Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 59 11230322
IFSP 2010/1O Brasil é um incinerador de cérebros
Cristóvam Buarque *
1 É comum o horror diante da brutalidade de dirigentes que queimam livros e prendem ou matam intelectuais como o imperador chinês Shih Huang Ti, que, 210 anos antes de Cristo, decidiu queimar todos os livros e matar todos os estudiosos do seu império.
2 Até hoje, a Inquisição horroriza o imaginário da humanidade pelo crime de destruir livros e matar intelectuais durante a Idade Média. Em Berlim, no campus da universidade Humboldt, há um local de reverência indignada no lugar onde Hitler queimou milhares de livros.
3 Mas não nos horrorizamos quando os livros são impedidos de ser escritos e os jovens de se transformarem em escritores. Indignamo-nos com a queima de livros e a prisão de escritores, mas não com a incineração de cérebros como se faz no Brasil, ao negarmos educação ao povo.
4 Pior do que queimadores de livros, somos incineradores de cérebros que escreveriam livros, se tivessem a chance de estudar. A história do Brasil é a história do impedimento de que livros sejam escritos e de que cientistas e intelectuais floresçam.
5 Quando os livros são queimados, alguns se salvam. Mas se eles não são escritos, não há o que salvar. Quando os escritores se salvam, eles escrevem outros livros, mas quando não aprendem a ler, queimamse todos os livros que poderia escrever.
6 O Brasil é um crematório de cérebros. Ao nascer, cada ser humano traz o imenso potencial de um cérebro vivo e virgem. Como um poço de energia a ser ainda construído pela educação. No Brasil, treze por cento dos adultos são analfabetos; apenas trinta e cinco por cento concluem o ensino médio; destes, só a metade tem uma educação básica com qualidade acima da média. Portanto, oitenta e dois por cento ficam impedidos de escrever e todos os livros que escreveriam são queimados antes de escritos. Como se o Brasil fosse um imenso crematório de inteligências.
7 As consequências são perfeitamente perceptíveis: basta olhar a cara da escola pública no presente para ver a cara do País no futuro. Apesar de nossos quase 200 milhões de cérebros, o quinto maior potencial intelectual do mundo, o Brasil continuará a ser um país periférico na produção de conhecimento.
8 O resultado já é visível: ineficiência, atraso, violência, desemprego, desigualdade, tolerância com a corrupção e a contravenção. Um país dividido por um muro da desigualdade que separa pobres e ricos e separado das nações desenvolvidas.
9 Durante anos, falou-se no decolar da economia. Achava-se que para um país ter futuro bastava educar uma elite, um pequeno conjunto de profissionais superiores a serviço da economia. Formamos uma minoria no ensino superior, escolhida depois de rejeitar a imensa maioria na educação de base, e perdermos o potencial das dezenas de milhões deixados para trás.
10 Ou o Brasil se educa ou fracassa: ou educamos todos ou não teremos futuro e a desigualdade continuará. Se a universidade é a fábrica do futuro, o ensino fundamental é a fábrica da universidade.
11 Sem uma professora primária que lhe tivesse ensinado as primeiras letras e as quatro operações, Albert Einstein não teria se tornado cientista. Nossos prêmios Nobel morreram antes de aprender as quatro operações.
12 Não podemos formar inteligências enquanto formos queimadores de cérebros. Não podemos melhorar a educação superior sem uma educação realmente universal e de qualidade para todos.
*Adaptado de um texto de sua autoria.
Considere as formas verbais destacadas nas seguintes construções extraídas do texto:
(1) “Não podemos formar inteligências enquanto formos queimadores de cérebros.”(parágrafo 12)
(2) “... cérebros que escreveriam livros, se tivessem a chance de estudar.” (parágrafo 04)
Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, o tempo e o modo em que esses verbos estão conjugados.
Questão 56 11230318
IFSP 2010/1O Brasil é um incinerador de cérebros
Cristóvam Buarque *
1 É comum o horror diante da brutalidade de dirigentes que queimam livros e prendem ou matam intelectuais como o imperador chinês Shih Huang Ti, que, 210 anos antes de Cristo, decidiu queimar todos os livros e matar todos os estudiosos do seu império.
2 Até hoje, a Inquisição horroriza o imaginário da humanidade pelo crime de destruir livros e matar intelectuais durante a Idade Média. Em Berlim, no campus da universidade Humboldt, há um local de reverência indignada no lugar onde Hitler queimou milhares de livros.
