Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 19 166918
IFRN 2013TEXTO
PRECONCEITO NO AMBIENTE ESCOLAR
Preconceito predomina nas escolas, diz pesquisa.
Pesquisa revela que 99,3% das pessoas que integram a comunidade escolar têm algum tipo de preconceito. Ocorrência de bullying também foi detectada.
(Da Redação) - Uma pesquisa divulgada nesta semana revelou um panorama desabonador nas escolas brasileiras. O estudo constatou que o preconceito predomina nas instituições de ensino, onde esse tipo de atitude está presente entre estudantes, professores, diretores, funcionários e pais.
A pesquisa concluiu que 99,3% dos entrevistados possuem algum tipo de preconceito. O estudo ouviu 18.599 pais, alunos, professores, diretores e funcionários de 501 escolas públicas de todo o País. Ele constatou que 80% dos entrevistados gostariam de manter algum tipo de distanciamento social de deficientes, homossexuais, pobres e negros.
Outros 96,5% têm preconceito com relação a deficientes e 94,2% têm preconceito racial. A pesquisa foi realizada pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) a pedido do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão ligado ao MEC (Ministério da Educação e Cultura).
A pesquisa indica ainda que os deficientes mentais são os que sofrem maior preconceito. Dos entrevistados, 98,9% disseram querer manter alguma distância dessas pessoas. Em seguida vêm os homossexuais com 98,9%, ciganos (97,3%), deficientes físicos (96,2%), índios (95,3%), pobres (94,9%), moradores da periferia ou de favelas (94,6%), moradores da área rural (91,1%) e negros (90,9%).
O estudo também verificou a ocorrência de bullying, situação em que a pessoa é discriminada, agredida, humilhada ou acusada injustamente por pertencer a um grupo social discriminado. Segundo a pesquisa, pelo menos 10% dos alunos relataram ter conhecimento de situações parecidas.
Nesse ranking, a maior ocorrência é com relação a negros (19%), seguidos por pobres (18,2%) e homossexuais (17,4%). No caso dos professores, a discriminação acontece por causa da idade e, com relação aos funcionários, a pobreza é fator preponderante.

Disponível em: http://jornalcidade.uol.com.br/rioclaro/educacao/educacao/44621- Preconceito-predomina-nas-escolas-diz-pesquisa. Acesso em: 30 out. 2012.
De acordo com o Texto, gostariam de manter algum tipo de distanciamento social de deficientes, homossexuais, pobres e negros
Questão 11 166907
IFRN 2013TEXTO 1
Preconceito (prefixo pré- e conceito) é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou estranhos. Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, racial e sexual.
Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Preconceito. Acesso em: 30 out. 2012.
TEXTO 2

Disponível em: http://premocidadelitoralcentro.files.wordpress.com/2012/03/383160_139540752820452_129153823859145_199928_435623899_n,jpg Acesso em: 30 out. 2012.
TEXTO 3
PRECONCEITO NO AMBIENTE ESCOLAR
Preconceito predomina nas escolas, diz pesquisa.
Pesquisa revela que 99,3% das pessoas que integram a comunidade escolar têm algum tipo de preconceito. Ocorrência de bullying também foi detectada.
(Da Redação) - Uma pesquisa divulgada nesta semana revelou um panorama desabonador nas escolas brasileiras. O estudo constatou que o preconceito predomina nas instituições de ensino, onde esse tipo de atitude está presente entre estudantes, professores, diretores, funcionários e pais.
A pesquisa concluiu que 99,3% dos entrevistados possuem algum tipo de preconceito. O estudo ouviu 18.599 pais, alunos, professores, diretores e funcionários de 501 escolas públicas de todo o País. Ele constatou que 80% dos entrevistados gostariam de manter algum tipo de distanciamento social de deficientes, homossexuais, pobres e negros.
Outros 96,5% têm preconceito com relação a deficientes e 94,2% têm preconceito racial. A pesquisa foi realizada pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) a pedido do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão ligado ao MEC (Ministério da Educação e Cultura).
A pesquisa indica ainda que os deficientes mentais são os que sofrem maior preconceito. Dos entrevistados, 98,9% disseram querer manter alguma distância dessas pessoas. Em seguida vêm os homossexuais com 98,9%, ciganos (97,3%), deficientes físicos (96,2%), índios (95,3%), pobres (94,9%), moradores da periferia ou de favelas (94,6%), moradores da área rural (91,1%) e negros (90,9%).
O estudo também verificou a ocorrência de bullying, situação em que a pessoa é discriminada, agredida, humilhada ou acusada injustamente por pertencer a um grupo social discriminado. Segundo a pesquisa, pelo menos 10% dos alunos relataram ter conhecimento de situações parecidas.
Nesse ranking, a maior ocorrência é com relação a negros (19%), seguidos por pobres (18,2%) e homossexuais (17,4%). No caso dos professores, a discriminação acontece por causa da idade e, com relação aos funcionários, a pobreza é fator preponderante.

