Questões de EFAF Português
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Questão 21 10644719
CMSM 6º Ano 2010Leia atentamente o texto a seguir e depois responda ao item.
O DIAMANTE

Luís Fernando Veríssimo
Um dia, Maria chegou em casa da escola muito triste.
— O que foi? — perguntou a mãe de Maria.
Mas Maria nem quis conversar. Foi direto para o seu quarto, pegou o seu Snoopy e se atirou na
cama, onde ficou deitada, emburrada.
[5] A mãe de Maria foi ver se Maria estava com febre. Não estava. Perguntou se Maria estava
sentindo alguma coisa. Não estava. Perguntou se estava com fome. Não estava. Perguntou o que era,
então.
— Nada — disse Maria.
A mãe resolveu não insistir. Deixou Maria deitada na cama, abraçada com o seu Snoopy,
[10] emburrada. Quando o pai de Maria chegou em casa do trabalho, a mãe de Maria avisou:
— Melhor nem falar com ela...
Maria estava com cara de poucos amigos. Pior. Estava com cara de amigo nenhum.
Na mesa do jantar, Maria de repente falou:
— Eu não valo nada.
[15] O pai de Maria disse:
— Em primeiro lugar, não se diz “eu não valo nada”. E “eu não valho nada”. Em segundo lugar,
não é verdade. Você valhe muito. Quer dizer, vale muito.
— Não valho.
— Mas o que é isso? — disse a mãe de Maria — Você é a nossa filha querida. Todos gostam de
[20] você. A mamãe, o papai, a vovó, os tios, as tias. Para nós, você é uma preciosidade.
Mas Maria não se convenceu. Disse que era igual a mil outras pessoas. A milhões de outras
pessoas.
— Só na minha aula tem sete Marias!
— Querida... — começou a dizer a mãe. Mas o pai interrompeu.
[25] — Maria — disse o pai — você sabe por que um diamante vale tanto dinheiro?
— Porque é bonito.
— Porque é raro. Um pedaço de vidro também é bonito. Mas o vidro se encontra em toda parte.
Um diamante é difícil de encontrar. Quanto mais rara é uma coisa, mais ela vale. Você sabe por que o
ouro vale tanto?
[30] — Por quê?
— Porque tem pouquíssimo ouro no mundo. Se o ouro fosse como areia, a gente ia caminhar no
ouro, ia rolar no ouro, depois ia chegar em casa e lavar o ouro do corpo para não ficar suja. Agora
imagine se em todo o mundo existisse uma pepita de ouro.
— Ta ser a coisa mais valiosa do mundo.
[35] — Pois é. E em todo mundo só existe uma Maria.
— Só na minha aula são sete.
— Mas são outras Marias.
— São iguais a mim. Dois olhos, um nariz...
— Mas esta pintinha aqui nenhuma delas tem.
[40] —É..
— Você já se deu conta de que em todo mundo só existe uma você?
— Mas, pai...
— Só uma. Você é uma raridade. Podem existir outras parecidas. Mas você, você mesma, só existe
uma. Se algum dia aparecer outra você na sua frente, você pode dizer: é falsa.
[45] — Então eu sou a coisa mais valiosa do mundo.
— Olha, você deve estar valendo aí uns três trilhões...
Naquela noite a mãe de Maria passou pelo quarto dela e ouviu Maria falando com o Snoopy:
— Sabe um diamante?
A alternativa que apresenta a CORRETA separação silábica de todas as palavras é:
Questão 11 10180789
IFCE* 1° Ano 2010/2TORNAR-SE PESSOA – UM EMPREENDIMENTO
Para compreender a “aventura de tornar-se cônscio de si mesmo” e descobrir as fontes de vigor e
segurança íntima que são a recompensa do empreendimento, comecemos por indagar: “Que é esta pessoa,
este senso de self que procuramos?”
Há alguns anos, um psicólogo adquiriu um chimpanzé da mesma idade de seu filho bebê. Com a ideia
[5] de fazer uma experiência, como é hábito entre os de sua especialidade, criou o ser humano e o macaco juntos
em sua casa. Durante os primeiros meses, os dois evoluíram mais ou menos no mesmo ritmo, brincando juntos
e revelando poucas diferenças. Mas, após um ano, uma transformação começou a manifestar-se no bebê, e daí
em diante a diferença entre os dois tornou-se pronunciada.
