Questões de EFAF Português
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Questão 9 10739455
EPCAR 1º Ano - Português 2010Texto
ENSINA-ME A SONHAR
Foi na porta da escola que meu pai me falou:
- Vai, meu filho, e enxuga essa lágrima.
Eu era menino, pouco sabia, e achava que meus lápis
coloridos não seriam suficientes para enfrentar o mundo.
[5] Disseram-me que a vida não era tão fácil e que eu tinha
muito a aprender.
Salas de aula do colégio interno eu frequentei.
Sentado, escutava das cadeiras de madeira, marcadas pelo
tempo e pelos canivetes dos alunos, as lições dos mestres
[10] de outrora. Aprendia com o giz poeirento que sujava o
chão.
E, todos os dias, esbarrava com passos ligeiros de
pessoas apressadas. Senhoras elegantes de olheiras
cansadas, senhoritas delicadas de lábios pintados, homens
[15] de cara fechada e jaleco surrado, jovens de barba malfeita
e ideias rebeldes. Um senhor gorducho rabiscava com
habilidade números estranhos e dizia que Pitágoras, ah!
este sim, foi um grande homem. Olhos seguros falavam de
Camões e Machado, diziam que o sujeito podia estar oculto
[20] e até não existir. Explicavam-me o nome dos rios e dos
mares, a língua do Novo Mundo e a história do Velho.
Diziam-me que o quadrado era um losango, o sol uma
estrela, e que o coração batia sem saber.
Sei que já muito aprendi. Sei que a vida não é fácil,
[25] mas, agora, também não parece difícil.
Agradeço ao mestre que me despertou a dúvida,
mostrou-me o caminho e chorou quando errei. Pode até ser
que, hoje, esteja lendo seus livros, esquecido do mundo,
sem mais lecionar. Mas ele sabe, orgulhoso, que um dia já
[30] teve o sorriso sincero do aluno que aprendeu a lição. E eu
gostaria de, como criança levada que recebeu um presente,
dizer:
- Muito obrigado, meu professor.
Aluno Furia.
Homenagem a todos aqueles que estiveram ou estão nesta Escola, usando o jaleco do mestre e dando ao menino um sonho a buscar. Com dedicação e amor, humildade e respeito, riscam no quadro o futuro do aluno, esperando ansiosos por mais uma aula.
In: Senta a Pua! Turma Ponto 50, Barbacena, Dez. 2000.
Escreva (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas. Em seguida, assinale a alternativa com sequência correta.
( ) Em “Olhos seguros falavam...” configura-se um paradoxo.
( ) Em “... números estranhos”, “lápis coloridos não seriam suficientes para enfrentar o mundo” prevalece a linguagem conotativa.
( ) “Olhos seguros falavam de Camões e Machado, diziam que o sujeito podia estar oculto e até não existir.” evoca a atuação de todo o corpo docente.
( ) “Vai, meu filho, e enxuga essa lágrima.” possui dupla significação: denotativa e conotativa.
( ) Prevalece, no texto, a linguagem coloquial e a denotação, remetendo o leitor à função referencial da linguagem.
( ) “Muito obrigado, meu professor...” expressa semanticamente não só um agradecimento, mas também uma admiração.
Questão 8 10739453
EPCAR 1º Ano - Português 2010Texto
ENSINA-ME A SONHAR
Foi na porta da escola que meu pai me falou:
- Vai, meu filho, e enxuga essa lágrima.
Eu era menino, pouco sabia, e achava que meus lápis
coloridos não seriam suficientes para enfrentar o mundo.
[5] Disseram-me que a vida não era tão fácil e que eu tinha
muito a aprender.
Salas de aula do colégio interno eu frequentei.
Sentado, escutava das cadeiras de madeira, marcadas pelo
tempo e pelos canivetes dos alunos, as lições dos mestres
[10] de outrora. Aprendia com o giz poeirento que sujava o
chão.
E, todos os dias, esbarrava com passos ligeiros de
pessoas apressadas. Senhoras elegantes de olheiras
cansadas, senhoritas delicadas de lábios pintados, homens
[15] de cara fechada e jaleco surrado, jovens de barba malfeita
e ideias rebeldes. Um senhor gorducho rabiscava com
habilidade números estranhos e dizia que Pitágoras, ah!
este sim, foi um grande homem. Olhos seguros falavam de
Camões e Machado, diziam que o sujeito podia estar oculto
[20] e até não existir. Explicavam-me o nome dos rios e dos
mares, a língua do Novo Mundo e a história do Velho.
Diziam-me que o quadrado era um losango, o sol uma
estrela, e que o coração batia sem saber.
