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Questão 5 14930503
ONHB 2 Fase 2025A Volta pra Casa
Rincon Sapiência
Conhecido também como Manicongo, certo?
Eis aqui mais uma canção dedicada a toda classe trabalhadora
Tão cansativa como a rotina de trabalho
É aquele longo trajeto de ir e vir
Vamo nessa!
Trabalhadora voltando pra casa
Perguntando pra Deus: ”por que não tenho asas?”
Pra voar pelos ares e voltar para o lar
A real, ônibus cheio dói só de pensar
Na bolsa um livro novo, não tem condição
Leitura na multidão, frustração
Nove horas o trabalho é bem mais suave
Que as duas horas balançando na condução
O dia inteiro dando duro
Uma volta cansativa, ainda desce bem no ponto mais escuro
A violência subindo de nível
Do receio da solidão
A sensação da mulher é horrível
Ela caminha, semblante preocupado
Escuridão, o bar da rua se encontra fechado
Quanto vale uma vida? Pensa no seu pivete
Na bolsa tem a Bíblia, também tem canivete
Faça o bem que o bem vai te merecer
Mas ela sabe que o pior pode acontecer
Na madrugada pelo bairro impera o sono
Holofote quebrado, matagal, abandono
Se ela atrasa, seu dinheiro será descontado
E a firma, ao menos, oferece o ônibus fretado
E a sua mente, quente, como brasa
Só vai relaxar quando entrar dentro de casa
É hora de voltar pra casa
Trabalhador só quer chegar bem
Infelizmente não tem asas
E precisa das ruas, e das linhas do trem
A condução está tão cara
Conforto é algo que não tem
Mas o trabalhador encara essa rotina
Sem nunca depender de ninguém
Da casa pro trampo, do trampo pra faculdade
O corpo exausto, apesar da pouca idade
Sem novidade, a mesmice na rota
Tentando ser um bom funcionário com boas notas
Trabalhar, estudar, nem sempre se encaixa
Nem mesmo no fim da aula o aluno relaxa
Pensa na volta, no clima lá fora
O metrô não funciona por 24 horas
Logo vem na mente os lençóis
E o busão vai parando nos pontos e nos faróis
É feroz esse desafio
Manhã, tarde ou noite, é raro um busão vazio
Ele se adianta, violência espanta
Sua família ansiosa o espera pra janta
A madruga é tensa quando um estouro canta
A mãe já pensa coisas, dá um nó na garganta
Ow, perigo em todos os lados
Quanto mais dinheiro, vivem mais isolados
A violência na cidade tem se espalhado
Se isola mais ainda quem tem um carro blindado
Andando com cuidado, os passos apertados
Receio de sofrer abuso de um homem fardado
Chegando em casa, ele se sente mais aliviado
É recebido com o calor de um abraço apertado, ow
É hora de voltar pra casa
Trabalhador, só quer chegar bem
Infelizmente não tem asas
E precisa da ruas e das linhas do trem
A condução está tão cara
Conforto é algo o que não tem
Mas o trabalhador encara essa rotina
Sem nunca depender de ninguém
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Videoclipe ORIGEM: Música: ”A Volta pra Casa” Composição, Interpretação e Produção Musical: Rincon Sapiência Arranjo de Cordas, Coprodução e Direção Musical: William Magalhães Selo: Boia Fria Produções CRÉDITOS: Composição, Interpretação e Produção Musical: Rincon Sapiência Arranjo de Cordas, Coprodução e Direção Musical: William Magalhães Selo: Boia Fria Produções PALAVRAS-CHAVE: brasil republicano, história da música
O videoclipe da canção A Volta pra Casa, de Rincon Sapiência:
Questão 2 14929636
ONHB 2 Fase 2025Leia o trecho a seguir, retirado do livro Angústia, de Graciliano Ramos, publicado em 1936.
Angústia
Alguns dias depois Marina me chamou para mostrar os objetos que tinha comprado. Não era quase nada: calças de seda, camisas de seda e outras ninharias.
— Que é do resto?
— Que resto? perguntou espantada. É só isto. Veja se as camisas estão bem-feitas, diga se as cores lhe agradam.
— Muito boas, murmurei.
— Mas você nem está olhando.
— Para quê? Não entendo. O que vejo é que falta quase tudo.
— Que se há de fazer? É a carestia. Em todo o caso julgo que você aprova…
Que remédio! Havia de brigar com ela, dizer-lhe que tivesse juízo, explicar que sou pobre, não posso comprar camisas de seda, pó de arroz caro, seis pares de meias de uma vez? Seis pares de meias, que desperdício! Se ela suasse no veio da máquina ou aguentasse as enxaquecas do chefe na repartição, não faria semelhante loucura. Mas não despropositei, como o coração me pedia.
— Está bem. Vamos comprar o resto. Faça economia, ouviu? Os cobres estão escassos. Sangrei mais quinhentos mil-réis.
Depois sangrei duzentos, adquiri móveis em leilão e vesti-me de novo, porque as minhas camisas estavam esfiapadas e o paletó se cobria de nódoas. Marina aplaudia a transformação que se ia operando no meu exterior:
