Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 1 169970
IFMT 2010/2Texto 1
A COPA DEIXA VOCÊ MAIS POBRE. E MAIS FELIZ.
[1] No dia em que a África do Sul ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo, em 2004, o bairro negro do
Soweto, em Johanesburgo, gritou: “A grana está vindo!”. Eles estavam expressando algo que os brasileiros
devem ter ouvido: que sediar uma copa traz dinheiro. Em qualquer lugar que se candidate a uma Copa do
Mundo, políticos tecem loas à “bonança econômica”. Falam das hordas de turistas prontos para gastar os
tubos, da propaganda gratuita para as cidades-sede, dos benefícios de longo prazo que as estradas e os
estádios a ser construídos vão trazer. Não surpreende que o Brasil tenha querido tanto a copa.
[2] Mas esse argumento econômico é uma enganação. Os brasileiros vão descobrir logo. E os sul-africanos já o
fizeram: a conta pela construção de estádios, em US$ 1,7 bilhão, já é 6 vezes maior que as estimativas iniciais; a
quantidade de turistas esperados é bem menor que a prometida e a Fifa não vai deixar os sul-africanos pobres
vender suas salsichas do lado de fora dos estádios. Que fique claro: uma copa não deixa o país mais rico.
[3] Tipicamente, um país prestes a receber um mundial paga para que economistas-fantoches publiquem estudos
dizendo que a copa vai impulsionar a economia. Já a maioria dos economistas de verdade – pagos por
universidades para escrever sobre o que realmente acreditam – pensa o inverso. E faz as perguntas que os
promotores de novos estádios não gostam: de onde veem os trabalhadores temporários que vão participar
dessas construções? Eles não tinham emprego antes? Isso não vai deixar outras áreas com menos
trabalhadores experientes? E tem mais.
[4] Gastar com uma copa significa menos hospitais e escolas. Pior: estádios novos quase nunca produzem os
benefícios prometidos. A maior parte acaba usada poucas vezes por ano. É preciso que fique claro o que
significam os gastos públicos com a construção e a reforma de estádios. Trata-se de uma transferência.
Benefícios que iriam para o contribuinte vão para os clubes (que ganham arenas e reformas de graça) e os
torcedores (que aproveitam as casas novas ou renovadas de seus times). Depois que o contribuinte pagou por
estádios melhores, provavelmente mais pessoas vão querer ver jogos neles. O Brasil pós-2014 deve testemunhar
o mesmo que aconteceu na Inglaterra após a melhoria dos estádios no começo dos anos 90: a chegada de mais
torcedores de classe média, de mulheres, e públicos maiores nos jogos. É verdade que a Inglaterra é mais rica
que o Brasil e pôde bancar isso. Mas o Brasil hoje é mais rico que os estádios dilapidados que tem. [...]
(A COPA DEIXA VOCÊ MAIS POBRE. E MAIS FELIZ. Adaptado de: Superinteressante, jun. 2010. Disponível em: . Acesso em: 10 jun. 2010.)
As questões de 01 a 08 referem-se ao Texto 1.
No 1º parágrafo, o uso de aspas em “A grana está vindo!” deve-se:
Questão 15 82147
OBMEP Nível 1 2010Alice foi à perfumaria e viu a tabela de preços, como na figura. Com R$ 10,00 ela comprou um sabonete, um creme dental e um desodorante e ainda sobrou dinheiro. Podemos garantir que entre os artigos comprados havia

Questão 1 10736918
CMBH 6° Ano - Português 2009TEXTO
OS ANIMAIS E A PESTE
Em certo ano terrível de peste entre os animais, o leão, mais apreensivo, consultou um maca-
co de barbas brancas.
- Esta peste é um castigo do céu – respondeu o macaco – e o remédio é aplacarmos a cólera
divina sacrificando aos deuses um de nós.
[5] - Qual? – perguntou o leão.
- O mais carregado de crimes.
O leão fechou os olhos, concentrou-se e, depois duma pausa, disse aos súditos reunidos em
redor:
- Amigos! É fora de dúvida que quem deve sacrificar-se sou eu. Cometi grandes crimes, ma-
[10] tei centenas de veados, devorei inúmeras
ovelhas e até vários pastores. Ofereço-me, pois, para o sacrifício necessário ao bem comum. A raposa adiantou-se e disse:
- Acho conveniente ouvir a confissão das outras feras. Porque, para mim, nada do que Vossa
Majestade alegou constitui crime. São coisas que até que honram o nosso virtuosíssimo rei Leão.
Grandes aplausos abafaram as últimas palavras da bajuladora e o leão foi posto de lado como impró-
[15] prio para o sacrifício.
