Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 10 10136979
COTUCA 1° Ano 2024O texto a seguir é um conto da escritora contemporânea Conceição Evaristo. Leia-o para responder à questão.
Inguitinha
Tudo em Inguitinha parecia caber no fragmento “inha”. A começar pelo nome, que todos achavam que apelido era. Pois não é que até no segundo nome de Inguitinha lá estava a partícula do quase nada. Completa era assim a sua graça: Inguitinha Minuzinha Paredes. Graça mesmo, pois muitos sabedores da expressão “graça” como sinônimo do termo “nome”, linguagem usual dos mais antigos, punham-se a tirar sarro da moça. Era só Inguitinha sair de casa, mal dava os primeiros passos, vinha um, depois passavam outros e mais outros a perguntar: Moça qual é a sua graça? Inguitinha Minuzinha Paredes – respondia ela – como se nem percebesse a insolência do ato. Mas um dia, Inguitinha deveras cansada de tanta zombaria resolveu reagir, e quando um idiota qualquer se postou diante dela com a debochada pergunta, o dito nem conseguiu ouvir a resposta costumeira. Em fração de segundos, lá estava o sujeito derrubado no chão, tentando se levantar entre espantos, tijolos e poeiras. Uma parede imensa repentinamente desabou, tão misteriosa como havia surgido entre os dois, jogando o sujeito por terra. Inguitinha Minuzinha Paredes caminhou, a partir deste dia, sempre em paz.
EVARISTO, Conceição. Inguitinha. In: ______. Histórias de leves enganos e parecenças. Rio de Janeiro: Malês, 2017, p. 21.
As alternativas a seguir analisam linguisticamente o conto. Assinale aquela que o analisa corretamente.
Questão 9 10136975
COTUCA 1° Ano 2024O texto a seguir é um conto da escritora contemporânea Conceição Evaristo. Leia-o para responder à questão.
Inguitinha
Tudo em Inguitinha parecia caber no fragmento “inha”. A começar pelo nome, que todos achavam que apelido era. Pois não é que até no segundo nome de Inguitinha lá estava a partícula do quase nada. Completa era assim a sua graça: Inguitinha Minuzinha Paredes. Graça mesmo, pois muitos sabedores da expressão “graça” como sinônimo do termo “nome”, linguagem usual dos mais antigos, punham-se a tirar sarro da moça. Era só Inguitinha sair de casa, mal dava os primeiros passos, vinha um, depois passavam outros e mais outros a perguntar: Moça qual é a sua graça? Inguitinha Minuzinha Paredes – respondia ela – como se nem percebesse a insolência do ato. Mas um dia, Inguitinha deveras cansada de tanta zombaria resolveu reagir, e quando um idiota qualquer se postou diante dela com a debochada pergunta, o dito nem conseguiu ouvir a resposta costumeira. Em fração de segundos, lá estava o sujeito derrubado no chão, tentando se levantar entre espantos, tijolos e poeiras. Uma parede imensa repentinamente desabou, tão misteriosa como havia surgido entre os dois, jogando o sujeito por terra. Inguitinha Minuzinha Paredes caminhou, a partir deste dia, sempre em paz.
EVARISTO, Conceição. Inguitinha. In: ______. Histórias de leves enganos e parecenças. Rio de Janeiro: Malês, 2017, p. 21.
Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação possível do conto.
Questão 6 10136966
COTUCA 1° Ano 2024Leia, a seguir, a resenha de Duda Batista, 14 anos, estudante da rede pública de São Paulo, sobre o livro “Quem tem medo do feminismo negro?”, para responder à questão.
Resenhas são textos de caráter opinativo em que o autor descreve e analisa uma produção social, como filmes, livros, exposições, espetáculos teatrais ou de dança, entre outros.
Duda Batista, 14
São Paulo (SP)
------------------
Djamila Ribeiro.
Quem tem medo do feminismo negro?
Companhia das Letras, 120 pp. R$42,90
------------------
O livro Quem tem medo do feminismo negro?, escrito por Djamila Ribeiro, contém diversas histórias importantes para o Brasil. Ou pelo menos deveriam ser. O livro remete à ideia do feminismo negro, sua diferença em relação ao feminismo branco, as diversas falas machistas na televisão brasileira e os casos de racismo no país. Ela apresenta outras narrativas e o desfecho de todos esses assuntos.
A primeira parte é uma introdução sobre a infância e a vida da autora – que, segundo ela, foi bem triste e muito difícil por conta do racismo estrutural que nosso país vem enfrentando há muito tempo. Eu particularmente gosto bastante do jeito que ela fez o livro, com uma introdução e depois o relato de suas vivências.
Ler as histórias e conhecer o posicionamento de uma mulher negra é muito diferente de assistir ao que é passado nos jornais. Isso me fez repensar muitas coisas do meu dia a dia. Por exemplo, ela cita o apresentador do programa The Noite, o “humorista” Danilo Gentili. Ele faz muitas “piadas” machistas, racistas, gordofóbicas em seus programas e shows.
Depois da leitura, eu fico com algumas perguntas: será que só ele tem culpa pelo machismo explícito na TV? Ou será culpa das pessoas que o autorizam a fazer esse tipo de comentário? Será que o cancelamento é um caminho? Aí fica a pergunta para todos: quem tem medo do feminismo negro?
Adaptado de BATISTA, Duda. Rebentos – Novos livros para novos leitores. Revista Quatro Cinco Um, no 71, p. 41, jul. de 2023.
As alternativas abaixo analisam linguisticamente o texto de Duda Batista.
Assinale a alternativa cuja análise está adequada.