Deu-se exatamente o que era de se esperar, pois existe pouca diversidade entre o ser humano e
[10] qualquer filhote de mamífero, desde a origem do feto no ventre materno, passando pelo primeiro pulsar do
coração, até a expulsão no momento do parto, o início da respiração independente e os primeiros meses de
vida. Mas aos dois anos, mais ou menos, surge no ser humano a mais importante e radical ocorrência no
processo evolutivo, isto é, a autoconsciência. Ele começa a perceber que é um “eu”. Quando feto, no ventre
materno, fazia parte do “nós original” com sua mãe. Mas, àquela altura, a criança, pela primeira vez, toma
[15] consciência de sua liberdade. Sente-a, segundo Gregory Bateson, no contexto do relacionamento com os pais.
Sente a si mesma como um indivíduo independente, capaz de opor-se a eles, se necessário. Esta notável
ocorrência constitui o nascimento da pessoa no animal humano.
MAY, R. O homem à procura de si mesmo. Trad. Áurea Brito Weissenberg. 32 ed. Petrópolis: Vozes, 02001.
Em “... existe pouca diversidade...”(linha 9), o verbo existir, que é pessoal, corresponde semanticamente ao verbo HAVER.
Em uma das opções, cometeu-se uma impropriedade em relação à concordância verbal de um desses verbos.
Questão 10 10180783
IFCE* 1° Ano 2010/2TORNAR-SE PESSOA – UM EMPREENDIMENTO
Para compreender a “aventura de tornar-se cônscio de si mesmo” e descobrir as fontes de vigor e
segurança íntima que são a recompensa do empreendimento, comecemos por indagar: “Que é esta pessoa,
este senso de self que procuramos?”
Há alguns anos, um psicólogo adquiriu um chimpanzé da mesma idade de seu filho bebê. Com a ideia
[5] de fazer uma experiência, como é hábito entre os de sua especialidade, criou o ser humano e o macaco juntos
em sua casa. Durante os primeiros meses, os dois evoluíram mais ou menos no mesmo ritmo, brincando juntos
e revelando poucas diferenças. Mas, após um ano, uma transformação começou a manifestar-se no bebê, e daí
em diante a diferença entre os dois tornou-se pronunciada.
Deu-se exatamente o que era de se esperar, pois existe pouca diversidade entre o ser humano e
[10] qualquer filhote de mamífero, desde a origem do feto no ventre materno, passando pelo primeiro pulsar do
coração, até a expulsão no momento do parto, o início da respiração independente e os primeiros meses de
vida. Mas aos dois anos, mais ou menos, surge no ser humano a mais importante e radical ocorrência no
processo evolutivo, isto é, a autoconsciência. Ele começa a perceber que é um “eu”. Quando feto, no ventre
materno, fazia parte do “nós original” com sua mãe. Mas, àquela altura, a criança, pela primeira vez, toma
[15] consciência de sua liberdade. Sente-a, segundo Gregory Bateson, no contexto do relacionamento com os pais.
Sente a si mesma como um indivíduo independente, capaz de opor-se a eles, se necessário. Esta notável
ocorrência constitui o nascimento da pessoa no animal humano.
MAY, R. O homem à procura de si mesmo. Trad. Áurea Brito Weissenberg. 32 ed. Petrópolis: Vozes, 02001.
Na expressão “... até a expulsão no momento do parto...” (linha 11)
Questão 9 10180777
IFCE* 1° Ano 2010/2TORNAR-SE PESSOA – UM EMPREENDIMENTO
Para compreender a “aventura de tornar-se cônscio de si mesmo” e descobrir as fontes de vigor e
segurança íntima que são a recompensa do empreendimento, comecemos por indagar: “Que é esta pessoa,
este senso de self que procuramos?”
Há alguns anos, um psicólogo adquiriu um chimpanzé da mesma idade de seu filho bebê. Com a ideia
[5] de fazer uma experiência, como é hábito entre os de sua especialidade, criou o ser humano e o macaco juntos
em sua casa. Durante os primeiros meses, os dois evoluíram mais ou menos no mesmo ritmo, brincando juntos
e revelando poucas diferenças. Mas, após um ano, uma transformação começou a manifestar-se no bebê, e daí
em diante a diferença entre os dois tornou-se pronunciada.
Deu-se exatamente o que era de se esperar, pois existe pouca diversidade entre o ser humano e
[10] qualquer filhote de mamífero, desde a origem do feto no ventre materno, passando pelo primeiro pulsar do
coração, até a expulsão no momento do parto, o início da respiração independente e os primeiros meses de
vida. Mas aos dois anos, mais ou menos, surge no ser humano a mais importante e radical ocorrência no
processo evolutivo, isto é, a autoconsciência. Ele começa a perceber que é um “eu”. Quando feto, no ventre
materno, fazia parte do “nós original” com sua mãe. Mas, àquela altura, a criança, pela primeira vez, toma
[15] consciência de sua liberdade. Sente-a, segundo Gregory Bateson, no contexto do relacionamento com os pais.
