Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 7 611668
IF Sertão 2018TEXTO
SOBRE POLÍTICA E JARDINAGEM
De todas as vocações, a política é a mais nobre. Vocação, do latim vocare, quer dizer ‘chamado’. Vocação é um chamado interior de amor: chamado de amor por um ‘fazer’, o vocacionado quer ‘fazer amor’ com o mundo. Psicologia de amante: faria, mesmo que não ganhasse nada.
‘Política’ vem de ‘polis’, cidade. A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade. O político seria aquele que cuidaria desse espaço. A vocação política, assim, estaria a serviço da felicidade dos moradores da cidade. Talvez por terem sido nômades no deserto, os hebreus não sonhavam com cidades; sonhavam com jardins. Quem mora no deserto sonha com o oásis. Deus não criou uma cidade. Ele criou um jardim. Se perguntássemos a um profeta hebreu ‘o que é política?’ ele nos responderia: ‘A arte de jardinagem aplicada às coisas públicas’.
O político por vocação é um apaixonado pelo grande jardim para todos. Seu amor é tão grande que ele abre mão do pequeno jardim que ele poderia plantar para si mesmo. De que vale um pequeno jardim se a sua volta está deserto? É preciso que o deserto inteiro se transforme em jardim.
Amo a minha vocação, que é escrever. Literatura é uma vocação bela e fraca. O escritor tem amor, mas não tem poder. Mas o político tem. Um político por vocação é um poeta forte: ele tem o poder de transformar poemas sobre jardins em jardins de verdade.
A vocação política é transformar sonhos em realidade. É uma vocação tão feliz que Platão sugeriu que os políticos não precisam possuir nada: bastar-lhes-ia o grande jardim para todos. Seria indigno que o jardineiro tivesse um espaço privilegiado, melhor e diferente do espaço ocupado por todos. Conheci e conheço muitos políticos por vocação. Sua vida foi e continua a ser um motivo de esperança.
Vocação é diferente de profissão. Na vocação a pessoa encontra a felicidade na própria ação. Na profissão o prazer se encontra não na ação. O prazer está no ganho que dela se deriva. O homem movido pela vocação é um amante. Faz amor com a amada pela alegria de fazer amor. O profissional não ama a mulher. Ele ama o dinheiro que recebe dela. É um gigolô.
Todas as vocações podem ser transformadas em profissões. O jardineiro por vocação ama o jardim de todos. O jardineiro por profissão usa o jardim de todos para construir seu jardim privado, ainda que, para que isso aconteça, ao seu redor aumentem o deserto e o sofrimento.
Assim é a política. São muitos os políticos profissionais. Posso, então, enunciar minha segunda tese: de todas as profissões, a política é a mais vil. O que explica o desencanto total do povo, em relação à política. Guimarães Rosa, questionado por Gunter Lorenz se ele se considerava político, respondeu: “Eu jamais poderia ser político com toda essa charlatanice da realidade. Ao contrário dos ‘legítimos’ políticos, acredito no homem e lhe desejo um futuro. O político pensa apenas em minutos. Sou escritor e penso em eternidades. Eu penso na ressurreição do homem”.
Quem pensa em minutos não tem paciência para plantar árvores. Uma árvore leva muitos anos para crescer. É mais lucrativo cortá-las.
Nosso futuro depende dessa luta entre políticos por vocação e políticos por profissão. (...)
(ALVES, Rubem. In: Folha de S. Paulo, fragmento, 19 maio 2000.)
“A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade”.
Nesse período, o acento indicativo da crase só não seria mantido se substituíssemos o verbo “dedicar” por
Questão 10 422768
IFSul - Rio-Grandense 2018/2Leia o Texto, para responder à questão.
