Questões de EFAF Português
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Questão 5 11014394
IFC Exame de Classificação 2023Leia a tira a seguir:

Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/159508797739/tirinha-original. Acesso em 21 jun. 2022.
Considerando o texto, analise as proposições abaixo e marque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) No 2° quadrinho, o garoto Armandinho faz um uso incorreto do por que. A forma correta a ser utilizada neste caso é: por quê.
( ) A forma porque, utilizada pelo personagem adulto no 3° quadrinho, está incorretamente empregada. A forma adequada para apresentar uma explicação seria porquê.
( )Percebe-se que houve uma falha na comunicação entre Armandinho e o personagem adulto (seu pai), porque este fez uso de palavras de difícil compreensão para o garoto, como “corrompendo” e “paradoxo”.
( ) O efeito de humor na tira é decorrente da incompreensão de Armandinho quanto à pergunta "Morou?", feita por seu pai no 3º quadrinho. O homem usou o termo “morou” enquanto gíria, que significa “entendeu?”; mas o garoto entendeu o termo “morou?” no sentido de residir, habitar.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de V e F:
Questão 4 11014389
IFC Exame de Classificação 2023Leia o texto a seguir e responda a questão.
A bola
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar sua
primeira bola do pai. Uma número 5, oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de
plástico. Mas era uma bola. O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “legal”, ou
o que os garotos dizem hoje em dia quando não gostam do presente ou não querem
magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
- Como é que liga? - Perguntou.
- Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
- Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e pensar que os tempos são outros. Que os tempos são
decididamente outros.
- Não precisa manual de instrução
- Ela não faz nada, você é que faz coisas com ela
- O quê?
- O que é que ela faz?
- Controla, chuta...
- Ah, então é uma bola.
- Uma bola, bola. Uma bola mesmo. Você pensou que fosse o quê?
- Nada não,
O garoto agradeceu, disse "legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da TV, com a bola do seu lado, manejando os controles do vídeo game. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de Blip eletrônico na tela ao mesmo tempo em que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensinou algumas embaixadinhas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
- Filho, olha.
O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
Verissimo, Luis Fernando A bola. Comédias da vida privada, edição especial para as escolas. Porto Alegre L&PM 1996.
Observe a frase do último parágrafo: “Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar”.
A alternativa que apresenta a reescrita dessa frase, mantendo o sentido original é:
Questão 3 11014385
IFC Exame de Classificação 2023Leia atentamente os textos abaixo:
TEXTO I
Quadrilha
(Carlos Drummond de Andrade)
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi pra os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
ANDRADE, Carlos Drummond. Antologia Poética – 12ª edição – Rio de Janeiro: José Olympio, 1978, p. 136.
TEXTO II
Quadrilha
(Zack Magiezi)
João amava Teresa que curtia as fotos de Raimundo
que seguia todos os posts da Maria que adorava
conversar no Whatsapp com Joaquim que acha
perfeita a vida fotográfica de Lili,
que na verdade era uma solitária.
João foi para os Estados Unidos,
Teresa deletou sua conta,
Raimundo criou um perfil falso
para continuar seguidor, Maria foi bloqueada,
Joaquim se sentia cada vez mais invisível
e Lili cansou de falsificar felicidade
que às vezes está no encontro com o real.
MAGIEZI, Zack. Quadrilha. Disponível em: https://www.facebook.com/zackmagiezi/. Acesso em: 11 jun. 2019.
Analise as alternativas e assinale a que relaciona corretamente os dois textos.
Questão 9 10994459
IFCE* 2023Leia o texto que segue.
A Pianista
Machado de Assis
[1] Tinha vinte e dois anos e era professora de piano. Era alta, formosa, morena e modesta. Fascinava e impunha respeito;
mas através do recato que ela sabia manter sem cair na afetação ridícula de muitas mulheres, via-se que era uma alma ardente
e apaixonada, capaz de atirar-se ao mar, como Safo ou de enterrar-se com o seu amante, como Cleópatra.
Ensinava piano. Era esse o único recurso que tinha para sustentar-se e a sua mãe, pobre velha a quem os anos e a
[5] fadiga de uma vida trabalhosa não permitiam já tomar parte nos labores de sua filha.
Malvina (era o nome da pianista) era estimada onde quer que fosse exercer a sua profissão. A distinção de suas
maneiras, a delicadeza de sua linguagem, a beleza rara e fascinante, e mais do que isso, a boa fama de mulher honesta acima
de toda a insinuação, tinha-lhe granjeado a estima de todas as famílias.
Era admitida nos saraus e jantares de família, não só como pianista, mas ainda como conviva elegante e simpática,
[10] sendo que ela sabia pagar com a mais perfeita distinção as atenções de que era objeto.
Nunca se lhe desmentira a estima que em todas as famílias encontrava. Essa estima estendia-se até à pobre Teresa,
sua mãe, que participava igualmente dos convites que faziam a Malvina.
O pai de Malvina morrera pobre, deixando à família a lembrança honrosa de uma vida honrada. Era um pobre
advogado sem carta, que, à custa de longa prática, conseguira poder exercer as funções da advocacia com tanto sucesso como
[15] se houvera cursado os estudos acadêmicos. O mealheiro do pobre homem foi sempre um tonel das Danaides, escoando-se por
um lado o que entrava por outro, graças às necessidades de honra que o mau destino lhe deparava. Quando pretendia começar
a fazer pecúlio para garantir o futuro da viúva e da órfã que deixasse, deu a alma a Deus.
Tinha, além de Malvina, um filho, principal causa dos danos pecuniários que sofreu; mas esse, mal faleceu o pai,
abandonou a família, e vivia, na época desta narrativa, uma vida de opróbrio.
[20] Era Malvina o único amparo de sua velha mãe, a quem amava com um amor de adoração.
