Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 8 419542
IFSul - Rio-Grandense 2013/1Leia o texto seguinte para responder à questão.
Telhados de Paris
[1] Venta
[2] Ali se vê
[3] Aonde o arvoredo inventa um ballet
[4] Enquanto invento aqui pra mim
[5] Um silêncio sem fim
[6] Deixando a rima assim
[7] Sem mágoas, sem nada
[8] Só uma janela em cruz
[9] E uma paisagem tão comum
[10] Telhados de Paris
[11] Em casas velhas, mudas
[12] Em blocos que o engano fez aqui
[13] Mas tem no outono uma luz
[14] Que acaricia essa dureza cor de giz
[15] Que mora ao lado e mais parece outro país
[16] Que me estranha mas não sabe se é feliz
[17] E não entende quando eu grito
[18] O tempo se foi
[19] Há tempos que eu já desisti
[20] Dos planos daquele assalto
[21] E de versos retos, corretos
[22] O resto da paixão, reguei
[23] Vai servir pra nós
[24] O doce da loucura é teu, é meu
[25] Pra usar à sós
[26] Eu tenho os olhos doidos, doidos, já vi
[27] Meus olhos doidos, doidos, são doidos por ti
Disponível em: http://letras.mus.br/nei-lisboa/68276/ . Acesso em: 9 set. 2012.
A ideia veiculada pelo título e apresentada no texto sugere
Questão 15 170363
CEFET MG 2013A questão refere-se à coletânea Retratos da escola, organizada por Adriano Macedo.
Sobre os textos da coletânea Retratos da escola, é Correto afirmar que
Questão 14 170362
CEFET MG 2013A questão refere-se à coletânea Retratos da escola, organizada por Adriano Macedo.
NÃO há emprego do recurso intertextual em:
Questão 12 170360
CEFET MG 2013A questão refere-se à coletânea Retratos da escola, organizada por Adriano Macedo.
Considere o fragmento final de “A prova de matemática”, de Adriano Macedo.
“− Minha senhora, sua filha está muito abalada. Em casos como esse, a vítima costuma proteger o seu algoz... por medo e vergonha. Eu sei que essas situações são sempre constrangedoras, mas só o exame poderá dizer.
A mulher foi direto para o quarto da filha com a blusa nas mãos. Sentou-se na cama, ao lado de Juliana.
−Minha filha, você vai precisar fazer uns exames, mas não se preocupe que eu vou estar do seu lado.
Depois que a mãe explicou tudo, Juliana desesperou-se uma vez mais e voltou a chorar. Ela só queria fazer a prova especial de matemática.”
Nessa passagem, Juliana demonstra principalmente
Questão 11 170359
CEFET MG 2013A questão refere-se à coletânea Retratos da escola, organizada por Adriano Macedo.
NÃO está correta a correlação entre o fragmento e o comentário a ele referente em:
Questão 8 170356
CEFET MG 2013A questão refere-se ao texto abaixo, extraído do livro Retratos da Escola, coletânea organizada por Adriano Macedo.
O coração roubado
Eu cursava o último ano do primário e como já estava com o diplominha garantido, meu pai me deu um presente muito cobiçado: Coração, famoso livro do escritor italiano Edmondo de Amicis, bestseller mundial do gênero infanto-juvenil. Na página de abertura lá estava a dedicatória do velho, com sua inconfundível letra esparramada. Como todos os garotos da época, apaixonei-me por aquela obra-prima e tanto que a levava ao grupo escolar da Barra Funda para reler trechos no recreio.
Justamente no último dia de aula, o das despedidas, depois da festinha de formatura, voltei para a classe a fim de reunir meus cadernos e objetos escolares, antes do adeus. Mas onde estava o Coração? Onde? Desaparecera. Tremendo choque. Algum colega na certa o furtara. Não teria coragem de aparecer em casa sem ele. Ia informar à diretoria quando, passando pelas carteiras, vi a lombada do livro, bem escondido sob uma pasta escolar. Mas... era lá que se sentava o Plínio, não era? Plínio, o primeiro da classe em aplicação e comportamento, o exemplo para todos nós. Inclusive o mais limpinho,o mais bem penteadinho, o mais tudo. Confesso, hesitei. Desmascarar um ídolo? Podia ser até que não acreditassem em mim. Muitos invejavam o Plínio. Peguei o exemplar e o guardei em minha pasta. Caladão. Sem revelar a ninguém o acontecido. Lembro do abraço que Plínio me deu à saída. Parecia segurando as lágrimas. Balbuciou algumas palavras emocionadas. Mal pude retribuir, meus braços se recusavam a apertar o cínico.
Chegando em casa minha mãe estranhou que eu não estivesse muito feliz. Já preocupado com o ginásio? Não, eu amargava minha primeira decepção. Afinal, Plínio era um colega que devíamos imitar pela vida afora, como costumava dizer a professora. Seria mais difícil sobreviver sem o seu exemplo. Por outro lado, considerava se não errara em não delatá-lo. “Vocês estão todos enganados, e a senhora também, sobre o caráter de Plínio. Ele roubou meu livro. E depois ainda foi me abraçar...”
Curioso, a decepção prolongou-se ao livro de Amicis, verdadeira vitrina de qualidades morais dos alunos de uma classe de escola primária. A história de um ano letivo coroado de belos gestos. Quem sabe o autor não conhecesse a fundo seus próprios personagens. Um ingênuo como nossa professora. Esqueci-o.
Passados muitos anos reconheci o retrato de Plínio num jornal. Advogado, fazia rápida carreira na Justiça. Recebia cumprimentos. Brrr. Magistrado de futuro o tal que furtara meu presente de fim de ano! Que toldara muito cedo minha crença na humanidade! Decidi falar a verdade. Caso alguém se referisse a ele, o que passou a acontecer, eu garantia que se tratava de um ladrão. Se roubava já no curso primário, imaginem agora... Sempre que o rumo de uma conversa levava às grandes decepções, aos enganos de falsas amizades, eu contava, a quem quisesse ouvir, o episódio do embusteiro do Grupo Escolar Conselheiro Antônio Prado, em breve desembargador ou secretário de Justiça.
− Não piche assim o homem – advertiu-me minha mulher.
− Por que não? É um ladrão!
− Mas quando pegou seu livro era criança.
− O menino é o pai do homem – rebatia, vigorosamente.
Plínio fixara-se como um marco para mim. Toda vez que o procedimento de alguém me surpreendia, a face oculta de uma pessoa era revelada, lembrava-me irremediavelmente dele. Limpinho. Penteadinho. E com a mão de gato se apoderando de meu livro.
Certa vez tomara a sua defesa:
− Plínio, um ladrão? Calúnia! Retire-se da minha presença!
Quando o desembargador Plínio já estava aposentado mudei-me para meu endereço atual. Durante a mudança alguns livros despencaram de uma estante improvisada. Um deles, Coração, de Amicis. Saudades. Havia quantos anos não o abria? Quarenta ou mais? Lembrei da dedicatória de meu falecido pai. Ele tinha boa letra. Procurei-a na página de rosto. Não a encontrei. Teria a tinta se apagado? Na página seguinte havia uma dedicatória. Mas não reconheci a caligrafia paterna.
“Ao meu querido filho Plínio, com todo amor e carinho de seu pai”.
REY, Marcos. O coração roubado. In: MACEDO, Adriano (org.). Retratos da escola. Belo Horizonte: Autêntica. 2012. p. 69-71
O conectivo “como” estabelece uma relação sintático-semântica de causa em
06
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