Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 8 10719361
CMC 6º Ano - Português 2009BRINQUEDO NÃO BASTA
Além de presentes, as crianças querem mais atenção e conversa.
Mas admitem: a bronca também é necessária.
Carros de Barbie, jogos do Pokémon, bolas de basquete. São muitas as possibilidades para os
pais que querem e podem agradar seus filhos com brinquedos no Dia das Crianças. À insistência
infantil e o bombardeio da mídia tomam o ato de presentear uma gostosa obrigação. É quase
impossível resistir e, realmente, não é necessário — desde que o presente não seja uma compensação de
[5] cuidados e carinhos eternamente adiados. Por trás do olhar brilhante e do sorriso escancarado diante do
presente esperado, há o desejo e a necessidade, mesmo que inconscientes, de sentir-se amparado. Não é
só. Crianças precisam contar com pais que, além de jogar videogame, saibam dizer não quando é
preciso, que não sejam flexíveis demais a ponto de deixá-las à deriva, sem referências quanto ao que é
certo ou errado, que não falem uma coisa e façam outra. E que saibam ouvi-las.
[10] Às vezes, basta um bate-papo despretensioso. Consultados sobre o que consideram obrigação
dos pais é o que mudariam no comportamento deles, quatro crianças de faixas etárias diferentes
surpreenderam pela clareza de suas opiniões. Simoni, 5 anos, acha que o pai deve protegê-la. João, 7,
quer que a mãe trabalhe menos. Vitor, 9, deseja que 05 pais sejam mais pacientes. Bianca, 10, ficaria
feliz se o pai conversasse mais com ela. Claro que nem todas as crianças conseguem exprimir suas
[15]. insatisfações. Não raro, o desejo se manifesta às avessas e de maneira cifrada, com irritação excessiva,
choro fácil, desinteresse escolar, dificuldade de aprendizagem, timidez ou resistência a regras. Então,
por que não fazer do Dia das Crianças um bom momento para refletir sobre o que os pequenos querem
e precisam, além de brinquedos? |
“Meu maior presente seria ver minha mãe trabalhando menos. Meu pai não trabalha tanto
[20] quanto ela, mas, como eles são separados, só fico com eles nos finais de semana. Não pediria para eles
voltarem a namorar porque gosto muito da namorada do meu pa e do namorado da minha mãe, mas se
eu pudesse, pediria para todos os pais e mães do mundo ficarem mais com seus filhos, pelo menos no
Dia das Crianças, Se a gente tem de passar todo o Dia dos Pais com eles e todo o Dia das Mães com
elas, por que eles não passam todo o Dia das Crianças com a gente?” — diz Fernando, de 7 anos.
[25] Essa não é uma tarefa simples. Principalmente porque às necessidades infantis vão se
alterando de acordo com a faixa etária, O tipo de atenção que um bebê precisa não é o mesmo que um
pré-adolescente exige. O que não quer dizer que, por ser mais independente, ele tenha maturidade
suficiente para decidir se vai ou não à escola. “Os filhos precisam olhar para cima e encontrar alguém
mais forte do que eles, com quem possam contar como guia”, observa Diana Corso, da Associação
[30] Psicanalítica de Porto Alegre. Desconsiderando as particularidades da cada fase, há conceitos que não
se podem esquecer. Eles vão da tão batida questão da imposição de limites à formação de valores
éticos.
Limites - Por mais que reclame, os filhos precisam de regras, até para terem contra o que
se rebelar, “Sem limites, a criança pensa que pode tudo e essa não é a realidade do mundo. Reconhecer
[35] a autoridade e a hierarquia capacita a conviver em sociedade”, afirma a psicóloga Ana Olmos, diretora
do Centro de Estudos Multidisciplinares para o Desenvolvimento da Criança, do Hospital das Clínicas
de São Paulo
(Marina Caruso e Rita Moraes. Isto É, 15 nov. 2000 - Fragmento)
Na frase “Claro que nem todas as crianças conseguem exprimir suas insatisfações.” (linhas 14 e 15), a palavra ou expressão que NÃO pode substituir a palavra destacada é:
Questão 7 10719352
CMC 6º Ano - Português 2009BRINQUEDO NÃO BASTA
Além de presentes, as crianças querem mais atenção e conversa.