Sei que já muito aprendi. Sei que a vida não é fácil,
[25] mas, agora, também não parece difícil.
Agradeço ao mestre que me despertou a dúvida,
mostrou-me o caminho e chorou quando errei. Pode até ser
que, hoje, esteja lendo seus livros, esquecido do mundo,
sem mais lecionar. Mas ele sabe, orgulhoso, que um dia já
[30] teve o sorriso sincero do aluno que aprendeu a lição. E eu
gostaria de, como criança levada que recebeu um presente,
dizer:
- Muito obrigado, meu professor.
Aluno Furia.
Homenagem a todos aqueles que estiveram ou estão nesta Escola, usando o jaleco do mestre e dando ao menino um sonho a buscar. Com dedicação e amor, humildade e respeito, riscam no quadro o futuro do aluno, esperando ansiosos por mais uma aula.
In: Senta a Pua! Turma Ponto 50, Barbacena, Dez. 2000.
Considere o fragmento abaixo.
“Agradeço ao mestre que me despertou a dúvida, mostrou-me o caminho e chorou quando errei. Pode até ser que, hoje, esteja lendo seus livros, esquecido do mundo, sem mais lecionar. Mas ele sabe, orgulhoso, que um dia já teve o sorriso sincero do aluno que aprendeu a lição. E eu gostaria de, como criança levada que recebeu um presente, dizer:
– Muito obrigado, meu professor.”
Analise as afirmativas a seguir.
I) A situação proposta ocorre no presente e retrocede ao passado quando se refere à figura do mestre: “...me despertou...”, “...mostrou-me...”.
II) Em “Muito obrigado”, o adjetivo concorda com o gênero do locutor.
III) No trecho que vai de “Mas ele sabe, ...dizer:” prevalece a intransitividade verbal.
IV) Infere-se que o mestre é atuante, ele educa e ensina verdadeiramente.
V) As palavras “despertou”, “caminho” e “errei” referem-se à decisão de seguir a carreira militar.
Estão corretas apenas
Questão 7 10739444
EPCAR 1º Ano - Português 2010Texto
ENSINA-ME A SONHAR
Foi na porta da escola que meu pai me falou:
- Vai, meu filho, e enxuga essa lágrima.
Eu era menino, pouco sabia, e achava que meus lápis
coloridos não seriam suficientes para enfrentar o mundo.
[5] Disseram-me que a vida não era tão fácil e que eu tinha
muito a aprender.
Salas de aula do colégio interno eu frequentei.
Sentado, escutava das cadeiras de madeira, marcadas pelo
tempo e pelos canivetes dos alunos, as lições dos mestres
[10] de outrora. Aprendia com o giz poeirento que sujava o
chão.
E, todos os dias, esbarrava com passos ligeiros de
pessoas apressadas. Senhoras elegantes de olheiras
cansadas, senhoritas delicadas de lábios pintados, homens
[15] de cara fechada e jaleco surrado, jovens de barba malfeita
e ideias rebeldes. Um senhor gorducho rabiscava com
habilidade números estranhos e dizia que Pitágoras, ah!
este sim, foi um grande homem. Olhos seguros falavam de
Camões e Machado, diziam que o sujeito podia estar oculto
[20] e até não existir. Explicavam-me o nome dos rios e dos
mares, a língua do Novo Mundo e a história do Velho.
Diziam-me que o quadrado era um losango, o sol uma
estrela, e que o coração batia sem saber.
Sei que já muito aprendi. Sei que a vida não é fácil,
[25] mas, agora, também não parece difícil.
Agradeço ao mestre que me despertou a dúvida,
mostrou-me o caminho e chorou quando errei. Pode até ser
que, hoje, esteja lendo seus livros, esquecido do mundo,
sem mais lecionar. Mas ele sabe, orgulhoso, que um dia já
[30] teve o sorriso sincero do aluno que aprendeu a lição. E eu
gostaria de, como criança levada que recebeu um presente,
dizer:
- Muito obrigado, meu professor.
Aluno Furia.
Homenagem a todos aqueles que estiveram ou estão nesta Escola, usando o jaleco do mestre e dando ao menino um sonho a buscar. Com dedicação e amor, humildade e respeito, riscam no quadro o futuro do aluno, esperando ansiosos por mais uma aula.
In: Senta a Pua! Turma Ponto 50, Barbacena, Dez. 2000.
Assinale a alternativa INCORRETA.
Questão 3 10739431
EPCAR 1º Ano - Português 2010Texto
Carta à Minha Escola
Aluno Furia
Minha querida EPCAR,
Já és uma senhora. Uma balzaquiana cheia de vida, de
esperanças e de sonhos não sonhados, uma senhora
responsável por centenas de jovens corações pulsando
vibrantes, com o futuro correndo nas veias, e a paixão
[5] estalando nos ossos.
