Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
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Questão 6 10796961
Concursos Pref de Sapucaia do Sul 2012Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
O nome das coisas
Depois que aprende a falar, a criança leva certo tempo até perceber que nem todas as coisas que a
cercam têm um nome. Às vezes, a constatação deste fato atinge a pequena criatura como um verdadeiro
choque existencial, como pude testemunhar, certa feita, na casa de um amigo meu. Sua filhinha de cinco
anos, que acabava de aprender os nomes dos dedos da mão, divertia-se em repetir a eterna listinha do
[05] fura-bolos, pai-de-todos, seu vizinho, etc., enquanto nós dois, o pai dela e eu, mateando, ................ uma
bela paleta de porco que assava na churrasqueira. Lá pelas tantas, porém, a pequena interrompeu sua
falinha para nos perguntar como se chamavam os dedos dos pés. Meu amigo ....... miseravelmente da
raia, a prete__to de procurar o sal grosso, e ela voltou os olhos para mim, convencida, na sua doce
inocência infantil, de que um adulto como eu deveria conhecer a resposta a essas perguntas e__enciais da
[10] existência.
Ora, soubesse eu naquela época o que hoje sei sobre as crianças, teria dito que eu precisava
procurar no Grande Livro dos Pés, ou que ela tinha o direito de bati__ar os seus dedinhos assim como fazia
com suas bonecas, e ela teria ficado feliz e satisfeita. Infelizmente, eu era ainda muito verde e me limitei a
informar didaticamente à baixinha, que nem tudo neste mundo tem um nome, e que entre o dedão e o
[15] minguinho ......... três dedos intermediários que ficarão anônimos para sempre porque não representam
símbolo algum, nem desempenham individualmente (que eu saiba) funções tão especializadas quanto furar
um bolo ou matar um piolho. Não sei bem o que se passou naquela alminha, mas pelo olhar magoado que
me lançou, percebi que tinha cometido uma indiscri__ão tão desastrada quanto revelar o segredo do
coelhinho da Páscoa.
[20] Por não conhecer os limites da linguagem, ela tinha certeza de que acharia o que estava procurando;
eu, por conhecê-los, muitas vezes deixo de procurar o que teria achado, se o fizesse.
(Cláudio Moreno. Zero Hora, Caderno Cultura, 04/8/2012 - adaptado.)
Para responder à questão, analise a sentença a seguir:
“Lá pelas tantas, porém, a pequena interrompeu sua falinha para nos perguntar como se chamavam os dedos dos pés.” (linhas 06 e 07)
As palavras sublinhadas classificam-se morfologicamente como:
Questão 23 10784896
Liceu-SP C. Gerais 2012Para responder à questão, considere a notícia, com respectiva foto e legenda, e o quadro do artista Norman Rockwell.

No Salão Oval, Obama e Ruby Bridges olham quadro em que ela foi retratada nos anos 1960
Presidente pendura quadro sobre segregação no Salão
Primeiro presidente negro dos EUA, Barack Obama evita debates envolvendo cor de pele. Há algumas semanas, porém, ele levou a questão para dentro da Casa Branca, ao pendurar do lado de fora de seu gabinete um dos quadros mais emblemáticos dos anos de segregação no país.
The Problem We All Live With (O problema com o qual todos convivemos) foi pintado pelo ilustrador nova-iorquino Norman Rockwell (1894-1978), cuja obra retrata com ironia o cotidiano dos EUA dos anos 1920 aos 1970 e reflete questões sociais-chave.
A imagem baseia-se numa cena de 1960 (auge da luta pelos direitos civis). Foi feita para a revista Look e mostra uma altiva menininha negra entrando em uma escola onde a segregação acaba de ser revertida por ordem judicial.
A tensão é explícita: ladeada por oficiais de Justiça, ela passa por um muro onde se lê nigger forma pejorativa para negro e pode ser visto um tomate espatifado.
A menina na cena é Ruby Bridges, então com 6 anos, que entrava em uma escola recém-integrada, em Nova Orleans, no sul dos EUA.
Segundo o jornal eletrônico Político, foi Ruby, hoje com 56 anos, que contatou Obama sobre a importância do quadro.
"Se não fosse por vocês, eu não estaria aqui, e talvez nós não estivéssemos olhando para isso juntos", diz Obama.
(Luciana Coelho, Folha de S.Paulo, 25.08.2011. Adaptado Foto de Pete Souza/Divulgação Casa Branca)

(Norman Rockwell. The Problem We All Live With. In: Collier Schorr, The Essential Norman Rockwell, Nova Iorque: Harry N. Abrams, 1999)
A legenda associada à foto que acompanha a notícia tem por objetivo
Questão 9 10727813
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2012Texto
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Paraí-ba (Céceu)
Pê - a - pá
Erre - a - ra – í
Bê - a – bá
Paraíba
Paraíba do norte, do caboclo forte
Do homem disposto esperando chover
Da gente que canta com água nos olhos
Chorando e sorrindo, querendo viver
Do sertão torrado, do gado magrinho
Do açude sequinho, do céu tão azul
Do velho sentado num banquinho velho
Comendo com gosto um prato de angu
Acende o cachimbo, dá uma tragada
Não sabe de nada da vida do sul
Pê - a – pá
Erre - a - ra – í
Bê - a – bá
Paraíba
Paraíba do norte que tem seu progresso
Que manda sucesso pra todo país
Que sente a presença da mãe natureza
Que vê a riqueza nascer da raiz
Que acredita em Deus, também no pecado
Que faz do roçado a sua oração
E ainda confia no seu semelhante
E vai sempre avante em busca do pão
O pão que é nosso, que garante a vida
Terrinha querida do meu coração
Pê - a – pá
Erre - a - ra – í
Bê - a - bá
Paraíba
(Em: Ramalho, Zé. Duetos. BMG. São Paulo, 2004. CD-Rom)
Na primeira parte do texto temos verbos, como: esperando, chorando, sorrindo, querendo, comendo; já na segunda parte, encontramos verbos, como: tem, manda, sente, vê, acredita, faz, confia, vai, garante.