3 Mas não nos horrorizamos quando os livros são impedidos de ser escritos e os jovens de se transformarem em escritores. Indignamo-nos com a queima de livros e a prisão de escritores, mas não com a incineração de cérebros como se faz no Brasil, ao negarmos educação ao povo.
4 Pior do que queimadores de livros, somos incineradores de cérebros que escreveriam livros, se tivessem a chance de estudar. A história do Brasil é a história do impedimento de que livros sejam escritos e de que cientistas e intelectuais floresçam.
5 Quando os livros são queimados, alguns se salvam. Mas se eles não são escritos, não há o que salvar. Quando os escritores se salvam, eles escrevem outros livros, mas quando não aprendem a ler, queimamse todos os livros que poderia escrever.
6 O Brasil é um crematório de cérebros. Ao nascer, cada ser humano traz o imenso potencial de um cérebro vivo e virgem. Como um poço de energia a ser ainda construído pela educação. No Brasil, treze por cento dos adultos são analfabetos; apenas trinta e cinco por cento concluem o ensino médio; destes, só a metade tem uma educação básica com qualidade acima da média. Portanto, oitenta e dois por cento ficam impedidos de escrever e todos os livros que escreveriam são queimados antes de escritos. Como se o Brasil fosse um imenso crematório de inteligências.
7 As consequências são perfeitamente perceptíveis: basta olhar a cara da escola pública no presente para ver a cara do País no futuro. Apesar de nossos quase 200 milhões de cérebros, o quinto maior potencial intelectual do mundo, o Brasil continuará a ser um país periférico na produção de conhecimento.
8 O resultado já é visível: ineficiência, atraso, violência, desemprego, desigualdade, tolerância com a corrupção e a contravenção. Um país dividido por um muro da desigualdade que separa pobres e ricos e separado das nações desenvolvidas.
9 Durante anos, falou-se no decolar da economia. Achava-se que para um país ter futuro bastava educar uma elite, um pequeno conjunto de profissionais superiores a serviço da economia. Formamos uma minoria no ensino superior, escolhida depois de rejeitar a imensa maioria na educação de base, e perdermos o potencial das dezenas de milhões deixados para trás.
10 Ou o Brasil se educa ou fracassa: ou educamos todos ou não teremos futuro e a desigualdade continuará. Se a universidade é a fábrica do futuro, o ensino fundamental é a fábrica da universidade.
11 Sem uma professora primária que lhe tivesse ensinado as primeiras letras e as quatro operações, Albert Einstein não teria se tornado cientista. Nossos prêmios Nobel morreram antes de aprender as quatro operações.
12 Não podemos formar inteligências enquanto formos queimadores de cérebros. Não podemos melhorar a educação superior sem uma educação realmente universal e de qualidade para todos.
*Adaptado de um texto de sua autoria.
No parágrafo 06, no trecho
“No Brasil, treze por cento dos adultos são analfabetos; apenas trinta e cinco por cento concluem o ensino médio e, destes, só a metade tem uma educação básica com qualidade acima da média.”
a palavra destacada refere-se a (à, aos)
Questão 38 10932523
Liceu-SP 2010Para responder à questão, leja o texto.
STF é palco de disputa entre grupos pró e contra lei antifumo
Enquanto o governo de São Paulo festeja os resultados dos dois primeiros meses de aplicação da lei antifumo, ONGs e entidades que representam os setores hoteleiro e gastronômico travam uma disputa no Supremo Tribunal Federal.
Em vigor desde 7 de agosto, a lei proíbe fumar em ambientes fechados de uso coletivo. Proposta pela CNTUR (Confederação Nacional do Turismo), a ação que pede a inconstitucionalidade da lei tem apoio da Abresi (Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo) e enfrenta resistência de quatro instituições contrárias ao tabagismo. A estratégia dos que querem derrubar a lei (CNTUR e Abresi) é mostrar que ela afeta economicamente os bares, restaurantes, hotéis e outros estabelecimentos onde, antes da vigência dessa regra, era permitido fumar.
"A corte deve analisar todos os aspectos. O econômico não deve ser deixado de lado", diz o diretor jurídico da Abresi, Marcus Vinícius Rosa.
Por outro lado, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Turismo, a unidade brasileira da Associação Mundial Antitabagismo, a ACT (Associação de Controle do Tabagismo) e a Fundação Ary Frauzino para Pesquisa e Controle do Câncer querem convencer o STF de que a lei é uma ação de apoio à saúde pública e, por isso, não pode ser derrubada.
