Questões de EFAF Português - Gramática
1.745 Questões
Questão 17 10736583
CMR 6º Ano - Português 2013Texto
Futebol na raça
Criado na Inglaterra em 1863, ele desembarcou no Brasil 31 anos depois, na forma de uma bola trazida debaixo do braço pelo estudante paulista Charles Miller. O futebol chegou elitista, racista e excludente. Quando se organizaram os primeiros campeonatos, lá pelo começo do século XX, era esporte de branco, rico, praticado em clubes fechados ou colégios seletos. Negros e pobres estavam simplesmente proibidos de chegar perto dos gramados, mas mesmo a distância perceberam o jogo e deles se agradaram.
Estava ali uma brincadeira feita sob medida para pobre. Não exige equipamento especial além de um objeto qualquer que possa ser chutado como se fosse bola. Pode ser praticado na rua, no pátio da escola, no fundo do quintal. O número e o tipo de jogador dependem apenas de combinação entre as partes. Jogam o forte e o fraco, o baixinho e o altão, o gordo e o magro.
Mauricio Cardoso, Veja, 7 de janeiro de 1998.
No trecho "ele desembarcou no Brasil 31 anos depois", o pronome em destaque equivale, no mesmo parágrafo, a:
Questão 8 10736561
CMR 6º Ano - Português 2013Texto
Os Camundongos em conselho
Um dia os camundongos se reuniram para decidir a melhor maneira de lutar contra o inimigo comum, o gato. Discutiram horas seguidas, sem encontrar um bom plano.
Afinal, um ratinho pediu a palavra e falou:
- Sabemos que o grande perigo é quando o gato se aproxima tão mansamente que não percebemos sua presença. Proponho que se coloque um guizo no pescoço do gato. Graças ao barulho do guizo, saberemos da aproximação do gato, e teremos tempo para fugir.
Todos aplaudiram a ideia brilhante. Mas um ratinho mais experimentado pediu também a palavra e disse:
- A ideia é muito boa. Mas quem vai pendurar o guizo no pescoço do gato?
MORAL: É mais fácil falar do que fazer. Fábula de Esopo. Disponível em Acesso em 04out2013.
No trecho "Mas um ratinho mais experimentado pediu também a palavra", o termo destacado tem sentido contrário ao da palavra
Questão 20 10735934
CMRJ 6º Ano - Português 2013TEXTO II
O mundo do menino impossível
Jorge de Lima
Fim da tarde, boquinha da noite
com as primeiras estrelas
e os derradeiros1 sinos.
Entre as estrelas e lá detrás da igreja,
[5] surge a lua cheia
para chorar com os poetas.
E vão dormir as duas coisas novas desse mundo:
o sol e os meninos.
Mas ainda vela
[10] o menino impossível
aí do lado
enquanto todas as crianças mansas
dormem
acalentadas
[15] por Mãe-negra noite.
O menino impossível
que destruiu
os brinquedos perfeitos
que os vovôs deram,
[20] (...)
que destruiu até
os soldados de chumbo de Moscou
e furou os olhos de um Papai Noel,
brinca com sabugos de milho,
[25] caixas vazias,
tacos de pau,
pedrinhas brancas do rio...
“Faz de conta que os sabugos
são bois...”
[30] “Faz de conta...”
“Faz de conta...”
E os sabugos de milho
mugem como bois de verdade...
e os tacos que deveriam ser
[35] soldadinhos de chumbo são
cangaceiros de chapéus de couro...
E as pedrinhas balem2!
coitadinhas das ovelhas mansas
longe das mães
[40] presas nos currais de papelão!
É boquinha da noite
no mundo que o menino impossível
povoou sozinho!
A mamãe cochila.
[45] O papai cabeceia.
O relógio badala.
E vem descendo
uma noite encantada
da lâmpada que expira3
[50] lentamente
na parede da sala...
O menino pousa a testa
e sonha dentro da noite quieta
da lâmpada apagada
[55] com o mundo maravilhoso
que ele tirou do nada...
Xô! Xô! Pavão!
Sai de cima do telhado
Deixa o menino dormir
Seu soninho sossegado!
Disponível em http://valtersantos.webnode.es/news/pagina%20lan%C3%A7ada/ . Acesso em 17 jun 2013.
Vocabulário:
1. derradeiros (verso 3) – últimos, finais
2. balem (verso 37) – som emitido pelas ovelhas.
3. expira (verso 49) – finda, morre (apaga).
TEXTO IV
O menino que consertou o mundo
Autor desconhecido
Circula na internet, sem identificação de autor, a seguinte fábula:
Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a
encontrar meios de minorá-los1.
Passava dias em seu laboratório em busca de respostas
para suas dúvidas. Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a
[5] ajudá-lo a trabalhar.
Vendo que seria impossível demovê-lo2, o pai procurou algo que pudesse distrair-lhe
a atenção. Até que se deparou com o mapa do mundo. Com o auxílio de uma tesoura,
recortou-o em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho:
– Vou lhe dar o mundo para consertar. Veja se consegue. Faça tudo sozinho.
[10] Pensou que, assim, estava se livrando do garoto, pois ele não conhecia a geografia do
planeta e certamente levaria dias para montar o quebra-cabeças. Uma hora depois, porém,
ouviu a voz do filho:
– Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho!
Para surpresa do pai, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido
[15] colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia sido capaz?
– Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?
– Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para
recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo
para consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os
[20] recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui
consertar o homem, virei a folha e descobri que havia consertado o mundo.
(Disponível em: . Acesso em 18 de ago de 2013.)
Vocabulário:
1. minorá-los (linha 3) – diminuí-los.
2. demovê-lo (linha 5) – fazê-lo desistir (da intenção de ajudá-lo).
