Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 4 166040
IFGO 2012
Disponível em: http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/que-notas-sao-essas. Acesso em: 21 mar. 2012.
Na charge acima, quanto às ocorrências da frase “Que notas são estas?”, é correto afirmar que:
Questão 15 82027
OBMEP Nível 1 2012Amanda, Bianca e Carolina são amigas e têm idades diferentes. Sabe-se que, das sentenças a seguir, exatamente uma é verdadeira.
I. Amanda e Carolina são mais jovens que Bianca.
II. Amanda é mais velha que Bianca.
III. Amanda é mais velha que Bianca e Carolina.
IV. Amanda não é nem a mais nova nem a mais velha das amigas.
Qual das alternativas mostra o nome das três amigas em ordem crescente de idade?
Questão 3 11965472
Prova Brasil Portugues 2011Vínculos, as equações da matemática da vida
Quando você forma um vínculo com
alguém, forma uma aliança. Não é à toa que o
uso de alianças é um dos símbolos mais
antigos e universais do casamento. O círculo
[5] dá a noção de ligação, de fluxo, de
continuidade. Quando se forma um vínculo, a
energia flui. E o vínculo só se mantém vivo se
essa energia continuar fluindo. Essa é a ideia
de mutualidade, de troca.
[10] Nessa caminhada da vida, ora andamos
de mãos dadas, em sintonia, deixando a
energia fluir, ora nos distanciamos. Desvios
sempre existem. Podemos nos perder em um
deles e nos reencontrar logo adiante. A busca
[15] é permanente. O que não se pode é ficar
constantemente fora de sintonia.
Antigamente, dizia-se que as pessoas
procuravam se completar através do outro,
buscando sua metade no mundo. A equação
[20] era: 1/2 + 1/2 = 1.
"Para eu ser feliz para sempre na vida,
tenho que ser a metade do outro." Naquela
loteria do casamento, tirar a sorte grande era
achar a sua cara-metade.
[25] Com o passar do tempo, as pessoas foram
desenvolvendo um sentido de individualização
maior e a equação mudou. Ficou: 1 + 1= 1.
"Eu tenho que ser eu, uma pessoa inteira,
com todas as minhas qualidades, meus
[30] defeitos, minhas limitações. Vou formar uma
unidade com meu companheiro, que também
é um ser inteiro." Mas depois que esses dois
seres inteiros se encontravam, era comum
fundirem-se, ficarem grudados num
[35] casamento fechado, tradicional. Anulavam-se
mutuamente.
Com a revolução sexual e os movimentos
de libertação feminina, o processo de
individuação que vinha acontecendo se
[40] radicalizou. E a equação mudou de novo:
1 + 1= 1 + 1.
Era o "cada um na sua". "Eu tenho que
resolver os meus problemas, cuidar da minha
própria vida. Você deve fazer o mesmo. Na
[45] minha independência total e autossuficiência
absoluta, caso com você, que também é
assim." Em nome dessa independência, no
entanto, faltou sintonia, cumplicidade e
compromisso afetivo. É a segunda crise do
[50] casamento que acompanhamos nas décadas
de 70 e 80.
Atualmente, após todas essas
experiências, eu sinto as pessoas procurando
outro tipo de equação: 1 + 1 = 3.
[55] Para a aritmética ela pode não ter lógica,
mas faz sentido do ponto de vista emocional e
existencial. Existem você, eu e a nossa
relação. O vínculo entre nós é algo diferente
de uma simples somatória de nós dois. Nessa
[60] proposta de casamento, o que é meu é meu,
o que é seu é seu e o que é nosso é nosso.
Talvez aí esteja a grande mágica que hoje
buscamos, a de preservar a individualidade
sem destruir o vínculo afetivo. Tenho que
[65] preservar o meu eu, meu processo de
descoberta, realização e crescimento, sem
destruir a relação. Por outro lado, tenho que
preservar o vínculo sem destruir a
individualidade, sem me anular.
[70] Acho que assim talvez possamos chegar
ao ano 2000 um pouco menos divididos entre
a sede de expressão individual e a fome de
amor e de partilhar a vida. Um pouco mais
inteiros e felizes.
