Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
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Questão 6 169258
IFPE 2014TEXTO 1
BRASI DE CIMA E BRASI DE BAXO (Fragmento)
Meu compadre Zé Fulô, Inquanto o Brasi de cima
Meu amigo e companhêro, Fala de transformação,
Faz quage um ano que eu tou Industra, matéra-prima,
Neste Rio de Janêro; Descobertas e invenção,
Eu saí do Cariri No Brasi de Baxo isiste
Maginando que isto aqui O drama penoso e triste
Era uma terra de sorte, Da negra necissidade;
Mas fique sabendo tu É uma coisa sem jeito
Que a miséra aqui no Su E o povo não tem dereito
É esta mesma do Norte. Nem de dizê a verdade.
Tudo o que procuro acho. No Brasi de Baxo eu vejo
Eu pude vê neste crima, Nas ponta das pobre rua
Que tem o Brasi de Baxo O descontente cortejo
E tem o Brasi de Cima. De criança quage nua.
Brasi de Baxo, coitado! Vai um grupo de garoto
É um pobre abandonado; Faminto, doente e roto
O de Cima tem cartaz, Mode caçá o que comê
Um do ôtro é bem deferente: Onde os carro põe o lixo,
Brasi de Cima é pra frente, Como se eles fosse bicho
Brasi de Baxo é pra trás. Sem direito de vivê.
Aqui no Brasil de Cima, Estas pequenas pessoa,
Não há dô nem indigença, Estes fio do abandono,
Reina o mais soave crima Que veve vagando à toa
De riqueza e de opulença; Como objeto sem dono,
Só se fala de progresso, De manêra que horroriza,
Riqueza e novo processo Deitado pela marquiza,
De grandeza e produção. Dromindo aqui e aculá
Porém, no Brasi de Baxo No mais penoso relaxo,
Sofre a feme e sofre o macho É deste Brasi de Baxo
A mais dura privação. A crasse dos Marginá.
Brasi de cima festeja Meu Brasi de Baxo, amigo,
Com orquestra e com banquete, Pra onde é que você vai?
De uísque dréa e cerveja Nesta vida do mendigo
Não tem quem conte os rodete. Que não tem mãe nem tem pai?
Brasi de baxo, coitado! Não se afrija, nem se afobe,
Vê das casa despejado O que com o tempo sobe,
Home, menino e muié O tempo mesmo derruba;
Sem achá onde morá Tarvez ainda aconteça
Proque não pode pagá Que o Brasi de Cima desça
O dinhêro do alugué. E o Brasi de Baxo suba.
[...]
No Brasi de Cima anda
As trombeta em arto som
Ispaiando as propaganda
De tudo aquilo que é bom.
No Brasi de Baxo a fome
Matrata, fere e consome
Sem ninguém lhe defendê;
O desgraçado operaro
Ganha um pequeno salaro
Que não dá pra vive
(ASSARÉ, Patativa do. Melhores poemas. Seleção de Cláudio Portella. São Paulo: Global, 2006. p.329-332)
Leia o trecho do poema transcrito abaixo e julgue as afirmações a respeito das relações estabelecidas entre os termos da oração. “No Brasi de Cima anda / As trombeta em arto som [...] / Inquanto o Brasi de cima / Fala de transformação, / Industra, matéra-prima, / Descobertas e invenção, / No Brasi de Baxo isiste / O drama penoso e triste / Da negra necissidade;”
I. O substantivo “trombeta” (linha 1) exerce função de sujeito do verbo andar.
II. “transformação, Industra, matéra-prima” (linha 2) consiste em objeto indireto do verbo falar.
III. O trecho “Descobertas e invenção” (linha 2) exerce função de objeto direto do verbo falar.
IV. A conjunção “Inquanto” (linha 1) tem valor proporcional.
V. É correto afirmar que “No Brasi de Cima” (linha 1) exerce função adverbial.
Há informações corretas apenas nos itens:
Questão 5 169257
IFPE 2014TEXTO 1
BRASI DE CIMA E BRASI DE BAXO (Fragmento)
Meu compadre Zé Fulô, Inquanto o Brasi de cima
Meu amigo e companhêro, Fala de transformação,
Faz quage um ano que eu tou Industra, matéra-prima,
Neste Rio de Janêro; Descobertas e invenção,
Eu saí do Cariri No Brasi de Baxo isiste
Maginando que isto aqui O drama penoso e triste
Era uma terra de sorte, Da negra necissidade;
Mas fique sabendo tu É uma coisa sem jeito
Que a miséra aqui no Su E o povo não tem dereito
É esta mesma do Norte. Nem de dizê a verdade.
Tudo o que procuro acho. No Brasi de Baxo eu vejo
Eu pude vê neste crima, Nas ponta das pobre rua
Que tem o Brasi de Baxo O descontente cortejo
E tem o Brasi de Cima. De criança quage nua.
