Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 4 10723205
COTIL 1° Ano 2011Texto para a questão.
O TRAJE
- Lya Luft -
Nunca nos lembramos desse nosso traje cotidiano que é a linguagem. Muitos a usam como trapos, mas, se tomassem consciência disso, ligeiro tratariam de melhorar, caprichar, conseguir uma vestimenta mais adequada.
Por que será que somos displicentes com esse instrumento tão nosso, o que mais empregamos, aquele que até crianças e analfabetos manejam a vida inteira?
Talvez nos tenhamos acostumado demais com ele. É demasiadamente nosso como um braço, um olho e nunca chegamos a nos dar realmente conta de que esse braço é meio curto, o olho meio vesgo ou míope...
Não falo na linguagem oral, nessa comunicação espontânea que obedece a leis próprias, que vão do menor esforço à coerção social. Falo da linguagem escrita, essa que os analfabetos não manejam, mas que muito doutor esgrime como se não soubesse além da cartilha...
Nem precisamos procurar os mais ignorantes. Abre-se jornal, abre-se revista (de cultura também, sim, senhores!) e os monstrinhos nos saltam aos olhos.
Pontuação? Ninguém sabe. Vírgulas parecem derramadas pela página por algum duende maluco, que quisesse brincar de fazer frases ambíguas, pensamentos tortos, expressões esmolambadas.
Verbos? “Detei-vos”, “intervido”, “mantesse” são mimos constantes. Não há sujeito que concorde com verbo numa página de fio a pavio. Lá pelas tantas um ouvido deseducado, um escriba relaxado solta as maiores heresias.
E a ortografia? Acreditem ou não, ainda agora ouço universitários e professores afirmando que “acento, para mim, não existe mais!”
Pobres alunos, de tão desanimados ou desiludidos mestres: lá vêm as crianças para casa trocando acentos como bêbados trocam as pernas.
Todas essas pessoas: estudantes, professores, jornalistas, intelectuais, morreriam de vergonha se fossem apanhados em público de cuecas ou trapos. Mas, olhe lá, a linguagem escrita de muita gente boa por aí não vai além de uma tanguinha de Adão e muito mal colocada... deixa à mostra um bom pedaço de vergonha.
Lya Luft. Matéria do Cotidiano.Porto Alegre. Grafosul/ELRS, 1978.
O texto apresentado é, predominantemente,
Questão 3 10723193
COTIL 1° Ano 2011Texto para a questão.
O TRAJE
- Lya Luft -
Nunca nos lembramos desse nosso traje cotidiano que é a linguagem. Muitos a usam como trapos, mas, se tomassem consciência disso, ligeiro tratariam de melhorar, caprichar, conseguir uma vestimenta mais adequada.
Por que será que somos displicentes com esse instrumento tão nosso, o que mais empregamos, aquele que até crianças e analfabetos manejam a vida inteira?
Talvez nos tenhamos acostumado demais com ele. É demasiadamente nosso como um braço, um olho e nunca chegamos a nos dar realmente conta de que esse braço é meio curto, o olho meio vesgo ou míope...
Não falo na linguagem oral, nessa comunicação espontânea que obedece a leis próprias, que vão do menor esforço à coerção social. Falo da linguagem escrita, essa que os analfabetos não manejam, mas que muito doutor esgrime como se não soubesse além da cartilha...
Nem precisamos procurar os mais ignorantes. Abre-se jornal, abre-se revista (de cultura também, sim, senhores!) e os monstrinhos nos saltam aos olhos.
Pontuação? Ninguém sabe. Vírgulas parecem derramadas pela página por algum duende maluco, que quisesse brincar de fazer frases ambíguas, pensamentos tortos, expressões esmolambadas.
Verbos? “Detei-vos”, “intervido”, “mantesse” são mimos constantes. Não há sujeito que concorde com verbo numa página de fio a pavio. Lá pelas tantas um ouvido deseducado, um escriba relaxado solta as maiores heresias.
E a ortografia? Acreditem ou não, ainda agora ouço universitários e professores afirmando que “acento, para mim, não existe mais!”
Pobres alunos, de tão desanimados ou desiludidos mestres: lá vêm as crianças para casa trocando acentos como bêbados trocam as pernas.
Todas essas pessoas: estudantes, professores, jornalistas, intelectuais, morreriam de vergonha se fossem apanhados em público de cuecas ou trapos. Mas, olhe lá, a linguagem escrita de muita gente boa por aí não vai além de uma tanguinha de Adão e muito mal colocada... deixa à mostra um bom pedaço de vergonha.
Lya Luft. Matéria do Cotidiano.Porto Alegre. Grafosul/ELRS, 1978.
Releia o texto para responder a esta questão. Nas frases a e b, os pronomes destacados retomam palavras já enunciadas no texto.
a- “Falo da linguagem escrita, essa que obedece a leis próprias, ...”
b- “Talvez nos tenhamos acostumado demais com ele.”
Assinale o item que apresenta, respectivamente, essas palavras.
Questão 2 10723189
COTIL 1° Ano 2011Texto para a questão.