Disponível em: http://jornalcidade.uol.com.br/rioclaro/educacao/educacao/44621-Preconceito-predomina-nas-escolas-diz-pesquisa. Acesso em: 30 out. 2012.
Leia as afirmativas a seguir relativas aos textos desta avaliação e responda ao que se pede.
I. O Texto 1 é predominantemente descritivo.
II. O Texto 2 é predominantemente argumentativo.
III. O Texto 2 faz uso da ironia para criticar o preconceito.
IV. O Texto 3 faz uso da narrativa para convencer o leitor.
Podemos afirmar que estão corretas apenas as afirmativas
Questão 14 165984
IFGO 2013TEXTO 3

Disponível em: http://criatividadesemlimites.wordpress.com Acesso em: 18 out 2012.
Se os textos 02 e 03 fossem uma tirinha e estivessem numa sequência, poder-se-ia inferir que:
Questão 10 165976
IFGO 2013
Disponível em: http://www.chargeonline.com.br. Acesso em: 12 out. 2012
Assinale a alternativa correta quanto ao emprego da palavra “quê” (“Universidade pra quê?”) no texto 02.
Questão 9 165974
IFGO 2013
Disponível em http://www.chargeonline.com.br Acesso em 12 out. 2012
Considerando a norma padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa correta quanto ao emprego dos tempos verbais no trecho: “Você joga futebol tão bem, toma sua cota!”.
Questão 2 165469
IFBA 2013TEXTO I
Dois Entendidos
Dizem que tem uma memória extraordinária e sabe tudo
sobre futebol. Suas lembranças desafiam contestação.
Um dia, porém, viu-se numa reunião em que se achava
outro com igual prestígio. E os dois acabaram se defrontando:
[5] — Você se lembra da primeira Copa Roca disputada no
Brasil?
–– perguntou-lhe o outro.
— Se me lembro.
E disse o dia, o mês e o ano.
[10] — Fazia um calor danado.
— Isso mesmo: um calor danado. Lembra-se da
formação do time brasileiro?
— Quem é que não se lembra?
Cantou para o outro o time todo. O outro ia confirmando
[15] com a cabeça. Fez apenas uma ressalva quanto ao extremaesquerda.
— Eu sei: mas estou falando o time titular. Agora vou lhe
dizer os reservas.
Declamou a lista dos reservas, e sugeriu, por sua vez:
[20] — Você naturalmente se lembra da formação do time
argentino.
O outro embatucou: o time argentino? Não, isso ninguém
era capaz de dizer.
— Pois então tome lá.
[25] E recitou o time argentino. O outro, meio ressabiado,
procurou recuperar o terreno perdido.
— Para nomes não sou muito bom. Mas me lembro que
o goleiro argentino segurou um pênalti.
–– Um pênalti mal cobrado, foi por isso: faltavam sete
[30] minutos para acabar o jogo.
O outro, como que ocasionalmente, disse quem cobrara
o pênalti, fazendo nova investida:
— E lhe digo mais: o juiz apitou quinze “fouls” contra nós
no primeiro tempo, dezessete contra eles. No segundo
[35] tempo...
— Está aí; isso eu não sou capaz de garantir. Tudo mais
sobre o jogo eu lhe digo. Aliás, sobre esse jogo, ou qualquer
outro que você quiser, de 1929 para cá. Mas essa história de
número de “fouls”. Como é que você sabe disso com tanta
[40] certeza?
— Sei — tornou o outro, triunfante — porque fui o juiz da
partida.
Com essa ele não contava. O juiz da partida.
— Como é mesmo o seu nome?
[45] Ficou a rolar na língua o nome do outro.
— Você tinha algum apelido?
O outro deu uma gargalhada:
— Juiz, com apelido? Naquele tempo, eu já me fazia
respeitar.
[50] — Sei, sei — e ele sacudiu a cabeça, pensativo.
— Engraçado, me lembro perfeitamente do juiz, não se
parecia com você. Chamava-se... Espera aí: se não me falha
a memória...
— Ela costuma falhar, meu velho.
[55] Ao redor, a expectativa dos circundantes crescia, ante o
duelo dos dois entendidos.
— .... o juiz era grande, pesadão, anulou um gol nosso,
houve um começo de sururu...
— Emagreci muito desde então. E anulei o gol porque já
[60] tinha apitado quando ele chutou. Houve realmente um ligeiro
incidente, mas fiz valer minha autoridade, e o jogo prosseguiu.
— Você já tinha apitado...
— Já tinha apitado.
Os dois se olharam em silêncio.
[65] — Quer dizer que quem apitou aquele jogo foi você ––
recomeçou ele, intrigado.
— Fui eu. E lhe digo mais: quando Fausto fez aquele gol
de fora da área...
— Já na prorrogação.
[70] — Na prorrogação: quiseram protestar dizendo que ele
estava impedido...
— Não estava impedido.
— Eu sei que não estava.Tanto assim que não anulei.
Mesmo porque a regra, naquele tempo, era diferente.
[75] — Nem naquele tempo, nem hoje nem nunca aquilo seria
impedimento. Se o juiz me anula aquele gol...
— ...teria que anular também o primeiro gol dos
argentinos...
— ...que foi feito exatamente nas mesmas condições.
[80] Calaram-se um instante, medindo forças. Mas o outro
teve a infelicidade de acrescentar:
— Mesmo que o bandeirinha tivesse assinalado...
Ele saltou de súbito, brandindo o dedo no ar:
— Já sei! isso mesmo! Você não foi juiz coisa nenhuma!
[85] Você era o bandeirinha! Me lembro muito bem de você: era
mais gordo mesmo, todo agitadinho, corria se requebrando...
Tinha o apelido de Zuzu.
O outro não teve forças para negar e se rendeu à
memória do adversário. Mesmo porque, encafifado, fazia uma
[90] cara de Zuzu.
SABINO, Fernando. Os dois entendidos. A Companheira de Viagem. Disponível em:. Acesso em: 28 de maio de 2012.
A leitura do texto permite concluir que, de uma forma ou de outra,
06
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