Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 13 10736932
CMBH 6° Ano - Português 2009TEXTO
O BURRO JUIZ
Disputava a gralha com o sabiá, afirmando que a sua voz valia a dele. Como as outras aves
rissem daquela pretensão, a bulhenta matraca de penas, furiosa disse:
- Nada de brincadeiras. Isto é uma questão muito séria, que deve ser decidida por um juiz.
Canta o sabiá, canto eu, e a sentença do julgador decidirá quem é o melhor artista. Topam? - Topa-
[5] mos! piaram as aves. Mas quem servirá de juiz?
Estavam a debater este ponto, quando zurrou um burro.
- Nem de encomenda! exclamou a gralha. Está lá um juiz de primeiríssima para julgamento
de música, pois nenhum animal possui maiores orelhas. Convidê-mo-lo. Aceitou o burro o juizado e
veio postar-se no centro da roda.
[10] - Vamos lá, comecem! ordenou ele.
O sabiá deu um pulinho, abriu o bico e cantou. Cantou como só cantam sabiás, garganteando os trinos mais melodiosos e límpidos. Uma pura maravilha, que deixou mergulhado em êxtase o
auditório em peso.
- Agora eu! disse a gralha, dando um passo à frente.
[15] E abrindo a bicanca matraqueou uma grita de romper os ouvidos aos próprios surdos. Ter-
minada a justa, o meritíssimo juiz deu a sentença:
- Dou ganho de causa à excelentíssima senhora dona Gralha, porque canta muito mais forte
que mestre sabiá.
Moral da História:
Quem burro nasce, togado ou não, burro morre.
Monteiro Lobato – Extraído do sitio “Universo das Fábulas”
Vocabulário:
Matraca: instrumento de percussão.
Trinos: trinados (música).
Êxtase: encanto.
Bicanca: narigão, bicarra, bico grande.
Justa: luta, combate.
Toga: vestuário de um juiz.
“(...) E abrindo a bicanca matraqueou uma grita de romper os ouvidos aos próprios surdos” (linha 15).
Entende-se, ao ler essa frase no texto, que a gralha:
Questão 12 10736931
CMBH 6° Ano - Português 2009TEXTO
O BURRO JUIZ
Disputava a gralha com o sabiá, afirmando que a sua voz valia a dele. Como as outras aves
rissem daquela pretensão, a bulhenta matraca de penas, furiosa disse:
- Nada de brincadeiras. Isto é uma questão muito séria, que deve ser decidida por um juiz.
Canta o sabiá, canto eu, e a sentença do julgador decidirá quem é o melhor artista. Topam? - Topa-
[5] mos! piaram as aves. Mas quem servirá de juiz?
Estavam a debater este ponto, quando zurrou um burro.
- Nem de encomenda! exclamou a gralha. Está lá um juiz de primeiríssima para julgamento
de música, pois nenhum animal possui maiores orelhas. Convidê-mo-lo. Aceitou o burro o juizado e
veio postar-se no centro da roda.
[10] - Vamos lá, comecem! ordenou ele.
O sabiá deu um pulinho, abriu o bico e cantou. Cantou como só cantam sabiás, garganteando os trinos mais melodiosos e límpidos. Uma pura maravilha, que deixou mergulhado em êxtase o
auditório em peso.
- Agora eu! disse a gralha, dando um passo à frente.
[15] E abrindo a bicanca matraqueou uma grita de romper os ouvidos aos próprios surdos. Ter-
minada a justa, o meritíssimo juiz deu a sentença:
- Dou ganho de causa à excelentíssima senhora dona Gralha, porque canta muito mais forte
que mestre sabiá.
Moral da História:
Quem burro nasce, togado ou não, burro morre.
Monteiro Lobato – Extraído do sitio “Universo das Fábulas”
Vocabulário:
Matraca: instrumento de percussão.
Trinos: trinados (música).
Êxtase: encanto.
Bicanca: narigão, bicarra, bico grande.
Justa: luta, combate.
Toga: vestuário de um juiz.
A moral desta história indica resumidamente que:
Questão 11 10736930
CMBH 6° Ano - Português 2009TEXTO
O BURRO JUIZ
Disputava a gralha com o sabiá, afirmando que a sua voz valia a dele. Como as outras aves
rissem daquela pretensão, a bulhenta matraca de penas, furiosa disse:
- Nada de brincadeiras. Isto é uma questão muito séria, que deve ser decidida por um juiz.
Canta o sabiá, canto eu, e a sentença do julgador decidirá quem é o melhor artista. Topam? - Topa-
[5] mos! piaram as aves. Mas quem servirá de juiz?
Estavam a debater este ponto, quando zurrou um burro.
- Nem de encomenda! exclamou a gralha. Está lá um juiz de primeiríssima para julgamento
de música, pois nenhum animal possui maiores orelhas. Convidê-mo-lo. Aceitou o burro o juizado e
veio postar-se no centro da roda.
[10] - Vamos lá, comecem! ordenou ele.
O sabiá deu um pulinho, abriu o bico e cantou. Cantou como só cantam sabiás, garganteando os trinos mais melodiosos e límpidos. Uma pura maravilha, que deixou mergulhado em êxtase o
auditório em peso.
- Agora eu! disse a gralha, dando um passo à frente.
[15] E abrindo a bicanca matraqueou uma grita de romper os ouvidos aos próprios surdos. Ter-
minada a justa, o meritíssimo juiz deu a sentença:
- Dou ganho de causa à excelentíssima senhora dona Gralha, porque canta muito mais forte
que mestre sabiá.
