Questões de EFAF Português
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Questão 37 10629303
CMSM 5ª Série 2006Leia o texto abaixo e depois responda ao item.
TEXTO

PECHADA
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de
aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
“Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio
Grande do Sul, com um sotaque carregado.
[5] - Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região
tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a
pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
[10] falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
- Mas o Gaúcho fala “tu”- disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
- E fala certo – disse a professora. – Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os
dois são português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
[15] Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
- O pai atravessou a sinaleira e pechou.
- O quê?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma
[20] sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de
sinaleira sendo retirados do seu corpo.
- O que foi que ele disse, tia? – quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- O que é isso?
[25] - Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro
auto.
[30] A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo procurava
uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo
daquele jeito.
“Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo.“Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era?
Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que
[35] “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo
Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
- Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!
(Luís Fernando Verissimo. Nova Escola, 2005.)
Assinale a opção em que não há erro de ortografia.
Questão 36 10629290
CMSM 5ª Série 2006Leia o texto abaixo e depois responda ao item.
TEXTO

PECHADA
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de
aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
“Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio
Grande do Sul, com um sotaque carregado.
[5] - Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região
tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a
pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
[10] falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
- Mas o Gaúcho fala “tu”- disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
- E fala certo – disse a professora. – Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os
dois são português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
[15] Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
- O pai atravessou a sinaleira e pechou.
- O quê?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma
[20] sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de
sinaleira sendo retirados do seu corpo.
- O que foi que ele disse, tia? – quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- O que é isso?
[25] - Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro
auto.
[30] A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo procurava
uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo
daquele jeito.
“Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo.“Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era?
Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que
[35] “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo
Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
- Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!
(Luís Fernando Verissimo. Nova Escola, 2005.)
O uso do porquê não foi empregado corretamente em:
Questão 35 10629281
CMSM 5ª Série 2006Leia o texto abaixo e depois responda ao item.
TEXTO

PECHADA
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de
aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
“Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio
Grande do Sul, com um sotaque carregado.
[5] - Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região
tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a
pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
[10] falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
- Mas o Gaúcho fala “tu”- disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
- E fala certo – disse a professora. – Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os
dois são português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
[15] Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
- O pai atravessou a sinaleira e pechou.
- O quê?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma
[20] sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de
sinaleira sendo retirados do seu corpo.
- O que foi que ele disse, tia? – quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- O que é isso?
[25] - Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro
auto.
[30] A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo procurava
uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo
daquele jeito.
“Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo.“Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era?
Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que
[35] “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo
Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
- Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!
(Luís Fernando Verissimo. Nova Escola, 2005.)
Sabemos que a pontuação marca, na escrita, as diferenças de entonação e contribui para tornar mais preciso o sentido que se quer dar ao texto.
Com base no que você aprendeu sobre esse assunto, assinale a opção em que o uso da vírgula ocorre pelo mesmo motivo que na frase: “- O que foi que ele disse, tia?” (linha nº 22)
Questão 34 10629275
CMSM 5ª Série 2006Leia o texto abaixo e depois responda ao item.
TEXTO

PECHADA
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de
aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
“Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio
Grande do Sul, com um sotaque carregado.
[5] - Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região
tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a
pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
[10] falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
- Mas o Gaúcho fala “tu”- disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
- E fala certo – disse a professora. – Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os
dois são português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
[15] Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
- O pai atravessou a sinaleira e pechou.
- O quê?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma
[20] sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de
sinaleira sendo retirados do seu corpo.
- O que foi que ele disse, tia? – quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- O que é isso?
[25] - Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro
auto.
[30] A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo procurava
uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo
daquele jeito.
“Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo.“Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era?
Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que
[35] “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo
Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
- Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!
(Luís Fernando Verissimo. Nova Escola, 2005.)
Na passagem: "Não podia admitir que não o entendera. Não com o garoto Jorge rindo daquele jeito." (linhas nº 31-32)
A análise morfológica CORRETA das palavras em destaque, respectivamente, é:
Questão 32 10629253
CMSM 5ª Série 2006Leia o texto abaixo e depois responda ao item.
TEXTO

PECHADA
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de
aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
“Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio
Grande do Sul, com um sotaque carregado.
[5] - Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região
tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a
pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
[10] falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
- Mas o Gaúcho fala “tu”- disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
- E fala certo – disse a professora. – Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os
dois são português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
[15] Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
- O pai atravessou a sinaleira e pechou.
- O quê?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma
[20] sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de
sinaleira sendo retirados do seu corpo.
- O que foi que ele disse, tia? – quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- O que é isso?
[25] - Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro
auto.
[30] A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo procurava
uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo
daquele jeito.
“Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo.“Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era?
Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que
[35] “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo
Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
- Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!
(Luís Fernando Verissimo. Nova Escola, 2005.)
O acento gráfico não é apenas um detalhe da escrita, ele existe para evitar confusão e dificuldade na leitura e no entendimento de certas palavras.
Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, palavras acentuadas pelo mesmo motivo de:
aí – gaúcho – vínhamos – é
Questão 31 10629243
CMSM 5ª Série 2006Leia o texto abaixo e depois responda ao item.
TEXTO

PECHADA
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de
aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
“Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio
Grande do Sul, com um sotaque carregado.
[5] - Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região
tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a
pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
[10] falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
- Mas o Gaúcho fala “tu”- disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
- E fala certo – disse a professora. – Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os
dois são português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
[15] Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
- O pai atravessou a sinaleira e pechou.
- O quê?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma
[20] sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de
sinaleira sendo retirados do seu corpo.
- O que foi que ele disse, tia? – quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- O que é isso?
[25] - Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro
auto.
[30] A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo procurava
uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo
daquele jeito.
“Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo.“Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era?
Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que
[35] “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo
Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
- Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!
(Luís Fernando Verissimo. Nova Escola, 2005.)
Das orações abaixo, a única que está de acordo com as normas gramaticais da Língua Portuguesa é:
06
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