Questões de EFAF Português
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Questão 23 15440344
CBNB 1 ano Ensino Médio 2025TEXTO

Disponível em https://grandesnomesdapropaganda.com.br/anunciantes/ministerio-do-esporte-estreia-campanha-oficial-dobrasil-para-os-jogos-olimpicos-e-paralimpicos/. Acesso em: 12 jun. 2024.
Em 2016, o Ministério do Esporte lançou a campanha, texto, devido à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Brasil, naquele ano.
Nessa campanha, no que diz respeito à relação entre a palavra “perna” e os códigos visuais, é possível atestar que:
Questão 13 15440265
CBNB 1 ano Ensino Médio 2025TEXTO
Você vai assistir à Olimpíada de Pequim?
SIM
A Olimpíada é a vida – melhorada.
Moacyr Scliar
VOU, SIM, assistir à Olimpíada (pela tevê, naturalmente). Vou torcer por nossos atletas. Vou vibrar e sei que, em alguns momentos, vou me emocionar. Por quê? De onde tiro essa certeza, que é a de milhões de pessoas em todo o mundo?
No meu caso, a resposta está num nome, hoje pouco lembrado: Abebe Bikila. Etíope, ex-pastor de ovelhas e depois militar, foi o primeiro atleta a vencer duas maratonas olímpicas e é considerado por muitos o maior maratonista de todos os tempos.
Bom, vocês dirão, grandes atletas existem, isso não chega a ser novidade. Mas Bikila era diferente. Esse homenzinho pequeno, magro, franzino, nascido em um dos países mais pobres do mundo, assombrou o público na maratona de 1960, em Roma, porque correu pelas ruas da cidade eterna descalço. Isso mesmo, descalço. E, descalço, ele chegou quatro minutos antes do segundo colocado; descalço, declarou que poderia correr mais dez quilômetros sem problemas.
Na maratona seguinte, em Tóquio, ele convalescia de uma cirurgia de apêndice realizada cinco semanas antes. Mas correu, e novamente venceu.
Dessa vez teve de usar tênis por imposição dos juízes. E só não venceu a terceira maratona, na Cidade do México, porque, depois de correr 17 quilômetros, fraturou a perna esquerda e teve de desistir.
Uma outra e irônica tragédia o aguardava. Em 1969, dirigindo o carro que ganhara do governo, teve um acidente que o deixou paralisado do pescoço para baixo. Os pés o consagraram, um automóvel foi a sua nêmese, o instrumento de sua desgraça.
Olimpíadas são eventos mundiais.
Conotações sociais, políticas, ideológicas são inevitáveis; boicotes e até atentados (Munique, 1972: 11 atletas israelenses mortos por terroristas) podem ocorrer. Já em 1936, Hitler tentara transformar a Olimpíada de Berlim num vasto espetáculo de propaganda nazista. Mas algo estragou, ainda que parcialmente, o deleite dos arianos: o fato de o atleta americano Jesse Owens ter ganho quatro medalhas de ouro nas provas de corrida.
Como Abebe Bikila, Jesse Owens era negro; neto de escravos, filho de um humilde trabalhador agrícola.
Bikila e Owens não foram, e não são, casos isolados. Para milhares de jovens, inclusive e principalmente no Brasil, o esporte, e sobretudo o esporte olímpico, é o caminho da auto-afirmação, da restauração da dignidade pessoal. E o instrumento para isso é aquilo que o ser humano possui de mais autêntico: o próprio corpo.
É o corpo que tem de responder ao desafio. Na verdade, o atleta não está só competindo com outros; está competindo consigo próprio. Está pedindo a seu tronco, seus braços, suas pernas, seus músculos, seus nervos que o ajudem a mostrar aos outros o que ele vale. Quando o peito do corredor rompe a fita na chegada da prova, não se trata apenas de uma vitória mensurável em minutos e segundos. Trata-se de libertação. É o momento em que a pessoa se liberta da carga pesada representada por um passado de pobreza, de privações, de humilhação.
Vocês dirão que o esporte não corrige as distorções, não redistribui a renda. Mas corrige distorções emocionais e sociais, representadas pelo preconceito; e redistribui auto-estima. É pouco? Talvez seja, mas é um primeiro passo.