Questão 5 10136963
COTUCA 1° Ano 2024Leia, a seguir, a resenha de Duda Batista, 14 anos, estudante da rede pública de São Paulo, sobre o livro “Quem tem medo do feminismo negro?”, para responder à questão.
Resenhas são textos de caráter opinativo em que o autor descreve e analisa uma produção social, como filmes, livros, exposições, espetáculos teatrais ou de dança, entre outros.
Duda Batista, 14
São Paulo (SP)
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Djamila Ribeiro.
Quem tem medo do feminismo negro?
Companhia das Letras, 120 pp. R$42,90
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O livro Quem tem medo do feminismo negro?, escrito por Djamila Ribeiro, contém diversas histórias importantes para o Brasil. Ou pelo menos deveriam ser. O livro remete à ideia do feminismo negro, sua diferença em relação ao feminismo branco, as diversas falas machistas na televisão brasileira e os casos de racismo no país. Ela apresenta outras narrativas e o desfecho de todos esses assuntos.
A primeira parte é uma introdução sobre a infância e a vida da autora – que, segundo ela, foi bem triste e muito difícil por conta do racismo estrutural que nosso país vem enfrentando há muito tempo. Eu particularmente gosto bastante do jeito que ela fez o livro, com uma introdução e depois o relato de suas vivências.
Ler as histórias e conhecer o posicionamento de uma mulher negra é muito diferente de assistir ao que é passado nos jornais. Isso me fez repensar muitas coisas do meu dia a dia. Por exemplo, ela cita o apresentador do programa The Noite, o “humorista” Danilo Gentili. Ele faz muitas “piadas” machistas, racistas, gordofóbicas em seus programas e shows.
Depois da leitura, eu fico com algumas perguntas: será que só ele tem culpa pelo machismo explícito na TV? Ou será culpa das pessoas que o autorizam a fazer esse tipo de comentário? Será que o cancelamento é um caminho? Aí fica a pergunta para todos: quem tem medo do feminismo negro?
Adaptado de BATISTA, Duda. Rebentos – Novos livros para novos leitores. Revista Quatro Cinco Um, no 71, p. 41, jul. de 2023.
Determinadas marcações textuais são importantes e não têm significados arbitrários, como no caso das aspas e do texto em itálico.
Analise os termos em itálico – Quem tem medo do feminismo negro? e The Noite – e os termos entre aspas – “humorista” e “piadas” – e escolha a alternativa que explica adequadamente esses usos no texto de Duda Batista.
Questão 4 10136948
COTUCA 1° Ano 2024Leia, a seguir, a resenha de Duda Batista, 14 anos, estudante da rede pública de São Paulo, sobre o livro “Quem tem medo do feminismo negro?”, para responder à questão.
Resenhas são textos de caráter opinativo em que o autor descreve e analisa uma produção social, como filmes, livros, exposições, espetáculos teatrais ou de dança, entre outros.
Duda Batista, 14
São Paulo (SP)
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Djamila Ribeiro.
Quem tem medo do feminismo negro?
Companhia das Letras, 120 pp. R$42,90
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O livro Quem tem medo do feminismo negro?, escrito por Djamila Ribeiro, contém diversas histórias importantes para o Brasil. Ou pelo menos deveriam ser. O livro remete à ideia do feminismo negro, sua diferença em relação ao feminismo branco, as diversas falas machistas na televisão brasileira e os casos de racismo no país. Ela apresenta outras narrativas e o desfecho de todos esses assuntos.
A primeira parte é uma introdução sobre a infância e a vida da autora – que, segundo ela, foi bem triste e muito difícil por conta do racismo estrutural que nosso país vem enfrentando há muito tempo. Eu particularmente gosto bastante do jeito que ela fez o livro, com uma introdução e depois o relato de suas vivências.
Ler as histórias e conhecer o posicionamento de uma mulher negra é muito diferente de assistir ao que é passado nos jornais. Isso me fez repensar muitas coisas do meu dia a dia. Por exemplo, ela cita o apresentador do programa The Noite, o “humorista” Danilo Gentili. Ele faz muitas “piadas” machistas, racistas, gordofóbicas em seus programas e shows.
Depois da leitura, eu fico com algumas perguntas: será que só ele tem culpa pelo machismo explícito na TV? Ou será culpa das pessoas que o autorizam a fazer esse tipo de comentário? Será que o cancelamento é um caminho? Aí fica a pergunta para todos: quem tem medo do feminismo negro?
Adaptado de BATISTA, Duda. Rebentos – Novos livros para novos leitores. Revista Quatro Cinco Um, no 71, p. 41, jul. de 2023.
Duda Batista, nas partes em que analisa a obra de Djamila Ribeiro, compõe trechos essencialmente do tipo:
Questão 3 10136943
COTUCA 1° Ano 2024O poema a seguir é do poeta, pintor e ator negro Solano Trindade (1908-1974). A partir de sua leitura, responsa à questão.
Esperemos
Eu ia fazer um poema para você
mas me falaram das crueldades
nas colônias inglesas
e o poema não saiu
ia falar do seu corpo
de suas mãos
amada
quando soube que a polícia espancou um companheiro
e o poema não saiu
ia falar em canções
no belo da natureza
nos jardins
nas flores
quando falaram-me em guerra
e o poema não saiu
perdão amada
por não ter construído o seu poema
amanhã esse poema sairá
esperemos.
TRINDADE, Solano. O poeta do povo. São Paulo: Editora Ediouro/ Editora Segmento Farma, 2008. p. 85.
Levando em consideração a leitura total do poema, assinale a alternativa correta.
06
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