Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
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Questão 2 10413976
COLÉGIO SÓLIDO* 6° ANO 2015Texto
UM DESEJO E DOIS IRMÃOS

Dois príncipes, um louro, e um moreno. Irmãos, mas os olhos de um azuis, e os do outro verdes. E tão diferentes nos gostos e nos sorrisos, que ninguém os diria filhos do mesmo pai, rei que igualmente os amava.
Uma coisa, porém, tinham em comum: cada um deles queria ser o outro. Nos jogos, nas poses, diante do espelho, tudo o que um queria era aquilo que o outro tinha. E de alma sempre cravada nesse desejo
insatisfeito, esqueciam-se de olhar para si, de serem felizes.
Sofria o pai com o sofrimento dos filhos. Querendo ajudá-los, pensou um dia que melhor seria dividir o reino, para que não viessem a lutar depois da sua morte. De tudo o que tinha, deu o céu para o seu filho louro, que governasse junto ao sol brilhante como seus cabelos. E entregou-lhe pelas rédeas um cavalo alado. Ao moreno coube o verde do mar, reflexo de seus olhos. E um cavalo-marinho.
O primeiro filho montou na garupa lisa, entre as asas brancas. O segundo filho, firmou-se nas costas ásperas do hipocampo. A cada um seu reino.
Mas as pernas que roçavam em plumas esporeavam o cavalo para baixo, em direção às cristas das ondas. E os joelhos que apertavam os flancos molhados ordenavam que subisse, junto à tona.
Do ar, o príncipe das nuvens olhou através do seu reflexo, procurando a figura do irmão nas profundezas.
Da água, o jovem senhor das vagas quebrou com seu olhar a lâmina da superfície procurando a silhueta do irmão.
O de cima sentiu calor, e desejou ter o mar para si, certo de que nada o faria mais feliz do que mergulhar no seu frescor.
O de baixo sentiu frio, e quis possuir o céu, certo de que nada o faria mais feliz do que voar na sua mornança.
Então emergiu o focinho do cavalo-marinho e molharam-se as patas do cavalo alado.
Soprando entre as mãos em concha, os dois irmãos lançaram seu desafio. Alinharam-se os cavalos na beira da areia e partiriam para a linha do horizonte. Quem chegasse primeiro ficaria com o reino do outro.
- A corrida será longa – pensou o primeiro. E fez uma carruagem de nuvens que atrelou ao seu cavalo.
- Demoraremos a chegar – pensou o segundo. E prendeu com algas uma carruagem de espumas nas costas do hipocampo.
Partiram juntos. Silêncio na água. No ar, relinchos e voltear de plumas. Longe, a linha de chegada dividindo os dois reinos.
Os raios do sol passaram pela carruagem de nuvens e desciam até a carruagem de espumas. Durante todo o dia acompanharam a corrida. Depois brilhou a lua, a leve sombra de um cobriu o outro de noite mais profunda. E quando o sol outra vez trouxe sua luz, surpreendeu-se de ver o cavalo alado exatamente acima do cavalo-marinho. Tão acima como se, desde a partida, não tivessem saído do lugar.
Galopava o tempo, veloz como os irmãos. Mas a linha do horizonte continuava igualmente distante. O sol chegava até ela. A lua chegava até ela. Até os albatrozes pareciam alcançá-la no seu voo. Só os dois irmãos não conseguiam se aproximar.
De tanto correr já se esgarçavam as nuvens da carruagem alada, e a espuma da carruagem marinha desfazia-se em ondas. Mas os dois irmãos não desistiram, porque nessa segunda coisa também eram iguais, no
desejo de vencer.
Até que a linha do horizonte teve pena. E devagar, sem deixar-se perceber, foi chegando perto.
A linha chegou perto.
Baixou seu voo o cavalo alado, quase tocando o reflexo. Aflorou o cavalo-marinho entre as marolas. As plumas, espumas se tocaram. Céu e mar cada vez mais próximos confundiram seus azuis, igualaram suas transparências. E as asas brancas do cavalo alado, pesadas de sal, entregaram-se à água, a crina branca roçando o pescoço do hipocampo. Desfez-se a carruagem de nuvens na crista da última onda. Onda que inchou, rolou, envolvendo os irmãos num mesmo abraço, jogando um corpo contra o outro, juntando para sempre aquilo que era tão separado.