E nós? Nós, os espectadores, sentados em nossas poltronas, diante da tevê? Para nós, a Olimpíada é igualmente importante. Não só porque representa um puxão de orelhas no sedentário (‘Puxa vida, está na hora de eu começar a caminhar pelo parque’), coisa que ajuda a saúde pública, mas também porque, de algum modo, participamos no que ocorre nos estádios.
Sabemos que a vida é dura, cheia de problemas. Mas então pensamos no Abebe Bikila correndo de pés descalços sobre as pedras de Roma. Pensamos no que são as solas daqueles pés, enrijecidas por anos de caminhada e corrida sobre pedregulhos, sobre áspera areia, sobre espinhos. São um símbolo de resistência, esses pés. São pés que, transportando gente humilde, levam-nas longe no caminho da esperança, fazem-nas subir ao pódio de onde se pode, ao menos por um momento, divisar novos horizontes.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0908200809.htm. Acesso em: 04 jun. 2024 - Adaptado.
De acordo com o texto, o sentido de esporte olímpico em “Olimpíada é a vida – melhorada”, indicado pelo autor, define-se por:
Questão 12 15440263
CBNB 1 ano Ensino Médio 2025TEXTO
João do Pulo e o bronze que era pra ter sido ouro: a injustiça do brasileiro nos Jogos de Moscou
Indignação de competidores em Tóquio não é novidade: em 1980, representante do Brasil no salto triplo viu arbitragem favorecer atleta da União Soviética em esquema revelado anos depois.
Decisões polêmicas da arbitragem nos Jogos Olímpicos de Tóquio incomodaram os brasileiros nos últimos dias, principalmente nos torneios de skate, surfe e judô. O sentimento de injustiça que tomou conta de alguns atletas no Japão, porém, não é novo. Há 41 anos, em Moscou 1980, João do Pulo, representante do Brasil no salto triplo, viu a medalha de ouro escapar de suas mãos em razão da tentativa dos fiscais de linha em favorecer o atleta da casa em esquema que foi revelado anos depois.
No caso de João do Pulo, a tecnologia era muito ultrapassada e a repercussão longe de ser propagada por milhões de espectadores. Os anos 1980 estavam ainda cercados pela tensão da Guerra Fria, conflito protagonizado por Estados Unidos e União Soviética de 1947 a 1991.
Vinte anos depois, o caso voltou a ter repercussão com uma reportagem investigativa do jornal australiano ‘Sydney Morning Herald’. O material divulgado em 2000 revelou um esquema para fazer a União Soviética campeã do salto triplo nos Jogos de Moscou.
Disponível em: https://ge.globo.com/olimpiadas/noticia/joao-do-pulo-e-o-bronze-que-era-pra-ter-sido-ouro-a-injustica-dobrasileiro-nos-jogos-de-moscou.ghtml. Acesso em: 07 jun. 2024 - Adaptado.
A língua é um organismo coletivo e suscetível a constantes variações em decorrência do seu uso. Por isso, há diferentes versões - igualmente funcionais – para os diversos contextos comunicativos.
Analise as alternativas e assinale aquela que apresenta construção linguística mais afastada do registro escrito formal da Língua Portuguesa.
Questão 10 15440257
CBNB 1 ano Ensino Médio 2025TEXTO

Disponível em: https://twitter.com/tirinhasolimp. Acesso em: 4 jun. 2024.
As figuras de linguagens são artifícios que indicam subjetividade na construção semântica dos enunciados. Esse recurso expressivo pode ser ilustrado pelo trecho, retirado do texto, marcado em “(...) superou Carl Lewis e foi ouro no Pan (...)”.
Assinale a alternativa que fornece uma análise CORRETA sobre o processo de figuração correspondente ao exemplo.
Questão 7 15440249
CBNB 1 ano Ensino Médio 2025TEXTO
Em ano olímpico, Rebeca Andrade ganha homenagem da Barbie e quer inspirar outros sonhos
Vitória Macedo
Rebeca Andrade, 25, possui uma longa lista de conquistas. A ginasta é medalhista olímpica, vencedora de ouro e prata, bicampeã mundial, medalhas nos Jogos Pan-Americanos e tem mais de dez medalhas em Copas do Mundo. Neste ano, ela alcançou mais um triunfo ao ser transformada em uma Barbie à sua semelhança. ‘Pode-se dizer que é um sonho inesperado’, diz ela, que vai para a sua terceira Olimpíada.