Mas admitem: a bronca também é necessária.
Carros de Barbie, jogos do Pokémon, bolas de basquete. São muitas as possibilidades para os
pais que querem e podem agradar seus filhos com brinquedos no Dia das Crianças. À insistência
infantil e o bombardeio da mídia tomam o ato de presentear uma gostosa obrigação. É quase
impossível resistir e, realmente, não é necessário — desde que o presente não seja uma compensação de
[5] cuidados e carinhos eternamente adiados. Por trás do olhar brilhante e do sorriso escancarado diante do
presente esperado, há o desejo e a necessidade, mesmo que inconscientes, de sentir-se amparado. Não é
só. Crianças precisam contar com pais que, além de jogar videogame, saibam dizer não quando é
preciso, que não sejam flexíveis demais a ponto de deixá-las à deriva, sem referências quanto ao que é
certo ou errado, que não falem uma coisa e façam outra. E que saibam ouvi-las.
[10] Às vezes, basta um bate-papo despretensioso. Consultados sobre o que consideram obrigação
dos pais é o que mudariam no comportamento deles, quatro crianças de faixas etárias diferentes
surpreenderam pela clareza de suas opiniões. Simoni, 5 anos, acha que o pai deve protegê-la. João, 7,
quer que a mãe trabalhe menos. Vitor, 9, deseja que 05 pais sejam mais pacientes. Bianca, 10, ficaria
feliz se o pai conversasse mais com ela. Claro que nem todas as crianças conseguem exprimir suas
[15]. insatisfações. Não raro, o desejo se manifesta às avessas e de maneira cifrada, com irritação excessiva,
choro fácil, desinteresse escolar, dificuldade de aprendizagem, timidez ou resistência a regras. Então,
por que não fazer do Dia das Crianças um bom momento para refletir sobre o que os pequenos querem
e precisam, além de brinquedos? |
“Meu maior presente seria ver minha mãe trabalhando menos. Meu pai não trabalha tanto
[20] quanto ela, mas, como eles são separados, só fico com eles nos finais de semana. Não pediria para eles
voltarem a namorar porque gosto muito da namorada do meu pa e do namorado da minha mãe, mas se
eu pudesse, pediria para todos os pais e mães do mundo ficarem mais com seus filhos, pelo menos no
Dia das Crianças, Se a gente tem de passar todo o Dia dos Pais com eles e todo o Dia das Mães com
elas, por que eles não passam todo o Dia das Crianças com a gente?” — diz Fernando, de 7 anos.
[25] Essa não é uma tarefa simples. Principalmente porque às necessidades infantis vão se
alterando de acordo com a faixa etária, O tipo de atenção que um bebê precisa não é o mesmo que um
pré-adolescente exige. O que não quer dizer que, por ser mais independente, ele tenha maturidade
suficiente para decidir se vai ou não à escola. “Os filhos precisam olhar para cima e encontrar alguém
mais forte do que eles, com quem possam contar como guia”, observa Diana Corso, da Associação
[30] Psicanalítica de Porto Alegre. Desconsiderando as particularidades da cada fase, há conceitos que não
se podem esquecer. Eles vão da tão batida questão da imposição de limites à formação de valores
éticos.
Limites - Por mais que reclame, os filhos precisam de regras, até para terem contra o que
se rebelar, “Sem limites, a criança pensa que pode tudo e essa não é a realidade do mundo. Reconhecer
[35] a autoridade e a hierarquia capacita a conviver em sociedade”, afirma a psicóloga Ana Olmos, diretora
do Centro de Estudos Multidisciplinares para o Desenvolvimento da Criança, do Hospital das Clínicas
de São Paulo
(Marina Caruso e Rita Moraes. Isto É, 15 nov. 2000 - Fragmento)
O pronome pessoal oblíquo “-las”, em “deixá-las” (linha 8) e “ouvi-las” (linha 9), refere-se a:
Questão 6 10719344
CMC 6º Ano - Português 2009BRINQUEDO NÃO BASTA
Além de presentes, as crianças querem mais atenção e conversa.