Desliza a onda sobre a areia, depositando o vencedor. Na branca praia do horizonte, onde tudo se encontra, avança agora um único príncipe, dono do céu e do mar. De olhos e cabelos castanhos, feliz enfim.
COLASANTI, Marina. Um desejo e dois irmãos. In: Doze reis e a moça do labirinto do vento. Rio de Janeiro: Global, 1999. p. 50-51.
VOCABULÁRIO
▪ Flancos: cada um dos lados do corpo, dos quadris aos ombros.
▪ Hipocampo: cavalo-marinho.
▪ Mornança: sensação de morno; lentidão.
Releia:
“E os joelhos que apertavam os flancos molhados ordenavam que subisse junto à tona.”
▪ A quem se refere essa frase?
Questão 1 10195147
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo Integrado 2015Leia o texto para responder à questão.
24 horas conectados
[01] Para os adolescentes, ficar sem celular
ou computador é o maior castigo. Muitos
já preferem a internet aos automóveis.
Os jovens que participam do curso de
[05] verão da Putney Summer School, nos
Estados Unidos, têm de deixar celular,
laptop, tablet e qualquer outro aparelho
de comunicação na entrada. Durante os
30 dias de estadia, o acesso à internet é
[10] limitado - dez horas semanais - e os fones
de ouvido são banidos. Se quiserem ouvir
música, devem conectar o MP3 a uma cai-
xa de som, para que todos compartilhem.
O intuito da política é induzir os alunos a
[15] interagir uns com os outros em vez de
ficar isolados e imersos em uma tela
eletrônica brilhante. Afinal, trata-se de um
curso de verão. Os jovens vão lá para se
divertir, conhecer culturas, gente diferente
[20] e fazer amigos.
Nos Estados Unidos é cada vez maior a
preocupação com a intensidade da relação
dos adolescentes com a internet e o celu-
lar, principalmente quanto aos limites de
[25] utilização desses meios de comunicação.
Poder conversar com outras pessoas sem
que a fronteira física atrapalhe é ótimo -
uma conquista da modernidade. Mas para
manter relações saudáveis, é preciso fazer
[30] um uso inteligente dos recursos tecnológi-
cos e evitar os excessos da "dependência
da conectividade". Nesse ponto, a escola
e, principalmente, os pais são responsá-
veis pela educação dos jovens.
[35] O celular se tornou um item de
consumo favorito da população. O Brasil é
o campeão em vendas da América Latina.
Desde 2005, o número de telefones mó-
veis ultrapassou o de fixos nas residências
[40] brasileiras. Além do mais, o aparelho é o
principal representante da convergência
tecnológica, permitindo ligações, envio de
mensagens SMS e acesso à internet.
Pais e filhos
[45] Quem convive com adolescentes sabe
que um dos piores castigos para eles é
ficar sem celular e sem computador. Os
jovens permanecem conectados aos ami-
gos e à família 24 horas por dia, ligando,
[50] trocando torpedos e atualizando status
nas redes sociais. De acordo com o so-
ciólogo polonês Zygmunt Bauman, na era
da informação, a invisibilidade equivale à
morte. Nessa fase marcada pela busca da
[55] identidade e da autonomia, é muito comum
ver adolescentes imersos nesses meios de
comunicação.
Mas para o que os jovens usam tanto
o celular? A pesquisa "Uso de Celular na
[60] Adolescência e sua Relação com a Famí-
lia", envolvendo 534 jovens entre 12 e 17
anos de escolas públicas e particulares de
Porto Alegre (RS), revelou que o uso mais
frequente do aparelho é para se comuni-
[65] car com os pais (90%) e com os amigos
(79%). "É possível perceber que as re-
lações virtuais estabelecidas pelo telefone
celular acompanham as relações reais
estabelecidas com família e grupo de
[70] amigos", diz a psicóloga Fabiana Verza,
especialista em terapia familiar e autora
do estudo. As outras utilizações mais
populares são vinculadas à coordenação
do dia a dia, com funções de despertador
[75] e de agenda.
