Questões de EFAF Português
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Questão 16 10784952
EPCAR 1° Ano - Língua Portuguesa 2007Texto
Palavras
Titãs
Palavras não são más
Palavras não são quentes
Palavras são iguais
Sendo diferentes
Palavras não são frias
Palavras não são boas
Os números para os dias
E os nomes para as pessoas
Palavras eu preciso
Preciso com urgência
Palavras que se usem
em caso de emergência
Dizer o que se sente
Cumprir uma sentença
Palavras que se diz
Se diz e não se pensa
Conforme o texto Palavras, de Titãs, só NÃO se pode afirmar que
Questão 15 10784942
EPCAR 1° Ano - Língua Portuguesa 2007Texto
ANTES DO NOME
Adélia Prado
Não me importa a palavra, esta corriqueira.
Quero é o esplêndido caos de onde emerge a sintaxe,
Os sítios escuros onde nasce o “de”, o “aliás”,
O “o”, o “porém” e o “que”, esta incompreensível
[5] muleta que me apoia.
Quem entender a linguagem entende Deus
cujo Filho é o Verbo. Morre quem entender.
A palavra é disfarce de uma coisa mais grave,
surda-muda,
[10] foi inventada para ser calada.
Em momentos de graça, infreqüentíssimos,
se poderá apanhá-la: um peixe vivo com a mão.
Puro susto e terror.
Dentre as afirmativas abaixo, uma está INCORRETA.
Assinale-a.
Questão 14 10784936
EPCAR 1° Ano - Língua Portuguesa 2007Texto I
A força da linguagem
(...)
Podemos avaliar a força da linguagem tomando como
exemplo os mitos e as religiões.
A palavra grega mythos, como já vimos, significa
“narrativa” e, portanto, “linguagem”. Trata-se da palavra
[5] que narra a origem dos deuses, do mundo, dos homens, das
técnicas (o fogo, a agricultura, a caça, a pesca, o artesanato,
a guerra) e da vida do grupo social ou da comunidade.
Pronunciados em momentos especiais – os momentos
sagrados ou de relação com o sagrado –, os mitos são mais
[10] do que uma simples narrativa; são a maneira pela qual,
através das palavras, os seres humanos organizam a
realidade e a interpretam.
O mito tem o poder de fazer com que as coisas sejam
tais como são ditas ou pronunciadas. O melhor exemplo
[15] dessa força criadora da palavra encontra-se na abertura da
Gênese, na Bíblia judeu-cristã, em que Deus cria o mundo
do nada, apenas usando a linguagem: “E Deus disse:
faça-se!”, e foi feito. Porque Ele disse, foi feito. A palavra
divina é uma força criadora.
[20] Também vemos a força realizadora ou concretizadora
da linguagem nas liturgias religiosas. Por exemplo, na
missa cristã, o celebrante, pronunciando as palavras “Este é
o meu corpo” e “Este é o meu sangue”, realiza o mistério da
Eucaristia, isto é, a encarnação de Deus no pão e no vinho.
[25] Também nos rituais indígenas e africanos, os deuses e
heróis comparecem e se reúnem aos mortais quando
invocados pelas palavras corretas, pronunciadas pelo
celebrante.
A linguagem tem, assim, um poder encantatório, isto é,
[30] uma capacidade para reunir o sagrado e o profano, trazer os
deuses e as forças cósmicas para o meio do mundo, ou,
como acontece com os místicos em oração, tem o poder de
levar os humanos até o interior do sagrado. Eis por que, em
quase todas as religiões, existem profetas e oráculos, isto é,
[35] pessoas escolhidas pela divindade para transmitir
mensagens divinas aos humanos.
(...)
Independente de acreditarmos ou não em palavras
místicas, mágicas, encantatórias ou tabus, o importante é
[40] que elas existem, pois sua existência revela o poder que
atribuímos à linguagem. Esse poder decorre do fato de que
as palavras são núcleos, sínteses ou feixes de significações,
símbolos e valores que determinam o modo como
interpretamos as forças divinas, naturais, sociais e políticas
[45] e suas relações conosco.
