Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 5 11059979
IFNMG Integrado 2015/1INSTRUÇÃO: Leia o TEXTO para responder às questão que se seguem:
TEXTO
Trem de aço
Viajar de trem me dá saudade de coisas que não vivi. É também diante de um trem, estando eu dentro ou fora dele, que revejo cenas que não presenciei e histórias que incluem pessoas que nem sempre conheci. Gente esperando na plataforma, dando adeus aos amigos, beijando a namorada, enxugando uma lágrima, mas fingindo sorrir. São como muitas imagens que povoam os nossos sonhos e que, ao nos lembrarmos delas, ficamos em dúvida sobre sua vivência real ou sonhada. Se estou dentro de um deles, imediatamente me acomodo junto à janela, para ver o desfile das pequenas cidades, as crianças acenando, as mulheres suspendendo por um instante o que estão fazendo e assim, com os olhos cheios de sonhos, se postarem nas janelas e nos quintais, suspirando por uma vida bonita como uma viagem de trem.
[...]
Uma viagem, qualquer uma, curta ou longa, seja por um meio, seja por outro, sempre nos deixa imagens de vida que ficam para sempre. Mas as que fazemos de trem perduram muito além das outras. Num avião, por exemplo, não temos paisagem. É como se viajássemos dentro de um tubo de ensaio. Num navio existe sempre a monótona solidão do oceano que parece não ter fim. O trem, ao contrário, nos enriquece os olhos e a imaginação, com as múltiplas imagens desfilando diante de nós, como no cinema. Muitas vezes viajei no “trem de aço”, como era chamado o comboio que fazia o trajeto entre São Paulo e Rio, ainda que o nome oficial fosse Santa Cruz. Quantos enredos foram vividos ali, nas viagens quase semanais que eu fazia para participar do Grande Teatro. Muitas na companhia ocasional de Caymmi, do Cyro Monteiro, da Aracy de Almeida, entre outros. No carro-restaurante rolavam uísque e boas histórias. Fui testemunha de romances que começaram e que terminaram nessas viagens. Quantas lágrimas felizes e infelizes vertidas na madrugada. Numa dessas viagens presenciei a bofetada de uma amante, indignada e raivosa com suposta traição, em seu parceiro. E em meio a essas cenas, quando nos dávamos conta, já era dia claro. Então corríamos às nossas cabines, para um simples cochilo que fosse e que nos devolvesse uma aparência melhor para enfrentar o dia que estava começando. Muitos de nós viajávamos de trem por economia. Outros, por medo de voar, como o próprio Cyro Monteiro, que chamava o trem de “avião dos covardes”. [...]
(CARLOS, Manoel. Revista Veja Rio, Editora Abril, 31/10/12, p. 130.)
Leia o fragmento do texto que se segue:
“Quantos enredos foram vividos ali, nas viagens quase semanais que eu fazia para participar do Grande Teatro. Muitas na companhia ocasional de Caymmi, do Cyro Monteiro, da Aracy de Almeida, entre outros. No carro-restaurante rolavam uísque e boas histórias. Fui testemunha de romances que começaram e que terminaram nessas viagens. Quantas lágrimas felizes e infelizes vertidas na madrugada. Numa dessas viagens presenciei a bofetada de uma amante, indignada e raivosa com suposta traição, em seu parceiro. E em meio a essas cenas, quando nos dávamos conta, já era dia claro."
Recorrendo aos seus conhecimentos linguísticos/semânticos, leia o fragmento anterior e marque a opção em que a análise feita NÃO é procedente:
Questão 6 11050372
IFTM Integrados 2015/1Leia a tirinha e responda à questão:

Assinale a alternativa em que a pergunta “Mas por que é absurdo?” também poderia ser escrita de outra forma sem alteração de sentido.
