Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 8 15408040
FIRJAN 2020Leia o texto a seguir para responder à questão.
O que um juiz aprende ao trabalhar como faxineiro por um dia
Projeto da Escola Judicial do TRT do RJ quer ampliar a empatia de juízes e desembargadores ao fazê-los passar um dia na pele de outros trabalhadores - faxineiros, garis, telefonistas, cobradores, ajudantes gerais.
Em alguns dos processos que chegam ao Tribunal do Trabalho do Rio de Janeiro, há "situações relatadas pelos trabalhadores que a gente fica na dúvida se são verdade ou não", diz a juíza do trabalho Adriana Leandro, de 50 anos. Na primeira sexta-feira de agosto, a juíza pôde ver por conta própria que algumas delas são mesmo reais.
Ela foi telefonista de uma agência bancária por um dia, sem que colegas e superiores diretos soubessem de sua verdadeira profissão. E viu uma colega passar as seis horas de expediente sem tomar um gole d'água. "Não porque houvesse alguém impedindo, mas porque ela tinha tanto medo de perder o emprego, e se se levantasse não haveria ninguém pra fazer o atendimento, que ela simplesmente não tinha coragem de ir beber água", conta Adriana.
A magistrada foi uma das 23 participantes deste ano de um projeto da Escola Judicial do TRT-RJ que visa a melhorar a empatia dos juízes e desembargadores. Para isso, eles passam um dia na pele de outros trabalhadores. Os magistrados fazem aulas teóricas, um dia de treinamento e depois trabalham por um dia como faxineiros, garis, telefonistas, cobradores, ajudantes gerais.
"A empatia é essencial para todos, mas para nós especialmente, diariamente, a gente tem que se colocar no lugar do outro, se colocar na pele tanto do trabalhador, quanto do empregador, para entender as dificuldades que eles enfrentam", diz o juiz Thiago Mafra da Silva, também do TRT do Rio de Janeiro, que trabalhou um dia como gari para a Comlurb, a empresa de limpeza da cidade.
Adaptado de http://www.g1.globo.com Acesso em 19/08/2019.
Em: "Na primeira sexta-feira de agosto, a juíza pôde ver por conta própria que algumas delas são mesmo reais", o verbo destacado tem sentido de uma ação que
Questão 8 11090037
IFTO Integrados 2020/1Marque a sequência correta quanto à classificação dos verbos destacados na frase abaixo.
“Perceber que há um sentido na vida é oito vezes mais capaz de trazer satisfação do que ganhar um bom salário.”
(KING e NAPA, 1998, pág. 199)
Questão 14 10780768
Liceu-SP C. Gerais 2020Leia o texto para responder à questão.
“Ele detestava rapapés* e homenagens. A vida passada dele, ele revivia em sua poesia. Acho que ele ficaria constrangidíssimo com homenagem se fosse vivo”, disse a filha de João Cabral de Melo Neto, a também escritora Inez Cabral.
Afeito ou não a celebrações, é certo que os versos cabralinos serão lembrados de maneira efusiva em 2020, ano que marca o seu centenário. Estão previstos uma fotobiografia, um livro de entrevistas e dois exemplares reunindo a obra completa na poesia e os textos em prosa. Uma coletânea bilíngue de poemas português-espanhol será lançada em novembro, na Feira Internacional do Livro de Quito.
(Guilherme Henrique, “Centenário de João Cabral será celebrado com livro de entrevistas e coletâneas”. Folha de S.Paulo, 08.10.2019. Adaptado)
* bajulação
No período “... é certo que os versos cabralinos serão lembrados de maneira efusiva em 2020...”, a oração destacada equivale a um
Questão 2 10779255
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2020TEXTO
Diáspora
“Acalmou a tormenta; pereceram
Os que a estes mares ontem se arriscaram;
Vivem os que, por um amor, temeram
E dos céus os destinos esperaram.” 1
[5] Atravessamos o Mar Egeu
o barco cheio de fariseus
com os cubanos, sírios, ciganos
como romanos sem Coliseu
Atravessamos pro outro lado
[10] no Rio Vermelho do mar sagrado
nos center shoppings
superlotados
de retirantes
refugiados
[15] Where are you? 2
where are you?
where are you?
where are you?
Onde está
[20] meu irmão
sem irmã
o meu filho
sem pai
minha mãe
[25] sem avó
dando a mão
pra ninguém
sem lugar
pra ficar
[30] os meninos
sem paz
onde estás
meu senhor
onde estás?
[35] Onde estás?
“Deus! Ô, Deus, onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes
Embuçado3 nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito
[40] Que embalde4 desde então corre o infinito
Onde estás, senhor Deus?...5
(ANTUNES, Arnaldo; BROWN, Carlinhos; MONTE, Marisa. Diáspora.