Ah, mas não há uma noite que a saudade não se faça
presente, não há um de seus dias sempre iguais, em que a
solidão e a alma não estejam repletas de incertezas quanto
ao futuro. Como são bravos os teus filhos, tão cheios de
[10] vontade, capazes de dar a vida que ainda não tiveram para
honrar o teu nome! São filhos do sonho de voar, netos de
Ícaro, sobrinhos de Bartolomeu de Gusmão, herdeiros de
Santos Dumont.
Ah, minha Senhora, já viste tantas coisas! Quantos
segredos ouviste e não contaste a ninguém. Quantos
amores teus já partiram sem que derramasses uma única
lágrima. Quantos meninos de olhos assustados
transformaste em homens de coragem incontestável na
arte de pilotar um avião ou enaltecer a vida civil. Quantos
[20] destinos aqui se cruzaram. Quantos anos se passaram...
Em cada canto um nome, uma história para contar.
EPCAR, ninguém pode te explicar, nem tudo tem
explicações. Mas teu lema ecoa como um suspiro de
saudade no fundo do peito de cada um que já esteve em
[25] teus braços e acalentaste com teu afago, e cada um, ainda
que por um momento, entendeu o “Nom multa sed
multum.”
Há cinquenta e um anos vens moldando o caráter de
cidadãos brasileiros, ensinando-lhes a dignidade, a união, a
[30] compaixão e a amizade. De Barbacena, dizes a todos que o
destino dos sonhadores ainda não foi escrito e que ela
continua azul... E, se hoje completas mais um ano de
existência, faze-o com a certeza de ter cumprido tua
missão, com a certeza de que amanhã, quando a corneta
[35] tocar, outros meninos chegarão, serão irmanados e, como
todos os que aqui se formaram, guardarão na memória,
com suave ternura, teu legado de honra em prol da
educação militar no Brasil.
In: Senta a Pua! Turma Ponto 50 – Barbacena, Dez 2000.
Assinale a alternativa correta.
Questão 18 10737008
CMBH 6° Ano - Português 2010TEXTO
ÍCARO
Dédalo construiu o labirinto para Minos, mas, depois, caiu no desagrado do rei e foi aprisionado em
uma torre. Conseguiu fugir da prisão, mas não podia sair da ilha por mar, pois o rei mantinha severa
vigilância sobre todos os barcos que partiam e não permitia que nenhuma embarcação zarpasse antes de
ser rigorosamente revistada.
[5] “Minos pode vigiar a terra e o mar, mas não o ar” - disse Dédalo. “Tentarei esse caminho.”
Pôs-se, então, a fabricar asas para ele próprio e para seu jovem filho, Ícaro. Uniu as penas, começando
das menores e acrescentado as maiores, de modo a formar uma superfície crescente. Prendeu as penas
maiores com fios e as menores com cera e deu ao conjunto uma curvatura delicada, como as asas das aves.
O menino Ícaro, de pé, ao seu lado, contemplava o trabalho, ora correndo para ir apanhar as penas que o
[10] vento levava, ora modelando a cera com os dedos e prejudicando, com seus folguedos, o trabalho do pai.
Quando, afinal, o trabalho foi terminado, o artista, agitando as asas, viu-se flutuando e equilibrando-se no
ar. Em seguida, equipou o filho da mesma maneira e ensinou-o a voar, como a ave ensina ao filhote,
lançando-o ao ar, do elevado ninho.
- Ícaro, meu filho – disse, quando tudo ficou pronto para o voo - , recomendo-te que voes a uma altura
[15] moderada, pois, se voares muito baixo, a umidade emperrará tuas asas e, se voares muito alto, o calor as
derreterá. Conserva-te perto de mim e estarás em segurança.
Enquanto dava essas instruções e ajustava as asas aos ombros do filho, Dédalo tinha o rosto coberto de
lágrimas e suas mãos tremiam. Beijou o menino, sem saber que era pela última vez, depois, elevando-se
em suas asas, voou, encorajando o filho a fazer o mesmo e olhando para trás, a fim de ver como o menino
[20] manejava as asas. Ao ver os dois voarem, o lavrador parava o trabalho para contemplá-los e o pastor
apoiava-se no cajado, voltando os olhos para o ar, atônitos ante o que viam, e julgando que eram deuses
aqueles que conseguiam cortar o ar de tal modo.
