Questões de EFAF Português
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Questão 30 10629232
CMSM 5ª Série 2006Leia o texto abaixo e depois responda ao item.
TEXTO

PECHADA
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de
aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
“Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio
Grande do Sul, com um sotaque carregado.
[5] - Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região
tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a
pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
[10] falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
- Mas o Gaúcho fala “tu”- disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
- E fala certo – disse a professora. – Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os
dois são português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
[15] Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
- O pai atravessou a sinaleira e pechou.
- O quê?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma
[20] sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de
sinaleira sendo retirados do seu corpo.
- O que foi que ele disse, tia? – quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- O que é isso?
[25] - Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro
auto.
[30] A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo procurava
uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo
daquele jeito.
“Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo.“Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era?
Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que
[35] “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo
Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
- Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!
(Luís Fernando Verissimo. Nova Escola, 2005.)
Observe a expressão em destaque: A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas também que as diferenças não eram tão grandes assim.
Na frase, essa expressão apresenta idéia de:
Questão 29 10629218
CMSM 5ª Série 2006Leia o texto abaixo e depois responda ao item.
TEXTO

PECHADA
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de
aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
“Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio
Grande do Sul, com um sotaque carregado.
[5] - Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região
tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a
pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
[10] falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
- Mas o Gaúcho fala “tu”- disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
- E fala certo – disse a professora. – Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os
dois são português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
[15] Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
- O pai atravessou a sinaleira e pechou.
- O quê?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma
[20] sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de
sinaleira sendo retirados do seu corpo.
- O que foi que ele disse, tia? – quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- O que é isso?
[25] - Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro
auto.
[30] A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo procurava
uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo
daquele jeito.
“Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo.“Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era?
Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que
[35] “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo
Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
- Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!
(Luís Fernando Verissimo. Nova Escola, 2005.)
Veja a observação da professora: “Pode-se dizer ‘tu’ e pode-se dizer ‘você’. Os dois estão certos. Os dois são português”. (linhas nº 12-13)
Com base nessa afirmação e no conhecimento da gramática da Língua Portuguesa, marque a única alternativa correta a respeito disso.
Questão 28 10629212
CMSM 5ª Série 2006Leia o texto abaixo e depois responda ao item.
TEXTO

PECHADA
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de
aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
“Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio
Grande do Sul, com um sotaque carregado.
[5] - Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região
tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a
pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
[10] falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
- Mas o Gaúcho fala “tu”- disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
- E fala certo – disse a professora. – Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os
dois são português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
[15] Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
- O pai atravessou a sinaleira e pechou.
- O quê?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma
[20] sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de
sinaleira sendo retirados do seu corpo.
- O que foi que ele disse, tia? – quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- O que é isso?
[25] - Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro
auto.
[30] A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo procurava
uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo
daquele jeito.
“Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo.“Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era?
Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que
[35] “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo
Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
- Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!
(Luís Fernando Verissimo. Nova Escola, 2005.)
Marque a única alternativa INCORRETA quanto à idéia relacionada ao fato apresentado.
Questão 27 10629194
CMSM 5ª Série 2006Leia o texto abaixo e depois responda ao item.
TEXTO

PECHADA
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de
aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
“Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio
Grande do Sul, com um sotaque carregado.
[5] - Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região
tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a
pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
[10] falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
- Mas o Gaúcho fala “tu”- disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
- E fala certo – disse a professora. – Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os
dois são português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
[15] Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
- O pai atravessou a sinaleira e pechou.
- O quê?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma
[20] sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de
sinaleira sendo retirados do seu corpo.
- O que foi que ele disse, tia? – quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- O que é isso?
[25] - Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro
auto.
[30] A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo procurava
uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo
daquele jeito.
“Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo.“Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era?
Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que
[35] “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo
Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
- Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!
(Luís Fernando Verissimo. Nova Escola, 2005.)
Na história, Jorge, aluno da classe, ganha destaque por ser indagador.
Assinale a alternativa que NÃO apresenta um traço característico da sua personalidade.
Questão 26 10629178
CMSM 5ª Série 2006Leia o texto abaixo e depois responda ao item.
TEXTO

PECHADA
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de
aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
“Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio
Grande do Sul, com um sotaque carregado.
[5] - Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região
tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a
pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
[10] falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
- Mas o Gaúcho fala “tu”- disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
- E fala certo – disse a professora. – Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os
dois são português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
[15] Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
- O pai atravessou a sinaleira e pechou.
- O quê?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma
[20] sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de
sinaleira sendo retirados do seu corpo.
- O que foi que ele disse, tia? – quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- O que é isso?
[25] - Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro
auto.
[30] A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo procurava
uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo
daquele jeito.
“Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo.“Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era?
Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que
[35] “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo
Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
- Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!
(Luís Fernando Verissimo. Nova Escola, 2005.)
Observe o verbo varrer na frase: "A professora varreu a classe com seu sorriso." (linha nº 30)
Das orações abaixo, a única que apresenta a ação de varrer com o mesmo sentido do trecho acima é:
Questão 25 10629167
CMSM 5ª Série 2006Leia o texto abaixo e depois responda ao item.
TEXTO

PECHADA
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de
aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
“Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio
Grande do Sul, com um sotaque carregado.
[5] - Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região
tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a
pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
[10] falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
- Mas o Gaúcho fala “tu”- disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
- E fala certo – disse a professora. – Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os
dois são português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
[15] Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
- O pai atravessou a sinaleira e pechou.
- O quê?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma
[20] sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de
sinaleira sendo retirados do seu corpo.
- O que foi que ele disse, tia? – quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- O que é isso?
[25] - Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro
auto.
[30] A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo procurava
uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo
daquele jeito.
“Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo.“Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era?
Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que
[35] “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo
Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
- Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!
(Luís Fernando Verissimo. Nova Escola, 2005.)
Em "Gravemente pechado." (linhas n° 20-21), a palavra que melhor substitui, nesse contexto, o termo sublinhado é:
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