In.: Tribalistas. Rio de Janeiro: Som Livre, 2017)
Vocabulário
1Primeira estrofe do Canto 11, do livro O Guesa (1878), de Joaquim de Sousa Andrade (Sousândrade).
2Tradução da frase em inglês: “Onde está você?”.
3Embuçado: encoberto, escondido.
4Embalde: inutilmente.
5Primeira estrofe do poema “Vozes d' África” (1868), de Castro Alves.
A respeito do emprego da terceira pessoa do plural nos versos 1 a 4 da canção “Diáspora” (Texto), pode-se afirmar que:
Questão 15 10450802
CMB 1º Ano - Matemática e Português 2020Texto - Posto, logo existo
Começam a surgir alguns debates sobre as consequências de se passar tanto tempo conectado à
internet. Já se fala em saturação social, inspirado pelo recente depoimento de um jornalista do The New
York Times que afirmou que sua produtividade no trabalho estava caindo por causa do tempo consumido
pelo Facebook, Twitter e agregados, e que hoje ele se vê diante da escolha entre cortar seus passeios de
[5] bicicleta ou alguns desses hábitos digitais que o estão consumindo.
Antropofagia virtual. O Brasil, para variar, está atrasado (aqui, dois terços dos usuários ainda
atualizam seus perfis semanalmente), pois no resto do mundo já começa a ser articulado um movimento
de desaceleração dessa obsessão por conexão: hotéis europeus prometem quartos sem wi-fi como
garantia de férias tranquilas, empresas americanas desenvolvem programas de software que restringem
[10] O acesso à web e na Ásia crescem os centros de recuperação de viciados em internet. Tudo isso por uma
simples razão: existir é uma coisa, viver é outra.
Penso, logo existo. Descartes teria que reavaliar esse seu cogito, ergo sum, pois as pessoas trocaram
o verbo pensar por postar. Posto, logo existo.
Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que
[15] poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando,
cercadas não por milhares de seguidores, mas por umas poucas dezenas de amigos. Isso não pode ter se
tornado tão obsoleto.
Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de
compartilhamento. Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca O real pelo virtual, está fazendo
[20] bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra. Adolescentes deixam de ir a um parque para ficarem
trancafiados em seus quartos, numa solidão disfarçada de socialização.
Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas
são frutos da sua época, sua turma de amigos se comunica assim, e nem batendo com um gato morto na
cabeça delas para fazê-las entender que a vida está lá fora. Lá fora!!
[25] O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado, mas tem sido agudo
entre muitos jovens ingênuos, que se deixam fotografar, mostrando o resultado de suas inseguranças,
num exibicionismo triste, pobre, desvirtuado. São garotos e garotas que não se sentem com a existência
comprovada, e para isso se valem de exposições na esperança de deixarem de ser “ninguém” para se,
tornarem “alguém”, mesmo que alguém comum.
[30] Casos avulsos, extremos, mas estão aí, ao nosso redor. Gente que não percebe a diferença entre
existir e viver. Não entendem que é preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de
mentirinha para 17.870 que não estão nem aí.
Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2017/1 1 texto-posto-logo-existo-martha-medeiros.html (com adaptações). Acesso em: 10 de set. de 2020.
A respeito da ocorrência de elementos coesivos no Texto, assinale a única assertiva correta.
Questão 7 10356110
IFPE Subsequente 2020/1TEXTO
FRONTEIRAS ENTRE GAMES, LIVROS E CINEMA ESTÃO CADA VEZ MENORES
(1) Interatividade, pioneirismo e criação. Essas são as palavras-chave que designam os meios do videogame, do livro e do cinema, e que levam à seguinte conclusão: o entretenimento contemporâneo nunca esteve em tamanha sincronia. Economicamente, são três plataformas com distâncias pequenas (em determinadas vertentes, até opostas), e criativamente, em consonância, a trindade do entretenimento visual caminha para um mundo com fronteiras cada vez mais ínfimas.
(2) Recentemente, o ministro da Cultura espanhol, José Guirao, apresentou um dado sucinto, mas reverberante: em menos de cinco anos, espera-se que o faturamento do país europeu em videogames ultrapasse a arrecadação do mercado literário. Atualmente, o setor editorial do país fatura cerca de 2 bilhões de euros por ano, já a indústria de videogames ficou com pouco mais de 700 milhões de euros em 2017. Por essa perspectiva, a diferença pode até parecer inalcançável, mas tudo muda se considerado que os 700 milhões de euros tinham como marca, no ano anterior, “apenas” 300 milhões, ou seja, o faturamento anual do mercado de videogames mais do que dobrou nas terras do Dom Quixote.
