Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 1 10129032
CMPA 1º Ano - Língua Portuguesa 2015Leia atentamente o texto e responda à questão, assinalando a única alternativa correta.
Texto
Amizade Virtual
Uma amizade virtual quase sempre começa perguntando: “Alguém ker
tc?”
Nos remotos tempos, começava-se uma conversa, que poderia ser o início
de uma amizade, perguntando ao outro: “Será que vai chover?”; hoje, a
[5] modernidade nos abraça com as salas de bate-papo. Percebemos que não é
preciso se ter um lugar apropriado para que uma boa conversa se inicie,
especialmente, quando estamos com nossos amigos.
Muito mais que apenas ter alguém com quem conversar, com as nossas
amizades adquirimos e partilhamos conhecimentos, contamos ou relembramos
[10] histórias, experiências e até mesmo costumes.
Não é difícil perceber, nos grupos de pessoas mais jovens, um
comportamento quase comum em toda a “galera”. Da maneira como se
expressam até o jeito de se vestir, parece que é repetido por toda a turma. De
modo direto, refletimos, no nosso comportamento, hábitos comuns do ambiente
[15] em que convivemos.
Atualmente, muito se percebe a dificuldade de algumas pessoas de
escrever, sem inserir na escrita costumes utilizados nos meios virtuais, tais
como: abreviações estranhas, frases curtas ou de misturar, em um e-mail
comercial, verbetes utilizados nos meios virtuais entre outros detalhes.
[20] Não negamos os créditos da Internet quanto à sua eficiência e
versatilidade. Através desta mídia, nutrimos nossos antigos relacionamentos
quando separados pela distância. Parentes mantêm contato através de áudio e
vídeo, minimizando a saudade, mergulhados nesse mundo cibernético que se
estende em fã-pages, programas de mensagens instantâneas. Facilmente, sem
[35] perceber “o amigo do meu amigo” passou a ser nosso amigo também, mesmo
que não o tenhamos conhecido pessoalmente.
Por outro lado, impressiona-nos a facilidade com que começamos uma
nova “amizade”, perguntando: “Alguém ker tc?”.
Por horas a fio, podemos passar longos períodos conversando todo tipo de
[30] assunto sem que jamais tenha um fim. De conversas sem compromisso até
muitas confidências e conselhos são trocados dentro de um relacionamento
cibernético.
Contudo, não significa que uma amizade que começou no mundo digital
não se torne real. Há quem mantenha grandes amizades, as quais começaram
[35] no virtual e consolidaram-se na realidade de um encontro.
Se cautela e equilíbrio são atributos que devem sempre nos acompanhar,
para evoluirmos em nossos relacionamentos, precisamos estar muito mais
atentos quando nos dispomos a adentrar num mundo em que fantasia e
realidade convivem no mesmo link.
[40] É no contato direto com nossos amigos que favorecemos o vínculo
profundo, com sentimentos que nutrem e solidificam nossos laços fraternos. Do
contrário, podemos correr o risco de ter uma extensa lista de “amigos on-line”,
mas continuando a ir ao cinema sozinhos.
Dado Moura Adaptado de:http://meurelacionamento.net/amizade-virtual
Em seu sentido global, o texto
Questão 17 1393448
CN 2° Dia 2015Texto
Quando se pergunta à população brasileira, em uma pesquisa de opinião, qual seria o problema fundamental do Brasil, a maioria indica a precariedade da educação. Os entrevistados costumam apontar que o sistema educacional brasileiro não é capaz de preparar os jovens para a compreensão de textos simples, elaboração de cálculos aritméticos de operações básicas, conhecimento elementar de física e química, e outros fornecidos pelas escolas fundamentais.
[...]
Certa vez, participava de uma reunião de pais e professores em uma escola privada brasileira de destaque e notei que muitos pais expressavam o desejo de ter bons professores, satas de aula com poucos alunos, mas não se sentiam responsáveis para participarem ativamente das atividades educacionais, inclusive custeando os seus serviços. Se os pais não conseguiam entender que esta aritmética não fecha e que a sua aspiração estaria no campo do milagre, parece difícil que consigam transmitir aos seus filhos o mínimo de educação.
Para eles, a educação dos filhos não se baseia no aprendizado dos exemplos dados pelos pais.
Que esta educação seja prioritária e ajude a resolver os outros problemas de uma sociedade como a brasileira parece lógico. No entanto, não se pode pensar que a sua deficiência depende somente das autoridades. Ela começa com os próprios pais, que não podem simplesmente terceirizar essa responsabilidade.
Para que haja uma mudança neste quadro é preciso que a sociedade como um todo esteja convencida de que todos precisam contribuir para tanto, inclusive elegendo representantes que partilhem desta convicção e não estejam pensando somente nos seus benefícios pessoais.
