Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 9 15395920
IFRJ 2022Considere o seguinte trecho do segundo parágrafo do Texto I: Gente que é famosa porque tem um “corpo perfeito”. O trecho no qual o vocábulo grifado exerce a mesma função daquele destacado no fragmento é o seguinte:
Questão 8 15395917
IFRJ 2022O adjetivo “sarado” possui um significado primordial na língua portuguesa, no entanto, pode ser empregado de maneira informal com outros sentidos. Dentre as definições para a palavra, a que melhor descreve o uso que o autor fez das palavras “saradões” e “saradonas” é aquela em que:
Questão 7 15395913
IFRJ 2022Geração Malhação
Todos nós, direta ou indiretamente, somos influenciados pelos padrões de beleza. Vivemos com uma sombra pesada de “bonitões” e “bonitonas” nos quais deveríamos nos espelhar. E mesmo com a chuva de livros e palestras de autoajuda dos últimos anos, sempre aconselhando as pessoas a não ligar para os padrões midiáticos, a se amar mais e gostar mais de si mesmas, milhões de adultos seguem inseguros em relação à sua beleza e aparência física.
O padrão de beleza todos conhecem. Está nas capas das revistas, nas novelas, nos filmes, nas séries, no instagram. Esse último até fez surgir um novo tipo de celebridade: os “saradões” e “saradonas” do insta. Gente que é famosa porque tem um “corpo perfeito”. O sentimento de muitos, ao se olharem no espelho depois de uma espiada no insta dessas pessoas, costuma ser o de vergonha do próprio corpo. Como se tivessem um “corpo imperfeito”, feio.
Se é difícil para os adultos lidarem com isso, imagine como deve ser para nossas crianças e adolescentes. A pressão sobre as meninas começa ainda na infância. Meninas querem ser princesas. Princesas estas que invariavelmente são muito magras, cinturinha de pilão. As protagonistas mirins de novelas e filmes também seguem a mesma linha, sempre magras como barbies. E engana-se quem pensa que para meninos não haja pressão pelo corpo perfeito. Tal pressão costuma ser menor que a sentida pelas meninas, mas também faz seus estragos nos garotos. Os atores Zac Efron e Taylor Lautner, por exemplo, são modelos recentes de adolescentes perfeitos do cinema. Em seus filmes de maior sucesso, ambos são jovens na casa dos 16 anos, com barriga tanquinho e físico de Van Damme, tal como o boneco do Comandos em Ação. É claro que as meninas suspiram. Já os meninos, depois de assisti-los, se olham no espelho e se acham feios.
Infelizmente a cultura fitness, tão em voga atualmente, legitimou uma ditadura do corpo perfeito. Mas não pense que isso é algo novo, da geração instagram. Essa ditadura do corpo perfeito na mídia já vem se instaurando há décadas no mundo todo. No Brasil, a influência sobre os mais jovens, começa com os surfistas sarados Juba e Lula de Armação Ilimitada nos anos 80, e se estabelece nos anos 90 com a novelinha infinita “Malhação” (há mais de 20 anos no ar). Os protagonistas, o mocinho e a mocinha, de Malhação sempre são meninos e meninas atléticos, “perfeitos”.
“A cultura do corpo perfeito não é a cultura da saúde, como a mídia propaga. Quando se elege um "corpo perfeito" como modelo, isso já é um caminho para o comportamento obsessivo”, explicou a psicóloga Lauren Moreaux, que também faz o seguinte alerta: “O adolescente vive sob a contradição de ser considerado socialmente imaturo apesar da maturidade corporal. A maneira como trata seu corpo é intimamente relacionada com o ideal de adulto que pretende ser. Como se, moldando o próprio corpo, tivesse controle sobre o seu destino. Só que tem um detalhe: o adolescente tem pressa, quer aqui e agora. Então pode se submeter a recursos nada saudáveis para obter o corpo que deseja. Provavelmente, o adolescente não vai conseguir moldar o seu corpo de maneira a se sentir satisfeito, principalmente porque não é do corpo que se trata: trata-se de seu projeto de vida e adequação social”.
