Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 9 168589
IFMG 2011
Na tirinha, encontramos uma inadequação relativa a uma regra da escrita. Marque a alternativa que apresenta tal inadequação:
Questão 6 168586
IFMG 2011A PÁTRIA
Olavo Bilac
Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! Não verás nenhum país como este!
Olha que céu! Que mar! Que rios! Que florestas!
A natureza, aqui, perpetuamente em festa,
É um seio de mãe a transbordar carinhos.
Vê que vida há no chão! Vê que vida há nos ninhos.
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
Vê que grande extensão de matas, onde impera
Fecunda e luminosa, a eterna primavera.
(Bilac, Olavo. Contos Pátrios. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1953.)
“Não verás nenhum país como este!”
Se substituirmos o sujeito dessa oração pelos pronomes nós, você e vocês, teremos, respectivamente:
Questão 5 168585
IFMG 2011Leia o poema abaixo e responda às questões 05 e 06.
A PÁTRIA
Olavo Bilac
Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! Não verás nenhum país como este!
Olha que céu! Que mar! Que rios! Que florestas!
A natureza, aqui, perpetuamente em festa,
É um seio de mãe a transbordar carinhos.
Vê que vida há no chão! Vê que vida há nos ninhos.
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
Vê que grande extensão de matas, onde impera
Fecunda e luminosa, a eterna primavera.
(Bilac, Olavo. Contos Pátrios. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1953.)
A repetição do modo imperativo indica que o poeta espera que o leitor:
Questão 4 168584
IFMG 2011Leia a piadinha abaixo e responda:
Depois de bater na traseira de um carro, o motorista se justifica com o guarda que registra a ocorrência:
– A mulher fez sinal que ia virar à direita. E não é que virou mesmo?
Que ideia pode estar subentendida na piada acima?
Questão 2 168579
IFMG 2011A boa alimentação começa dentro de casa
A obesidade infantil se tornou nos últimos anos um gigantesco problema de saúde pública em todo o mundo. Nos Estados Unidos, a primeira-dama, Michelle Obama, adotou essa questão como uma causa nacional e mobilizou o Congresso e a indústria alimentícia para tentar resolvê-la. No Brasil, o número de crianças de 5 a 9 anos com peso acima do recomendado triplicou nos últimos 30 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cerca de um terço delas pesa mais do que deveria e pelo menos 14% podem ser consideradas obesas.
Época, 28 de março de 2011.
No segundo período do texto, foi empregada a forma “la” agregada a uma forma verbal. O pronome “a”, nesse contexto, refere-se a:
Questão 2 167071
IFRN 2011TEXTO
As razões do voto avoado
O nobre parlamentar Tiririca vai desculpar o aparte, mas pior do que está fica. Um Congresso é sempre pior do que o anterior, ensinava um antecessor de Tiririca na Câmara dos Deputados chamado Ulysses Guimarães. Uma das razões para a piora gradual e segura da representação parlamentar é o modo avoado com que o eleitor deposita na urna o voto para deputado. E uma das razões para o modo avoado de votar é a coincidência das eleições parlamentares com as eleições para cargos executivos. Aeleição presidencial absorve a maior parte da atenção do eleitor. Ade governador vem em segundo lugar. Ade senador em terceiro. Lá na rabeira, no cantinho do cérebro, vem a de deputado.
Duas objeções costumam ser levantadas contra o descolamento da eleição parlamentar da executiva. Primeira: isso provocaria uma descoincidência entre os períodos de mandato dos parlamentares e do Poder Executivo. Segunda: duplicaria o custo de produzir uma eleição. Quanto à primeira questão, uma dúvida: será que isso é ruim? Quanto à segunda, uma certeza: e quanto custam para o país Congressos da qualidade dos que nos têm cabido?
Mesmo se a eleição para deputado fosse isolada, sobraria outra razão para o voto avoado: a impossibilidade de o eleitor conhecer os candidatos, sua biografia e projetos. Em São Paulo, um total de 1.276 candidatos apresentou-se à eleição para a Câmara dos Deputados. Para a Assembleia Legislativa, apresentaram-se 1.976. É uma pequena multidão, a disputar um naco de reconhecimento do eleitorado, seja na televisão, seja na internet, seja a pé, nas ruas. Como compará-los? Como, nesse bolo sem cara nem forma, pinçar um?
A impossível escolha de um nome, entre um número desarrazoado de pretendentes, decorre do sistema em vigor no Brasil para a eleição de deputado: a eleição proporcional "uninominal". Só quatro países, além do Brasil, o adotam: Finlândia, Peru, Chile e Polônia. A maioria dos países que empregam o sistema proporcional - aquele em que a representação se faz de acordo com a proporção dos votos aos diferentes partidos - prefere a modalidade da "lista fechada", quer dizer: os partidos elaboram uma lista de candidatos e a apresentam já pronta ao eleitor. Em consequência, não se vota num candidato; vota-se no partido. A multidão de pretendentes individuais dá lugar a um duelo entre siglas. Fica mais viável fazer campanha.
No sistema brasileiro, vota-se num candidato com nome, sobrenome (ou apelido, como Tiririca) e até retrato na urna eletrônica. O eleitor pensa, com razão, que está votando naquele nome e naquele retrato, mas pode ser que não esteja. Quem em São Paulo votou em Tiririca elegeu os deputados Protógenes Queiroz (PCdoB), Vanderlei Siraque (PT) e Otoniel Lima (PRB). Isso ocorre porque as "sobras" do candidato, isto é, os votos que ultrapassam o número mínimo para um partido eleger cada representante, (o tal "quociente eleitoral"), são transferidos para a cesta de seu partido ou sua coligação. Como Tiririca, com seu mais de 1,3 milhão de votos, superou em três vezes o quociente eleitoral de 300.000 votos, contribuiu para eleger três candidatos da coligação que não o haviam atingido. Só um eleitor muito bem informado entende o sistema. Afalta de compreensão é outro forte impulso ao voto avoado.
Há alternativas ao sistema brasileiro. As mais citadas são a lista fechada e o voto distrital. No distrital, o país é dividido em distritos pequenos, em número igual ao das cadeiras na Câmara, e, em cada um deles, elege um candidato. Aeleição deixa de ser proporcional. É majoritária, como a do presidente ou a do governador. Quem tem mais votos está eleito. Não há sistema perfeito. Todos têm seus pontos fracos. O que está claro, depois destes anos todos, é que o adotado no Brasil é o mais imperfeito. E por que não se muda, se se sabe disso há tanto tempo, e já há tanto tempo se discute o assunto? Ora, caro (e)leitor. Porque a ideia é essa mesma. É fazer com que seu voto seja avoado.
Roberto Pompeu de Toledo - Veja - 20 de outubro de 2010, p. 190.
Dentre as razões do voto avoado, temos
06
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