Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 4 413692
IFAL 2018Saudade de escrever
Apesar da concorrência (internet, celular), a carta continua firme e forte. Basta uma folha de papel, selo, caneta e envelope para que uma pessoa do Rio Grande do Norte, por exemplo, fique por dentro das fofocas registradas por um amigo em São Paulo, dois dias depois. “Adoro receber cartas, fico super ansiosa para descobrir o que está escrito”, conta Lívia Maria, de 9 anos. Mas ela admite que faz tempo que não escreve nenhuma cartinha. “As últimas foram para a Angélica e para um dos programas do Gugu.”
Isabela, de 9 anos, lembra que, quando morava em Curitiba, no Paraná, trocava correspondência com sua amiga Raquel, que vive em Belo Horizonte, Minas Gerais.
“ Eu ficava sabendo das novidades e não gastava dinheiro com telefonemas.”
Já Amanda, de 10 anos, também gosta de receber cartinhas, mas prefere enviar e-mails. “Atualmente estou conversando com meu primo que está nos Estados Unidos via computador, já que a mensagem chega mais rápido e não pago interurbano.”
TOURRUCCO, Juliana. Saudade de escrever. O Estado de São Paulo, p.5, 25 jul.1998. Suplemento infantil. Suplemento infantil.
Quanto à análise morfossintática dos elementos textuais, apenas uma alternativa está errada, contrariando o que prescreve a norma padrão da Língua Portuguesa. Assinale-a.
Questão 13 398899
IFSulDeMinas 2018MUSEU DE MEMES PRESERVA A MEMÓRIA DE ASSUNTOS QUE VIRALIZAM NAS REDES
Criado na UFF (RJ), projeto estuda a função social desse fenômeno da internet
Por Gabriel Toscano
RIO — Quando foi convidada para comentar a cerimônia do Oscar na Rede Globo, no ano passado, a atriz Glória Pires não poderia imaginar que viraria um meme no dia seguinte. Repetida por ela várias vezes, a frase “Não sou capaz de opinar” explodiu nas redes sociais e, ainda hoje, é lembrada com graça. A internet, no entanto, é constantemente renovada por temas que viralizam. Para preservar a memória e entender a função social desse fenômeno, em 2015, foi criado o Museu de Memes, projeto do curso de Estudos de Mídia, da Universidade Federal Fluminense (UFF).
O acervo está na página www.museudememes.com.br, que reúne histórias recentes e, acredite, anteriores à internet. As publicações explicam a origem e fazem uma pequena análise do contexto que viralizou. O site também tem artigos, entrevistas com donos de páginas famosas na internet e com pessoas que tiveram sua imagem envolvida em memes, como Eduardo Jorge, candidato à presidência na eleição de 2014.
Apesar da veia humorística, memes também têm função social e são usados em casos de denúncia e afirmação de identidade. Nos Estados Unidos, o movimento negro usou a hashtag #BlackLivesMatter [vidas negras importam, em tradução livre] para denunciar a violência policial. No Brasil, campanhas de empoderamento feminino também se tornaram virais recentemente. Entre elas, as divulgadas com as hashtags #meuprimeiroassedio, compartilhada por mulheres que relatavam experiências de assédio, e #meuamigosecreto, para denunciar, anonimamente, o comportamento machista de alguns homens.
“Esse tipo de conteúdo nos faz refletir. Esses memes que acabaram símbolos da luta feminista evocavam o lugar da mulher na sociedade”, explica Viktor Chagas, criador e coordenador do projeto #MUSEUdeMEMES desde 2011.
Diferentona (2015)

Esse meme teve origem no twitter. Irritada com pessoas que questionam se são as únicas a agir de determinada maneira, a usuária @nicesthing acabou criando um monstro. O que era para ser um simples desabafo teve mais de 21 mil retweets e, com suas variáveis, tornou-se figurinha fácil em publicações das redes sociais, dando origens a páginas como a “Diferentona”, no Facebook, que tem mais de dois milhões de curtidas e faz sucesso até hoje.
O Globo, 30/03/17. Adaptado. Disponível em: https://oglobo.globo.com/rio/museu-de-memes-preserva-memoria-de-assuntosque-viralizam-nas-redes-21104316. Acesso em: 22 ago. 2017.
Segue adequadamente as regras de concordância da norma padrão da língua portuguesa APENAS:
Questão 11 398896
IFSulDeMinas 2018MUSEU DE MEMES PRESERVA A MEMÓRIA DE ASSUNTOS QUE VIRALIZAM NAS REDES
Criado na UFF (RJ), projeto estuda a função social desse fenômeno da internet
Por Gabriel Toscano
RIO — Quando foi convidada para comentar a cerimônia do Oscar na Rede Globo, no ano passado, a atriz Glória Pires não poderia imaginar que viraria um meme no dia seguinte. Repetida por ela várias vezes, a frase “Não sou capaz de opinar” explodiu nas redes sociais e, ainda hoje, é lembrada com graça. A internet, no entanto, é constantemente renovada por temas que viralizam. Para preservar a memória e entender a função social desse fenômeno, em 2015, foi criado o Museu de Memes, projeto do curso de Estudos de Mídia, da Universidade Federal Fluminense (UFF).
O acervo está na página www.museudememes.com.br, que reúne histórias recentes e, acredite, anteriores à internet. As publicações explicam a origem e fazem uma pequena análise do contexto que viralizou. O site também tem artigos, entrevistas com donos de páginas famosas na internet e com pessoas que tiveram sua imagem envolvida em memes, como Eduardo Jorge, candidato à presidência na eleição de 2014.
Apesar da veia humorística, memes também têm função social e são usados em casos de denúncia e afirmação de identidade. Nos Estados Unidos, o movimento negro usou a hashtag #BlackLivesMatter [vidas negras importam, em tradução livre] para denunciar a violência policial. No Brasil, campanhas de empoderamento feminino também se tornaram virais recentemente. Entre elas, as divulgadas com as hashtags #meuprimeiroassedio, compartilhada por mulheres que relatavam experiências de assédio, e #meuamigosecreto, para denunciar, anonimamente, o comportamento machista de alguns homens.
“Esse tipo de conteúdo nos faz refletir. Esses memes que acabaram símbolos da luta feminista evocavam o lugar da mulher na sociedade”, explica Viktor Chagas, criador e coordenador do projeto #MUSEUdeMEMES desde 2011.
Diferentona (2015)

