Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 1 10790107
Concursos Fundação Casa 2013Leia o texto para responder à questão
Temos o poder da escolha
Os consumidores são assediados pelo marketing a todo momento para comprarem além do que necessitam, mas somente eles podem decidir o que vão ou não comprar. É como se abris- sem em nós uma “caixa de necessidades”, mas só nós temos o poder da escolha.
Cada vez mais precisamos do consumo consciente. Será que paramos para pensar de onde vem o produto que estamos consumindo e se os valores da empresa são os mesmos em que acreditamos? A competitividade entre as empresas exige que elas evoluam para serem opções para o consumidor. Nos anos 60, saber fabricar qualquer coisa era o suficiente para ter uma empresa. Nos anos 70, era preciso saber fazer com qualidade e altos índices de produção. Já no ano 2000, a preocupação era fazer melhor ou diferente da concorrência e as empresas passaram a atuar com responsabilidade socioambiental. O consumidor tem de aprender a dizer não quando a sua relação com a empresa não for boa. Se não for boa, deve comprar o produto em outro lugar. Os cidadãos não têm ideia do poder que possuem.
É importante, ainda, entender nossa relação com a empresa ou produto que vamos eleger. Temos uma expectativa, um envolvimento e aceitação e a preferência dependerá das ações que aprovamos ou não nas empresas, pois podemos mudar de ideia.
Há muito a ser feito. Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas acreditam no consumo consciente, mas essas mesmas pessoas admitem que já compraram produto pirata. Temos de refletir sobre isso para mudar nossas atitudes.
(Jornal da Tarde 24.04.2007. Adaptado)
De acordo com a leitura do texto, pode-se afirmar que os consumidores
Questão 40 10784053
Liceu-SP 2013Leia as orações a seguir, observando as palavras destacadas:
I) A ociosidade é uma fonte de desordem.
II) Não defendo indiscriminadamente a preguiça.
Os prefixos das palavras destacadas têm o mesmo valor semântico dos prefixos das seguintes palavras:
Questão 7 10770369
COLUNI/UFV 1° Dia 2013Leia o texto a seguir e com base nele responda à questão.
Texto
O direito à literatura
Cada sociedade cria as suas manifestações ficcionais, poéticas e dramáticas de acordo com os seus impulsos, as
suas crenças, os seus sentidos, as suas normas, a fim de fortalecer em cada um a presença e atuação deles.
Por isso é que nas nossas sociedades a literatura tem sido um instrumento poderoso de instrução e educação,
entrando nos currículos, sendo proposta a cada um como equipamento intelectual e afetivo. Os valores que a sociedade
[5] preconiza, ou os que considera prejudicial, estão presentes nas diversas manifestações da ficção, da poesia e da ação
dramática. A literatura confirma e nega, propõe e denuncia, apoia e combate, fornecendo a possibilidade de vivermos
dialeticamente os problemas. Por isso é indispensável tanto a literatura sancionada quanto a literatura proscrita; a que os
poderes sugerem e a que nasce dos movimentos de negação do estado de coisas predominantes.
A respeito destes dois lados da literatura, convém lembrar que ela não é uma experiência inofensiva, mas uma
[10] aventura que pode causar problemas psíquicos e morais, como acontece com a própria vida, da qual é imagem e
transfiguração. Isto significa que ela tem papel formador de personalidade, mas não segundo as convenções; seria antes
segundo a força indiscriminada e poderosa da própria realidade. Por isso, nas mãos do leitor o livro pode ser fator de
perturbação e mesmo de risco. Daí a ambivalência da sociedade em face dele, suscitando por vezes condenações violentas
quando ele veicula noções ou oferece sugestões que a visão convencional gostaria de proscrever. No âmbito da instrução
[15] escolar o livro chega a gerar conflitos, porque o seu efeito transcende as normas estabelecidas.