Texto
Dias de luta, dias de glória
Charlie Brown Jr
Canto minha vida com orgulho
Na minha vida tudo acontece
Mas quanto mais a gente rala, mais a gente cresce
Hoje estou feliz porque eu sonhei com você
E amanhã posso chorar por não poder te ver
Mas o seu sorriso vale mais que um diamante
Se você vier comigo, aí nós vamos adiante
Com a cabeça erguida e mantendo a fé em Deus
O seu dia mais feliz vai ser o mesmo que o meu
A vida me ensinou a nunca desistir
Nem ganhar, nem perder mas procurar evoluir
Podem me tirar tudo que tenho
Só não podem me tirar as coisas boas que eu já fiz pra quem eu amo
E eu sou feliz e canto e o universo é uma canção
E eu vou que vou
História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
História, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Oh minha gata, morada dos meus sonhos
Todo dia, se pudesse eu ia estar com você
Já te via muito antes nos meus sonhos
Eu procurei a vida inteira por alguém como você
Por isso eu canto a minha vida com orgulho
Com melodia, alegria e barulho
Eu sou feliz e rodo pelo mundo
Sou correria mas também sou vagabundo
Mas hoje dou valor de verdade pra minha saúde,
Pra minha liberdade
Que bom te encontrar nessa cidade
Esse brilho intenso me lembra você
Disponível em: https://www.google.com.br/search?ei=z6W3WpHBAYmDwQTEYGABw&q=dias+de+luta+dias+de+gloria+letra&oq=dias+de+luta+dias+de+gloria&gs_l. Acesso em: 24 de março de 2018.
Observe as seguintes afirmações sobre o texto:
I. Predominam, na primeira estrofe, os verbos conjugados no Presente do Subjuntivo.
II. Há, no texto, um tom excessivamente coloquial.
III. Percebe-se mistura de tratamento tu/você no texto.
Está(ão) corretas(as) a(s) afirmativa(s)
Questão 15 398906
IFSulDeMinas 2018Analise atentamente a charge abaixo e responda ao que se pede na questão.

Disponível em: <http://www.arionaurocartuns. com.br> Acesso em: 22 ago.2017.
A charge analisada traz em destaque a palavra “Vício”, um substantivo utilizado para nomear algum comportamento condenável ou prejudicial. Assinale a alternativa cujo vocábulo pertença a essa mesma classe de palavras:
Questão 8 391303
IFMT 2018/2
(fonte: BARALDI, M. Disponivel em: http://www.marciobaraldi.com.br)
A charge acima explora criativamente a paronímia, pois:
I – Há um jogo de aproximação fonética com as palavras "enxadas" e "inchadas".
II – O substantivo "enxada" faz referência a uma situação que aflige quem vive no campo; e inchada a uma situação que afeta as pessoas que vivem nas grandes cidades.
III – O chargista procura transmitir o sentido do texto, ao opor duas situações: de um lado, a desolação e o vazio dos grandes espaços dos latifúndios, com muitos trabalhadores. De outro, o espaço apinhado de gente e veículos, a grande cidade parada, as pessoas sufocadas procurando fugir de uma situação angustiante.
Em relação ao Texto, está correto o que se afirma acima em:
Questão 4 391289
IFMT 2018/2As mulheres que roubam a cena em Pantera Negra
Ok, você já ouviu que o filme Pantera Negra é um show de diversidade: com elenco praticamente e completamente negro, dirigido, produzido e escrito por negros, ele manda um beijo para o racismo. Mas é preciso falar também do poder feminino da produção.
O protagonista é homem, todos sabem, mas por trás dele, há um verdadeiro exército de mulheres incríveis e poderosas. A história do filme acompanha como o novo rei T´Challa (Chadwick Boseman) precisa encarar alguns vilões para proteger seu reino, Wakanda, um paraíso supermoderno na África. E para vencer o mal, ele conta com muitas minas ao seu lado
A começar por sua irmã Shuri, que é vivida por Letitia Wright — uma das atrizes em que devemos ficar de olho esse ano. Shuri é simplesmente a grande mente do país, responsável pelo laboratório que desenvolve toda a modernidade que aparece no filme.
Na produção, a proteção do herói é feita por uma guarda de mulheres. As guerreiras carecas, munidas de lanças, dão shows de luta em cena e quem as comanda é a general Okoye, interpretada por Danai Gurira, que rouba todas as cenas em que aparece.
Quem luta ao seu lado é Lupita Nyong´o, vivendo Nakia, uma das mais letais guardiãs do rei e também seu amor.
Além delas, Angela Basset marca presença como a matriarca do clã dos Panteras, Ramonda.