Brasi de Baxo, coitado! Vai um grupo de garoto
É um pobre abandonado; Faminto, doente e roto
O de Cima tem cartaz, Mode caçá o que comê
Um do ôtro é bem deferente: Onde os carro põe o lixo,
Brasi de Cima é pra frente, Como se eles fosse bicho
Brasi de Baxo é pra trás. Sem direito de vivê.
Aqui no Brasil de Cima, Estas pequenas pessoa,
Não há dô nem indigença, Estes fio do abandono,
Reina o mais soave crima Que veve vagando à toa
De riqueza e de opulença; Como objeto sem dono,
Só se fala de progresso, De manêra que horroriza,
Riqueza e novo processo Deitado pela marquiza,
De grandeza e produção. Dromindo aqui e aculá
Porém, no Brasi de Baxo No mais penoso relaxo,
Sofre a feme e sofre o macho É deste Brasi de Baxo
A mais dura privação. A crasse dos Marginá.
Brasi de cima festeja Meu Brasi de Baxo, amigo,
Com orquestra e com banquete, Pra onde é que você vai?
De uísque dréa e cerveja Nesta vida do mendigo
Não tem quem conte os rodete. Que não tem mãe nem tem pai?
Brasi de baxo, coitado! Não se afrija, nem se afobe,
Vê das casa despejado O que com o tempo sobe,
Home, menino e muié O tempo mesmo derruba;
Sem achá onde morá Tarvez ainda aconteça
Proque não pode pagá Que o Brasi de Cima desça
O dinhêro do alugué. E o Brasi de Baxo suba.
[...]
No Brasi de Cima anda
As trombeta em arto som
Ispaiando as propaganda
De tudo aquilo que é bom.
No Brasi de Baxo a fome
Matrata, fere e consome
Sem ninguém lhe defendê;
O desgraçado operaro
Ganha um pequeno salaro
Que não dá pra vive
(ASSARÉ, Patativa do. Melhores poemas. Seleção de Cláudio Portella. São Paulo: Global, 2006. p.329-332)
No que diz respeito às conjunções coordenativas grifadas nos versos “[...] Porém, no Brasi de Baxo / Sofre a feme e sofre o macho [...] / Sem achá onde morá / Proque não pode pagá [...] Não se afrija, nem se afobe, [...]”, é correto afirmar que estas exercem, respectivamente, os seguintes valores semânticos:
Questão 4 169256
IFPE 2014TEXTO 1
BRASI DE CIMA E BRASI DE BAXO (Fragmento)
Meu compadre Zé Fulô, Inquanto o Brasi de cima
Meu amigo e companhêro, Fala de transformação,
Faz quage um ano que eu tou Industra, matéra-prima,
Neste Rio de Janêro; Descobertas e invenção,
Eu saí do Cariri No Brasi de Baxo isiste
Maginando que isto aqui O drama penoso e triste
Era uma terra de sorte, Da negra necissidade;
Mas fique sabendo tu É uma coisa sem jeito
Que a miséra aqui no Su E o povo não tem dereito
É esta mesma do Norte. Nem de dizê a verdade.
Tudo o que procuro acho. No Brasi de Baxo eu vejo
Eu pude vê neste crima, Nas ponta das pobre rua
Que tem o Brasi de Baxo O descontente cortejo
E tem o Brasi de Cima. De criança quage nua.
Brasi de Baxo, coitado! Vai um grupo de garoto
É um pobre abandonado; Faminto, doente e roto
O de Cima tem cartaz, Mode caçá o que comê
Um do ôtro é bem deferente: Onde os carro põe o lixo,
Brasi de Cima é pra frente, Como se eles fosse bicho
Brasi de Baxo é pra trás. Sem direito de vivê.
Aqui no Brasil de Cima, Estas pequenas pessoa,
Não há dô nem indigença, Estes fio do abandono,
Reina o mais soave crima Que veve vagando à toa
De riqueza e de opulença; Como objeto sem dono,
Só se fala de progresso, De manêra que horroriza,
Riqueza e novo processo Deitado pela marquiza,
De grandeza e produção. Dromindo aqui e aculá
Porém, no Brasi de Baxo No mais penoso relaxo,
Sofre a feme e sofre o macho É deste Brasi de Baxo
A mais dura privação. A crasse dos Marginá.
Brasi de cima festeja Meu Brasi de Baxo, amigo,
Com orquestra e com banquete, Pra onde é que você vai?
De uísque dréa e cerveja Nesta vida do mendigo
Não tem quem conte os rodete. Que não tem mãe nem tem pai?
Brasi de baxo, coitado! Não se afrija, nem se afobe,
Vê das casa despejado O que com o tempo sobe,
Home, menino e muié O tempo mesmo derruba;
Sem achá onde morá Tarvez ainda aconteça
Proque não pode pagá Que o Brasi de Cima desça
O dinhêro do alugué. E o Brasi de Baxo suba.