Marilena Chaui
Texto II
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas eram feitas por intermédio dele e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele, e a vida era a luz dos homens.”
João, l, 1-4
Texto III
Para os antigos egípcios “o órgão da criação é a boca, que nomeia todas as coisas”. No Rigveda, a fala é apresentada como imagem materna, que contém o universo dentro de si: “Da palavra vivem todos os deuses; da palavra vivem os gênios, os animais e os homens... a palavra é imperecível, primogênita da lei, mãe dos vedas, umbigo da imortalidade.
O único período abaixo que NÃO apresenta uma idéia conclusiva ou explicativa é
Questão 13 10784924
EPCAR 1° Ano - Língua Portuguesa 2007Texto
ANTES DO NOME
Adélia Prado
Não me importa a palavra, esta corriqueira.
Quero é o esplêndido caos de onde emerge a sintaxe,
Os sítios escuros onde nasce o “de”, o “aliás”,
O “o”, o “porém” e o “que”, esta incompreensível
[5] muleta que me apoia.
Quem entender a linguagem entende Deus
cujo Filho é o Verbo. Morre quem entender.
A palavra é disfarce de uma coisa mais grave,
surda-muda,
[10] foi inventada para ser calada.
Em momentos de graça, infreqüentíssimos,
se poderá apanhá-la: um peixe vivo com a mão.
Puro susto e terror.
Considerando a idéia central do Texto, indique se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) O eu-lírico deseja a palavra exata, que cumpre rigorosamente a sintaxe.
( ) Segundo o texto, a compreensão da linguagem é uma forma de se chegar a Deus.
( ) Difícil é apanhar um peixe vivo com as mãos, tal como é encontrar a palavra exata.
( ) De acordo com o 3° verso, as palavras são sempre obscuras.
A seqüência correta é
Questão 12 10784914
EPCAR 1° Ano - Língua Portuguesa 2007Texto I
A força da linguagem
(...)
Podemos avaliar a força da linguagem tomando como
exemplo os mitos e as religiões.
A palavra grega mythos, como já vimos, significa
“narrativa” e, portanto, “linguagem”. Trata-se da palavra
[5] que narra a origem dos deuses, do mundo, dos homens, das
técnicas (o fogo, a agricultura, a caça, a pesca, o artesanato,
a guerra) e da vida do grupo social ou da comunidade.
Pronunciados em momentos especiais – os momentos
sagrados ou de relação com o sagrado –, os mitos são mais
[10] do que uma simples narrativa; são a maneira pela qual,
através das palavras, os seres humanos organizam a
realidade e a interpretam.
O mito tem o poder de fazer com que as coisas sejam
tais como são ditas ou pronunciadas. O melhor exemplo
[15] dessa força criadora da palavra encontra-se na abertura da
Gênese, na Bíblia judeu-cristã, em que Deus cria o mundo
do nada, apenas usando a linguagem: “E Deus disse:
faça-se!”, e foi feito. Porque Ele disse, foi feito. A palavra
divina é uma força criadora.
[20] Também vemos a força realizadora ou concretizadora
da linguagem nas liturgias religiosas. Por exemplo, na
missa cristã, o celebrante, pronunciando as palavras “Este é
o meu corpo” e “Este é o meu sangue”, realiza o mistério da
Eucaristia, isto é, a encarnação de Deus no pão e no vinho.
[25] Também nos rituais indígenas e africanos, os deuses e
heróis comparecem e se reúnem aos mortais quando
invocados pelas palavras corretas, pronunciadas pelo
celebrante.
A linguagem tem, assim, um poder encantatório, isto é,
[30] uma capacidade para reunir o sagrado e o profano, trazer os
deuses e as forças cósmicas para o meio do mundo, ou,
como acontece com os místicos em oração, tem o poder de
levar os humanos até o interior do sagrado. Eis por que, em
quase todas as religiões, existem profetas e oráculos, isto é,
[35] pessoas escolhidas pela divindade para transmitir
mensagens divinas aos humanos.
(...)