Em muitas famílias, o celular pode sig-
nificar mais que um simples aparato tec-
nológico. Segundo o livro Adolescência &
Comunicação Virtual, de Adriana Wagner,
[80] Fabiana Verza, Rosane Spizzirri e Caroline
Eifler Saraiva, dar um celular de presente
ao filho é um rito de passagem para uma
fase do ciclo familiar. Se antes se dava a
chave da entrada da casa como símbolo
[85] de confiança, liberdade e autonomia, hoje
se presenteia o adolescente com um celular.
O aparelho também proporciona mais
tranquilidade aos pais e aos jovens sempre
que saem de casa. "Existe uma necessida-
[90] de de monitoramento dos filhos pelos pais,
principalmente em função da violência e da
insegurança associada a 'sair de casa' na
atualidade, e, nesse ponto, o celular pode
ser um grande elo", escrevem as autoras.
[95] Mas, cuidado! O aparelho não deve ser uma
extensão do cordão umbilical. Ligações re-
correntes entre pais e filhos podem indicar a
existência de uma relação simbiótica pouco
saudável e trazer à tona problemas na es-
[100] trutura familiar.
Segundo Fabiana, o fácil acesso a ou-
tros recursos midiáticos via celular, como
internet e messenger, também exerce um
papel relevante na socialização do jovem.
[105] Para os mais tímidos, o celular é um facili-
tador social. Eles se sentem mais à vonta-
de em ligar diretamente para os amigos,
sem ter de falar com os pais deles e de
trocar mensagens de texto, recurso que
[110] não exige olhar nos olhos. Desse modo, os
mais tímidos conseguem se socializar
melhor. Em outros tempos, isso não seria
possível. Vale lembrar, obviamente, que
esse meio de comunicação não deve subs-
[115] tituir uma conversa presencial.
É importante ter em mente que a ju-
ventude de hoje, assim como a das Ge-
rações passadas, tem essencialmente as
mesmas necessidades: vincular-se a um
[120] grupo, ter mais autonomia e consolidar
uma identidade. O que muda é atender a
essas necessidades na era da informação.
Fonte: Disponível em: http://revistaplaneta.terra.com.br/secao/reportagens/24-horas-conectados. Acesso em: 5 out. 2014. (adaptado)
A ideia central da reportagem é
Questão 13 10129085
CMPA 1º Ano - Língua Portuguesa 2015Leia atentamente o texto e responda à questão, assinalando a única alternativa correta.
Texto

O texto consiste em uma postagem no Instagram, gênero textual que tem como propósito comunicativo
Questão 12 10129079
CMPA 1º Ano - Língua Portuguesa 2015Leia atentamente o texto e responda à questão, assinalando a única alternativa correta.
Texto

Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, referentes às relações sintáticas e semânticas no texto.
( ) Se passássemos o período para a voz passiva analítica, teríamos “Uma vida supostamente interessante pode ser feita pelas redes sociais".
( ) O termo supostamente pode ser deslocado para depois da locução verbal podem fazer sem que haja mudança no sentido do texto.
( ) Há erro de pontuação na postagem, pois não se usam vírgulas entre os termos que se complementam.
( ) A locução verbal podem fazer não pode ser substituída pelo verbo fazem, pois provocaria mudança de sentido do texto.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Questão 11 10129072
CMPA 1º Ano - Língua Portuguesa 2015Leia atentamente o texto e responda às questão, assinalando a única alternativa correta.
Texto

Ao escrever um texto, é necessário atentar para que haja uniformidade quanto ao uso das pessoas do discurso.
No texto, nota-se a falta de uniformidade
Questão 9 10129057
CMPA 1º Ano - Língua Portuguesa 2015Leia atentamente o texto e responda à questão, assinalando a única alternativa correta.
Texto
Amor de Internet
Meu amor de Internet
É o melhor do mundo
Não é irreal e nem imaginário
É virtual, mas verdadeiro
[5] É a maior loucura que já fiz
O maior amor que já senti
Nossas palavras não são soltas
Em disco rígido, está tudo registrado
Meu amor de Internet
[10] Está na rede, aparece na tela
Estamos o dia inteiro conectados
Clicamos duplamente em nossos corações
Damos downloads em nossas emoções
Pela Internet matamos a saudade
[15] Com ele, online e com os outros, offline.
Disponível em:http://uneversos.com/poesias/30139i
Sobre os elementos do texto, é correto afirmar que
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