Diante desse cenário, resta para os pais e responsáveis a seguinte pergunta: Como proteger o meu filho dos perigos da não aceitação de si mesmo e do corpo que ele tem? A resposta é criar uma criança e um adolescente confiante, a ideia é reforçar sempre o quão bonito e bacana o seu filho ou filha é. Há que se lembrar que adolescentes sentem até três vezes mais emoções negativas como críticas. Eles precisam ter um bom lastro de elogios no inconsciente. Dizer que o (a) adolescente é bonito (a), contar e lembrá-los (as) sempre sobre outras pessoas (principalmente da idade deles) que também os acham bonitos é sempre uma boa. A receita é batida, mas funciona: o bom e velho amor de família.
Uma alternativa também é seguir o conselho da psicóloga Lauren Moreaux, segundo ela, “Uma pesquisa inglesa feita em 1995, na Universidade de Edinburgh, acompanhou pessoas fora dos padrões estéticos e comportamentais por uma década. A conclusão pode ser um lampejo no fim do túnel: pessoas fora dos padrões se mostraram mais seguras, menos estressadas e mais felizes. O que mostra que a solução começa em nós mesmos: vivendo harmoniosamente com o corpo que temos. Que tal tentar?”.
Adaptado de: https://paisemapuros.com.br/mito-do-corpo-perfeito/. Acesso em: 26 out. 2021.
O texto se encerra com um período no qual há verbo e pronome na primeira pessoa do plural e termina com uma pergunta. Esses procedimentos têm como efeito:
Questão 6 15395909
IFRJ 2022Geração Malhação
Todos nós, direta ou indiretamente, somos influenciados pelos padrões de beleza. Vivemos com uma sombra pesada de “bonitões” e “bonitonas” nos quais deveríamos nos espelhar. E mesmo com a chuva de livros e palestras de autoajuda dos últimos anos, sempre aconselhando as pessoas a não ligar para os padrões midiáticos, a se amar mais e gostar mais de si mesmas, milhões de adultos seguem inseguros em relação à sua beleza e aparência física.
O padrão de beleza todos conhecem. Está nas capas das revistas, nas novelas, nos filmes, nas séries, no instagram. Esse último até fez surgir um novo tipo de celebridade: os “saradões” e “saradonas” do insta. Gente que é famosa porque tem um “corpo perfeito”. O sentimento de muitos, ao se olharem no espelho depois de uma espiada no insta dessas pessoas, costuma ser o de vergonha do próprio corpo. Como se tivessem um “corpo imperfeito”, feio.
Se é difícil para os adultos lidarem com isso, imagine como deve ser para nossas crianças e adolescentes. A pressão sobre as meninas começa ainda na infância. Meninas querem ser princesas. Princesas estas que invariavelmente são muito magras, cinturinha de pilão. As protagonistas mirins de novelas e filmes também seguem a mesma linha, sempre magras como barbies. E engana-se quem pensa que para meninos não haja pressão pelo corpo perfeito. Tal pressão costuma ser menor que a sentida pelas meninas, mas também faz seus estragos nos garotos. Os atores Zac Efron e Taylor Lautner, por exemplo, são modelos recentes de adolescentes perfeitos do cinema. Em seus filmes de maior sucesso, ambos são jovens na casa dos 16 anos, com barriga tanquinho e físico de Van Damme, tal como o boneco do Comandos em Ação. É claro que as meninas suspiram. Já os meninos, depois de assisti-los, se olham no espelho e se acham feios.
Infelizmente a cultura fitness, tão em voga atualmente, legitimou uma ditadura do corpo perfeito. Mas não pense que isso é algo novo, da geração instagram. Essa ditadura do corpo perfeito na mídia já vem se instaurando há décadas no mundo todo. No Brasil, a influência sobre os mais jovens, começa com os surfistas sarados Juba e Lula de Armação Ilimitada nos anos 80, e se estabelece nos anos 90 com a novelinha infinita “Malhação” (há mais de 20 anos no ar). Os protagonistas, o mocinho e a mocinha, de Malhação sempre são meninos e meninas atléticos, “perfeitos”.