Todos os itens a seguir mostram que o texto “O menino que consertou o mundo” se aproxima do poema “O menino impossível”, exceto:
Questão 7 10735919
CMRJ 6º Ano - Português 2013TEXTO
O mundo do menino impossível
Jorge de Lima
Fim da tarde, boquinha da noite
com as primeiras estrelas
e os derradeiros1 sinos.
Entre as estrelas e lá detrás da igreja,
[5] surge a lua cheia
para chorar com os poetas.
E vão dormir as duas coisas novas desse mundo:
o sol e os meninos.
Mas ainda vela
[10] o menino impossível
aí do lado
enquanto todas as crianças mansas
dormem
acalentadas
[15] por Mãe-negra noite.
O menino impossível
que destruiu
os brinquedos perfeitos
que os vovôs deram,
[20] (...)
que destruiu até
os soldados de chumbo de Moscou
e furou os olhos de um Papai Noel,
brinca com sabugos de milho,
[25] caixas vazias,
tacos de pau,
pedrinhas brancas do rio...
“Faz de conta que os sabugos
são bois...”
[30] “Faz de conta...”
“Faz de conta...”
E os sabugos de milho
mugem como bois de verdade...
e os tacos que deveriam ser
[35] soldadinhos de chumbo são
cangaceiros de chapéus de couro...
E as pedrinhas balem2!
coitadinhas das ovelhas mansas
longe das mães
[40] presas nos currais de papelão!
É boquinha da noite
no mundo que o menino impossível
povoou sozinho!
A mamãe cochila.
[45] O papai cabeceia.
O relógio badala.
E vem descendo
uma noite encantada
da lâmpada que expira3
[50] lentamente
na parede da sala...
O menino pousa a testa
e sonha dentro da noite quieta
da lâmpada apagada
[55] com o mundo maravilhoso
que ele tirou do nada...
Xô! Xô! Pavão!
Sai de cima do telhado
Deixa o menino dormir
Seu soninho sossegado!
Disponível em http://valtersantos.webnode.es/news/pagina%20lan%C3%A7ada/ . Acesso em 17 jun 2013.
Vocabulário:
1. derradeiros (verso 3) – últimos, finais
2. balem (verso 37) – som emitido pelas ovelhas.
3. expira (verso 49) – finda, morre (apaga).
“Mas ainda vela / o menino impossível” (versos 9 e 10). O dicionário apresenta algumas definições para o verbo velar.
A alternativa cujo significado melhor se encaixa no fragmento citado é
Questão 17 10728085
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2013
“[...] A verdade, meu querido, é que a vida, o mundo dobra-se sempre às nossas decisões. Não nos esqueçamos das cicatrizes feitas pela morte. Nossa plenitude, eis o que importa. Elaboremos em nós as forças que nos farão plenos e verdadeiros.”
(LYGIA FAGUNDES TELLES, em As Meninas)
Considerando a análise do fragmento de texto em questão, avalie as alternativas e assinale a correta.
Questão 4 10727998
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2013Leia este texto de Moacyr Scliar, para responder à questão.
A VIDA ENTRE PARÊNTESES
Leitor pergunta por que uso tantos
parênteses nas minhas crónicas (leitores inteligentes
[5] conseguem descobrir no texto particularidades
significativas). A pergunta me fez pensar (não chega a
ser um evento raro na minha existência, mas pensar
entre parênteses não era algo que eu fizesse com
frequência). E então me dei conta de que os sinais
[10] gráficos, mais que as letras (por muito importantes
que estas sejam), veiculam emoções. Quanta emoção
numa exclamação! E pode haver dúvida maior que a
do ponto de interrogação? Sobre isto sempre somos
reticentes... Mas temos que admitir que certos sinais,
[15] como, por exemplo, a virgula, esta pequenina
serpente que, de espaço em espaço, atravessa o
caminho, sempre acidentado, de nossa frase, é uma
evidência, não muito clara, decerto, mas evidência,
sim, de nossa indecisão.
[20] Já os parênteses (a discussão a respeito foi
propositalmente omitida no parágrafo anterior) têm
uma significação (alguns não admitirão que é uma
significação, mas enfim), os parênteses, dizia eu
quando os parênteses me interromperam, traduzem
[25] não apenas uma forma de escrever, mas (o que é
mais importante) um modo de viver. Sim, porque se
pode viver (ainda que não plenamente) entre
parênteses. O garoto (ah, esses garotos) que no meio
do tema se distrai pensando na sua coleguinha
[30](aquela lindíssima) está vivendo entre parênteses. O
executivo que, no meio da tarde (nessas horas que os
americanos chamam de 'menores mas que para muitos são as maiores), sai para uma escapada (e
deem a esta escapada a interpretação que vocês
[35] quiserem) está vivendo como? (A pergunta era para
ficar soando retoricamente, mas não me furto a dar
aqui a resposta: entre parênteses.)
Sim, confesso: gosto de parênteses (deve
ser uma espécie de perversão). Uma vez escrevi um
[40] livro chamado (O ciclo das águas). O titulo era assim
mesmo, entre parênteses, (eu queria simbolizar com
isto um ciclo fechado). Deu tanta confusão que, nas
edições seguintes, tive de tirar os parênteses (para
escapar dos parênteses, só mesmo assim, em novas
[45] edições. Lamentável é que a vida tenha uma única
edição. Muitas vezes esgotada. Muitas vezes entre
parênteses).
Zero Hora, 05/02/1992, p.5
A palavra “mas” geralmente estabelece uma relação de oposição entre as orações ou entre os termos que liga.
Em qual dos períodos abaixo, de acordo com o texto, essa relação adversativa não acontece?
06
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