Independente de acreditarmos ou não em palavras
místicas, mágicas, encantatórias ou tabus, o importante é
[40] que elas existem, pois sua existência revela o poder que
atribuímos à linguagem. Esse poder decorre do fato de que
as palavras são núcleos, sínteses ou feixes de significações,
símbolos e valores que determinam o modo como
interpretamos as forças divinas, naturais, sociais e políticas
[45] e suas relações conosco.
Marilena Chaui
Texto II
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas eram feitas por intermédio dele e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele, e a vida era a luz dos homens.”
João, l, 1-4
Texto III
Para os antigos egípcios “o órgão da criação é a boca, que nomeia todas as coisas”. No Rigveda, a fala é apresentada como imagem materna, que contém o universo dentro de si: “Da palavra vivem todos os deuses; da palavra vivem os gênios, os animais e os homens... a palavra é imperecível, primogênita da lei, mãe dos vedas, umbigo da imortalidade.
Em relação às estruturas e às idéias dos Textos II e III, assinale a opção correta.
Questão 11 10784899
EPCAR 1° Ano - Língua Portuguesa 2007Texto I
A força da linguagem
(...)
Podemos avaliar a força da linguagem tomando como
exemplo os mitos e as religiões.
A palavra grega mythos, como já vimos, significa
“narrativa” e, portanto, “linguagem”. Trata-se da palavra
[5] que narra a origem dos deuses, do mundo, dos homens, das
técnicas (o fogo, a agricultura, a caça, a pesca, o artesanato,
a guerra) e da vida do grupo social ou da comunidade.
Pronunciados em momentos especiais – os momentos
sagrados ou de relação com o sagrado –, os mitos são mais
[10] do que uma simples narrativa; são a maneira pela qual,
através das palavras, os seres humanos organizam a
realidade e a interpretam.
O mito tem o poder de fazer com que as coisas sejam
tais como são ditas ou pronunciadas. O melhor exemplo
[15] dessa força criadora da palavra encontra-se na abertura da
Gênese, na Bíblia judeu-cristã, em que Deus cria o mundo
do nada, apenas usando a linguagem: “E Deus disse:
faça-se!”, e foi feito. Porque Ele disse, foi feito. A palavra
divina é uma força criadora.
[20] Também vemos a força realizadora ou concretizadora
da linguagem nas liturgias religiosas. Por exemplo, na
missa cristã, o celebrante, pronunciando as palavras “Este é
o meu corpo” e “Este é o meu sangue”, realiza o mistério da
Eucaristia, isto é, a encarnação de Deus no pão e no vinho.
[25] Também nos rituais indígenas e africanos, os deuses e
heróis comparecem e se reúnem aos mortais quando
invocados pelas palavras corretas, pronunciadas pelo
celebrante.
A linguagem tem, assim, um poder encantatório, isto é,
[30] uma capacidade para reunir o sagrado e o profano, trazer os
deuses e as forças cósmicas para o meio do mundo, ou,
como acontece com os místicos em oração, tem o poder de
levar os humanos até o interior do sagrado. Eis por que, em
quase todas as religiões, existem profetas e oráculos, isto é,
[35] pessoas escolhidas pela divindade para transmitir
mensagens divinas aos humanos.
(...)
Independente de acreditarmos ou não em palavras
místicas, mágicas, encantatórias ou tabus, o importante é
[40] que elas existem, pois sua existência revela o poder que
atribuímos à linguagem. Esse poder decorre do fato de que
as palavras são núcleos, sínteses ou feixes de significações,
símbolos e valores que determinam o modo como
interpretamos as forças divinas, naturais, sociais e políticas
[45] e suas relações conosco.
Marilena Chaui
Texto II
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas eram feitas por intermédio dele e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele, e a vida era a luz dos homens.”
João, l, 1-4
Texto III
Para os antigos egípcios “o órgão da criação é a boca, que nomeia todas as coisas”. No Rigveda, a fala é apresentada como imagem materna, que contém o universo dentro de si: “Da palavra vivem todos os deuses; da palavra vivem os gênios, os animais e os homens... a palavra é imperecível, primogênita da lei, mãe dos vedas, umbigo da imortalidade.
Assinale a alternativa correta.
06
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