— Precisa é mandar consertar essa gola. O corpo está bom. Os pés não prestam, com esses sapatos indecentes. Dê por visto um pavão.
Ofereci a seu Ivo os meus sapatos cambados e reformei os pés. O dinheiro sumia-se, essas alterações chupavam-me as reservas acumuladas com paciência. Eu vivia preocupado, fazendo cálculos na rua. E ainda não havia comprado uma lembrança para Marina.
Liquidei a minha conta no banco, estudei cuidadosamente uma vitrina de joias, escolhi um relógio-pulseira e um anel. Saí da joalharia com vinte mil-réis na carteira, algumas pratas e níqueis. Mais nada. Apenas confiança no futuro, apesar dos encontrões que tenho suportado. (...)
Ia cheio de satisfação maluca. Não tirava a mão do bolso, apalpava as caixinhas, sentia através do papel de seda a macieza do veludo. Na alvura do braço roliço a fita do relógio faria uma cinta negra; a pedrinha branca faiscaria no dedo miúdo
— Moisés me emprestará cinquenta mil-réis até o mês vindouro.
Ao chegar à rua do Macena recebi um choque tremendo. Foi a decepção maior que já experimentei. À janela da minha casa, caído para fora, vermelho, papudo, Julião Tavares pregava os olhos em Marina, que, da casa vizinha, se derretia para ele, tão embebida que não percebeu a minha chegada. Empurrei a porta brutalmente, o coração estalando de raiva, e fiquei em pé diante de Julião Tavares, sentindo um desejo enorme de apertar-lhe as goelas. O homem perturbou-se, sorriu amarelo, esgueirou-se para o sofá, onde se abateu.
— Tem negócio comigo?
A cólera engasgava-me. Julião Tavares começou a falar e pouco a pouco serenou, mas não compreendi o que ele disse.
Canalha. Meses atrás se entalara num processo de defloramento, de que se tinha livrado graças ao dinheiro do pai. Com o olho guloso em cima das mulheres bonitas, estava mesmo precisando uma surra. E um cachorro daquele fazia versos, era poeta.
Aprumava-se, as palavras corriam-lhe facilmente, mas continuei a ignorar o que significavam.
— Tem negócio comigo? repeti sem pensar que o tipo já havia provavelmente dado resposta.
A roupa do intruso era bem-feita, os sapatos brilhavam. Baixei a cabeça. Os meus sapatos novos estavam mal engraxados, cobertos de poeira. Pés de pavão
A loquacidade de Julião Tavares aborrecia-me. Uma voz líquida e oleosa que escorria sem parar. A minha cólera esfriava, o suor colava-me a camisa ao corpo.
Julião Tavares falou sobre a política do país. A enxurrada cobria-se de nódoas de gordura, que se alastravam. Ia lá discutir com aquele bandido?
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Romance ORIGEM: RAMOS, Graciliano. Angústia. ed. 95. Rio de Janeiro: Record, 2023, pp. 95-97. CRÉDITOS: Graciliano Ramos. GLOSSÁRIO: Nódoa: mancha. Cambado: torto, acalcado, que foi pisado com força. Defloramento : Fazer (mulher virgem) ”perder” a virgindade; Desvirginar. O artigo 267, do Código Penal de 1890, definia tal crime como o ato de “deflorar uma mulher de menor idade, empregando sedução, engano ou fraude”. PALAVRAS-CHAVE: brasil republicano, literatura
A partir do texto, escolha uma das alternativas:
Questão 24 14900796
OP 6 e 7 Ano - 1 fase 2025A turma do 7.º ano fez uma votação para decidir o local do próximo passeio escolar: zoológico ou museu. A disputa ficou empatada, restando apenas o voto de Marcinho. Pressionado pelos colegas, ele disse:

Diante desse discurso, qual das falas seria a continuação mais coerente com o jeito de Marcinho se expressar?
Questão 21 14900769
OP 6 e 7 Ano - 1 fase 2025Leia o poema Canoa, de Henriqueta Lisboa.


Nesse poema, a imagem do “alto-mar” em que a canoa navega sozinha — sem remo nem vela, mas com coragem — pode ser interpretada como uma metáfora de qual sentimento ou condição da experiência humana?
Questão 18 14900743
OP 6 e 7 Ano - 1 fase 2025Em português, há várias palavras que têm mais de um significado — manga, por exemplo, que pode ser tanto uma fruta quanto uma parte da camisa. No relato abaixo, ocorrem algumas delas:

Apesar de algumas dessas palavras terem significados distintos, em geral, pelo contexto, é possível identificar o sentido apropriado.
Qual palavra pode ser coerentemente interpretada em mais de um sentido no texto?
Questão 17 14900741
OP 6 e 7 Ano - 1 fase 2025Tio Afrânio é conhecido por seu senso de humor peculiar e pelos trocadilhos inesperados. Em uma conversa com um amigo, ele soltou mais algumas das suas:

Conhecendo o humor do tio Afrânio, que resposta ele daria?
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