Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 5 295696
IFRR 2018Para responder à questão leia o fragmento da obra O rapto do garoto de ouro, de Marcos Rey, que segue:
Algumas bolas de assoprar; no limite de sua resistência, boiavam pelo salão numa festiva multiplicidade de cores. E sobre as mesas, Jaime, o organizador, mandara colocar pequenos jarros com rosas, cravos e margaridas. Tudo preparado para a festa, inclusive os discursos e a comida, só faltando a aguardada chegada do jovem mais popular e querido do bairro.
– Todos os ídolos gostam de se fazer esperar – respondeu Gino bem acomodado em sua cadeira de rodas. – São como noivas.
Ângela, porém, ainda mais bonita naquela noite, com sua japona dourada, perdia a paciência que Gino conservava, condenando a todo instante a demora de Alfredo.
– Ele está dando uma de importante – dizia. – O sucesso deve lhe ter subido à cabeça. É o que sempre acontece com artistas.
A ansiedade já era perceptível em todas as mesas, cujos ocupantes se mexiam, impacientes, ou se levantavam, circulando pelo salão. Os rapazes do conjunto de rock afinavam os instrumentos, para preencher o tempo, e Lucas Lazzari acendia mais um charuto. Mas a família do Garoto de Ouro, na mesa principal, era a mais preocupada, tanto que o pai dele, seu Domingos, deixou a cadeira, irritado, e aproximou-se de Leo.
– Faça-me um favor – pediu. – Parece que Alfredo esqueceu a festa. Dê um pulo até minha casa.
Leo pôs-se de pé imediatamente.
– Pode deixar, seu Domingos. Estava pensando em fazer isso mesmo. Volto num instante.
O que era para Leo uma tarefa tornou-se um prazer quando Ângela também se levantou, prontificando-se a acompanhá-lo.
– Vou com você – disse. – Já me cansei de ficar sentada.
Gino, que nunca perdia um lance, sorriu para o primo, ciente de que a ideia de Angela lhe dava enorme satisfação. E não desfez o sorriso enquanto os dois não saíram da cantina.
A partir do fragmento Todos os ídolos gostam de se fazer esperar e dos seus conhecimentos sobre análise sintática, assinale o item correto:
Questão 32 294451
IFRS 2018INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
O outro
[01] Ele queria muito ser eleito. Não: ele precisava muito ser eleito. Estava atrás de um emprego
[02] que lhe desse um bom salário, mordomias e verbas para gastar na contratação de assessores –
[03] além, claro, das múltiplas oportunidades que, como vereador, teria.
[04] O problema era arrumar votos. Não tinha amigos, não era conhecido, nem sequer recebera um
[05] apelido pitoresco que pudesse usar na propaganda. Mas o pior não era isso. O pior que combinava
[06] um visual péssimo – baixinho, gordinho, careca – com uma congênita inabilidade para falar em
[07] público. Em desespero, resolveu procurar um marqueteiro. Estava disposto a gastar uma boa gran
[08] desde que pudesse adquirir uma nova imagem, uma imagem capaz de garantir a eleição.
[09] O marqueteiro, famoso, exigiu honorários salgados, mas garantiu resultados. Que, de fato, não
[10] se fizeram esperar. Em poucas semanas o candidato era outro. Mais magro, mais alto (saltos
[11] especiais) com uma bela peruca, parecia agora um galã de novela. Além disso, transformara-se num
[12] fantástico orador, um orador capaz de galvanizar o público com uma única frase.
[13] Se foi eleito? Foi eleito com uma avalanche de votos. O que representou um duplo alívio: de
[14] um lado, conquistava o cargo tão sonhado. De outro, podia deixar de lado a peruca, os sapatos com
[15] saltos especiais e a dieta. E também podia falar normalmente, no tom meio fanhoso que o
[16] caracterizava.
[17] E aí começaram as surpresas desagradáveis. Quando foi tomar posse, ninguém o reconheceu.
[18] Mas como? Então era aquele tipo charmoso, magnético, da tevê e dos cartazes? Era ele sim, como o
[19] comprovou, mostrando a identidade.
[20] Não foi a única contrariedade. Logo descobriu que, como vereador, era péssimo: não sabia
[21] falar, não convencia ninguém, sequer era procurado por lobistas. Bom mesmo, concluiu c
[22] amargura, era o Outro, aquele que o marqueteiro tinha inventado. Aquele sim, podia fazer uma
[23] grande carreira, chegando quem sabe à Presidência.
[24] Mas onde estava o Outro? Só uma pessoa poderia ajudá-lo nessa busca, o marqueteiro. Só
[25] que o marqueteiro tinha sumido. Com o dinheiro ganho nas eleições resolvera passar dois anos em
[26] alguma praia do Caribe
[27] Todas as noites o vereador sonha com o Outro. Vê-o na Câmara, discursando, empolgan
[28] multidões. Mas não sabe o que fazer para encontrá-lo. Sabe, sim, o que dirá se isso um dia
[29] acontecer. E o que dirá, numa voz fanhosa e emocionada, será: o senhor pode contar com meu voto
[30] – para sempre.
In: SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano. São Paulo: Gaia, 2006.
Considere as seguintes propostas de substituição de palavras do texto.