Esse meme teve origem no twitter. Irritada com pessoas que questionam se são as únicas a agir de determinada maneira, a usuária @nicesthing acabou criando um monstro. O que era para ser um simples desabafo teve mais de 21 mil retweets e, com suas variáveis, tornou-se figurinha fácil em publicações das redes sociais, dando origens a páginas como a “Diferentona”, no Facebook, que tem mais de dois milhões de curtidas e faz sucesso até hoje.
O Globo, 30/03/17. Adaptado. Disponível em: https://oglobo.globo.com/rio/museu-de-memes-preserva-memoria-de-assuntosque-viralizam-nas-redes-21104316. Acesso em: 22 ago. 2017.
Em relação à linguagem utilizada na mensagem “será que eu sou a única pessoa que...” de @ nicesthing, em 2015, assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F):
( ) É inadequada para o contexto em que foi publicada, pois utiliza as palavras estrangeiras “Just you”.
( ) Apesar dos desvios da norma padrão da língua portuguesa, é adequada à linguagem usada na internet em contextos informais como o do Twitter.
( ) Alguns desvios de concordância, como em “7 bilhão de pessoa”, também podem ser utilizados para dar humor à mensagem analisada.
( ) A linguagem da internet permite o uso de abreviações, como em “vc”, por prezar pela agilidade na comunicação.
Questão 8 398544
IFPE 2018/2TEXTO
Cabra da peste
Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas nunca esmorece, procura vencê,
Da terra adorada, que a bela caboca
De riso na boca zomba no sofrê.
Não nego meu sangue, não nego meu nome,
Olho para fome e pergunto: o que há?
Eu sou brasilêro fio do Nordeste,
Sou cabra da peste, sou do Ceará.
Tem munta beleza minha boa terra,
Derne o vale à serra, da serra ao sertão.
Por ela eu me acabo, dou a própria vida,
É terra querida do meu coração.
ASSARÉ, Patativa do. Cabra da peste. Disponível em: http://patativa.gnumerica.org/sito/poesie/03.php. Acesso em: 13 maio 2018 (adaptado).
No que diz respeito ao TEXTO, julgue as assertivas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA.
I. Por retratar uma situação comum no cotidiano e ser escrito em prosa, é correto que o texto seja caracterizado como uma crônica.
II. No fragmento “Olho para fome e pergunto: o que há?” (linha 6), os dois-pontos são utilizados para introduzir uma fala.
III. No trecho “Por ela eu me acabo” (linha 11), o termo sublinhado retoma “a bela caboca” (linha 3).
IV. Prevalece o uso da variedade culta da língua portuguesa no texto em análise.
V. Em “Eu sou de uma terra que o povo padece/Mas nunca esmorece” (linhas 1 e 2), a conjunção sublinhada introduz uma oração que estabelece uma oposição em relação à anterior.
Estão CORRETAS, apenas, as proposições
Questão 7 398542
IFPE 2018/2TEXTO

Disponível em: https://www.portalodia.com/blogs/jotaa/charge-a-animacao-com-quaresma acaba-a-medida-que-a-fome-aumenta-197566.html. Acesso em: 12 maio 2018.
Em relação aos aspectos gramaticais presentes no TEXTO, julgue as afirmativas e, em seguida, marque a alternativa CORRETA.
I. A vírgula presente em ambas as orações é utilizada para isolar o vocativo.
II. O termo “jejum”, por ser invariável, não pode ser pluralizado em nenhuma situação, sob pena de que seja desrespeitada a norma gramatical.
III. Em ambas as orações o sujeito aparece após o verbo.
IV. As duas exclamações ao final da fala da segunda personagem denotam que seu discurso apresenta maior carga emocional se comparado ao da primeira.
V. O advérbio “quando”, presente nas falas de ambas as personagens, expressa circunstância de modo.
Estão CORRETAS, apenas, as proposições
Questão 18 395726
IFMT 2018/1
(fonte: cantinhooliterariososriosdobrasil.wordpress.com. Acesso em 15/09/2016)
Obedece a mesma regra do plural em “onça-pintada” a palavra o substantivo composto:
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