Questões de EFAF Português
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Questão 2 10784961
Liceu-SP 2008Baseado na leitura da tira abaixo, responda à questão

(Estado de S. Paulo, 5/ 09/07)
O futuro do subjuntivo, na tira, está expresso em:
Questão 1 10784948
Liceu-SP 2008Baseado na leitura da tira abaixo, responda:

O Estado de S. Paulo, 8/ 09/07
I – A utilização de por que (preposição + pronome interrogativo) no primeiro quadrinho significa que a expressão introduz uma frase interrogativa direta.
II - O uso de por que (preposição + pronome interrogativo) no primeiro quadrinho significa que a expressão introduz uma frase interrogativa indireta.
III - Por quê (preposição + pronome interrogativo) no primeiro, terceiro e quarto quadrinhos deveria ser grafado porquê, pois equivale às palavras razão ou motivo.
IV - O uso do por que e por quê na tira está gramaticalmente correto.
A alternativa que corresponde às afirmações corretas é:
Questão 25 10772362
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Responda à questão, de acordo com o Texto.
Texto
“Escola é...
o lugar onde [se fazem] amigos
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos...
[5] Escola é, sobretudo, gente,
gente que trabalha, que estuda,
que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
o coordenador é gente, o professor é gente,
[10] o aluno é gente,
cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
na medida em que cada um
se comporte como colega, amigo, irmão.
[15] Nada de ‘ilha cercada de gente por todos os lados’.
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
que não tem amizade a ninguém.
Nada de ser como o tijolo que forma a parede,
indiferente, frio, só.
[20] Importante na escola não é só estudar,
não é só trabalhar,
é também criar laços de amizade,
é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é se ‘amarrar nela’!
[25] Ora, é lógico...
numa escola assim vai ser fácil
estudar, trabalhar, crescer,
fazer amigos, educar-se,
ser feliz.”
Paulo Freire (http://paulofreire.org Acesso em 28/06/2007 )
De acordo com o texto, assinale a alternativa INCORRETA.
Questão 24 10772333
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Responda à questão, de acordo com o Texto.
Texto
“Escola é...
o lugar onde [se fazem] amigos
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos...
[5] Escola é, sobretudo, gente,
gente que trabalha, que estuda,
que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
o coordenador é gente, o professor é gente,
[10] o aluno é gente,
cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
na medida em que cada um
se comporte como colega, amigo, irmão.
[15] Nada de ‘ilha cercada de gente por todos os lados’.
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
que não tem amizade a ninguém.
Nada de ser como o tijolo que forma a parede,
indiferente, frio, só.
[20] Importante na escola não é só estudar,
não é só trabalhar,
é também criar laços de amizade,
é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é se ‘amarrar nela’!
[25] Ora, é lógico...
numa escola assim vai ser fácil
estudar, trabalhar, crescer,
fazer amigos, educar-se,
ser feliz.”
Paulo Freire (http://paulofreire.org Acesso em 28/06/2007 )
Sobre o texto, está INCORRETO afirmar que
Questão 22 10772279
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Texto
O trecho a seguir foi retirado de um diálogo entre Gilberto Dimenstein e Rubem Alves.
A caixa e o brinquedo
Gilberto Dimenstein — (...) Para mim, a escola foi um
problema durante toda a minha vida escolar. Não houve um
único ano em que a escola tenha sido estimulante e fonte de
realização. Então, acabei desenvolvendo algumas defesas
[5] para tentar me proteger. Uma delas foi uma dicção péssima:
as pessoas não entendiam direito o que eu falava. A outra
era a minha letra. Até hoje eu não entendo a minha letra.
Precisaria ter um tradutor para a minha letra. Ir à escola,
para mim, era um processo doloroso. Não conseguia
[10] aprender.
(...)
Então você imagina o que esperavam de mim. Era um peso
grande. Ao mesmo tempo, além do problema de déficit de
atenção, havia sintomas de hiperatividade — naquela época
não se sabia o que era isso — eu ainda babava. Já adulto,
[15] fazendo terapia, detectou-se um grau agudo de ansiedade,
a sensação permanente de urgência, de emergência, como
se estivesse sempre correndo perigo. O ansioso vive
acuado, numa guerra particular. Defendia-me no
desligamento. Meu apelido era Gil Babão. A família me dá o
[20] nome de Salomão e na escola me chamavam de Gil Babão.