Mas admitem: a bronca também é necessária.
Carros de Barbie, jogos do Pokémon, bolas de basquete. São muitas as possibilidades para os
pais que querem e podem agradar seus filhos com brinquedos no Dia das Crianças. À insistência
infantil e o bombardeio da mídia tomam o ato de presentear uma gostosa obrigação. É quase
impossível resistir e, realmente, não é necessário — desde que o presente não seja uma compensação de
[5] cuidados e carinhos eternamente adiados. Por trás do olhar brilhante e do sorriso escancarado diante do
presente esperado, há o desejo e a necessidade, mesmo que inconscientes, de sentir-se amparado. Não é
só. Crianças precisam contar com pais que, além de jogar videogame, saibam dizer não quando é
preciso, que não sejam flexíveis demais a ponto de deixá-las à deriva, sem referências quanto ao que é
certo ou errado, que não falem uma coisa e façam outra. E que saibam ouvi-las.
[10] Às vezes, basta um bate-papo despretensioso. Consultados sobre o que consideram obrigação
dos pais é o que mudariam no comportamento deles, quatro crianças de faixas etárias diferentes
surpreenderam pela clareza de suas opiniões. Simoni, 5 anos, acha que o pai deve protegê-la. João, 7,
quer que a mãe trabalhe menos. Vitor, 9, deseja que 05 pais sejam mais pacientes. Bianca, 10, ficaria
feliz se o pai conversasse mais com ela. Claro que nem todas as crianças conseguem exprimir suas
[15]. insatisfações. Não raro, o desejo se manifesta às avessas e de maneira cifrada, com irritação excessiva,
choro fácil, desinteresse escolar, dificuldade de aprendizagem, timidez ou resistência a regras. Então,
por que não fazer do Dia das Crianças um bom momento para refletir sobre o que os pequenos querem
e precisam, além de brinquedos? |
“Meu maior presente seria ver minha mãe trabalhando menos. Meu pai não trabalha tanto
[20] quanto ela, mas, como eles são separados, só fico com eles nos finais de semana. Não pediria para eles
voltarem a namorar porque gosto muito da namorada do meu pa e do namorado da minha mãe, mas se
eu pudesse, pediria para todos os pais e mães do mundo ficarem mais com seus filhos, pelo menos no
Dia das Crianças, Se a gente tem de passar todo o Dia dos Pais com eles e todo o Dia das Mães com
elas, por que eles não passam todo o Dia das Crianças com a gente?” — diz Fernando, de 7 anos.
[25] Essa não é uma tarefa simples. Principalmente porque às necessidades infantis vão se
alterando de acordo com a faixa etária, O tipo de atenção que um bebê precisa não é o mesmo que um
pré-adolescente exige. O que não quer dizer que, por ser mais independente, ele tenha maturidade
suficiente para decidir se vai ou não à escola. “Os filhos precisam olhar para cima e encontrar alguém
mais forte do que eles, com quem possam contar como guia”, observa Diana Corso, da Associação
[30] Psicanalítica de Porto Alegre. Desconsiderando as particularidades da cada fase, há conceitos que não
se podem esquecer. Eles vão da tão batida questão da imposição de limites à formação de valores
éticos.
Limites - Por mais que reclame, os filhos precisam de regras, até para terem contra o que
se rebelar, “Sem limites, a criança pensa que pode tudo e essa não é a realidade do mundo. Reconhecer
[35] a autoridade e a hierarquia capacita a conviver em sociedade”, afirma a psicóloga Ana Olmos, diretora
do Centro de Estudos Multidisciplinares para o Desenvolvimento da Criança, do Hospital das Clínicas
de São Paulo
(Marina Caruso e Rita Moraes. Isto É, 15 nov. 2000 - Fragmento)
Na frase “[...] que não sejam flexíveis demais a ponto de deixá-las à deriva [...]” (linho 8).
as palavras em destaque podem ser substituídas, sem a perda do sentido, respectivamente pelas palavras
Questão 5 10719231
CMC 6º Ano - Português 2009BRINQUEDO NÃO BASTA
Além de presentes, as crianças querem mais atenção e conversa.