[75] Para isso, temos que compartilhar com
nossos companheiros de uma verdadeira
intimidade. Ser íntimo é ser próximo, é estar
estreitamente ligado por laços de afeição e
confiança.
(MATARAZZO, Maria Helena. Amar é preciso. 22. ed. São Paulo: Editora Gente, 1992. p. 19-21)
No texto, no casamento, atualmente, defende-se a ideia de que
Questão 23 10868693
Liceu-SP 2011Leia o texto a seguir para responder à questão.
Por um Ensino Melhor
Algumas organizações lançam hoje, em Brasília, a "Carta Compromisso pela Garantia do Direito à Educação de Qualidade", na expectativa de adoção por parte dos candidatos à eleição. Essa iniciativa já levou à formação do movimento "Todos pela Educação", articulador da carta, que logrou conferir ao tema uma prioridade perto da consensual.
O documento vincula prioridades gerais a metas concretas e tem como objetivos específicos o de alfabetizar todas as crianças de até oito anos de idade antes de 2014, incluir todas as crianças e jovens de 4 a 17 anos na escola até 2016 e cobrir a demanda por vagas em creches até 2010. São propostas factíveis, mas nem por isso triviais.
Uma das propostas da carta é o aumento de verbas para a educação. Embora desejável, ele precisa ser contextualizado. Parece improvável que candidatos se comprometam previamente com metas de elevação de investimentos no ensino sem levar em conta demandas de outras áreas, como a da saúde. Além disso, para evitar desperdícios, o acréscimo de recursos precisa estar vinculado a objetivos determinados e ao aperfeiçoamento da gestão pública.
Outros objetivos da proposta também suscitam reservas, pois os meios de alcançá- los não se mostram tão consensuais quanto poderiam parecer.
Todos os candidatos deveriam subscrever o compromisso, ainda que fazendo ressalvas cabíveis no que respeita à aplicabilidade e explicitando que interpretações dariam aos princípios sujeitos à controvérsia.
(Folha de São Paulo. São Paulo, 31 de ago. 2010. Editorial. Adaptado.)
Para que os candidatos assumam o compromisso com a educação, o autor do editorial propõe que
Questão 20 10759118
SENAI 1º Ano - CGE 2024 2011O texto abaixo se refere à questão.
Com medo dos alunos
Há um problema novo nas escolas brasileiras: a indisciplina nas salas de aula assumiu tais proporções que muitos professores estão com medo dos alunos. Não se trata da violência que, nos bairros pobres, ultrapassa os muros escolares e ameaça fisicamente os educadores, mas sim de um fenômeno de subversão do senso de hierarquia que ocorre em grandes redes de ensino privadas e também está presente em colégios tradicionais. Uma explicação parcial para essa mudança de comportamento é a seguinte: os alunos ignoram a autoridade do professor porque o vêem como uma espécie de empregado ou prestador de serviços, pago por seus pais. Uma das queixas mais comuns dos professores diz respeito ao sentimento de impotência diante de alunos indisciplinados. Certas escolas agem como se a lógica do comércio – aquela que diz que o freguês sempre tem razão – também valesse dentro da classe. “Os professores estão sofrendo de fobia escolar, antes um distúrbio psicológico exclusivo das crianças”, diz o psicanalista Raymundo de Lima, professor do departamento de fundamentos da educação da Universidade Estadual de Maringá, no Paraná.
O professor que desenvolve fobia escolar sente um pavor profundo da escola e da sala de aula, acompanhado de alterações físicas como palpitações e tremores. Os ambulatórios psiquiátricos dos hospitais brasileiros já registraram o aumento dos casos de professores com distúrbios de ansiedade, entre eles a fobia escolar. “O número de professoras que têm procurado atendimento por estar estressadas, deprimidas ou sofrendo de crise do pânico aumentou cerca de 20% nos últimos três anos”, diz Joel Rennó Júnior, coordenador do Projeto de Atenção à Saúde Mental da Mulher do Hospital das Clínicas de São Paulo. Até meados dos anos 90, esse tipo de distúrbio psicológico era um quase monopólio daqueles professores que trabalham em escolas públicas. Hoje, afeta igual quantidade de educadores de colégios particulares.