Questão 4 11050352
IFTM Integrados 2015/1Leia o texto a seguir para responder à questão:
Assim como o livro, ‘A Culpa É das Estrelas’ é filme para ser sentido
Poucos lenços de papel não são suficientes para acompanhar a versão cinematográfica do drama baseado no livro de John Green

“Esse é o problema da dor, ela precisa ser sentida”. A frase, uma das mais apreciadas pelos adolescentes -- e não tão adolescentes assim -- que leram A Culpa É das Estrelas, é a que melhor define a adaptação da obra de John Green para o cinema. O filme foi feito para ser sentido. E arrancar lágrimas e risos de quem assiste à obra.
O mix de emoções é culpa do casal principal, formado por Hazel Grace (Shailene Woodley) e Augustus (vivido por um ótimo Ansel Elgort). A adolescente de 16 anos convive há três com um câncer que começou na tireoide e depois atacou seus pulmões. Desenganada pelos médicos, ela sobrevive por causa de um tratamento experimental e da ajuda de um cilindro de oxigênio conectado às suas narinas através de uma cânula.
Hazel é obrigada pelos pais a frequentar um grupo de apoio para jovens com câncer, com o objetivo principal de fazer amigos. Lá ela conhece Augustus, 17, que teve câncer nos ossos e amputou uma das pernas. Os dois iniciam uma amizade, mas “Gus” deseja algo mais. Por algum tempo, Hazel evita ceder, já que se considera uma "granada" quando explodir, vai ferir todos à sua volta. Os avisos de mantenha distância não são suficientes para o garoto e, pouco depois, eles iniciam um romance curto, mas intenso o suficiente para dar inveja às princesas da Disney.
Embora Elgort não desfile o ideal de beleza grega, sua atuação é marcante e lembra o charme juvenil do astro Leonardo DiCaprio no fim dos anos 1990. Já Shailene prova, mais uma vez, que é uma atriz para se ficar de olho. Em seu filme anterior, Divergente, ela exibia um belo cabelo longo loiro com um figurino preto colado ao corpo malhado. Agora, ela se despe da vaidade, perde alguns quilos e as madeixas, e assume uma postura cansada e enferma, como os leitores do best-seller imaginavam.
Os fãs do livro, aliás, não ficarão desapontados com a adaptação para o cinema. O diretor Josh Boone e os roteiristas Scott Neustadter e Michael H. Weber seguiram à risca o texto original, que de tão elogiado pela crítica literária não demandou alterações.
Escolhido pela revista americana Time como o livro de ficção do ano em 2012, A Culpa É das Estrelas poderia ser apenas mais uma história triste com personagens com câncer, não fosse pelos personagens criados por Green. Hazel e Gus tratam a vida e a morte com honestidade, longe dos padrões de autoajuda tão populares em países como os Estados Unidos e até mesmo o Brasil. O mesmo o faz Isaac (Nat Wolff), amigo do casal que também frequenta o grupo e tem um caso raro de câncer nos olhos. Na adolescência ele fica cego e a namorada o deixa. Ainda que o drama de Isaac rendesse outro filme digno de muitas lágrimas, são suas algumas das cenas mais engraçadas da produção.
Todavia, o troféu de falas extremamente honestas e brutais fica com o veterano Willem Dafoe, que interpreta Van Houten, um escritor amargurado de quem Hazel é fã. “Você é um efeito colateral de um processo evolutivo que não dá muita importância a vidas individuais”, diz o autor quando a garota o visita em Amsterdã. O personagem teve uma traumática experiência com um familiar com câncer, caso que o faz buscar refúgio no álcool. Outra história que sozinha também renderia mais um filme.
Na contramão dos últimos sucessos infantojuvenis da literatura e do cinema, que apostam em tramas fantasiosas, com bruxos e vampiros, ou distopias violentas, John Green surge como um respiro honesto e que não subestima seu público. Os adolescentes perceberam isso e o escritor se tornou uma grife: seus livros são presença constante na lista de mais vendidos. A Culpa É das Estrelas não deverá ter uma continuação como outras séries teens. Porém, a carreira de Green no cinema está só começando e promete ser brilhante.
Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/entretenimento/bons-atores-garantem-choradeira-em-filme-a-culpa-e-das-estrelas. Acesso em: 29/10/14.