Apresentou-se em seguida o tigre e repete-se a cena. Acusa-se de mil crimes, mas a raposa
mostra que também ele era um anjo de inocência. E o mesmo aconteceu com todas as outras feras.
Nisto chega a vez do burro. Adianta-se o pobre animal e diz:
- A consciência só me acusa de haver comido uma folha de couve da horta do senhor vigário.
[20] Os animais entreolharam-se. Era muito sério aquilo. A raposa toma a palavra:
- Eis amigos, o grande criminoso! Tão horrível o que ele nos conta, que é inútil prosseguir-
mos na investigação. A vítima a sacrificar-se aos deuses não pode ser outra porque não pode haver
crime maior do que furtar a sacratíssima couve do senhor vigário.
Toda a bicharada concordou e o triste burro foi unanimamente eleito para o sacrifício.
Moral da Estória:
Aos poderosos, tudo se desculpa...
Aos miseráveis, nada se perdoa.
Monteiro Lobato – Extraído do site Universo das Fábulas.
No trecho “(...) o triste burro foi unanimamente eleito...”(linha 24), de acordo com o significado da palavra destacada, podemos afirmar que:
Questão 9 10726992
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2009Texto 1
Problema Social
Seu Jorge
Composição: Guará/Fernandinho
Se eu pudesse dar um toque em meu destino
Não seria um peregrino nesse imenso mundo cão
Nem o bom menino que vendeu limão
Trabalhou na feira pra comprar seu pão
Não arrependia as maldades que essa vida tem
Mataria a minha fome sem ter que lesar ninguém
Juro que nem conhecia a famosa Funabem
Onde foi a minha morada desde os tempos de
neném
É ruim acordar de madrugada pra vender bala no
trem
Se eu pudesse tocar meu destino
Hoje eu seria alguém
Seria um intelectual
Mas como não tive chance de ter estudado em
colégio legal
Muitos me chamam de pivete
Mas poucos me deram um apoio moral
Se eu pudesse eu não seria um problema social
Texto 2
AS DEFESAS DA SUPERECONOMIA
O Brasil resiste de maneira inédita aos choques da crise externa e festeja o aumento do crescimento e o recorde nos investimentos
GIULIANO GUANDALINI
Desde que eclodiu, há um ano, a crise dos mercados financeiros freou a atividade econômica nos países ricos e contagiou as bolsas em todo o planeta. A despeito dessa tormenta, no entanto, a economia brasileira segue inabalável. De acordo com números divulgados na semana passada, o PIB (produto interno bruto, soma de todas as mercadorias e serviços produzidos pelo país) cresceu num ritmo forte de 6,1% no segundo trimestre deste ano. O País, assim, deve completar dois anos consecutivos com aumento do PIB acima de 5%, o que não ocorria havia mais de duas décadas. O que é melhor: o crescimento foi puxado por um avanço recorde de 16,2% nos investimentos produtivos, ou seja, está-se diante de um crescimento sadio e, ao que tudo indica, sustentável.
Como o país prospera em meio à turbulência dos mercados mundiais? São várias as razões. Uma delas, como mostra a Carta ao Leitor desta edição, é a ascensão de 20 milhões de novos consumidores no Brasil. Esse contingente veio das classes D e E e atingiu os níveis de consumo de classe média, mesmo que ainda nos primeiros degraus. Eles não emergiram por motivos fortuitos. O país teve de arrumar a casa antes. Desde 1994, a economia foi se cercando de escudos protetores que lhe permitem hoje navegar com mais segurança e capacidade em momentos de tormenta externa, como agora. Pois é essa imunidade ao contágio externo, ainda que imperfeita e não testada em situações de gravidade máxima, que permite ao Brasil comemorar recordes de investimentos e de consumo privado, a despeito da crise nas bolsas do mundo – com reflexo no nosso próprio mercado acionário. Alguns desses escudos são amplamente conhecidos. Entre ele, a manutenção de políticas econômicas previsíveis e responsáveis há mais de uma década. (...)
94 | 17 DE SETEMBRO, 2008 | veja
Texto 3
Ah! Por favor,diz...
Diz que você me ama, vai, diz.
Diz que quem ama o feio bonito lhe parece.
Diz que Deus ajuda quem madruga, diz. Diz e prova, vai.
Diz que não é possível que o medíocre leve vantagem sobre o mais competente, que o esperto derrote o aplicado.
Diz que você nunca foi assaltado, nem seu vizinho nem ninguém de sua parentela.
Diz que os pobres herdarão o reino dos céus.
Diz que os juros vão cair.
Diz que o FMI vai perdoar as nossas dívidas como nós perdoamos os nossos devedores. (...)
