Questões de EFAF Português
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Questão 17 10762301
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2008Para responder à questão, leia o texto.
Maneira de amar
O jardineiro conversava com as flores, e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiara um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na ocasião devida.
O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. “Você o tratava mal, agora está arrependido?” “Não, respondeu, estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava.”
(Carlos Drummond de Andrade, O sorvete e outras histórias)
O jardineiro foi despedido porque
Questão 16 10762298
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2008Para responder à questão, leia o texto.
Maneira de amar
O jardineiro conversava com as flores, e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiara um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na ocasião devida.
O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. “Você o tratava mal, agora está arrependido?” “Não, respondeu, estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava.”
(Carlos Drummond de Andrade, O sorvete e outras histórias)
De acordo com o texto, o jardineiro
Questão 15 10762295
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2008Para responder à questão, leia os textos I, II e III
Texto I
Poema tirado de uma notícia de jornal
João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no
[morro da Babilônia num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigues de Freitas e morreu
afogado.
(Manuel Bandeira)
Texto II
Chico Bento olhou dolorosamente a mulher. O cabelo em falripas sujas, como que gasto, acabado, caía, por cima do rosto, envesgando os olhos, roçando na boca. A pele, empretecida como uma casca, pregueava nos braços e nos peitos, que o casaco e a camisa rasgada descobriam.
(...)
No colo da mulher, o Duquinha, também só osso e pele, levava, com um gemido abafado, a mãozinha imunda, de dedos ressequidos, aos pobres olhos doentes.
E com a outra tateava o peito da mãe, mas num movimento tão fraco e tão triste que era mais uma tentativa do que um gesto.
(Rachel de Queiroz, O Quinze)
Texto III
A poesia, ao contrário da filosofia, não é um conhecimento teórico da natureza humana, mas imita, narrativa ou dramaticamente, ações e sentimentos, feitos e virtudes, situações e vícios dos seres humanos. No entanto, a poesia é diferente da história, embora esta também seja uma narrativa de feitos humanos e de situações, das virtudes e dos vícios humanos narrados. A diferença está no fato de que aquela visa, por meio de uma pessoa ou de um fato, a falar dos humanos em geral (cada pessoa [...] não é ela em sua individualidade, mas é ela como exemplo universal, positivo ou negativo, de um tipo humano) e a falar de situações em geral (por meio, por exemplo, do relato dramático de uma guerra, fala sobre a guerra), enquanto esta se refere à individualidade concreta de cada pessoa e de cada situação.
(Marilena Chauí, Introdução à história da filosofia)
De acordo com o texto III, o exemplo universal, positivo ou negativo, está relacionado à
Questão 14 10762292
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2008Para responder à questão, leia os textos I, II e III
Texto I
Poema tirado de uma notícia de jornal
João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no
[morro da Babilônia num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigues de Freitas e morreu
afogado.
(Manuel Bandeira)
Texto II
Chico Bento olhou dolorosamente a mulher. O cabelo em falripas sujas, como que gasto, acabado, caía, por cima do rosto, envesgando os olhos, roçando na boca. A pele, empretecida como uma casca, pregueava nos braços e nos peitos, que o casaco e a camisa rasgada descobriam.
(...)
No colo da mulher, o Duquinha, também só osso e pele, levava, com um gemido abafado, a mãozinha imunda, de dedos ressequidos, aos pobres olhos doentes.
E com a outra tateava o peito da mãe, mas num movimento tão fraco e tão triste que era mais uma tentativa do que um gesto.
(Rachel de Queiroz, O Quinze)
Texto III
A poesia, ao contrário da filosofia, não é um conhecimento teórico da natureza humana, mas imita, narrativa ou dramaticamente, ações e sentimentos, feitos e virtudes, situações e vícios dos seres humanos. No entanto, a poesia é diferente da história, embora esta também seja uma narrativa de feitos humanos e de situações, das virtudes e dos vícios humanos narrados. A diferença está no fato de que aquela visa, por meio de uma pessoa ou de um fato, a falar dos humanos em geral (cada pessoa [...] não é ela em sua individualidade, mas é ela como exemplo universal, positivo ou negativo, de um tipo humano) e a falar de situações em geral (por meio, por exemplo, do relato dramático de uma guerra, fala sobre a guerra), enquanto esta se refere à individualidade concreta de cada pessoa e de cada situação.
(Marilena Chauí, Introdução à história da filosofia)
Em relação ao texto II, o ponto de vista que perpassa o texto é de
Questão 13 10762289
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2008Para responder à questão, leia os textos I, II e III
Texto I
Poema tirado de uma notícia de jornal
João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no
[morro da Babilônia num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigues de Freitas e morreu
afogado.
(Manuel Bandeira)
Texto II
Chico Bento olhou dolorosamente a mulher. O cabelo em falripas sujas, como que gasto, acabado, caía, por cima do rosto, envesgando os olhos, roçando na boca. A pele, empretecida como uma casca, pregueava nos braços e nos peitos, que o casaco e a camisa rasgada descobriam.
(...)
No colo da mulher, o Duquinha, também só osso e pele, levava, com um gemido abafado, a mãozinha imunda, de dedos ressequidos, aos pobres olhos doentes.
E com a outra tateava o peito da mãe, mas num movimento tão fraco e tão triste que era mais uma tentativa do que um gesto.
(Rachel de Queiroz, O Quinze)
Texto III
A poesia, ao contrário da filosofia, não é um conhecimento teórico da natureza humana, mas imita, narrativa ou dramaticamente, ações e sentimentos, feitos e virtudes, situações e vícios dos seres humanos. No entanto, a poesia é diferente da história, embora esta também seja uma narrativa de feitos humanos e de situações, das virtudes e dos vícios humanos narrados. A diferença está no fato de que aquela visa, por meio de uma pessoa ou de um fato, a falar dos humanos em geral (cada pessoa [...] não é ela em sua individualidade, mas é ela como exemplo universal, positivo ou negativo, de um tipo humano) e a falar de situações em geral (por meio, por exemplo, do relato dramático de uma guerra, fala sobre a guerra), enquanto esta se refere à individualidade concreta de cada pessoa e de cada situação.
(Marilena Chauí, Introdução à história da filosofia)
Considerando as estruturas lingüísticas e textuais predominantes, pode-se afirmar que I, II e III correspondem, respectivamente, aos seguintes tipos de textos:
Questão 12 10762287
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2008Leia os textos extraídos do jornal A Tarde, de Salvador, do dia 25.10.2007, para responder à questão.
I. O imaginário dos fraudadores de todo tipo e gênero corre solto; difícil pensar que tivessem a audácia de adulterar um dos mais nobres produtos da cesta básica alimentar: o leite. Mas num País em que a fiscalização deixa tanto a desejar, há um estímulo como que sub-reptício à adulteração dos produtos de boca.
II. Novas áreas de instabilidade reforçam as nuvens que já estão sobre o Sudeste. O céu fica cheio de nuvens, especialmente em São Paulo, no centro-sul de Minas e no Rio de Janeiro. Há risco de chuva forte nessas áreas.
III. Em uma atitude que misturou coragem e alto grau de imprudência, o motorista desempregado Mário Sérgio Perrone de Jesus, 51 anos, não só impediu que o irmão, o também motorista Mauro Perrone de Jesus, 42, fosse vítima de um assalto do tipo saidinha bancária, mas ainda se atracou com o bandido e o baleou mortalmente. Mauro também levou um tiro e foi internado, em estado grave, no Hospital Geral do Estado (HGE).
Assinale a alternativa correta
06
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