Sobre a educação formal, aquela que pode ser conseguida nos muitos cursos que estão se tornando disponíveis no Brasil, nota-se que muitos estão se convencendo de que eles ajudam na sua ascensão social, mesmo sendo precários. O número daqueles que trabalham para obter o seu sustento e ajudar a sua família, e ao mesmo tempo se dispõe a fazer um sacrifício adicional frequentando cursos até noturnos, parece estar aumentando.
A demanda por cursos técnicos que elevam suas habilidades para o bom exercício da profissão está em alta. É tratada como prioridade tanto no governo como em instituições representativas das empresas. O mercado observa a carência de pessoal qualificado para elevar a eficiência do trabalho.
Muitos reconhecem que o Brasil é um dos países emergentes que estão melhorando, a duras penas, a sua distribuição de renda. Mas, para que este processo de melhoria do bem-estar da população seja sustentável, há que se conseguir um aumento da produtividade do trabalho, que permita, também, o aumento da parcela da renda destinada à poupança, que vai sustentar os investimentos indispensáveis.
A população que deseja melhores serviços das autoridades precisa ter a consciência de que uma boa educação, não necessariamente formal, é fundamental para atender melhor as suas aspirações.
(YOKOTA, Paulo. Os problemas da educação no Brasil. Em http://www, cartacapital.com.br/ educacao/os-problemas-da-educacao-no-brasil- 657.html -—- Com adaptações)
Em que opção todas as formas verbais destacadas estão de acordo com a norma padrão da lingua?
Questão 7 1393372
CN 2° Dia 2015Texto
Quando se pergunta à população brasileira, em uma pesquisa de opinião, qual seria o problema fundamental do Brasil, a maioria indica a precariedade da educação. Os entrevistados costumam apontar que o sistema educacional brasileiro não é capaz de preparar os jovens para a compreensão de textos simples, elaboração de cálculos aritméticos de operações básicas, conhecimento elementar de física e química, e outros fornecidos pelas escolas fundamentais.
[...]
Certa vez, participava de uma reunião de pais e professores em uma escola privada brasileira de destaque e notei que muitos pais expressavam o desejo de ter bons professores, satas de aula com poucos alunos, mas não se sentiam responsáveis para participarem ativamente das atividades educacionais, inclusive custeando os seus serviços. Se os pais não conseguiam entender que esta aritmética não fecha e que a sua aspiração estaria no campo do milagre, parece difícil que consigam transmitir aos seus filhos o mínimo de educação.
Para eles, a educação dos filhos não se baseia no aprendizado dos exemplos dados pelos pais.
Que esta educação seja prioritária e ajude a resolver os outros problemas de uma sociedade como a brasileira parece lógico. No entanto, não se pode pensar que a sua deficiência depende somente das autoridades. Ela começa com os próprios pais, que não podem simplesmente terceirizar essa responsabilidade.
Para que haja uma mudança neste quadro é preciso que a sociedade como um todo esteja convencida de que todos precisam contribuir para tanto, inclusive elegendo representantes que partilhem desta convicção e não estejam pensando somente nos seus benefícios pessoais.
Sobre a educação formal, aquela que pode ser conseguida nos muitos cursos que estão se tornando disponíveis no Brasil, nota-se que muitos estão se convencendo de que eles ajudam na sua ascensão social, mesmo sendo precários. O número daqueles que trabalham para obter o seu sustento e ajudar a sua família, e ao mesmo tempo se dispõe a fazer um sacrifício adicional frequentando cursos até noturnos, parece estar aumentando.
A demanda por cursos técnicos que elevam suas habilidades para o bom exercício da profissão está em alta. É tratada como prioridade tanto no governo como em instituições representativas das empresas. O mercado observa a carência de pessoal qualificado para elevar a eficiência do trabalho.
Muitos reconhecem que o Brasil é um dos países emergentes que estão melhorando, a duras penas, a sua distribuição de renda. Mas, para que este processo de melhoria do bem-estar da população seja sustentável, há que se conseguir um aumento da produtividade do trabalho, que permita, também, o aumento da parcela da renda destinada à poupança, que vai sustentar os investimentos indispensáveis.
A população que deseja melhores serviços das autoridades precisa ter a consciência de que uma boa educação, não necessariamente formal, é fundamental para atender melhor as suas aspirações.
(YOKOTA, Paulo. Os problemas da educação no Brasil. Em http://www, cartacapital.com.br/ educacao/os-problemas-da-educacao-no-brasil- 657.html -—- Com adaptações)
Em seu processo argumentativo, o texto salienta
Questão 1 1393304
CN 2° Dia 2015Texto
Quando se pergunta à população brasileira, em uma pesquisa de opinião, qual seria o problema fundamental do Brasil, a maioria indica a precariedade da educação. Os entrevistados costumam apontar que o sistema educacional brasileiro não é capaz de preparar os jovens para a compreensão de textos simples, elaboração de cálculos aritméticos de operações básicas, conhecimento elementar de física e química, e outros fornecidos pelas escolas fundamentais.
[...]