“A cultura do corpo perfeito não é a cultura da saúde, como a mídia propaga. Quando se elege um "corpo perfeito" como modelo, isso já é um caminho para o comportamento obsessivo”, explicou a psicóloga Lauren Moreaux, que também faz o seguinte alerta: “O adolescente vive sob a contradição de ser considerado socialmente imaturo apesar da maturidade corporal. A maneira como trata seu corpo é intimamente relacionada com o ideal de adulto que pretende ser. Como se, moldando o próprio corpo, tivesse controle sobre o seu destino. Só que tem um detalhe: o adolescente tem pressa, quer aqui e agora. Então pode se submeter a recursos nada saudáveis para obter o corpo que deseja. Provavelmente, o adolescente não vai conseguir moldar o seu corpo de maneira a se sentir satisfeito, principalmente porque não é do corpo que se trata: trata-se de seu projeto de vida e adequação social”.
Diante desse cenário, resta para os pais e responsáveis a seguinte pergunta: Como proteger o meu filho dos perigos da não aceitação de si mesmo e do corpo que ele tem? A resposta é criar uma criança e um adolescente confiante, a ideia é reforçar sempre o quão bonito e bacana o seu filho ou filha é. Há que se lembrar que adolescentes sentem até três vezes mais emoções negativas como críticas. Eles precisam ter um bom lastro de elogios no inconsciente. Dizer que o (a) adolescente é bonito (a), contar e lembrá-los (as) sempre sobre outras pessoas (principalmente da idade deles) que também os acham bonitos é sempre uma boa. A receita é batida, mas funciona: o bom e velho amor de família.
Uma alternativa também é seguir o conselho da psicóloga Lauren Moreaux, segundo ela, “Uma pesquisa inglesa feita em 1995, na Universidade de Edinburgh, acompanhou pessoas fora dos padrões estéticos e comportamentais por uma década. A conclusão pode ser um lampejo no fim do túnel: pessoas fora dos padrões se mostraram mais seguras, menos estressadas e mais felizes. O que mostra que a solução começa em nós mesmos: vivendo harmoniosamente com o corpo que temos. Que tal tentar?”.
Adaptado de: https://paisemapuros.com.br/mito-do-corpo-perfeito/. Acesso em: 26 out. 2021.
A metáfora é uma figura de linguagem que produz sentidos figurados por meio de comparação indireta. O fragmento do Texto I em que essa figura aparece é o seguinte:
Questão 5 15395905
IFRJ 2022A contra-argumentação é uma estratégia em que se apresenta uma contestação ou uma resposta contrária a um determinado argumento, a fim de contradizê-lo ou apresentar outros pontos de vista distintos.
O fragmento do Texto no qual esse recurso se faz presente é:
Questão 4 15395903
IFRJ 2022Geração Malhação
Todos nós, direta ou indiretamente, somos influenciados pelos padrões de beleza. Vivemos com uma sombra pesada de “bonitões” e “bonitonas” nos quais deveríamos nos espelhar. E mesmo com a chuva de livros e palestras de autoajuda dos últimos anos, sempre aconselhando as pessoas a não ligar para os padrões midiáticos, a se amar mais e gostar mais de si mesmas, milhões de adultos seguem inseguros em relação à sua beleza e aparência física.
O padrão de beleza todos conhecem. Está nas capas das revistas, nas novelas, nos filmes, nas séries, no instagram. Esse último até fez surgir um novo tipo de celebridade: os “saradões” e “saradonas” do insta. Gente que é famosa porque tem um “corpo perfeito”. O sentimento de muitos, ao se olharem no espelho depois de uma espiada no insta dessas pessoas, costuma ser o de vergonha do próprio corpo. Como se tivessem um “corpo imperfeito”, feio.