(3) Em geral, a alta de arrecadamento da indústria do videogame mundo afora não é necessariamente uma novidade. O instituto de data base Steam apontou, ainda em maio do ano passado, que, em mídias digitais, os jogos de computadores já rendiam mais do que o streaming de vídeo, livros e música globalmente. E se, na vertente econômica, os números ditam a narrativa, criativamente, contudo, é mais difícil perceber na prática essa exclusão de fronteiras. Mas elas existem. E, para falar sobre isso, nada melhor do que ouvir quem trabalha todo dia nesses meios.
(4) Felipe Dantas é um desenvolvedor de videogames e explica um fator chave que comunga os três meios de forma bem profunda: a narrativa. “Existem narrativas muitos fortes que ultrapassam qualquer meio. São enredos que funcionam não só nos filmes, mas também em livros e videogames. Ter essa boa narrativa é a principal forma de quebrar fronteiras”, afirma ele.
(5) Bárbara Morais é uma autora brasiliense que vê essa quebra de fronteiras de uma maneira extremamente positiva: “É super interessante, eu acho que não existem mais barreiras, na verdade. Lembro que um dos meus jogos favoritos tinha uma enciclopédia de personagens e passos, e eu parava para ficar lendo, em um jogo! Eu amava. Eu acho que está tudo integrado, as ideias são contadas de várias formas diferentes e cada meio dá uma roupagem diferente para a história. Cada uma dessas obras acaba completando a outra”.
(6) Mas existe o risco dos livros perderem público para outros meios? De acordo com a autora, não: “Eu acho que, querendo ou não, sempre vai ter um (meio de entretenimento) mais popular, eu não acho que um interfere na produtividade do outro, os meios e as formas de contar história são independentes e podem se manter”. Bárbara também deixa claro como reagiria caso uma de suas obras literárias fosse adaptada para outros meios: “Eu ia amar, mesmo que não fosse uma adaptação boa, ia popularizar meu trabalho; eu toparia, sim”.
(7) Segundo o professor do departamento de comunicação da Universidade Católica de Brasília, Ciro Inácio Marcondes, a ideia de uma consciência “transmídia” não é algo novo, pelo contrário, já marca um luxo de conhecimento da humanidade - “como desde o texto oral para os livros” -, mas, atualmente, ganha um panorama monetário: “Essa questão da intermidialização tem se proliferado no contexto da comunicação, e essas narrativas transmídias passam não só pelos meios que foram criados, mas, também, por redes sociais, marketing, e isso funciona, inclusive, como uma nova economia”.
(8) Mas, afinal, o fim das fronteiras no entretenimento é para o bem ou para o mal? A questão principal dessa discussão não tem uma solução simples: “Eu, sinceramente, não consigo ter uma opinião qualitativa. É muito complexo “bater o martelo”. É um fenômeno que já acontece, o grande desafio é você marcar cada cultura com uma vertente, e a expectativa é isso aumentar, pois as mídias já são muito manipuláveis e isso não tem como mudar, é um circuito novo que já está aí”, conclui o acadêmico.
NUNES, Ronayre. Fronteiras entre games, livros e cinema estão cada vez menores. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e- arte/2019/02/24/interna_diversao_arte,739280/relacao-entre-games e-filmes.shtml.
Acesso em: 25 out. 2019 (adaptado).
Sobre as relações sintático-semânticas estabelecidas entre os períodos do TEXTO, analise as proposições a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
I. No trecho: “E se, na vertente econômica, os números ditam a narrativa, criativamente, contudo, é mais difícil perceber na prática essa exclusão de fronteiras” (3º parágrafo), a conjunção em destaque expressa a ideia de contraste.
II. Em: “São enredos que funcionam não só nos filmes, mas também em livros e videogames” (4º parágrafo), as conjunções coordenativas em destaque provocam uma alternância entre o que funciona nos filmes, nos livros e nos videogames.
III.Em: “Eu ia amar, mesmo que não fosse uma adaptação boa, ia popularizar meu trabalho” (6º parágrafo), a conjunção subordinativa destaca uma razão pela qual a autora Barbara Morais ficaria feliz caso uma de suas obras literárias fosse adaptada para outros meios, caracterizando uma oração explicativa.
IV.No trecho: “Segundo o professor do departamento de comunicação da Universidade Católica de Brasília, Ciro Inácio Marcondes, a ideia de uma consciência ‘transmídia’ não é algo novo” (7º parágrafo), o termo sublinhado expressa uma ideia de conformidade.
V. No trecho: “essas narrativas transmídias passam não só pelos meios que foram criados, mas também por redes sociais” (7º parágrafo), as conjunções coordenativas destacadas expressam a ideia de adição.
Estão CORRETAS, apenas, as proposições
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