No 65º aniversário da boneca mais famosa do mundo, Rebeca foi escolhida para ser homenageada no projeto ‘Mulheres Inspiradoras’ (Role Models, em inglês). A atleta conta que isso nunca havia passado por sua cabeça, apesar da admiração que sente pelo brinquedo. ‘Desde muita nova, eu tinha o sonho de ter uma Barbie, e, quando ganhei no Natal da minha tia, foi uma bailarina’, diz ela, que na época já era ginasta e sempre foi apaixonada por balé.
‘Eu lembro que era a Barbie normal, com o cabelinho loiro, o rostinho, e ela tinha uma meia calça rosa’, afirma ela, que nasceu em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. Se antes a boneca não condizia com seus traços, agora a versão que a representa é negra, possui tranças, baby hair e veste um macacão azul.
A iniciativa surge diante de uma tentativa, nos últimos anos, da Mattel de representar mulheres mais diversas e reais para se livrar dos estereótipos e padrões de beleza que as primeiras versões da boneca impunham. O tema foi abordado no filme ‘Barbie’ (2023), de Gretta Gerwig, aclamado pela crítica e pelo público.
O modelo de Rebeca agora se junta ao de outras brasileiras que também foram transformadas em Barbie, como a influenciadora indígena Maira Gomez, a surfista Maya Gabeira, a médica Jaqueline Goes, a professora Doani Emanuela Bertan e a cantora Iza.
O programa ‘Mulheres Inspiradoras’ faz parte do ‘Barbie Brecha do Sonho’, projeto lançado em 2017. Ele surgiu a partir de pesquisas feitas com a Universidade de Nova York que mostraram que, desde os cinco anos, muitas meninas começam a desenvolver crenças autolimitantes e pensam que não são inteligentes e capazes como os meninos. Por isso, as homenagens a artistas, esportistas, cientistas e grandes figuras femininas da atualidade.
Para Andrade, essa homenagem surge como uma forma de quebrar essa barreira. ‘Acredito que seja mais uma forma de inspirar e fazer as pessoas continuarem acreditando nos sonhos delas’, diz.
A autoconfiança também é trabalhada a partir do projeto, o que Rebeca mostra ter adquirido com o tempo ao não se sentir pressionada, mesmo sendo uma das principais ginastas do Brasil.
‘Eu trabalhei bastante por isso, corri muito atrás, passei por muitos momentos que, para mim, foram difíceis. Então levo tudo com muita alegria e muita leveza’, diz. ‘Eu estou crescendo, estou sendo inspiração, um espelho. Acho que era isso que eu queria desde sempre’.
Rebeca se prepara para a sua terceira Olimpíada, que acontece de julho a agosto deste ano em Paris. ‘Tenho treinado bastante, sempre muito focada, conversando muito com a minha psicóloga também, tendo ali a minha família junto comigo, a equipe multidisciplinar, tudo isso faz muita diferença’, diz.
Mas essa não é a linha de chegada para a ginasta, que, apesar de reconhecer que conquistou tudo o que gostaria como atleta, ainda há muito o que percorrer. ‘Para a vida pessoal e acadêmica, eu tenho muitas coisas ainda que quero construir, muitas carreiras também’.
Em comunicado, Krista Berger, vice-presidente sênior da Barbie e chefe global da Mattel, afirma que a celebração reconhece o ‘impacto dos esportes na promoção da autoconfiança, da ambição e do empoderamento da próxima geração’.
No fim, para Rebeca Andrade, essa homenagem a faz perceber que tudo o que fez e conquistou até agora valeu a pena.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2024/05/em-ano-olimpico-rebeca-andrade-ganha-homenagem-dabarbie-e-quer-inspirar-outros-sonhos.shtml. Acesso em: 4 jun. 2024 - Adaptado.
Na composição dos textos, os conectivos são importantes recursos de manutenção temática e progressão de ideias.
Observe a palavra marcada na passagem abaixo, extraída do texto, e assinale a alternativa em que, no caso de substituição, o valor semântico do elemento coesivo proposto contribuiria para a coerência do trecho.