(Folha de S.Paulo, 10/10/2009.)
No trecho - A estratégia dos que querem derrubar a lei (CNTUR e Abresi) é mostrar que ela afeta economicamente os bares, restaurantes, hotéis e outros estabelecimentos onde, antes da vigência dessa regra, era permitido fumar. - o termo onde, em conformidade com a norma culta, pode ser substituído por
Questão 37 10932522
Liceu-SP 2010Para responder à questão, leja o texto.
STF é palco de disputa entre grupos pró e contra lei antifumo
Enquanto o governo de São Paulo festeja os resultados dos dois primeiros meses de aplicação da lei antifumo, ONGs e entidades que representam os setores hoteleiro e gastronômico travam uma disputa no Supremo Tribunal Federal.
Em vigor desde 7 de agosto, a lei proíbe fumar em ambientes fechados de uso coletivo. Proposta pela CNTUR (Confederação Nacional do Turismo), a ação que pede a inconstitucionalidade da lei tem apoio da Abresi (Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo) e enfrenta resistência de quatro instituições contrárias ao tabagismo. A estratégia dos que querem derrubar a lei (CNTUR e Abresi) é mostrar que ela afeta economicamente os bares, restaurantes, hotéis e outros estabelecimentos onde, antes da vigência dessa regra, era permitido fumar.
"A corte deve analisar todos os aspectos. O econômico não deve ser deixado de lado", diz o diretor jurídico da Abresi, Marcus Vinícius Rosa.
Por outro lado, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Turismo, a unidade brasileira da Associação Mundial Antitabagismo, a ACT (Associação de Controle do Tabagismo) e a Fundação Ary Frauzino para Pesquisa e Controle do Câncer querem convencer o STF de que a lei é uma ação de apoio à saúde pública e, por isso, não pode ser derrubada.
(Folha de S.Paulo, 10/10/2009.)
Assinale a alternativa que apresenta frase correta quanto à pontuação.
Questão 36 10932521
Liceu-SP 2010Para responder à questão, leja o texto.
STF é palco de disputa entre grupos pró e contra lei antifumo
Enquanto o governo de São Paulo festeja os resultados dos dois primeiros meses de aplicação da lei antifumo, ONGs e entidades que representam os setores hoteleiro e gastronômico travam uma disputa no Supremo Tribunal Federal.
Em vigor desde 7 de agosto, a lei proíbe fumar em ambientes fechados de uso coletivo. Proposta pela CNTUR (Confederação Nacional do Turismo), a ação que pede a inconstitucionalidade da lei tem apoio da Abresi (Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo) e enfrenta resistência de quatro instituições contrárias ao tabagismo. A estratégia dos que querem derrubar a lei (CNTUR e Abresi) é mostrar que ela afeta economicamente os bares, restaurantes, hotéis e outros estabelecimentos onde, antes da vigência dessa regra, era permitido fumar.
"A corte deve analisar todos os aspectos. O econômico não deve ser deixado de lado", diz o diretor jurídico da Abresi, Marcus Vinícius Rosa.
Por outro lado, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Turismo, a unidade brasileira da Associação Mundial Antitabagismo, a ACT (Associação de Controle do Tabagismo) e a Fundação Ary Frauzino para Pesquisa e Controle do Câncer querem convencer o STF de que a lei é uma ação de apoio à saúde pública e, por isso, não pode ser derrubada.
(Folha de S.Paulo, 10/10/2009.)
O texto revela que a lei antifumo
Questão 31 10932503
Liceu-SP 2010Leia ao texto.
De vira - latas e emoções
SÃO PAULO Por muito que esteja ficando cachorro grande, o Brasil não consegue livrar-se do complexo de vira-lata, como dizia Nelson Rodrigues, talvez o maior escafandrista da alma brasileira.
Prova mais recente: a deferência com que foram tratados nesta semana dois dos consultores da campanha de Barack Obama, como se tivéssemos algo a aprender em matéria de marketing político. Quero dizer, sempre se aprende algo com alguém, mas, nessa matéria, somos é mestres, não alunos.
Basta lembrar que há 60 anos, antes que existisse marketing (político ou comercial), já tínhamos um Jânio Quadros a espalhar caspa pelo paletó para fazer-se "do povo". E era um campeão de votos.
(Folha de S.Paulo. 18/10/2009.)
A frase - Era um campeão de votos. -
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)