O TRAJE
- Lya Luft -
Nunca nos lembramos desse nosso traje cotidiano que é a linguagem. Muitos a usam como trapos, mas, se tomassem consciência disso, ligeiro tratariam de melhorar, caprichar, conseguir uma vestimenta mais adequada.
Por que será que somos displicentes com esse instrumento tão nosso, o que mais empregamos, aquele que até crianças e analfabetos manejam a vida inteira?
Talvez nos tenhamos acostumado demais com ele. É demasiadamente nosso como um braço, um olho e nunca chegamos a nos dar realmente conta de que esse braço é meio curto, o olho meio vesgo ou míope...
Não falo na linguagem oral, nessa comunicação espontânea que obedece a leis próprias, que vão do menor esforço à coerção social. Falo da linguagem escrita, essa que os analfabetos não manejam, mas que muito doutor esgrime como se não soubesse além da cartilha...
Nem precisamos procurar os mais ignorantes. Abre-se jornal, abre-se revista (de cultura também, sim, senhores!) e os monstrinhos nos saltam aos olhos.
Pontuação? Ninguém sabe. Vírgulas parecem derramadas pela página por algum duende maluco, que quisesse brincar de fazer frases ambíguas, pensamentos tortos, expressões esmolambadas.
Verbos? “Detei-vos”, “intervido”, “mantesse” são mimos constantes. Não há sujeito que concorde com verbo numa página de fio a pavio. Lá pelas tantas um ouvido deseducado, um escriba relaxado solta as maiores heresias.
E a ortografia? Acreditem ou não, ainda agora ouço universitários e professores afirmando que “acento, para mim, não existe mais!”
Pobres alunos, de tão desanimados ou desiludidos mestres: lá vêm as crianças para casa trocando acentos como bêbados trocam as pernas.
Todas essas pessoas: estudantes, professores, jornalistas, intelectuais, morreriam de vergonha se fossem apanhados em público de cuecas ou trapos. Mas, olhe lá, a linguagem escrita de muita gente boa por aí não vai além de uma tanguinha de Adão e muito mal colocada... deixa à mostra um bom pedaço de vergonha.
Lya Luft. Matéria do Cotidiano.Porto Alegre. Grafosul/ELRS, 1978.
Nesse texto, a autora afirma:
Questão 60 10453562
IFSP 1º Ano 2011/1Texto - O desgaste das palavras
Sou um tonto. Dia destes recebi um recado na secretária eletrônica pedindo retorno urgente. Liguei. Era um corretor de imóveis querendo me vender um lançamento.
− Qual era a urgência? − perguntei, irritado.
− Bem... Estamos selecionando alguns clientes e...
Conversa mole. As pessoas usam a palavra “urgente” em mensagens de todo tipo. Ainda sou daqueles que se assustam de leve com um e-mail “urgente” para, logo depois, descobrir que se trata de um assunto muito corriqueiro. A palavra está perdendo a força. Daqui a pouco não vai significar mais nada.
A mesma coisa acontece com o verbo “revelar”. Abro uma revista e vejo: atriz “revela” que vai pintar o cabelo de loiro. Isso é revelação que se preze? Resultado: quando se quer realmente revelar algo se usa “denuncia” ou “confessa”.
E vip? A sigla surgiu como abreviação de “very important people”. Os vips tinham acesso preferencial a festas e eventos de todo tipo. Obviamente, todo mundo quis ser tratado como vip. Alguns shows e camarotes carnavalescos ficam lotados por manadas de vips. Para diferenciar “vips” entre si, nos lugares mais disputados surgiram chiqueirinhos para os “supervips” ou “vips dos vips”. Em resumo: “vip” não significa absolutamente coisa nenhuma − somente que a pessoa é rápida para descolar um convite com pulseirinha.
Os anúncios imobiliários são pródigos em detonar palavras. “Exclusivo” é um exemplo. Quase todos falam em “condomínio exclusivo”, “espaço exclusivo” (e não havia de ser, se o proprietário está pagando?). De tão comum, “exclusivo” deixou de ser “exclusivo”. Veio o “diferenciado”. Ou “único”. Mas como um apartamento pode ser “diferenciado” ou “único” se está em um prédio com mais cinquenta iguais?
A palavra “amigo” é incrível. Implica uma relação especial, mas a maioria fala em “amigos” referindo-se a conhecidos distantes. O mesmo ocorre com “abraço”. Terminar a mensagem com um “abraço” era suficiente, pois era uma forma de oferecer nosso carinho à pessoa. Foi tão banalizado que agora se usa “grande abraço”, “forte abraço”, mas agora é pouco, pois já surgiu o “beijo no coração”. A seguir, o que virá?
Por que deixar que as palavras se desgastem? Se o que têm de mais belo é justamente sua história e o sentimento que contêm? Enfim, tudo o que lhes dá realmente significado.
Considere as frases.
I. Ainda sou daqueles que se assustam de leve com um e-mail “urgente”...
II. ... para, logo depois, descobrir que se trata de um assunto muito corriqueiro.
III. Isso é revelação que se preze?
Assinale a alternativa em que o pronome proclítico está antes do verbo porque há, como partícula atrativa, um pronome relativo.