Sente a si mesma como um indivíduo independente, capaz de opor-se a eles, se necessário. Esta notável
ocorrência constitui o nascimento da pessoa no animal humano.
MAY, R. O homem à procura de si mesmo. Trad. Áurea Brito Weissenberg. 32 ed. Petrópolis: Vozes, 02001.
Em “Sente a si mesma como um indivíduo...” (linha 16), a coerência e a coesão textuais se dão, porque a flexão da mesma é decidida por
Questão 7 10180771
IFCE* 1° Ano 2010/2TORNAR-SE PESSOA – UM EMPREENDIMENTO
Para compreender a “aventura de tornar-se cônscio de si mesmo” e descobrir as fontes de vigor e
segurança íntima que são a recompensa do empreendimento, comecemos por indagar: “Que é esta pessoa,
este senso de self que procuramos?”
Há alguns anos, um psicólogo adquiriu um chimpanzé da mesma idade de seu filho bebê. Com a ideia
[5] de fazer uma experiência, como é hábito entre os de sua especialidade, criou o ser humano e o macaco juntos
em sua casa. Durante os primeiros meses, os dois evoluíram mais ou menos no mesmo ritmo, brincando juntos
e revelando poucas diferenças. Mas, após um ano, uma transformação começou a manifestar-se no bebê, e daí
em diante a diferença entre os dois tornou-se pronunciada.
Deu-se exatamente o que era de se esperar, pois existe pouca diversidade entre o ser humano e
[10] qualquer filhote de mamífero, desde a origem do feto no ventre materno, passando pelo primeiro pulsar do
coração, até a expulsão no momento do parto, o início da respiração independente e os primeiros meses de
vida. Mas aos dois anos, mais ou menos, surge no ser humano a mais importante e radical ocorrência no
processo evolutivo, isto é, a autoconsciência. Ele começa a perceber que é um “eu”. Quando feto, no ventre
materno, fazia parte do “nós original” com sua mãe. Mas, àquela altura, a criança, pela primeira vez, toma
[15] consciência de sua liberdade. Sente-a, segundo Gregory Bateson, no contexto do relacionamento com os pais.
Sente a si mesma como um indivíduo independente, capaz de opor-se a eles, se necessário. Esta notável
ocorrência constitui o nascimento da pessoa no animal humano.
MAY, R. O homem à procura de si mesmo. Trad. Áurea Brito Weissenberg. 32 ed. Petrópolis: Vozes, 02001.
A exemplo de ideia (linha 4), conforme a nova ortografia, não devem mais ser grafadas com acento as palavras
Questão 6 10180766
IFCE* 1° Ano 2010/2TORNAR-SE PESSOA – UM EMPREENDIMENTO
Para compreender a “aventura de tornar-se cônscio de si mesmo” e descobrir as fontes de vigor e
segurança íntima que são a recompensa do empreendimento, comecemos por indagar: “Que é esta pessoa,
este senso de self que procuramos?”
Há alguns anos, um psicólogo adquiriu um chimpanzé da mesma idade de seu filho bebê. Com a ideia
[5] de fazer uma experiência, como é hábito entre os de sua especialidade, criou o ser humano e o macaco juntos
em sua casa. Durante os primeiros meses, os dois evoluíram mais ou menos no mesmo ritmo, brincando juntos
e revelando poucas diferenças. Mas, após um ano, uma transformação começou a manifestar-se no bebê, e daí
em diante a diferença entre os dois tornou-se pronunciada.
Deu-se exatamente o que era de se esperar, pois existe pouca diversidade entre o ser humano e
[10] qualquer filhote de mamífero, desde a origem do feto no ventre materno, passando pelo primeiro pulsar do
coração, até a expulsão no momento do parto, o início da respiração independente e os primeiros meses de
vida. Mas aos dois anos, mais ou menos, surge no ser humano a mais importante e radical ocorrência no
processo evolutivo, isto é, a autoconsciência. Ele começa a perceber que é um “eu”. Quando feto, no ventre
materno, fazia parte do “nós original” com sua mãe. Mas, àquela altura, a criança, pela primeira vez, toma
[15] consciência de sua liberdade. Sente-a, segundo Gregory Bateson, no contexto do relacionamento com os pais.
Sente a si mesma como um indivíduo independente, capaz de opor-se a eles, se necessário. Esta notável
ocorrência constitui o nascimento da pessoa no animal humano.
MAY, R. O homem à procura de si mesmo. Trad. Áurea Brito Weissenberg. 32 ed. Petrópolis: Vozes, 02001.
A palavra “liberdade” (linha 15), se flexionada no plural, muda de sentido, isto é, passa a significar “atrevimento”.
O mesmo acontece com o par de palavras:
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