Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 3 10741297
COLTEC 2015As passagens I, II, III e IV, abaixo apresentadas, foram retiradas do romance Hilda Furacão e correlacionadas às epígrafes do mesmo romance.
Passagem I
–– Robert Francis Drummond.
–– Presente – eu respondia, em meio à onda de gargalhadas.
No ano seguinte, quando troquei o Santo Antônio pelo Arnaldo, que também era um colégio de padres, não tão liberais quanto os franciscanos, eu sofria o mesmo problema: ter que aturar as gargalhadas quando os professores chamavam meu nome; eu pensava:
–– Tenho que encontrar uma maneira de me livrar deste “Francis” no meu nome.
Epígrafe: Em geral, a vida não é coisa fácil. Turgueniev
Passagem II
–– Vamos fazer uma sessão de estudo político mentalizado.
Cada um de nós devia deitar de costas na cama e recordar trechos do livro Dois passos pra frente, um pra trás, de Lenin – assim espichei na cama da cela, primeiro segui os movimentos de uma aranha, que é velha e constante companheira dos presos políticos do mundo; depois passei a recordar, uma a uma, as mulheres que de alguma maneira eu amei (...)
Epígrafe: Não invente nunca a fábula nem a intriga. Utilize o que a própria vida oferece. A vida é infinitamente mais rica que nossas invenções. Não existe imaginação que nos proporcione o que, às vezes, nos dá a vida mais corriqueira e comum. Respeite a vida! Dostoievski
Passagem III
Acompanhem-me até o Convento dos Dominicanos; fica no Alto das Mangabeiras, lá onde a brisa da tarde (ou é impressão dos frades?) sopra um cheiro que recorda a pele suada das mulheres. Este que vem nos receber na porta do Convento dos Dominicanos é o irmão leigo. Observem-no: tudo nele é neutro; neutra é sua voz, nem de um homem, nem de mulher; neutro é o rosto pálido, como convém a um irmão leigo; (....)
Epígrafe: As digressões são incontestamente a luz do sol; são a vida, a alma da leitura; retirai-as deste livro, por exemplo – e será melhor se tirardes o livro juntamente com elas. Laurence Sterne
Passagem IV
Quando minha mãe saiu do quarto onde meu pai morria e disse “Meu filho, seu pai quer te ver antes de morrer, todos olharam para mim (...)
–– O que seu pai te pediu? O que ele te pediu?
Eu ainda abraçava e beijava a vizinha quando meu pai apertou a mão de minha mãe e disse: “Muitas felicidades”. E morreu.
Epígrafe: Aonde nos levou o sonho? Tomas Mann
Hilda Furação se faz em primeira pessoa, ou seja, a partir da visão da personagem Roberto.
Sendo assim, é CORRETO afirmar que, na narrativa, há
Questão 12 10728145
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2015O Texto é a letra de uma música do Accioly Neto. Utilize-o para responder à questão.
A Natureza das Coisas

Se avexe não...
Amanhã pode acontecer tudo
Inclusive nada.
Se avexe não...
A lagarta rasteja
Até o dia em que cria asas.
Se avexe não...
Que a burrinha da felicidade
Nunca se atrasa.
Se avexe não...
Amanhã ela para
Na porta da tua casa.
Se avexe não...
Toda caminhada começa
No primeiro passo.
A natureza não tem pressa
Segue o seu compasso.
Inexoravelmente chega lá...
Se avexe não...
Observe quem vai
Subindo a ladeira
Seja princesa, seja lavadeira...
Pra ir mais alto
Vai ter que suar.
Considerando apenas o sentido denotativo da palavra, assinale a alternativa que não apresenta um sinônimo para a palavra "inexoravelmente", em: "A natureza não tem pressa / Segue seu compasso / Inexoravelmente chega lá...":
Questão 8 10728137
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2015Leia o Texto - Carta do leitor, para responder à questão.
Meu pai se matou quando eu tinha 15 anos. Ele rompeu com o tempo de acontecer das coisas, um tempo que era meu também e que de vazio não tinha nada, pois era repleto de sentimentos, sonhos e expectativas. Mesmo roubada, traída e judiada, posso rezar e, às vezes, é isso o que me conforta.
(Marília Litvin, via Internet. In: Super Interessante - Edição 185, fevereiro, 2003. Cartas dos leitores.)
A carta do leitor é frequentemente publicada em jornais, revistas e sites variados. Ela traz pontos de vista dos leitores, com base na matéria veiculada anteriormente em algum desses canais.
Nesse sentido, o propósito principal desse gênero textual é
Questão 7 10728136
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2015O Texto é uma charge sobre as Eleições. Utilize-o para responder à questãos.

http://www.wescleb.com.br
A construção sintática: “Eu prometo a você...” (balão 2 da charge), considerando as pessoas do discurso aí presentes, continuará em acordo com a norma padrão se for redigida de que forma?
Questão 6 10728134
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2015O Texto é uma charge sobre as Eleições. Utilize-o para responder à questãos.

http://www.wescleb.com.br
A coerência, como fator importante de significação e de compreensão textual da charge VOTE EM BRANCO!, está presente em razão de
Questão 4 10728131
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2015Leia este Texto, para responder à questão.
O padeiro

Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.
Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
— Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
"Então você não é ninguém?"
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!"
E assobiava pelas escadas.
(BRAGA, Rubem. In: Para gostar de ler. Crônicas. Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga. 12a ed. Ática: São Paulo, 1989. p.63-64.)
O texto O padeiro, de Rubem Braga, é uma crônica mundana, de teor filosófico. Podemos observar que os trechos presentes nessa narrativa, em sua maioria, dispõem de sequências textuais com verbos no presente do indicativo.
A intenção do autor ao elaborar sua escrita dessa forma é
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