Mas admitem: a bronca também é necessária.
Carros de Barbie, jogos do Pokémon, bolas de basquete. São muitas as possibilidades para os
pais que querem e podem agradar seus filhos com brinquedos no Dia das Crianças. À insistência
infantil e o bombardeio da mídia tomam o ato de presentear uma gostosa obrigação. É quase
impossível resistir e, realmente, não é necessário — desde que o presente não seja uma compensação de
[5] cuidados e carinhos eternamente adiados. Por trás do olhar brilhante e do sorriso escancarado diante do
presente esperado, há o desejo e a necessidade, mesmo que inconscientes, de sentir-se amparado. Não é
só. Crianças precisam contar com pais que, além de jogar videogame, saibam dizer não quando é
preciso, que não sejam flexíveis demais a ponto de deixá-las à deriva, sem referências quanto ao que é
certo ou errado, que não falem uma coisa e façam outra. E que saibam ouvi-las.
[10] Às vezes, basta um bate-papo despretensioso. Consultados sobre o que consideram obrigação
dos pais é o que mudariam no comportamento deles, quatro crianças de faixas etárias diferentes
surpreenderam pela clareza de suas opiniões. Simoni, 5 anos, acha que o pai deve protegê-la. João, 7,
quer que a mãe trabalhe menos. Vitor, 9, deseja que 05 pais sejam mais pacientes. Bianca, 10, ficaria
feliz se o pai conversasse mais com ela. Claro que nem todas as crianças conseguem exprimir suas
[15]. insatisfações. Não raro, o desejo se manifesta às avessas e de maneira cifrada, com irritação excessiva,
choro fácil, desinteresse escolar, dificuldade de aprendizagem, timidez ou resistência a regras. Então,
por que não fazer do Dia das Crianças um bom momento para refletir sobre o que os pequenos querem
e precisam, além de brinquedos? |
“Meu maior presente seria ver minha mãe trabalhando menos. Meu pai não trabalha tanto
[20] quanto ela, mas, como eles são separados, só fico com eles nos finais de semana. Não pediria para eles
voltarem a namorar porque gosto muito da namorada do meu pa e do namorado da minha mãe, mas se
eu pudesse, pediria para todos os pais e mães do mundo ficarem mais com seus filhos, pelo menos no
Dia das Crianças, Se a gente tem de passar todo o Dia dos Pais com eles e todo o Dia das Mães com
elas, por que eles não passam todo o Dia das Crianças com a gente?” — diz Fernando, de 7 anos.
[25] Essa não é uma tarefa simples. Principalmente porque às necessidades infantis vão se
alterando de acordo com a faixa etária, O tipo de atenção que um bebê precisa não é o mesmo que um
pré-adolescente exige. O que não quer dizer que, por ser mais independente, ele tenha maturidade
suficiente para decidir se vai ou não à escola. “Os filhos precisam olhar para cima e encontrar alguém
mais forte do que eles, com quem possam contar como guia”, observa Diana Corso, da Associação
[30] Psicanalítica de Porto Alegre. Desconsiderando as particularidades da cada fase, há conceitos que não
se podem esquecer. Eles vão da tão batida questão da imposição de limites à formação de valores
éticos.
Limites - Por mais que reclame, os filhos precisam de regras, até para terem contra o que
se rebelar, “Sem limites, a criança pensa que pode tudo e essa não é a realidade do mundo. Reconhecer
[35] a autoridade e a hierarquia capacita a conviver em sociedade”, afirma a psicóloga Ana Olmos, diretora
do Centro de Estudos Multidisciplinares para o Desenvolvimento da Criança, do Hospital das Clínicas
de São Paulo
(Marina Caruso e Rita Moraes. Isto É, 15 nov. 2000 - Fragmento)
Na frase “Crianças precisam contar com pais que, além de jogar videogame, saibam dizer não quando é preciso,... (linhas 7 e 8), a ideia expressa é de que:
Questão 4 10719221
CMC 6º Ano - Português 2009BRINQUEDO NÃO BASTA
Além de presentes, as crianças querem mais atenção e conversa.