[...]
No Brasi de Cima anda
As trombeta em arto som
Ispaiando as propaganda
De tudo aquilo que é bom.
No Brasi de Baxo a fome
Matrata, fere e consome
Sem ninguém lhe defendê;
O desgraçado operaro
Ganha um pequeno salaro
Que não dá pra vive
(ASSARÉ, Patativa do. Melhores poemas. Seleção de Cláudio Portella. São Paulo: Global, 2006. p.329-332)
Ao analisar o uso da vírgula nos pares de versos “Fala de transformação, / Industra, matéra-prima,” e “Meu Brasi de Baxo, amigo, / Pra onde é que você vai?”, é correto afirmar que
Questão 3 169254
IFPE 2014TEXTO 1
BRASI DE CIMA E BRASI DE BAXO (Fragmento)
Meu compadre Zé Fulô, Inquanto o Brasi de cima
Meu amigo e companhêro, Fala de transformação,
Faz quage um ano que eu tou Industra, matéra-prima,
Neste Rio de Janêro; Descobertas e invenção,
Eu saí do Cariri No Brasi de Baxo isiste
Maginando que isto aqui O drama penoso e triste
Era uma terra de sorte, Da negra necissidade;
Mas fique sabendo tu É uma coisa sem jeito
Que a miséra aqui no Su E o povo não tem dereito
É esta mesma do Norte. Nem de dizê a verdade.
Tudo o que procuro acho. No Brasi de Baxo eu vejo
Eu pude vê neste crima, Nas ponta das pobre rua
Que tem o Brasi de Baxo O descontente cortejo
E tem o Brasi de Cima. De criança quage nua.
Brasi de Baxo, coitado! Vai um grupo de garoto
É um pobre abandonado; Faminto, doente e roto
O de Cima tem cartaz, Mode caçá o que comê
Um do ôtro é bem deferente: Onde os carro põe o lixo,
Brasi de Cima é pra frente, Como se eles fosse bicho
Brasi de Baxo é pra trás. Sem direito de vivê.
Aqui no Brasil de Cima, Estas pequenas pessoa,
Não há dô nem indigença, Estes fio do abandono,
Reina o mais soave crima Que veve vagando à toa
De riqueza e de opulença; Como objeto sem dono,
Só se fala de progresso, De manêra que horroriza,
Riqueza e novo processo Deitado pela marquiza,
De grandeza e produção. Dromindo aqui e aculá
Porém, no Brasi de Baxo No mais penoso relaxo,
Sofre a feme e sofre o macho É deste Brasi de Baxo
A mais dura privação. A crasse dos Marginá.
Brasi de cima festeja Meu Brasi de Baxo, amigo,
Com orquestra e com banquete, Pra onde é que você vai?
De uísque dréa e cerveja Nesta vida do mendigo
Não tem quem conte os rodete. Que não tem mãe nem tem pai?
Brasi de baxo, coitado! Não se afrija, nem se afobe,
Vê das casa despejado O que com o tempo sobe,
Home, menino e muié O tempo mesmo derruba;
Sem achá onde morá Tarvez ainda aconteça
Proque não pode pagá Que o Brasi de Cima desça
O dinhêro do alugué. E o Brasi de Baxo suba.
[...]
No Brasi de Cima anda
As trombeta em arto som
Ispaiando as propaganda
De tudo aquilo que é bom.
No Brasi de Baxo a fome
Matrata, fere e consome
Sem ninguém lhe defendê;
O desgraçado operaro
Ganha um pequeno salaro
Que não dá pra vive
(ASSARÉ, Patativa do. Melhores poemas. Seleção de Cláudio Portella. São Paulo: Global, 2006. p.329-332)
No verso “No mais penoso relaxo”, pertencente à oitava estrofe do poema, o termo grifado pode ser substituído, sem acarretar mudança de sentido por
Questão 36 169057
IFS 2014Que nadador brasileiro foi campeão olímpico dos 50 metros livres nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008), onde também conquistou uma medalha de bronze nos 100 metros livres; foi campeão mundial dos 100 metros livres em Roma (2009) e tricampeão mundial dos 50 metros livres em Roma (2009), em Xangai (2011) e em Barcelona (2013); e além de ter sido recordista mundial de ambas as provas, ganhou três medalhas de ouro e uma medalha de prata nos Jogos Panamericanos de 2007, no Rio de Janeiro?
Questão 35 169056
IFS 2014Qual o nome do programa do Governo Federal que tem como objetivos a ampliação da melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), com investimentos em infraestrutura dos hospitais e unidades de saúde, além de levar serviços de saúde para regiões onde há escassez e ausência de profissionais?
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