Edição referência: http://www2.uol.com.br/machadodeassis Publicado originalmente em Jornal das Famílias 1866 Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/fs000068pdf.pdf Acesso em: 20 de setembro de 2022.
No texto, ao mencionar “[...] e vivia, na época desta narrativa, uma vida de opróbrio.” (linha 19), o narrador está se referindo à(ao)
Questão 8 10994453
IFCE* 2023Leia o texto que segue.
A Pianista
Machado de Assis
[1] Tinha vinte e dois anos e era professora de piano. Era alta, formosa, morena e modesta. Fascinava e impunha respeito;
mas através do recato que ela sabia manter sem cair na afetação ridícula de muitas mulheres, via-se que era uma alma ardente
e apaixonada, capaz de atirar-se ao mar, como Safo ou de enterrar-se com o seu amante, como Cleópatra.
Ensinava piano. Era esse o único recurso que tinha para sustentar-se e a sua mãe, pobre velha a quem os anos e a
[5] fadiga de uma vida trabalhosa não permitiam já tomar parte nos labores de sua filha.
Malvina (era o nome da pianista) era estimada onde quer que fosse exercer a sua profissão. A distinção de suas
maneiras, a delicadeza de sua linguagem, a beleza rara e fascinante, e mais do que isso, a boa fama de mulher honesta acima
de toda a insinuação, tinha-lhe granjeado a estima de todas as famílias.
Era admitida nos saraus e jantares de família, não só como pianista, mas ainda como conviva elegante e simpática,
[10] sendo que ela sabia pagar com a mais perfeita distinção as atenções de que era objeto.
Nunca se lhe desmentira a estima que em todas as famílias encontrava. Essa estima estendia-se até à pobre Teresa,
sua mãe, que participava igualmente dos convites que faziam a Malvina.
O pai de Malvina morrera pobre, deixando à família a lembrança honrosa de uma vida honrada. Era um pobre
advogado sem carta, que, à custa de longa prática, conseguira poder exercer as funções da advocacia com tanto sucesso como
[15] se houvera cursado os estudos acadêmicos. O mealheiro do pobre homem foi sempre um tonel das Danaides, escoando-se por
um lado o que entrava por outro, graças às necessidades de honra que o mau destino lhe deparava. Quando pretendia começar
a fazer pecúlio para garantir o futuro da viúva e da órfã que deixasse, deu a alma a Deus.
Tinha, além de Malvina, um filho, principal causa dos danos pecuniários que sofreu; mas esse, mal faleceu o pai,
abandonou a família, e vivia, na época desta narrativa, uma vida de opróbrio.
[20] Era Malvina o único amparo de sua velha mãe, a quem amava com um amor de adoração.
Edição referência: http://www2.uol.com.br/machadodeassis Publicado originalmente em Jornal das Famílias 1866 Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/fs000068pdf.pdf Acesso em: 20 de setembro de 2022.
Considerando as vozes verbais, encontra-se na voz passiva o verbo da oração:
Questão 6 10994406
IFCE* 2023Leia o texto que segue.
A Pianista
Machado de Assis
[1] Tinha vinte e dois anos e era professora de piano. Era alta, formosa, morena e modesta. Fascinava e impunha respeito;
mas através do recato que ela sabia manter sem cair na afetação ridícula de muitas mulheres, via-se que era uma alma ardente
e apaixonada, capaz de atirar-se ao mar, como Safo ou de enterrar-se com o seu amante, como Cleópatra.
Ensinava piano. Era esse o único recurso que tinha para sustentar-se e a sua mãe, pobre velha a quem os anos e a
[5] fadiga de uma vida trabalhosa não permitiam já tomar parte nos labores de sua filha.
Malvina (era o nome da pianista) era estimada onde quer que fosse exercer a sua profissão. A distinção de suas
maneiras, a delicadeza de sua linguagem, a beleza rara e fascinante, e mais do que isso, a boa fama de mulher honesta acima
de toda a insinuação, tinha-lhe granjeado a estima de todas as famílias.
Era admitida nos saraus e jantares de família, não só como pianista, mas ainda como conviva elegante e simpática,
[10] sendo que ela sabia pagar com a mais perfeita distinção as atenções de que era objeto.
Nunca se lhe desmentira a estima que em todas as famílias encontrava. Essa estima estendia-se até à pobre Teresa,
sua mãe, que participava igualmente dos convites que faziam a Malvina.
O pai de Malvina morrera pobre, deixando à família a lembrança honrosa de uma vida honrada. Era um pobre
advogado sem carta, que, à custa de longa prática, conseguira poder exercer as funções da advocacia com tanto sucesso como
[15] se houvera cursado os estudos acadêmicos. O mealheiro do pobre homem foi sempre um tonel das Danaides, escoando-se por
um lado o que entrava por outro, graças às necessidades de honra que o mau destino lhe deparava. Quando pretendia começar
a fazer pecúlio para garantir o futuro da viúva e da órfã que deixasse, deu a alma a Deus.
Tinha, além de Malvina, um filho, principal causa dos danos pecuniários que sofreu; mas esse, mal faleceu o pai,
abandonou a família, e vivia, na época desta narrativa, uma vida de opróbrio.
[20] Era Malvina o único amparo de sua velha mãe, a quem amava com um amor de adoração.
Edição referência: http://www2.uol.com.br/machadodeassis Publicado originalmente em Jornal das Famílias 1866 Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/fs000068pdf.pdf Acesso em: 20 de setembro de 2022.
Considere as características abaixo do gênero textual crônica:
I. Poucos personagens nas histórias.
II. Textos curtos e de fácil compreensão.
III. Linha cronológica estabelecida.
Das características apresentadas, está (estão) presente(s) no texto A Pianista, de Machado de Assis:
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