Certa vez, participava de uma reunião de pais e professores em uma escola privada brasileira de destaque e notei que muitos pais expressavam o desejo de ter bons professores, satas de aula com poucos alunos, mas não se sentiam responsáveis para participarem ativamente das atividades educacionais, inclusive custeando os seus serviços. Se os pais não conseguiam entender que esta aritmética não fecha e que a sua aspiração estaria no campo do milagre, parece difícil que consigam transmitir aos seus filhos o mínimo de educação.
Para eles, a educação dos filhos não se baseia no aprendizado dos exemplos dados pelos pais.
Que esta educação seja prioritária e ajude a resolver os outros problemas de uma sociedade como a brasileira parece lógico. No entanto, não se pode pensar que a sua deficiência depende somente das autoridades. Ela começa com os próprios pais, que não podem simplesmente terceirizar essa responsabilidade.
Para que haja uma mudança neste quadro é preciso que a sociedade como um todo esteja convencida de que todos precisam contribuir para tanto, inclusive elegendo representantes que partilhem desta convicção e não estejam pensando somente nos seus benefícios pessoais.
Sobre a educação formal, aquela que pode ser conseguida nos muitos cursos que estão se tornando disponíveis no Brasil, nota-se que muitos estão se convencendo de que eles ajudam na sua ascensão social, mesmo sendo precários. O número daqueles que trabalham para obter o seu sustento e ajudar a sua família, e ao mesmo tempo se dispõe a fazer um sacrifício adicional frequentando cursos até noturnos, parece estar aumentando.
A demanda por cursos técnicos que elevam suas habilidades para o bom exercício da profissão está em alta. É tratada como prioridade tanto no governo como em instituições representativas das empresas. O mercado observa a carência de pessoal qualificado para elevar a eficiência do trabalho.
Muitos reconhecem que o Brasil é um dos países emergentes que estão melhorando, a duras penas, a sua distribuição de renda. Mas, para que este processo de melhoria do bem-estar da população seja sustentável, há que se conseguir um aumento da produtividade do trabalho, que permita, também, o aumento da parcela da renda destinada à poupança, que vai sustentar os investimentos indispensáveis.
A população que deseja melhores serviços das autoridades precisa ter a consciência de que uma boa educação, não necessariamente formal, é fundamental para atender melhor as suas aspirações.
(YOKOTA, Paulo. Os problemas da educação no Brasil. Em http://www, cartacapital.com.br/ educacao/os-problemas-da-educacao-no-brasil- 657.html -—- Com adaptações)
Em que opção utilizou-se corretamente o pronome relativo?
Questão 9 622726
COTUCA 2015Leia atentamente a tirinha a seguir.

Nela, encontramos as seguintes falas dos personagens: I. “Você tinha chinelos de marca [...]” e II. Eu já tive marcas de chinelo [...]”.
Identifique a resposta CORRETA.
Questão 2 622705
COTUCA 2015A questão baseia-se no texto a seguir.
Frankenstein é a história de uma das criaturas mais famosas do mundo. A ambição dos experimentos do Dr. Victor Frankenstein permitiu que ele conseguisse cientificamente dar vida a um corpo feito de partes de mortos, roubadas de túmulos. A criatura do Dr. Frankenstein consegue fugir, dando início a uma busca do criador por sua criatura e da criatura por seu criador. Leia a seguir um trecho em que o cientista avista o monstro com vida pela primeira vez.
A noite caiu e, quando eu mal podia ver as montanhas escuras, experimentei uma tristeza ainda maior. Aquele quadro parecia um vasto e sombrio cenário do mal, e eu previa de longe que estava destinado a me tornar o mais desgraçado dos seres humanos. [...] A tempestade parecia aproximar-se rapidamente. [...] Ela chegava: o céu estava nublado e logo senti grandes e esparsos pingos da chuva, cuja violência aumentava rápido.
Deixei o lugar onde estava e continuei a caminhar, embora a escuridão e a tempestade aumentassem a cada minuto e os trovões estalassem com um ruído aterrador por sobre minha cabeça. [...] Os vívidos clarões dos relâmpagos me ofuscavam, iluminando o lago, fazendo-o parecer um extenso lençol de fogo; depois tudo mergulhava em trevas, até que os olhos se acomodavam de novo. [...]
Percebi, na sombra, um vulto que se esgueirava detrás de um grupo de árvores perto de mim. Parei, e fiquei olhando atentamente; não podia haver engano. O clarão de um relâmpago iluminou a figura e revelou perfeitamente sua forma. Sua gigantesca estatura e a deformidade de sua aparência, mais horrível do que humana, fizeram com que percebesse imediatamente que se tratava do desgraçado e nojento demônio ao qual eu conferira a vida.
Adaptado de SHELLEY, Mary. Frankenstein. Tradução de Mécio Araujo Jorge Honkins. Porto Alegre, Pocket L&PM, 2001
A palavra “ofuscavam”, no segundo parágrafo, indica um efeito provocado pelos raios dos relâmpagos no Dr. Victor Frankenstein. Sabemos que esse efeito desaparece, principalmente quando nos deparamos com a palavra:
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