“Mas essa não é a linha de chegada para a ginasta, que, apesar de reconhecer que conquistou tudo o que gostaria como atleta, ainda há muito o que percorrer.” (parágrafo 11)
Questão 1 15440227
CBNB 1 ano Ensino Médio 2025TEXTO
Em ano olímpico, Rebeca Andrade ganha homenagem da Barbie e quer inspirar outros sonhos
Vitória Macedo
Rebeca Andrade, 25, possui uma longa lista de conquistas. A ginasta é medalhista olímpica, vencedora de ouro e prata, bicampeã mundial, medalhas nos Jogos Pan-Americanos e tem mais de dez medalhas em Copas do Mundo. Neste ano, ela alcançou mais um triunfo ao ser transformada em uma Barbie à sua semelhança. ‘Pode-se dizer que é um sonho inesperado’, diz ela, que vai para a sua terceira Olimpíada.
No 65º aniversário da boneca mais famosa do mundo, Rebeca foi escolhida para ser homenageada no projeto ‘Mulheres Inspiradoras’ (Role Models, em inglês). A atleta conta que isso nunca havia passado por sua cabeça, apesar da admiração que sente pelo brinquedo. ‘Desde muita nova, eu tinha o sonho de ter uma Barbie, e, quando ganhei no Natal da minha tia, foi uma bailarina’, diz ela, que na época já era ginasta e sempre foi apaixonada por balé.
‘Eu lembro que era a Barbie normal, com o cabelinho loiro, o rostinho, e ela tinha uma meia calça rosa’, afirma ela, que nasceu em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. Se antes a boneca não condizia com seus traços, agora a versão que a representa é negra, possui tranças, baby hair e veste um macacão azul.
A iniciativa surge diante de uma tentativa, nos últimos anos, da Mattel de representar mulheres mais diversas e reais para se livrar dos estereótipos e padrões de beleza que as primeiras versões da boneca impunham. O tema foi abordado no filme ‘Barbie’ (2023), de Gretta Gerwig, aclamado pela crítica e pelo público.
O modelo de Rebeca agora se junta ao de outras brasileiras que também foram transformadas em Barbie, como a influenciadora indígena Maira Gomez, a surfista Maya Gabeira, a médica Jaqueline Goes, a professora Doani Emanuela Bertan e a cantora Iza.
O programa ‘Mulheres Inspiradoras’ faz parte do ‘Barbie Brecha do Sonho’, projeto lançado em 2017. Ele surgiu a partir de pesquisas feitas com a Universidade de Nova York que mostraram que, desde os cinco anos, muitas meninas começam a desenvolver crenças autolimitantes e pensam que não são inteligentes e capazes como os meninos. Por isso, as homenagens a artistas, esportistas, cientistas e grandes figuras femininas da atualidade.
Para Andrade, essa homenagem surge como uma forma de quebrar essa barreira. ‘Acredito que seja mais uma forma de inspirar e fazer as pessoas continuarem acreditando nos sonhos delas’, diz.
A autoconfiança também é trabalhada a partir do projeto, o que Rebeca mostra ter adquirido com o tempo ao não se sentir pressionada, mesmo sendo uma das principais ginastas do Brasil.
‘Eu trabalhei bastante por isso, corri muito atrás, passei por muitos momentos que, para mim, foram difíceis. Então levo tudo com muita alegria e muita leveza’, diz. ‘Eu estou crescendo, estou sendo inspiração, um espelho. Acho que era isso que eu queria desde sempre’.
Rebeca se prepara para a sua terceira Olimpíada, que acontece de julho a agosto deste ano em Paris. ‘Tenho treinado bastante, sempre muito focada, conversando muito com a minha psicóloga também, tendo ali a minha família junto comigo, a equipe multidisciplinar, tudo isso faz muita diferença’, diz.
Mas essa não é a linha de chegada para a ginasta, que, apesar de reconhecer que conquistou tudo o que gostaria como atleta, ainda há muito o que percorrer. ‘Para a vida pessoal e acadêmica, eu tenho muitas coisas ainda que quero construir, muitas carreiras também’.
Em comunicado, Krista Berger, vice-presidente sênior da Barbie e chefe global da Mattel, afirma que a celebração reconhece o ‘impacto dos esportes na promoção da autoconfiança, da ambição e do empoderamento da próxima geração’.
No fim, para Rebeca Andrade, essa homenagem a faz perceber que tudo o que fez e conquistou até agora valeu a pena.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2024/05/em-ano-olimpico-rebeca-andrade-ganha-homenagem-dabarbie-e-quer-inspirar-outros-sonhos.shtml. Acesso em: 4 jun. 2024 - Adaptado.
A respeito das ideias relacionadas ao texto, assinale a alternativa que apresenta uma informação INCORRETA.
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