Mas admitem: a bronca também é necessária.
Carros de Barbie, jogos do Pokémon, bolas de basquete. São muitas as possibilidades para os
pais que querem e podem agradar seus filhos com brinquedos no Dia das Crianças. À insistência
infantil e o bombardeio da mídia tomam o ato de presentear uma gostosa obrigação. É quase
impossível resistir e, realmente, não é necessário — desde que o presente não seja uma compensação de
[5] cuidados e carinhos eternamente adiados. Por trás do olhar brilhante e do sorriso escancarado diante do
presente esperado, há o desejo e a necessidade, mesmo que inconscientes, de sentir-se amparado. Não é
só. Crianças precisam contar com pais que, além de jogar videogame, saibam dizer não quando é
preciso, que não sejam flexíveis demais a ponto de deixá-las à deriva, sem referências quanto ao que é
certo ou errado, que não falem uma coisa e façam outra. E que saibam ouvi-las.
[10] Às vezes, basta um bate-papo despretensioso. Consultados sobre o que consideram obrigação
dos pais é o que mudariam no comportamento deles, quatro crianças de faixas etárias diferentes
surpreenderam pela clareza de suas opiniões. Simoni, 5 anos, acha que o pai deve protegê-la. João, 7,
quer que a mãe trabalhe menos. Vitor, 9, deseja que 05 pais sejam mais pacientes. Bianca, 10, ficaria
feliz se o pai conversasse mais com ela. Claro que nem todas as crianças conseguem exprimir suas
[15]. insatisfações. Não raro, o desejo se manifesta às avessas e de maneira cifrada, com irritação excessiva,
choro fácil, desinteresse escolar, dificuldade de aprendizagem, timidez ou resistência a regras. Então,
por que não fazer do Dia das Crianças um bom momento para refletir sobre o que os pequenos querem
e precisam, além de brinquedos? |
“Meu maior presente seria ver minha mãe trabalhando menos. Meu pai não trabalha tanto
[20] quanto ela, mas, como eles são separados, só fico com eles nos finais de semana. Não pediria para eles
voltarem a namorar porque gosto muito da namorada do meu pa e do namorado da minha mãe, mas se
eu pudesse, pediria para todos os pais e mães do mundo ficarem mais com seus filhos, pelo menos no
Dia das Crianças, Se a gente tem de passar todo o Dia dos Pais com eles e todo o Dia das Mães com
elas, por que eles não passam todo o Dia das Crianças com a gente?” — diz Fernando, de 7 anos.
[25] Essa não é uma tarefa simples. Principalmente porque às necessidades infantis vão se
alterando de acordo com a faixa etária, O tipo de atenção que um bebê precisa não é o mesmo que um
pré-adolescente exige. O que não quer dizer que, por ser mais independente, ele tenha maturidade
suficiente para decidir se vai ou não à escola. “Os filhos precisam olhar para cima e encontrar alguém
mais forte do que eles, com quem possam contar como guia”, observa Diana Corso, da Associação
[30] Psicanalítica de Porto Alegre. Desconsiderando as particularidades da cada fase, há conceitos que não
se podem esquecer. Eles vão da tão batida questão da imposição de limites à formação de valores
éticos.
Limites - Por mais que reclame, os filhos precisam de regras, até para terem contra o que
se rebelar, “Sem limites, a criança pensa que pode tudo e essa não é a realidade do mundo. Reconhecer
[35] a autoridade e a hierarquia capacita a conviver em sociedade”, afirma a psicóloga Ana Olmos, diretora
do Centro de Estudos Multidisciplinares para o Desenvolvimento da Criança, do Hospital das Clínicas
de São Paulo
(Marina Caruso e Rita Moraes. Isto É, 15 nov. 2000 - Fragmento)
Assinale a alternativa que mantém o mesmo sentido na reescritura do trecho a seguir.