Outra coisa que não passa desapercebida no filme é o país onde vive Pantera Negra, Wakanda. Misto de paraíso e universo futurista, é a ideia de um país Africano que não teria sofrido a influência do colonialismo, podendo se desenvolver completamente. Lá, homens e mulheres vivem em igualdade.
Quem tornou real esse universo dos quadrinhos foi a designer de produção Hannah Bechler, que também atuou no premiado Moonlight. Para criar a Wakanda das telas, Hannah visitou a África em busca de inspiração
(Fonte: https://estilo.uol.com.br/noticias/redacao/2018/02/17/as-mulheres-que-roubam-a-cena-em-pantera-negra.htm)
No fragmento “Outra coisa que não passa desapercebida no filme é o país onde vive Pantera Negra, Wakanda.” (7º parágrafo), a respeito do adjetivo em destaque, é INCORRETO afirmar que:
Questão 35 294455
IFRS 2018INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
O outro
[01] Ele queria muito ser eleito. Não: ele precisava muito ser eleito. Estava atrás de um emprego
[02] que lhe desse um bom salário, mordomias e verbas para gastar na contratação de assessores –
[03] além, claro, das múltiplas oportunidades que, como vereador, teria.
[04] O problema era arrumar votos. Não tinha amigos, não era conhecido, nem sequer recebera um
[05] apelido pitoresco que pudesse usar na propaganda. Mas o pior não era isso. O pior que combinava
[06] um visual péssimo – baixinho, gordinho, careca – com uma congênita inabilidade para falar em
[07] público. Em desespero, resolveu procurar um marqueteiro. Estava disposto a gastar uma boa gran
[08] desde que pudesse adquirir uma nova imagem, uma imagem capaz de garantir a eleição.
[09] O marqueteiro, famoso, exigiu honorários salgados, mas garantiu resultados. Que, de fato, não
[10] se fizeram esperar. Em poucas semanas o candidato era outro. Mais magro, mais alto (saltos
[11] especiais) com uma bela peruca, parecia agora um galã de novela. Além disso, transformara-se num
[12] fantástico orador, um orador capaz de galvanizar o público com uma única frase.
[13] Se foi eleito? Foi eleito com uma avalanche de votos. O que representou um duplo alívio: de
[14] um lado, conquistava o cargo tão sonhado. De outro, podia deixar de lado a peruca, os sapatos com
[15] saltos especiais e a dieta. E também podia falar normalmente, no tom meio fanhoso que o
[16] caracterizava.
[17] E aí começaram as surpresas desagradáveis. Quando foi tomar posse, ninguém o reconheceu.
[18] Mas como? Então era aquele tipo charmoso, magnético, da tevê e dos cartazes? Era ele sim, como o
[19] comprovou, mostrando a identidade.
[20] Não foi a única contrariedade. Logo descobriu que, como vereador, era péssimo: não sabia
[21] falar, não convencia ninguém, sequer era procurado por lobistas. Bom mesmo, concluiu c
[22] amargura, era o Outro, aquele que o marqueteiro tinha inventado. Aquele sim, podia fazer uma
[23] grande carreira, chegando quem sabe à Presidência.
[24] Mas onde estava o Outro? Só uma pessoa poderia ajudá-lo nessa busca, o marqueteiro. Só
[25] que o marqueteiro tinha sumido. Com o dinheiro ganho nas eleições resolvera passar dois anos em
[26] alguma praia do Caribe
[27] Todas as noites o vereador sonha com o Outro. Vê-o na Câmara, discursando, empolgan
[28] multidões. Mas não sabe o que fazer para encontrá-lo. Sabe, sim, o que dirá se isso um dia
[29] acontecer. E o que dirá, numa voz fanhosa e emocionada, será: o senhor pode contar com meu voto
[30] – para sempre.
In: SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano. São Paulo: Gaia, 2006.
Considere os seguintes pares de elementos do texto.
I - “fantástico” (l. 12) e “fanhoso” (l. 15).
II - “o” (l. 17) e “ele” (l. 18).
III - “O” (l. 09) e “uma” (l. 22).
Em quais afirmativas os dois elementos pertencem à mesma classe gramatical?
06
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