Questão 13 10190260
IFCE* 1° Ano 2011/2TEATRO E ESCOLA: O PAPEL DE EDUCAR
Teatro e escola, em princípio, parecem ser espaços distintos, que desenvolvem atividades completamente
diferentes. Em contraposição ao ambiente normalmente fechado da sala de aula e aos seus assuntos pretensamente
“sérios”, o teatro se configura como um espaço de lazer e diversão. Entretanto, se examinarmos as origens do teatro,
ainda na Grécia antiga, veremos que teatro e escola sempre caminharam juntos, mais do que se imagina.
[5] O teatro grego apresentava uma função eminentemente pedagógica. Com suas tragédias, Sófocles e
Eurípedes não visavam apenas à diversão da plateia mas também e, sobretudo, pôr em discussão certos temas que
dividiam a opinião pública naquele momento de transformação da sociedade grega. Poderia um filho desposar a
própria mãe, depois de ter assassinado o pai de forma involuntária (tema de Édipo rei)? Poderia uma mãe assassinar
os filhos e depois matar-se por causa de um relacionamento amoroso (tema de Medeia e ainda atual, como comprova
[10] o caso da cruel mãe americana que, há alguns anos, jogou os filhos no lago para poder namorar mais livremente)?
Naquela sociedade, que vivia a transição dos valores míticos, baseados na tradição religiosa, para os valores
da polis, isto é, aqueles resultantes da formação do Estado e suas leis, o teatro cumpria um papel político e
pedagógico, à medida que punha em xeque e em choque essas duas ordens de valores e apontava novos caminhos
para a civilização grega. “Ir ao teatro”, para os gregos, não era apenas diversão, mas uma forma de refletir sobre o
[15] destino da própria comunidade em que se vivia, bem como sobre valores coletivos e individuais.
Deixando de lado as diferenças obviamente existentes em torno dos gêneros teatrais (tragédia, comédia,
drama), em que o teatro grego, quanto a suas intenções, diferia do teatro moderno? Para Bertolt Brecht, por exemplo,
um dos mais significativos dramaturgos modernos, a função do teatro era, antes de tudo, divertir. Apesar disso, suas
peças tiveram um papel essencialmente pedagógico, voltadas para a conscientização de trabalhadores e para a
[20] resistência política na Alemanha nazista dos anos 30 do século XX.
O teatro, ao apresentar situações de nossa própria vida – sejam elas engraçadas, trágicas, políticas,
sentimentais, etc – põe o homem a nu, diante de si mesmo e de seu destino. Talvez na instantaneidade e na
fugacidade do teatro resida todo o encanto e sua magia: a cada representação, a vida humana é recontada e
exaltada. O teatro ensina, o teatro é escola. É uma forma de vida de ficção que ilumina com seus holofotes a vida real,
[25] muito além dos palcos e dos camarins.
Que o teatro seja uma forma alternativa de ensino e aprendizagem é inegável. A escola sempre teve muito a
aprender com o teatro, assim como este, de certa forma, e em linguagem própria, complementa o trabalho de
gerações de educadores, preocupados com a formação plena do ser humano.
Quisera as aulas também pudessem ter o encanto do teatro: a riqueza dos cenários, o cuidado com os
[30] figurinos, o envolvimento da música, o brilho da iluminação, a perfeição do texto e a vibração do público. Vamos ao
teatro!
(Ciley Cleto, professora de Língua Portuguesa, em São Paulo)
Considerando os gêneros literários, assinale a opção verdadeira.
Questão 11 620539
CTI (UNIFICADO) 2011Leia o texto para responder à questão.

A animação A lenda dos guardiões é uma adaptação dos livros infantis de Kathryn Lasky e é dirigida por Zack Snyder.
Snyder é criticado por alguns por criar espetáculos de efeitos especiais com pouco conteúdo. Outros enxergam os méritos do diretor.
O personagem principal é Soren, uma coruja que passou toda a sua vida idolatrando os Guardiões de Ga´Hoole, grupo de corujas que são consideradas lendas, usadas em histórias para crianças, em que o bem sempre vence o mal. Kludd é o invejoso irmão de Soren. Enquanto os pequenos irmãos treinam seu vôo, ambos são capturados pelos Puros, um grupo de corujas que pretende dominar toda a espécie, fazendo um tipo de lavagem cerebral nos filhotes raptados. Kludd é logo seduzido pelo poder dos Puros. Mas Soren encontra alguns aliados, partindo juntos em busca da ajuda dos Guardiões.
Visualmente impecável, o filme também usa muito bem o 3D. Os detalhes de cada coruja e demais animais chega a ser impressionante. A movimentação, principalmente nas lutas, é de cair o queixo. É o típico filme que, se visto no conforto de casa, consegue agradar até certo ponto, mas que não justifica o “trabalho” de se ir aos cinemas.
(Leonardo Vicente Di Sessa, http://hqmaniacs.uol.com.br. Acesso em 25.10.2010. Adaptado)
Ao dar sua opinião a respeito de A lenda dos guardiões, o autor do texto demonstra
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