I - “pitoresco” (l. 05) por “famoso”.
II - “congênita” (l. 06) por “inata”.
III - “contrariedade” (l. 20) por “dificuldade”.
Quais propostas estão corretas e são contextualmente adequadas?
Questão 7 257605
IFS 2018/1Observe o seguinte período:
“É claro que considerando a questão do ângulo de sua situação real, escapar figuradamente não era o bastante. (...)”.
A oração em destaque classifica-se em:
Questão 4 164350
IFBA 2018TEXTO 1
Inteligência o quê?
Inteligência vem da junção das palavras latinas inter (entre) legere (escolher). Por meio da seleção e da escolha os humanos compreendem as coisas.
Na idade média, os filósofos se referiam à inteligência como a parte superior da alma e sua capacidade de conhecimento. Desde então, compõe um trio inseparável: memória-inteligência-vontade.
Quando se fala em inteligência artificial, ninguém pode deixar de lado esse ternário. É aterrorizante imaginar essas três atividades operando conjuntamente em outro local que não o cérebro humano.
Seria possível dotar um computador de razão? Capaz de compreender, julgar, ter bom senso, juízo?
Os computadores guardam ainda a base de seu desenvolvimento na década de 40, a capacidade algorítmica, aptos para resolver cálculos científicos, mas não para analisá-los, como se explica na “Enciclopédia Filosófica Universal”,o local menos suspeito para uma consulta sobre máquinas teoricamente habilitadas a simular a inteligência.
O computador tem conseguido ultrapassar o homem na rapidez e na confiabilidade das operações matemáticas, nas tarefas de rotina, nos encadeamento lógicos. A máquina na qual escrevi essa coluna, evidentemente, não compreende o texto escrito nela. Pode até vertê-lo para outra língua, mas jamais vai poder entender e traduzir em toda a sua profundidade o significado doce e doloroso de uma palavra como saudade, existente somente na língua portuguesa.
Já inventaram programas de computador como o Elisa que “conversa” com as pessoas e parece compreendê-las. Representa comportamentos pré-definidos como o de um psicanalista e responde com alguma lógica a questões menos profundas. Tudo pré-programado e incapaz de evitar o inesperado.
Enganar com o computador, como se vê, pode ser possível. Calma. Ninguém se preocupe se a técnica parece dominar tudo e os técnicos assumem ares de seres superpoderosos e únicos receptáculos de um saber só entendido por eles, porque falam entre si numa linguagem cifrada e incompreensível.
Tudo pode ser decodificado facilmente, e o que hoje perece intransponível não o será logo mais. Basta ver a facilidade da criançada com os computadores. Assim, termos como inteligência artificial ainda servem apenas para ocultar a vontade de um domínio tecnicista sobre o saber universal e humanista.
Se é possível criar máquinas habilitadas no domínio da lógica para resolver problemas estratégicos, não é possível dotá-las de atributos inerentes à condição humana.
Conforme defende L.H. Dreyfus (“intelligence artificiele – Mythes et limites”, 1984), existem quatro postulados bastantes discutíveis quando se fala de inteligência- artificial: o biológico (os impulsos cerebrais), o psicológico (a própria mente), o epistemológico (relativo ao saber e às suas formulações) e o ontológico (os elementos determinados e independentes de todo contexto).
Na porta do século XXI, o desenvolvimento das tecnologias é exponencial, basta refletir com tranquilidade para saber que a técnica ajuda, facilita e até resolve, mas não é tudo e nem pode superar o cérebro humano naquilo que ele tem de melhor – e pior: a razão – ou desrazão.
A desafiadora expressão inteligência artificial, portanto pode enganar mais do que esclarecer. Prefiro a reação de Millor Fernandes ao saber deste diálogo impertinente: “Me chamem quando forem discutir a burrice natural”.
Caio Túlio Costa in Folha de São Paulo, 23 jul. 2017.
“A tecnologia tornou possível a existência de grandes populações. Grandes populações agora tornam a tecnologia indispensável”( Joseph Krutch – escritor)
Na citação acima, o termo “grandes populações” aparece, respectivamente, com as seguintes funções:
Questão 9 11812903
Pref. de São Paulo 8º Ano 2017/2QUANDO MENINAS VIRAM MULHERES
Destinados a alunos das escolas indígenas, o livro contribui para que a memória dos índios brasileiros seja registrada por eles mesmos, para que não se percam nem seja abafada pelas outras histórias de que a escola se ocupa. Por se tratar de uma obra editada em língua portuguesa, o livro das árvores também familiariza os leitores com a história e a cultura indígena, iniciando-os nas maneiras como os Ticuna lidam com diferentes aspectos da vida.
O livro das árvores resume a importância da floresta para o povo indígena do alto Solimões. A floresta e todos os seus elementos foram retratados em imagens e textos pelos professores indígenas, transformando o livro em mais do que uma obra de arte.
TICUNA, Índios. Nós e os Outros - histórias de diferentes culturas. São Paulo, SP: Ática, 2008 (fragmento).
No texto, o termo “resume” concorda com “o livro das árvores”. A oração em que a concordância verbal está de acordo com a norma padrão é:
Questão 6 11051762
IFTM Integrados 2017/1Assinale a alternativa que contém um período simples.
06
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