Se é difícil para os adultos lidarem com isso, imagine como deve ser para nossas crianças e adolescentes. A pressão sobre as meninas começa ainda na infância. Meninas querem ser princesas. Princesas estas que invariavelmente são muito magras, cinturinha de pilão. As protagonistas mirins de novelas e filmes também seguem a mesma linha, sempre magras como barbies. E engana-se quem pensa que para meninos não haja pressão pelo corpo perfeito. Tal pressão costuma ser menor que a sentida pelas meninas, mas também faz seus estragos nos garotos. Os atores Zac Efron e Taylor Lautner, por exemplo, são modelos recentes de adolescentes perfeitos do cinema. Em seus filmes de maior sucesso, ambos são jovens na casa dos 16 anos, com barriga tanquinho e físico de Van Damme, tal como o boneco do Comandos em Ação. É claro que as meninas suspiram. Já os meninos, depois de assisti-los, se olham no espelho e se acham feios.
Infelizmente a cultura fitness, tão em voga atualmente, legitimou uma ditadura do corpo perfeito. Mas não pense que isso é algo novo, da geração instagram. Essa ditadura do corpo perfeito na mídia já vem se instaurando há décadas no mundo todo. No Brasil, a influência sobre os mais jovens, começa com os surfistas sarados Juba e Lula de Armação Ilimitada nos anos 80, e se estabelece nos anos 90 com a novelinha infinita “Malhação” (há mais de 20 anos no ar). Os protagonistas, o mocinho e a mocinha, de Malhação sempre são meninos e meninas atléticos, “perfeitos”.
“A cultura do corpo perfeito não é a cultura da saúde, como a mídia propaga. Quando se elege um "corpo perfeito" como modelo, isso já é um caminho para o comportamento obsessivo”, explicou a psicóloga Lauren Moreaux, que também faz o seguinte alerta: “O adolescente vive sob a contradição de ser considerado socialmente imaturo apesar da maturidade corporal. A maneira como trata seu corpo é intimamente relacionada com o ideal de adulto que pretende ser. Como se, moldando o próprio corpo, tivesse controle sobre o seu destino. Só que tem um detalhe: o adolescente tem pressa, quer aqui e agora. Então pode se submeter a recursos nada saudáveis para obter o corpo que deseja. Provavelmente, o adolescente não vai conseguir moldar o seu corpo de maneira a se sentir satisfeito, principalmente porque não é do corpo que se trata: trata-se de seu projeto de vida e adequação social”.
Diante desse cenário, resta para os pais e responsáveis a seguinte pergunta: Como proteger o meu filho dos perigos da não aceitação de si mesmo e do corpo que ele tem? A resposta é criar uma criança e um adolescente confiante, a ideia é reforçar sempre o quão bonito e bacana o seu filho ou filha é. Há que se lembrar que adolescentes sentem até três vezes mais emoções negativas como críticas. Eles precisam ter um bom lastro de elogios no inconsciente. Dizer que o (a) adolescente é bonito (a), contar e lembrá-los (as) sempre sobre outras pessoas (principalmente da idade deles) que também os acham bonitos é sempre uma boa. A receita é batida, mas funciona: o bom e velho amor de família.
Uma alternativa também é seguir o conselho da psicóloga Lauren Moreaux, segundo ela, “Uma pesquisa inglesa feita em 1995, na Universidade de Edinburgh, acompanhou pessoas fora dos padrões estéticos e comportamentais por uma década. A conclusão pode ser um lampejo no fim do túnel: pessoas fora dos padrões se mostraram mais seguras, menos estressadas e mais felizes. O que mostra que a solução começa em nós mesmos: vivendo harmoniosamente com o corpo que temos. Que tal tentar?”.
Adaptado de: https://paisemapuros.com.br/mito-do-corpo-perfeito/. Acesso em: 26 out. 2021.
O quinto e o último parágrafos do Texto I citam falas da psicóloga Lauren Moreaux. Esse procedimento argumentativo é uma estratégia que pretende:
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