Sobre essa ocorrência, quanto à seleção verbal, pode-se afirmar o que está exposto nas alternativas abaixo, exceto em:
Questão 8 10727810
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2012Texto
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Paraí-ba (Céceu)
Pê - a - pá
Erre - a - ra – í
Bê - a – bá
Paraíba
Paraíba do norte, do caboclo forte
Do homem disposto esperando chover
Da gente que canta com água nos olhos
Chorando e sorrindo, querendo viver
Do sertão torrado, do gado magrinho
Do açude sequinho, do céu tão azul
Do velho sentado num banquinho velho
Comendo com gosto um prato de angu
Acende o cachimbo, dá uma tragada
Não sabe de nada da vida do sul
Pê - a – pá
Erre - a - ra – í
Bê - a – bá
Paraíba
Paraíba do norte que tem seu progresso
Que manda sucesso pra todo país
Que sente a presença da mãe natureza
Que vê a riqueza nascer da raiz
Que acredita em Deus, também no pecado
Que faz do roçado a sua oração
E ainda confia no seu semelhante
E vai sempre avante em busca do pão
O pão que é nosso, que garante a vida
Terrinha querida do meu coração
Pê - a – pá
Erre - a - ra – í
Bê - a - bá
Paraíba
(Em: Ramalho, Zé. Duetos. BMG. São Paulo, 2004. CD-Rom)
Na frase: Do velho sentado num banquinho velho, observa-se:
Questão 2 10727791
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2012Texto
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Paraí-ba (Céceu)
Pê - a - pá
Erre - a - ra – í
Bê - a – bá
Paraíba
Paraíba do norte, do caboclo forte
Do homem disposto esperando chover
Da gente que canta com água nos olhos
Chorando e sorrindo, querendo viver
Do sertão torrado, do gado magrinho
Do açude sequinho, do céu tão azul
Do velho sentado num banquinho velho
Comendo com gosto um prato de angu
Acende o cachimbo, dá uma tragada
Não sabe de nada da vida do sul
Pê - a – pá
Erre - a - ra – í
Bê - a – bá
Paraíba
Paraíba do norte que tem seu progresso
Que manda sucesso pra todo país
Que sente a presença da mãe natureza
Que vê a riqueza nascer da raiz
Que acredita em Deus, também no pecado
Que faz do roçado a sua oração
E ainda confia no seu semelhante
E vai sempre avante em busca do pão
O pão que é nosso, que garante a vida
Terrinha querida do meu coração
Pê - a – pá
Erre - a - ra – í
Bê - a - bá
Paraíba
(Em: Ramalho, Zé. Duetos. BMG. São Paulo, 2004. CD-Rom)
Podemos concluir do texto Parai-ba que
Questão 1 10727783
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2012Texto
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Paraí-ba (Céceu)
Pê - a - pá
Erre - a - ra – í
Bê - a – bá
Paraíba
Paraíba do norte, do caboclo forte
Do homem disposto esperando chover
Da gente que canta com água nos olhos
Chorando e sorrindo, querendo viver
Do sertão torrado, do gado magrinho
Do açude sequinho, do céu tão azul
Do velho sentado num banquinho velho
Comendo com gosto um prato de angu
Acende o cachimbo, dá uma tragada
Não sabe de nada da vida do sul
Pê - a – pá
Erre - a - ra – í
Bê - a – bá
Paraíba
Paraíba do norte que tem seu progresso
Que manda sucesso pra todo país
Que sente a presença da mãe natureza
Que vê a riqueza nascer da raiz
Que acredita em Deus, também no pecado
Que faz do roçado a sua oração
E ainda confia no seu semelhante
E vai sempre avante em busca do pão
O pão que é nosso, que garante a vida
Terrinha querida do meu coração
Pê - a – pá
Erre - a - ra – í
Bê - a - bá
Paraíba
(Em: Ramalho, Zé. Duetos. BMG. São Paulo, 2004. CD-Rom)
Analise as três afirmações a seguir e assinale a opção que achar correta.
I. Na primeira parte do texto, encontramos um retrato do nordestino conforme o Brasil o vê, isto é, homem simples, sofredor, lutador, otimista e ignorante do mundo que está além da sua realidade.
II. A segunda parte do texto procura dar ênfase ao que é pouco visto e pouco explorado nos meios de comunicação e com o próprio nordestino: orgulho do que é, do que faz, da sua cultura, da sua religiosidade e de suas raízes mais profundas.
III. O refrão aparece como um retrato do analfabetismo que o nordestino quer esconder em relação ao Sul do país, aquilo que o diferencia desse outro Brasil alfabetizado e que ainda o envergonha.
06
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