Diz que essa política de cotas para negros é um equívoco, atitude assistencialista, é cópia dos Estados Unidos, que lá não deu certo e que aqui a questão racial é bem diferente, e que vão acabar fazendo com que todo negro com diploma na mão ou que freqüenta universidade parecerá ter conseguido isto por caridade e não por competência. (...)
Diz que o que tem que ser tem muita força, que o bem, pelo menos, às vezes, vence o mal. (...)
Diz que nunca perdeu dinheiro na compra de um imóvel, de um terreno ou num investimento que um amigo aconselhou.
Diz que anda na rua despreocupada, que larga a bolsa na cadeira ou em cima do balcão.
Diz que está cada vez mais convencido de que a justiça tarda, mas não falha.
Diz que passa pela polícia sem sobressalto, que quando vê os fardados pararem carros de jovens na estrada não pensa que estes estão sendo achacados.
Diz que as estradas não têm buracos, que estão todas luminosamente sinalizadas e é uma delícia deslizar por elas.
Diz que não é verdade, vai, diz que não é possível que o Bush vai ser reeleito.
Diz que não está arrependido do voto que deu na última eleição, aliás, diz que nunca se arrependeu, que sempre votou certo. (...)
Diz que as grandes potências vão deixar de ser hipócritas, que os Estados Unidos vão, finalmente, assinar o Protocolo de Kyoto para diminuir a poluição. (...)
Diz que não importa ganhar, que o importante é competir.
Diz que ordem é progresso.
Diz que quem espera sempre alcança.
Diz que o Brasil é o país do futuro. Ou melhor, do presente.
(SANT’ANNA, Afonso Romano de. Tempo de delicadeza. Porto Alegre: L&PM, 2007)
Assinale o trecho que apresenta um registro informal/coloquial da linguagem.
Questão 2 10726973
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2009Texto
Problema Social
Seu Jorge
Composição: Guará/Fernandinho
Se eu pudesse dar um toque em meu destino
Não seria um peregrino nesse imenso mundo cão
Nem o bom menino que vendeu limão
Trabalhou na feira pra comprar seu pão
Não arrependia as maldades que essa vida tem
Mataria a minha fome sem ter que lesar ninguém
Juro que nem conhecia a famosa Funabem
Onde foi a minha morada desde os tempos de
neném
É ruim acordar de madrugada pra vender bala no
trem
Se eu pudesse tocar meu destino
Hoje eu seria alguém
Seria um intelectual
Mas como não tive chance de ter estudado em
colégio legal
Muitos me chamam de pivete
Mas poucos me deram um apoio moral
Se eu pudesse eu não seria um problema social
No texto - Problema social, há um elemento textual que aponta para uma possibilidade de, no passado, o menino de rua ter podido sair dessa condição.
Tal elemento se expressa:
Questão 22 10635601
CMSM 6º Ano 2009Leia atentamente o texto a seguir e depois responda ao item.
O cururu
Tudo quieto, o primeiro cururu surgiu na margem, molhado, reluzente na semi-escuridão. Engoliu um mosquito; baixou a cabeçorra; tragou um cascudinho; mergulhou de novo, e bum-bum! Soou uma nota soturna do concerto interrompido. Em poucos instantes, o barreiro ficou sonoro, como um convento de frades. Vozes roucas, foi-não-foi, tãs-tãs, bum-buns, choros, esgoelamentos finos de rãs, acompanhamentos profundos de sapos, respondiam-se.
Os bichos apareciam, mergulhavam, arrastavam-se nas margens, abriam grandes círculos na flor d'água. (...) Daí a pouco, da bruta escuridão, surgiam dois olhos luminosos, fosforescentes, como dois vagalumes. Um sapo cururu grelou-os e ficou deslumbrado, com os olhos esbugalhados, presos naquela boniteza luminosa. Os dois olhos fosforescentes se aproximavam mais e mais, como dois pequenos holofotes na cabeça triangular da serpente. O sapo não se movia, fascinado. Sem dúvida queria fugir; previa o perigo, porque emudecera; mas já não podia andar, imobilizado; os olhos feiíssimos, agarrados aos olhos luminosos e bonitos como um pecado.
Num bote a cabeça triangular abocanhou a boca imunda do batráquio. Ele não podia fugir àquele beijo. A boca fina do réptil arreganhou-se desmesuradamente; envolveu o sapo até os olhos. Ele se baixava dócil entregando-se à morte tentadora, apenas agitando docemente as patas sem provocar nenhuma reação ao sacrifício. A barriga disforme e negra desapareceu na goela dilatada da cobra. E, num minuto, as perninhas do cururu lá se foram, ainda vivas, para as entranhas famélicas. O coro imenso continuava sem dar fé do que acontecia a um dos seus cantores.
Jorge de Lima
Assinale a alternativa em que todas as palavras são paroxítonas.
06
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