Sempre fez parte do desafio do magistério administrar adolescentes com hormônios em ebulição e com o desejo natural de desafiar as regras. A diferença é que, hoje, em muitos casos, a relação comercial entre a escola e os pais se sobrepõe à autoridade do professor. (...)
Fonte: COSTAS, R. Revista Veja. 19. ed., ano 38, p. 63, 11 maio 2005.
No trecho: “Não se trata da violência que, nos bairros pobres, ultrapassa os muros escolares e ameaça fisicamente os educadores...” o texto sugere que
Questão 18 10759097
SENAI 1º Ano - CGE 2024 2011O texto abaixo se refere à questão.
Ser criança
Doze de outubro é declarado o Dia da Criança. Quem comemora tal data? O comércio, sem dúvida. Por mais tímidas que sejam as vendas de brinquedos, eletrônicos e toda sorte de produtos para o público infantil – aliás, é bom considerar que até adolescentes correm sério risco de serem presenteados –, um aumento sempre acontece. É que pais, tios, avós e amigos da família querem fazer um mimo para a criança, que, exposta que está aos veículos de comunicação, sabe cobrar o que acha devido. Ganhar presentes nessa data tornou-se fato quase banal. Obrigação, digamos.
Será que as crianças desfrutam dos presentes? Provavelmente, sim, por pelo menos uns 15 minutos. O fato é que, para crianças que já têm mais do que precisariam para descobrir o mundo pela brincadeira, fica difícil entregar-se a uma única atividade ou escolher um brinquedo entre tantos. Vale lembrar um velho ditado popular que diz que quem tem tudo não tem nada.
Pensando bem, o comércio e a indústria talvez sejam os únicos segmentos da sociedade com motivos para comemorar a data. Afinal, o que pais, profissionais da educação e adultos implicados com o futuro teriam a celebrar? O fato de a identidade infantil estar perdida no mundo contemporâneo?
Vejamos: as crianças pertencentes a famílias de classe média não têm tempo nem espaço para brincar. Desde cedo, são estimuladas para o aprendizado que deverá render frutos no futuro. São intencionalmente dirigidas pelos adultos em brincadeiras que visam algum aprendizado. Ora, brincadeira com objetivo e traçado planejados não é divertimento, tampouco passatempo. É lição disfarçada de brincadeira.
O espaço da criança foi eliminado. Em casa, muitos pais têm a ilusão de que destinar o quarto do filho para que ele esparrame seus muitos brinquedos e faça o que quiser é dar espaço a ele. Mas a criança fica é confinada em seu quarto. O espaço público foi roubado dela. Não dizemos que rua não é lugar para criança? Por outro lado, consideramos que shopping o é.
Mas o fator que mais contribui para a eliminação da identidade infantil é a maneira como tratamos e educamos as crianças. Elas são introduzidas no mundo adulto de modo repentino e prematuro – pelas informações que recebem, pelo modo de se vestirem e se portarem, pelos locais que freqüentam, pela linguagem que aprendem, pela cobrança que recebem etc.
Não: as crianças de hoje não são precoces, como muitos acreditam. Suas manifestações são só reflexos dos ensinamentos e estímulos que recebem e do mundo em que vivem.
Podemos considerar o Dia da Criança, atualmente, um dia vazio de sentido. Precisamos construir muitos outros dias para que a criança possa ser criança. Afinal, são bem poucos os anos em que se pode ser criança: mais ou menos seis para a primeira fase da infância e, depois, outro período equivalente para a segunda. E temos o restante da vida – quase 60 anos, em média – para aprender a ser adultos e a cuidar dos mais novos. Por um Dia da Criança infantil!
Fonte: adaptado de: SAYÃO, R. Folha de S. Paulo, São Paulo, 11 out. 2007, Equilíbrio, p. 12.
“...as crianças pertencentes a famílias de classe média não têm tempo nem espaço...” O sujeito da oração acima é
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)