Eu não aprendia, não entendia a minha letra, não conseguia
reter nada. Lembro-me de que, na minha infância, eu
estudava numa rua chamada Madre Cabrini. Naquele
tempo, as janelas da escola eram muito grandes e as ruas
[25] eram um teatro — não como são hoje as ruas de São Paulo,
tomadas pelos carros, sem calçadas. Tinha o sujeito que
vinha com a matraca, vendendo biju; tinha o padeiro que
trazia o cheiro do pão e a beleza de seus arranjos na perua.
Tinha o sujeito da gaita, que vinha consertar a panela; tinha
[30] o leiteiro. A escola era desconectada de tudo isso. Eu não
conseguia ficar parado em sala de aula. Tentava ter
caderno, mas não conseguia manejar a ideia de ter um
caderno. Então, matemática era uma tragédia, português
era uma tragédia, todas as matérias eram uma tragédia. A
[35] vida escolar, para mim, era a história de um fracasso. Era
como se todo dia alguém me dissesse: Você é um fracasso.
Imagine acordar de manhã e alguém dizer assim: Você é
um fracasso, você é um fracasso... E isso foi ficando na
minha cabeça.
(Alves, Rubem; Dimenstein Gilberto.Fomos maus alunos.4ed.Campinas:papirus,2003,p.13-7.)
Assinale a alternativa cuja reescritura de períodos do Texto transformou a linguagem coloquial em culta.
Questão 21 10772244
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Texto
O trecho a seguir foi retirado de um diálogo entre Gilberto Dimenstein e Rubem Alves.
A caixa e o brinquedo
Gilberto Dimenstein — (...) Para mim, a escola foi um
problema durante toda a minha vida escolar. Não houve um
único ano em que a escola tenha sido estimulante e fonte de
realização. Então, acabei desenvolvendo algumas defesas
[5] para tentar me proteger. Uma delas foi uma dicção péssima:
as pessoas não entendiam direito o que eu falava. A outra
era a minha letra. Até hoje eu não entendo a minha letra.
Precisaria ter um tradutor para a minha letra. Ir à escola,
para mim, era um processo doloroso. Não conseguia
[10] aprender.
(...)
Então você imagina o que esperavam de mim. Era um peso
grande. Ao mesmo tempo, além do problema de déficit de
atenção, havia sintomas de hiperatividade — naquela época
não se sabia o que era isso — eu ainda babava. Já adulto,
[15] fazendo terapia, detectou-se um grau agudo de ansiedade,
a sensação permanente de urgência, de emergência, como
se estivesse sempre correndo perigo. O ansioso vive
acuado, numa guerra particular. Defendia-me no
desligamento. Meu apelido era Gil Babão. A família me dá o
[20] nome de Salomão e na escola me chamavam de Gil Babão.
Eu não aprendia, não entendia a minha letra, não conseguia
reter nada. Lembro-me de que, na minha infância, eu
estudava numa rua chamada Madre Cabrini. Naquele
tempo, as janelas da escola eram muito grandes e as ruas
[25] eram um teatro — não como são hoje as ruas de São Paulo,
tomadas pelos carros, sem calçadas. Tinha o sujeito que
vinha com a matraca, vendendo biju; tinha o padeiro que
trazia o cheiro do pão e a beleza de seus arranjos na perua.
Tinha o sujeito da gaita, que vinha consertar a panela; tinha
[30] o leiteiro. A escola era desconectada de tudo isso. Eu não
conseguia ficar parado em sala de aula. Tentava ter
caderno, mas não conseguia manejar a ideia de ter um
caderno. Então, matemática era uma tragédia, português
era uma tragédia, todas as matérias eram uma tragédia. A
[35] vida escolar, para mim, era a história de um fracasso. Era
como se todo dia alguém me dissesse: Você é um fracasso.
Imagine acordar de manhã e alguém dizer assim: Você é
um fracasso, você é um fracasso... E isso foi ficando na
minha cabeça.
(Alves, Rubem; Dimenstein Gilberto.Fomos maus alunos.4ed.Campinas:papirus,2003,p.13-7.)
Dos excertos abaixo, identifique aquele que NÃO apresenta oposição de idéias.
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