Numa palestra feita há mais de 15 anos em uma reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência sobre
o papel da literatura na formação do homem, chamei a atenção entre outras coisas para os aspectos paradoxais desse papel,
na medida em que os educadores ao mesmo tempo preconizam e temem o efeito dos textos literários. De fato (dizia eu), há
―conflito entre a idéia convencional de uma literatura que eleva e edifica (segundo os padrões oficiais) e a sua poderosa força
[20] indiscriminada de iniciação na vida, com uma variada complexidade nem sempre desejada pelos educadores. Ela não
corrompe nem edifica, portanto; mas, trazendo livremente em si o que chamamos o bem e o que chamamos o mal, humaniza
em sentido profundo, porque faz viver".
(CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: Vários Escritos. 5. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2012. p.175-176.)
No texto, pelos discursos que a qualificam, só NÃO é um papel atribuído à literatura:
Questão 6 10770368
COLUNI/UFV 1° Dia 2013Leia o texto a seguir e com base nele responda à questão.
Texto
O direito à literatura
Cada sociedade cria as suas manifestações ficcionais, poéticas e dramáticas de acordo com os seus impulsos, as
suas crenças, os seus sentidos, as suas normas, a fim de fortalecer em cada um a presença e atuação deles.
Por isso é que nas nossas sociedades a literatura tem sido um instrumento poderoso de instrução e educação,
entrando nos currículos, sendo proposta a cada um como equipamento intelectual e afetivo. Os valores que a sociedade
[5] preconiza, ou os que considera prejudicial, estão presentes nas diversas manifestações da ficção, da poesia e da ação
dramática. A literatura confirma e nega, propõe e denuncia, apoia e combate, fornecendo a possibilidade de vivermos
dialeticamente os problemas. Por isso é indispensável tanto a literatura sancionada quanto a literatura proscrita; a que os
poderes sugerem e a que nasce dos movimentos de negação do estado de coisas predominantes.
A respeito destes dois lados da literatura, convém lembrar que ela não é uma experiência inofensiva, mas uma
[10] aventura que pode causar problemas psíquicos e morais, como acontece com a própria vida, da qual é imagem e
transfiguração. Isto significa que ela tem papel formador de personalidade, mas não segundo as convenções; seria antes
segundo a força indiscriminada e poderosa da própria realidade. Por isso, nas mãos do leitor o livro pode ser fator de
perturbação e mesmo de risco. Daí a ambivalência da sociedade em face dele, suscitando por vezes condenações violentas
quando ele veicula noções ou oferece sugestões que a visão convencional gostaria de proscrever. No âmbito da instrução
[15] escolar o livro chega a gerar conflitos, porque o seu efeito transcende as normas estabelecidas.
Numa palestra feita há mais de 15 anos em uma reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência sobre
o papel da literatura na formação do homem, chamei a atenção entre outras coisas para os aspectos paradoxais desse papel,
na medida em que os educadores ao mesmo tempo preconizam e temem o efeito dos textos literários. De fato (dizia eu), há
―conflito entre a idéia convencional de uma literatura que eleva e edifica (segundo os padrões oficiais) e a sua poderosa força
[20] indiscriminada de iniciação na vida, com uma variada complexidade nem sempre desejada pelos educadores. Ela não
corrompe nem edifica, portanto; mas, trazendo livremente em si o que chamamos o bem e o que chamamos o mal, humaniza
em sentido profundo, porque faz viver".
(CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: Vários Escritos. 5. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2012. p.175-176.)
A partir da leitura do texto, de Antonio Candido, é CORRETO afirmar que, para o autor, o texto literário:
Questão 5 10770363
COLUNI/UFV 1° Dia 2013Texto 1
Polícia (Titãs)
Dizem que ela existe
Prá ajudar!
Dizem que ela existe
Prá proteger!
Eu sei que ela pode
Te parar!
Eu sei que ela pode
Te prender!...
Polícia!
Para quem precisa
Polícia!
Para quem precisa
De polícia...
Dizem prá você
Obedecer!
Dizem prá você
Responder!
Dizem prá você
Cooperar!
Dizem prá você
Respeitar!...
Polícia!
Para quem precisa
Polícia!
Para quem precisa
De polícia...
(Disponível em: http://letras.mus.br/titas/48993/ Acesso em: 25 set. 2012.)