Os dois haviam deixado Samos e Delos à esquerda e Lebintos à direita, quando o rapazinho, exultante
com o voo, começou a abandonar a direção do companheiro e a elevar-se para alcançar o céu. A
[25] proximidade do ardente sol amoleceu a cera que prendia as penas e estas desprenderam-se. O jovem
agitava os braços, mas já não havia penas para sustentá-lo no ar. Lançando gritos dirigidos ao pai,
mergulhou nas águas azuis do mar que, de então para diante, recebeu o seu nome.
- Ícaro, Ícaro, onde estás? - gritou o pai.
Afinal, viu as penas flutuando na água e, amargamente, lamentando a própria arte, enterrou o corpo e
[30] denominou a região Icária, em memória ao filho. Dédalo chegou são e salvo à Sicília, onde ergueu um
templo a Apolo, lá depositando as asas, que ofereceu ao deus.
(Thomas Bulfinch. O livro de ouro da mitologia, Rio, Ed. Tecnoprint, 1965, p. 174-6)
“(...) ... onde ergueu um templo a Apolo, lá depositando as asas, que ofereceu ao deus (...)” (linhas 30 e 31).
A palavra grifada é um exemplo de:
Questão 17 10737007
CMBH 6° Ano - Português 2010TEXTO
ÍCARO
Dédalo construiu o labirinto para Minos, mas, depois, caiu no desagrado do rei e foi aprisionado em
uma torre. Conseguiu fugir da prisão, mas não podia sair da ilha por mar, pois o rei mantinha severa
vigilância sobre todos os barcos que partiam e não permitia que nenhuma embarcação zarpasse antes de
ser rigorosamente revistada.
[5] “Minos pode vigiar a terra e o mar, mas não o ar” - disse Dédalo. “Tentarei esse caminho.”
Pôs-se, então, a fabricar asas para ele próprio e para seu jovem filho, Ícaro. Uniu as penas, começando
das menores e acrescentado as maiores, de modo a formar uma superfície crescente. Prendeu as penas
maiores com fios e as menores com cera e deu ao conjunto uma curvatura delicada, como as asas das aves.
O menino Ícaro, de pé, ao seu lado, contemplava o trabalho, ora correndo para ir apanhar as penas que o
[10] vento levava, ora modelando a cera com os dedos e prejudicando, com seus folguedos, o trabalho do pai.
Quando, afinal, o trabalho foi terminado, o artista, agitando as asas, viu-se flutuando e equilibrando-se no
ar. Em seguida, equipou o filho da mesma maneira e ensinou-o a voar, como a ave ensina ao filhote,
lançando-o ao ar, do elevado ninho.
- Ícaro, meu filho – disse, quando tudo ficou pronto para o voo - , recomendo-te que voes a uma altura
[15] moderada, pois, se voares muito baixo, a umidade emperrará tuas asas e, se voares muito alto, o calor as
derreterá. Conserva-te perto de mim e estarás em segurança.
Enquanto dava essas instruções e ajustava as asas aos ombros do filho, Dédalo tinha o rosto coberto de
lágrimas e suas mãos tremiam. Beijou o menino, sem saber que era pela última vez, depois, elevando-se
em suas asas, voou, encorajando o filho a fazer o mesmo e olhando para trás, a fim de ver como o menino
[20] manejava as asas. Ao ver os dois voarem, o lavrador parava o trabalho para contemplá-los e o pastor
apoiava-se no cajado, voltando os olhos para o ar, atônitos ante o que viam, e julgando que eram deuses
aqueles que conseguiam cortar o ar de tal modo.
Os dois haviam deixado Samos e Delos à esquerda e Lebintos à direita, quando o rapazinho, exultante
com o voo, começou a abandonar a direção do companheiro e a elevar-se para alcançar o céu. A
[25] proximidade do ardente sol amoleceu a cera que prendia as penas e estas desprenderam-se. O jovem
agitava os braços, mas já não havia penas para sustentá-lo no ar. Lançando gritos dirigidos ao pai,
mergulhou nas águas azuis do mar que, de então para diante, recebeu o seu nome.
- Ícaro, Ícaro, onde estás? - gritou o pai.
Afinal, viu as penas flutuando na água e, amargamente, lamentando a própria arte, enterrou o corpo e
[30] denominou a região Icária, em memória ao filho. Dédalo chegou são e salvo à Sicília, onde ergueu um
templo a Apolo, lá depositando as asas, que ofereceu ao deus.
(Thomas Bulfinch. O livro de ouro da mitologia, Rio, Ed. Tecnoprint, 1965, p. 174-6)
“(...) ... viu as penas flutuando na água e, amargamente, (...)” (linha 29).
No trecho, o advérbio traduz a ideia de:
06
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