Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 2 169223
IFPE 2015Versos Íntimos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
ANJOS, Augusto dos Disponível em: http://pensador.uol.com.br/poemas_de_augusto_dos_anjos/. Acesso em: 30 set. 2014.
No que tange à sintaxe de concordância, assinale a única alternativa CORRETA.
Questão 4 168952
IFS 2015“... O Conde Olaf tinha um grande número de falas muito longas, que ele interpretou com gestos e expressões faciais grandiloqüentes. Ninguém pareceu ter notado que ele segurava o tempo todo um walkie-talkie.
Por fim, a Juíza Strauss começou a falar e Klaus viu que ela estava lendo diretamente do livro jurídico. A juíza tinha os olhos cintilantes e o rosto afogueado ao atuar no palco pela primeira vez, a magia da presença em cena tirando-lhe qualquer capacidade de perceber que estava sendo usada para o plano de Olaf. Ela falava e falava sobre Olaf e Violet se amarem na doença e na saúde, nos tempos favoráveis e nos tempos adversos, e todas aquelas coisas que se dizem às muitas pessoas que, por um motivo ou outro, decidem se casar.
Quando terminou seu discurso, a Juíza Strauss se virou para o Conde Olaf e perguntou: “Aceita esta mulher como sua legítima esposa?”
“Sim”, disse o Conde Olaf, sorrindo. Klaus viu Violet estremecer.
“E você”, disse a Juíza Straus, virando-se para Violet “aceita este homem como seu legítimo esposo?”
(capítulo doze, página 131)
Os jovens Baudelaire conseguiram se livrar do plano do Conde Olaf porque:
Questão 36 168903
IFRS 2015INSTRUÇÃO: Responda à questão com base no texto abaixo.
Idade dos hábitos
[01] Na adolescência, queremos ser diferentes da família e iguais aos colegas e amigos de tribo. Em
[02] casa, não suportamos a repetição. Na rua, não aceitamos a diferença. É por isso que o adolescente
[03] costuma ser chamado de ovelha negra. Quer ser diferente, mas no rebanho. Até certo momento da idade
[04] adulta, queremos novidades, distinções e descobertas. Em algum momento, porém, começa a idade dos
[05] hábitos.
[06] — Que tal sair para jantar?
[07] — Boa ideia!
[08] — Um lugarzinho diferente!
[09] — Ah, não!
[10] — Que mania de ir sempre nos mesmos lugares.
[11] — Os mesmos bons lugares.
[12] […] É a vida. A cada etapa uma mania. Existe a etapa da mania de ganhar dinheiro. E a etapa da
[13] mania de gastar dinheiro. Tem a época de gastar dinheiro em lugares diferentes e a época de gastar
[14] dinheiro sempre no mesmo lugar. O ser humano é um animal de hábitos. O verbo habitar diz tudo. O
[15] apogeu do hábito é não querer mais sair de casa.
SILVA, Juremir Machado da. Correio do Povo, 12 de julho de 2014.
Pode-se afirmar que o autor
Questão 34 168901
IFRS 2015O pagamento final
[01] Muita gente sonha em ser rica e, vendo o dinheiro abrir tantas portas, entende que só assim a
[02] felicidade é possível, mas o chato de se ser respeitado e amado só pelo que se tem, é que não se é
[03] amado de verdade nem respeitado a não ser através destes bens. Isto é uma armadilha da vaidade.
[04] Significa que suas conquistas afetivas migrarão para outro portador caso seus bens mudem de dono. É
[05] uma ficção este poder. Não está em nós. Pertence ao que possuímos. Neste “cassino” os bens imateriais
[06] não contam. Pois, analfabeta de escola, mas instruída da vida, dona Maria da Natividade, a sábia mãe de
[07] Antonio Pitanga meu querido, dizia aos seus filhos quando brigavam por objetos: “Filhos, pra que isso?
[08] Caixão não tem gaveta!”. Talvez nos soe crua demais tal sentença, mas é altamente libertadora.
[09] Desprezamos os outros porque não são de nossa tribo, rimos de seu jeito de falar e de vestir porque não
[10] é o nosso, e julgamo-los por não terem os bens que nós consideramos bens. Então, matamos e nos
[11] matamos por dinheiro. Humilhamos os que não o têm. E inauguramos a cada dia novas guerras querendo
[12] poder e fortuna. Não escutamos a dona Maria da Natividade. A doença nossa é a doença do mundo: de
[13] negar a morte e a desimportância das joias na cena final.
LUCINDA, Elisa. O pagamento final. In: ____. Parem de falar mal da rotina. São Paulo: Lua de Papel, 2010.
Ao afirmar que “Caixão não tem gaveta!” (linha 8), dona Maria da Natividade
Questão 33 168900
IFRS 2015O pagamento final
[01] Muita gente sonha em ser rica e, vendo o dinheiro abrir tantas portas, entende que só assim a
[02] felicidade é possível, mas o chato de se ser respeitado e amado só pelo que se tem, é que não se é
[03] amado de verdade nem respeitado a não ser através destes bens. Isto é uma armadilha da vaidade.
[04] Significa que suas conquistas afetivas migrarão para outro portador caso seus bens mudem de dono. É
[05] uma ficção este poder. Não está em nós. Pertence ao que possuímos. Neste “cassino” os bens imateriais
[06] não contam. Pois, analfabeta de escola, mas instruída da vida, dona Maria da Natividade, a sábia mãe de
[07] Antonio Pitanga meu querido, dizia aos seus filhos quando brigavam por objetos: “Filhos, pra que isso?
[08] Caixão não tem gaveta!”. Talvez nos soe crua demais tal sentença, mas é altamente libertadora.
[09] Desprezamos os outros porque não são de nossa tribo, rimos de seu jeito de falar e de vestir porque não
[10] é o nosso, e julgamo-los por não terem os bens que nós consideramos bens. Então, matamos e nos
[11] matamos por dinheiro. Humilhamos os que não o têm. E inauguramos a cada dia novas guerras querendo
[12] poder e fortuna. Não escutamos a dona Maria da Natividade. A doença nossa é a doença do mundo: de
[13] negar a morte e a desimportância das joias na cena final.
LUCINDA, Elisa. O pagamento final. In: ____. Parem de falar mal da rotina. São Paulo: Lua de Papel, 2010.
Assinale a alternativa que apresenta as palavras ou expressões, utilizadas anteriormente, que substituem os pronomes “los” (linha 10) e “o” (linha 11).
Questão 6 168308
IFMG 2015— Caxias nada. Eu que não estude pra você ver... Vou ficar na beirada do fogão e do tanque a vida toda que nem a mãe. Meu pai é que é ranzinza e um casca de ferida mesmo...
O substantivo mais adequado para definir o sentimento de Marta é
06
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