No trecho: “Embora Elgort não desfile o ideal de beleza grega, sua atuação é marcante e lembra o charme juvenil do astro Leonardo DiCaprio no fim dos anos 1990”, a relação estabelecida entre a primeira e a segunda oração do período indica:
Questão 33 10783629
Liceu-SP 2015Leia o texto a seguir para responder à questão:
O POETA DESCOBRE-SE NO SEBO
Lindolf Bell
O poeta ansioso, silencioso, vaidoso
como sempre,
caminha no centro da cidade.
Em busca de si mesmo, considera o poeta,
em busca de mim
e também do povo
que tanto precisa de mim.
Encontra o sebo:
no mesmo lugar
o sebo de sempre
no mesmo lugar.
O sebo que liquida livros de poesia
como sempre,
como sempre anuncia o cartaz
escrito a pincel atômico
que a luz consome.
Quer dizer: o sebo liquida duplamente
a poesia,
pensa o poeta
sem revolta
nem meta.
O poeta abre caminho entre os títulos.
Polvo de curiosidade.
Mil dedos
entre mil páginas.
E o poeta, herdeiro dos deuses,
hierático, enigmático como sempre
mas de suor frio na testa,
entre tantos livros empilhados
pilhou-se em flagrante
folheando o próprio livro.
Leu comovido a dedicatória.
O que sobra de um tempo feliz, pensa.
Esta íntima dedicatória, amiga, íntegra entrega:
ofereço estas palavras
para que a ponte da amizade
cresça perfeita entre nós
seres humanos.
O poeta deixa o sebo
e sente o ruidoso bafo da vida.
E neste instante começa a escrever
o próprio epitáfio.
FARIA, Álvaro Alves de; MOISÉS, Carlos Felipe (org). Antologia Poética da Geração 60. São Paulo: Nankin Editorial, 2000, p.145-6.
Leia a frase:
Borbulhava de forma intensa a água na chaleira.
A expressão sublinhada na frase acima exerce a mesma função sintática que a que se encontra também sublinhada em
Questão 32 10783627
Liceu-SP 2015Leia o texto a seguir para responder à questão:
O POETA DESCOBRE-SE NO SEBO
Lindolf Bell
O poeta ansioso, silencioso, vaidoso
como sempre,
caminha no centro da cidade.
Em busca de si mesmo, considera o poeta,
em busca de mim
e também do povo
que tanto precisa de mim.
Encontra o sebo:
no mesmo lugar
o sebo de sempre
no mesmo lugar.
O sebo que liquida livros de poesia
como sempre,
como sempre anuncia o cartaz
escrito a pincel atômico
que a luz consome.
Quer dizer: o sebo liquida duplamente
a poesia,
pensa o poeta
sem revolta
nem meta.
O poeta abre caminho entre os títulos.
Polvo de curiosidade.
Mil dedos
entre mil páginas.
E o poeta, herdeiro dos deuses,
hierático, enigmático como sempre
mas de suor frio na testa,
entre tantos livros empilhados
pilhou-se em flagrante
folheando o próprio livro.
Leu comovido a dedicatória.
O que sobra de um tempo feliz, pensa.
Esta íntima dedicatória, amiga, íntegra entrega:
ofereço estas palavras
para que a ponte da amizade
cresça perfeita entre nós
seres humanos.
O poeta deixa o sebo
e sente o ruidoso bafo da vida.
E neste instante começa a escrever
o próprio epitáfio.
FARIA, Álvaro Alves de; MOISÉS, Carlos Felipe (org). Antologia Poética da Geração 60. São Paulo: Nankin Editorial, 2000, p.145-6.
No verso “Mil dedos entre mil páginas”, há a seguinte figura de linguagem:
Questão 5 10772495
COLUNI/UFV 1° Dia 2015Marque a alternativa em que a palavra porção NÃO foi empregada com sentido semelhante ao da situação enunciativa:
“- Quando eu nasci, a minha mãe e o meu pai não tinham dinheiro nem pra comprar um berço.
- Quando eu nasci, a minha mãe comprou sete: cada dia da semana eu dormia num.
- Pra que?
- Pra já ir me acostumando a ter uma porção de tudo”. (p.73)
06
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