio apaixonado. In: SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam. 3. ed. Porto Alegre: L&M Editores, 2018. p.14.
A alternativa em que a palavra sublinhada NÃO tem o mesmo processo de formação que o termo insuportáveis, em destaque no trecho acima é:
Questão 2 10834594
COLUNI/UFV 1° Dia 2023/1Leia a crônica a seguir para responder à questão:
O rádio apaixonado
Rádio de carro aumentou volume sozinho até pifar, afirma leitora. "Comecei a observar que o rádio esquentava o botão se a frente fosse deixada nele. Logo depois, começou a ficar louco: aumentava o volume sozinho, até parar de funcionar". Ela disse ainda ter notado um som estranho que saía do interior do aparelho. "Só posso escutar o rádio com o carro ligado e, a cada vez que o ligo, ele está todo desconfigurado. O meu MP4 queimou ao ser ligado ao rádio." (10/03/2008)
MINHA QUERIDA DONA, sei que você anda se queixando de mim, publicamente, até. Você não pode imaginar o sofrimento que isto me causa, mesmo porque você provavelmente acha que rádios são objetos inanimados, sem vida própria. Você está enganada. Ao menos no meu caso, você está enganada. Ao contrário do que você pensa, tenho sentimentos, tenho emoções. É em nome desses sentimentos e dessas emoções que lhe falo agora, tanto em AM como em FM. Na verdade, eu nem tinha tomado conhecimento de minha própria existência, até que fui instalado em seu carro.
Você estava muito feliz; tinham lhe dito que minha marca é ótima, e que você contaria com um som maravilhoso para lhe ajudar no estresse que é esse trânsito. E, eu colocado no meu lugar, você me acariciou, você tocou os meus botões. Senti um verdadeiro choque, eu que já deveria estar acostumado com eletricidade. Você fez de mim um ser vivo.
Vivo e apaixonado. Daquele momento em diante, passei a ansiar por sua presença. Era para você que eu queria transmitir as melodias que recebia por meio de tantas canções. Você ao volante, minha felicidade era completa.
Acontece que você não se deu conta disso, ou fingiu que não se dava conta disso. Você me ligava, você sintonizava uma emissora qualquer e pronto, voltava à sua vidinha. Pior: tratava-se de uma vidinha partilhada. Amigas embarcavam em seu carro. Amigos também. Você conversando com um homem, aquilo me dava ciúmes, ciúmes terríveis. O Bentinho, do Machado de Assis, aquele que desconfiava da Capitu, não sofreu tanto. Lá pelas tantas eu tinha ciúmes até do seu MP4.
Agora: o que poderia eu fazer? Humanos têm como demonstrar seus ciúmes, têm como descarregar a frustração. Mas eu sou um rádio, um bom rádio, mas rádio, de qualquer maneira. A mim não estava facultado fazer cenas. Recorri, então, àquilo que estava a meu alcance: o som. Quando você estava com alguém de quem eu não gostava, eu aumentava meu volume - e volume, você sabe, é coisa que não me falta - até chegar a níveis insuportáveis, uma avalanche de decibéis. E aí, subitamente me calava. Para lembrar a você que o silêncio também fala, especialmente o silêncio dos traídos. Ah, sim, e queimei o seu MP4. Tinha de queimar: era ele ou eu.
Você foi se queixar com um técnico, achando que eu estava desconfigurado. Num certo sentido você está certa: estou desconfigurado, estou desfigurado, estou perturbado -mas tudo isso por causa do sofrimento que você me causou.
Querida dona, estas são minhas derradeiras palavras, antes de sair definitivamente do ar, antes do silêncio final. Minha última mensagem é esta: nunca brinque com os sentimentos de um rádio apaixonado. Você vai ter, no mínimo, surpresas desagradáveis.
SCLIAR, Moacyr. O rádio apaixonado. In: SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam. 3. ed. Porto Alegre: L&M
Editores, 2018.p.14-16. (Adaptado).
“MINHA QUERIDA DONA, sei que você anda se queixando de mim, publicamente, até. Você não pode imaginar o sofrimento que isto me causa, mesmo porque você provavelmente acha que rádios são objetos inanimados, sem vida própria. Você está enganada. Ao menos no meu caso, você está enganada. Ao contrário do que você pensa, tenho sentimentos, tenho emoções. É em nome desses sentimentos e dessas emoções que lhe falo agora, tanto em AM como em FM. Na verdade, eu nem tinha tomado conhecimento de minha própria existência, até que fui instalado em seu carro”.
SCLIAR, Moacyr. O rádio apaixonado. In: SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam. 3. ed. Porto Alegre: L&M Editores, 2018. p.14. (Adaptado).
No trecho acima, retirado da crônica “O rádio apaixonado”, há a predominância da figura de linguagem conhecida como:
Questão 20 10777771
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2023TEXTO
A Copa do Catar já contabiliza mais de mil mortes com suas “obras padrão FIFA”. A lista de crueldades inclui trabalho escravo e até mesmo confisco de passaportes, impedindo que os trabalhadores estrangeiros saiam do país.
Estima-se que 4 mil pessoas morrerão nas obras da Copa, o que provavelmente não será difícil já que o país atinge facilmente 50ºC no verão [...]

Fonte: https://temporalcerebral.com.br/artistas-provocam-as-marcas-patrocinadoras-da-copa-no-catar-traduzido/
No texto, aparece “que” quatros vezes.
Aponte qual/quais deles apresenta(m) a função de introduzir uma oração subordinada substantiva.
Questão 14 10777764
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2023Leia o texto a seguir para responder à questão.
TEXTO
A Copa do Mundo é a melhor desculpa para conhecer de perto um país
A primeira lembrança que tenho de uma Copa do Mundo data de 1994.
Eu tinha 7 anos. Me recordo do gol de biquinho do Romário, do Bebeto balançando um bebê imaginário na comemoração e do pênalti para fora do Roberto Baggio, é claro, mas o que me lembro mesmo é das coisas que cercavam as partidas na televisão.
Minha família alugou uma casa na praia, e parentes e amigos de tudo quanto é canto se aboletaram por lá. A cada partida, era uma festa. Comida aos montes, primos disparando fogos de artifício e, no segundo seguinte ao chute que nos deu o tetracampeonato, eu e meu pai saímos correndo desembestados e pulamos na piscina com roupa e tudo.
Eu adoro futebol. Mas amo ainda mais as energias que ele é capaz de mobilizar.
[...]
Quando uma Copa do Mundo acontece, não são apenas os 32 times que entram em campo. As atmosferas são muitas, e existem muito além de quem tem ingresso na mão. Enquanto um país inteiro se faz de anfitrião, milhares de pessoas com origens, idiomas e vestimentas diferentes caminham e sonham juntas.
Há gente que participa pintando as ruas, estendendo bandeiras, recebendo os amigos, fazendo festa ou protestando contra gastos ou políticas absurdas. Entender como todas essas histórias coexistem e se desenrolam – às vezes dentro de uma só pessoa –, é o que, para mim, o maior evento esportivo do planeta tem de melhor a oferecer.
[...]
Fonte: https://www.360meridianos.com/2018/02/copa-do-mundo-conhecer-pais.html
Além dos períodos curtos, outra forma encontrada pelo autor do texto para se aproximar do leitor e o proporcionar uma leitura mais fluida é adotando as marcas de oralidade.
Indique a alternativa que possui uma marca de oralidade por posicionar o pronome oblíquo em desacordo com as normas gramaticais.
06
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