Moral da História:
Quem burro nasce, togado ou não, burro morre.
Monteiro Lobato – Extraído do sitio “Universo das Fábulas”
Vocabulário:
Matraca: instrumento de percussão.
Trinos: trinados (música).
Êxtase: encanto.
Bicanca: narigão, bicarra, bico grande.
Justa: luta, combate.
Toga: vestuário de um juiz.
Na linha 2 do texto, a expressão “a bulhenta matraca de penas” pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:
Questão 10 10736928
CMBH 6° Ano - Português 2009TEXTO
OS ANIMAIS E A PESTE
Em certo ano terrível de peste entre os animais, o leão, mais apreensivo, consultou um maca-
co de barbas brancas.
- Esta peste é um castigo do céu – respondeu o macaco – e o remédio é aplacarmos a cólera
divina sacrificando aos deuses um de nós.
[5] - Qual? – perguntou o leão.
- O mais carregado de crimes.
O leão fechou os olhos, concentrou-se e, depois duma pausa, disse aos súditos reunidos em
redor:
- Amigos! É fora de dúvida que quem deve sacrificar-se sou eu. Cometi grandes crimes, ma-
[10] tei centenas de veados, devorei inúmeras
ovelhas e até vários pastores. Ofereço-me, pois, para o sacrifício necessário ao bem comum. A raposa adiantou-se e disse:
- Acho conveniente ouvir a confissão das outras feras. Porque, para mim, nada do que Vossa
Majestade alegou constitui crime. São coisas que até que honram o nosso virtuosíssimo rei Leão.
Grandes aplausos abafaram as últimas palavras da bajuladora e o leão foi posto de lado como impró-
[15] prio para o sacrifício.
Apresentou-se em seguida o tigre e repete-se a cena. Acusa-se de mil crimes, mas a raposa
mostra que também ele era um anjo de inocência. E o mesmo aconteceu com todas as outras feras.
Nisto chega a vez do burro. Adianta-se o pobre animal e diz:
- A consciência só me acusa de haver comido uma folha de couve da horta do senhor vigário.
[20] Os animais entreolharam-se. Era muito sério aquilo. A raposa toma a palavra:
- Eis amigos, o grande criminoso! Tão horrível o que ele nos conta, que é inútil prosseguir-
mos na investigação. A vítima a sacrificar-se aos deuses não pode ser outra porque não pode haver
crime maior do que furtar a sacratíssima couve do senhor vigário.
Toda a bicharada concordou e o triste burro foi unanimamente eleito para o sacrifício.
Moral da Estória:
Aos poderosos, tudo se desculpa...
Aos miseráveis, nada se perdoa.
Monteiro Lobato – Extraído do site Universo das Fábulas.
“(...) O leão fechou os olhos, concentrou-se e, depois duma pausa ...” (linha 7), a palavra sublinhada indica:
Questão 9 10736927
CMBH 6° Ano - Português 2009Assinale a opção em que apareça um numeral:
Questão 8 10736926
CMBH 6° Ano - Português 2009TEXTO
OS ANIMAIS E A PESTE
Em certo ano terrível de peste entre os animais, o leão, mais apreensivo, consultou um maca-
co de barbas brancas.
- Esta peste é um castigo do céu – respondeu o macaco – e o remédio é aplacarmos a cólera
divina sacrificando aos deuses um de nós.
[5] - Qual? – perguntou o leão.
- O mais carregado de crimes.
O leão fechou os olhos, concentrou-se e, depois duma pausa, disse aos súditos reunidos em
redor:
- Amigos! É fora de dúvida que quem deve sacrificar-se sou eu. Cometi grandes crimes, ma-
[10] tei centenas de veados, devorei inúmeras
ovelhas e até vários pastores. Ofereço-me, pois, para o sacrifício necessário ao bem comum. A raposa adiantou-se e disse:
- Acho conveniente ouvir a confissão das outras feras. Porque, para mim, nada do que Vossa
Majestade alegou constitui crime. São coisas que até que honram o nosso virtuosíssimo rei Leão.
Grandes aplausos abafaram as últimas palavras da bajuladora e o leão foi posto de lado como impró-
[15] prio para o sacrifício.
Apresentou-se em seguida o tigre e repete-se a cena. Acusa-se de mil crimes, mas a raposa
mostra que também ele era um anjo de inocência. E o mesmo aconteceu com todas as outras feras.
Nisto chega a vez do burro. Adianta-se o pobre animal e diz:
- A consciência só me acusa de haver comido uma folha de couve da horta do senhor vigário.
[20] Os animais entreolharam-se. Era muito sério aquilo. A raposa toma a palavra:
- Eis amigos, o grande criminoso! Tão horrível o que ele nos conta, que é inútil prosseguir-
mos na investigação. A vítima a sacrificar-se aos deuses não pode ser outra porque não pode haver
crime maior do que furtar a sacratíssima couve do senhor vigário.
Toda a bicharada concordou e o triste burro foi unanimamente eleito para o sacrifício.
Moral da Estória:
Aos poderosos, tudo se desculpa...
Aos miseráveis, nada se perdoa.
Monteiro Lobato – Extraído do site Universo das Fábulas.
Podemos trocar a expressão “cólera divina” (linhas 3 e 4), sem prejuízo ao texto, por:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)