Texto 2
Polícia e Ladrão (Marcelo D2)
É isso aí D2...o momento é de caos
A população tá bolada... muito bolada
Eu também tô bolado parceiro...
Numa cidade muito longe,
Muito longe daqui
Que tem problemas que parecem
Os problemas daqui
Que tem favelas que parecem
As favelas daqui
Existem homens maus
Sem alma e sem coração
Existem homens da lei
Com determinação
Mais o momento é de caos
Porque a população
Na brincadeira sinistra
De polícia e ladrão
Não sabe ao certo quem é
Quem é herói ou vilão
Não sabe ao certo quem vai
Quem vem na contramão
É, não sabe ao certo quem é
Quem é herói ou vilão
Não sabe ao certo quem vai
Quem vem na contramão
Porque tem homem mal
Que vira homem bom
Porque tem homem mal
Que vira homem bom
Quando ele compra o rémedio
Quando ele banca o feijão
Quando ele tira pra dá
Quando ele dá proteção
(...)
Polícia e bandido trocaram farpas
Farpas que pareciam balas
E o bandido falou:
Você levou tanto dinheiro meu
Agora vem querendo me prender
E eu te avisei você não se escondeu
Deu no que deu
E a gente tá aqui
Pedindo a Deus pro corpo resistir
Será que ele tá afim de ouvir?
Você tem tanta basuca,
Pistola, fuzil, granada
Me diz pra que tu
Tem tanta munição?
(Disponível em: http://letras.mus.br/marcelo-d2/778199/ Acesso em: 25 set. 2012.)
A violência na contemporaneidade é um dos desafios para a vida em sociedade, constituindo-se, assim, em uma marca de nosso tempo. Os textos acima retratam papeis sociais que a Polícia, representante da segurança pública, desempenha na sociedade.
A partir da leitura dos textos 1 e 2, sobre a ação da polícia e sua representação social, é CORRETO afirmar que em ambos há:
Questão 9 10735921
CMRJ 6º Ano - Português 2013TEXTO
O mundo do menino impossível
Jorge de Lima
Fim da tarde, boquinha da noite
com as primeiras estrelas
e os derradeiros1 sinos.
Entre as estrelas e lá detrás da igreja,
[5] surge a lua cheia
para chorar com os poetas.
E vão dormir as duas coisas novas desse mundo:
o sol e os meninos.
Mas ainda vela
[10] o menino impossível
aí do lado
enquanto todas as crianças mansas
dormem
acalentadas
[15] por Mãe-negra noite.
O menino impossível
que destruiu
os brinquedos perfeitos
que os vovôs deram,
[20] (...)
que destruiu até
os soldados de chumbo de Moscou
e furou os olhos de um Papai Noel,
brinca com sabugos de milho,
[25] caixas vazias,
tacos de pau,
pedrinhas brancas do rio...
“Faz de conta que os sabugos
são bois...”
[30] “Faz de conta...”
“Faz de conta...”
E os sabugos de milho
mugem como bois de verdade...
e os tacos que deveriam ser
[35] soldadinhos de chumbo são
cangaceiros de chapéus de couro...
E as pedrinhas balem2!
coitadinhas das ovelhas mansas
longe das mães
[40] presas nos currais de papelão!
É boquinha da noite
no mundo que o menino impossível
povoou sozinho!
A mamãe cochila.
[45] O papai cabeceia.
O relógio badala.
E vem descendo
uma noite encantada
da lâmpada que expira3
[50] lentamente
na parede da sala...
O menino pousa a testa
e sonha dentro da noite quieta
da lâmpada apagada
[55] com o mundo maravilhoso
que ele tirou do nada...
Xô! Xô! Pavão!
Sai de cima do telhado
Deixa o menino dormir
Seu soninho sossegado!
Disponível em http://valtersantos.webnode.es/news/pagina%20lan%C3%A7ada/ . Acesso em 17 jun 2013.
Vocabulário:
1. derradeiros (verso 3) – últimos, finais
2. balem (verso 37) – som emitido pelas ovelhas.
3. expira (verso 49) – finda, morre (apaga).
A única opção impossível de substituir a interjeição presente em “Xô! Xô! Pavão” (verso 57) é
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