“Crianças precisam contar com pais que, além de jogar videogame, saibam dizer não quando é preciso...“ (linhas 7 e 8)
Questão 3 10719212
CMC 6º Ano - Português 2009BRINQUEDO NÃO BASTA
Além de presentes, as crianças querem mais atenção e conversa.
Mas admitem: a bronca também é necessária.
Carros de Barbie, jogos do Pokémon, bolas de basquete. São muitas as possibilidades para os
pais que querem e podem agradar seus filhos com brinquedos no Dia das Crianças. À insistência
infantil e o bombardeio da mídia tomam o ato de presentear uma gostosa obrigação. É quase
impossível resistir e, realmente, não é necessário — desde que o presente não seja uma compensação de
[5] cuidados e carinhos eternamente adiados. Por trás do olhar brilhante e do sorriso escancarado diante do
presente esperado, há o desejo e a necessidade, mesmo que inconscientes, de sentir-se amparado. Não é
só. Crianças precisam contar com pais que, além de jogar videogame, saibam dizer não quando é
preciso, que não sejam flexíveis demais a ponto de deixá-las à deriva, sem referências quanto ao que é
certo ou errado, que não falem uma coisa e façam outra. E que saibam ouvi-las.
[10] Às vezes, basta um bate-papo despretensioso. Consultados sobre o que consideram obrigação
dos pais é o que mudariam no comportamento deles, quatro crianças de faixas etárias diferentes
surpreenderam pela clareza de suas opiniões. Simoni, 5 anos, acha que o pai deve protegê-la. João, 7,
quer que a mãe trabalhe menos. Vitor, 9, deseja que 05 pais sejam mais pacientes. Bianca, 10, ficaria
feliz se o pai conversasse mais com ela. Claro que nem todas as crianças conseguem exprimir suas
[15]. insatisfações. Não raro, o desejo se manifesta às avessas e de maneira cifrada, com irritação excessiva,
choro fácil, desinteresse escolar, dificuldade de aprendizagem, timidez ou resistência a regras. Então,
por que não fazer do Dia das Crianças um bom momento para refletir sobre o que os pequenos querem
e precisam, além de brinquedos? |
“Meu maior presente seria ver minha mãe trabalhando menos. Meu pai não trabalha tanto
[20] quanto ela, mas, como eles são separados, só fico com eles nos finais de semana. Não pediria para eles
voltarem a namorar porque gosto muito da namorada do meu pa e do namorado da minha mãe, mas se
eu pudesse, pediria para todos os pais e mães do mundo ficarem mais com seus filhos, pelo menos no
Dia das Crianças, Se a gente tem de passar todo o Dia dos Pais com eles e todo o Dia das Mães com
elas, por que eles não passam todo o Dia das Crianças com a gente?” — diz Fernando, de 7 anos.
[25] Essa não é uma tarefa simples. Principalmente porque às necessidades infantis vão se
alterando de acordo com a faixa etária, O tipo de atenção que um bebê precisa não é o mesmo que um
pré-adolescente exige. O que não quer dizer que, por ser mais independente, ele tenha maturidade
suficiente para decidir se vai ou não à escola. “Os filhos precisam olhar para cima e encontrar alguém
mais forte do que eles, com quem possam contar como guia”, observa Diana Corso, da Associação
[30] Psicanalítica de Porto Alegre. Desconsiderando as particularidades da cada fase, há conceitos que não
se podem esquecer. Eles vão da tão batida questão da imposição de limites à formação de valores
éticos.
Limites - Por mais que reclame, os filhos precisam de regras, até para terem contra o que
se rebelar, “Sem limites, a criança pensa que pode tudo e essa não é a realidade do mundo. Reconhecer
[35] a autoridade e a hierarquia capacita a conviver em sociedade”, afirma a psicóloga Ana Olmos, diretora
do Centro de Estudos Multidisciplinares para o Desenvolvimento da Criança, do Hospital das Clínicas
de São Paulo
(Marina Caruso e Rita Moraes. Isto É, 15 nov. 2000 - Fragmento)
No trecho “Às vezes, basta um bate-papo despretensioso.” (linha 10), o significado da palavra destacada na oração é equivalente a:
06
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