Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
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Questão 28 15427312
CBNB 6 Ano 2022TEXTO
Seu Caneta, essa galinha é minha.
(Arzélio Alves Ferreira)
A vida estava um osso duro. Nada para comer. O fogão já fazia oito dias que não sabia o que era calor. A fome apertava, mas eu me virava. Comia goiabinha, araçá, azedinha, pitanga, gabiroba e cajuzinho do campo. Não gostava muito dos coquinhos porque dava muita sede, e os melhores estavam lá dentro do cemitério, no coqueiro plantado, no túmulo do Seu Richardi.
A mãe cozinhava, às vezes, mandioca que o pai trazia lá da chácara do Seu Arvino, mas não cozinhava. Era dura e rija. O jeito era pescar. Peixe a gente pegava, mas e o azeite para fritar? A mãe dava um jeito. Fazia peixe ensopado com água e água, isto é, água fria e água quente.
Gente, a fome mordia e doía. Tinha época que a mandioca nem cozinhava, o campo não dava goiabinha, pitanga e nem lagarto verde.
Um dia o Camilo falou comigo e disse:
– Zelioar, você quer ir lá em casa?
Não pensei duas vezes, aliás, com a barriga vazia não se pensa nada.
Topei e fui, só lembrando da comida e já sentindo o cheiro da sopa que sua mãe, Dona Nair, fazia.
Chegando lá, quase morri quando me empanturrei com uma sopa de feijão com macarrão e coração de boi picadinho. Dona Nair oferecia e eu repetia. Comi tanto que até dispensei o pãozinho e não aguentava ver o Seu Sebastião, barbeiro dos bons, limpar seu bigode com o miolo do pão.
E lá em casa? Nada tinha. Era o fogão apagado, coberto de cinzas frias. De fome, a cadela Pitoca no quintal nem latia, só gemia.
Uma tarde, quando em casa eu chegava, depois de perambular pelo campo à procura de frutas fiquei assustado, parecia festa. A mãe, resmungando, o fogo acendia e a panela de água enchia. Eu fiquei pasmado e não compreendia tudo aquilo que via. O pai assobiava numa euforia, carregando um saco de estopa de onde de dentro uma galinha saía. Mas pouco durou essa alegria, porque, lá em casa, Dona Maria Marcolina aparecia e com ela um cabo da polícia trazia e dizia:
– SEU CANETA, ESSA GALINHA É MINHA.
(Disponível em: https://piancoferreira.wordpress.com/2010/06/25/seu-caneta-essa-galinha-e-minha/, acesso em:10/10/2021)
Assinale a alternativa que apresenta, na mesma ordem, somente palavras com a mesma regra de acentuação da seguinte sequência de palavras extraídas do texto, acima: época - aliás - polícia.
Questão 26 15427308
CBNB 6 Ano 2022TEXTO
Seu Caneta, essa galinha é minha.
(Arzélio Alves Ferreira)
A vida estava um osso duro. Nada para comer. O fogão já fazia oito dias que não sabia o que era calor. A fome apertava, mas eu me virava. Comia goiabinha, araçá, azedinha, pitanga, gabiroba e cajuzinho do campo. Não gostava muito dos coquinhos porque dava muita sede, e os melhores estavam lá dentro do cemitério, no coqueiro plantado, no túmulo do Seu Richardi.
A mãe cozinhava, às vezes, mandioca que o pai trazia lá da chácara do Seu Arvino, mas não cozinhava. Era dura e rija. O jeito era pescar. Peixe a gente pegava, mas e o azeite para fritar? A mãe dava um jeito. Fazia peixe ensopado com água e água, isto é, água fria e água quente.
Gente, a fome mordia e doía. Tinha época que a mandioca nem cozinhava, o campo não dava goiabinha, pitanga e nem lagarto verde.
Um dia o Camilo falou comigo e disse:
– Zelioar, você quer ir lá em casa?
Não pensei duas vezes, aliás, com a barriga vazia não se pensa nada.
Topei e fui, só lembrando da comida e já sentindo o cheiro da sopa que sua mãe, Dona Nair, fazia.
Chegando lá, quase morri quando me empanturrei com uma sopa de feijão com macarrão e coração de boi picadinho. Dona Nair oferecia e eu repetia. Comi tanto que até dispensei o pãozinho e não aguentava ver o Seu Sebastião, barbeiro dos bons, limpar seu bigode com o miolo do pão.
E lá em casa? Nada tinha. Era o fogão apagado, coberto de cinzas frias. De fome, a cadela Pitoca no quintal nem latia, só gemia.
Uma tarde, quando em casa eu chegava, depois de perambular pelo campo à procura de frutas fiquei assustado, parecia festa. A mãe, resmungando, o fogo acendia e a panela de água enchia. Eu fiquei pasmado e não compreendia tudo aquilo que via. O pai assobiava numa euforia, carregando um saco de estopa de onde de dentro uma galinha saía. Mas pouco durou essa alegria, porque, lá em casa, Dona Maria Marcolina aparecia e com ela um cabo da polícia trazia e dizia:
– SEU CANETA, ESSA GALINHA É MINHA.
(Disponível em: https://piancoferreira.wordpress.com/2010/06/25/seu-caneta-essa-galinha-e-minha/, acesso em:10/10/2021)
Dentre as alternativas abaixo, apenas UMA apresenta uma frase em que o verbo VIRAR possui o mesmo sentido que em: “A fome apertava, mas eu me virava.”.
Assinale-a:
Questão 27 15427303
CBNB 6 Ano 2022TEXTO
Seu Caneta, essa galinha é minha.
(Arzélio Alves Ferreira)
A vida estava um osso duro. Nada para comer. O fogão já fazia oito dias que não sabia o que era calor. A fome apertava, mas eu me virava. Comia goiabinha, araçá, azedinha, pitanga, gabiroba e cajuzinho do campo. Não gostava muito dos coquinhos porque dava muita sede, e os melhores estavam lá dentro do cemitério, no coqueiro plantado, no túmulo do Seu Richardi.
A mãe cozinhava, às vezes, mandioca que o pai trazia lá da chácara do Seu Arvino, mas não cozinhava. Era dura e rija. O jeito era pescar. Peixe a gente pegava, mas e o azeite para fritar? A mãe dava um jeito. Fazia peixe ensopado com água e água, isto é, água fria e água quente.
Gente, a fome mordia e doía. Tinha época que a mandioca nem cozinhava, o campo não dava goiabinha, pitanga e nem lagarto verde.
Um dia o Camilo falou comigo e disse:
– Zelioar, você quer ir lá em casa?
Não pensei duas vezes, aliás, com a barriga vazia não se pensa nada.
Topei e fui, só lembrando da comida e já sentindo o cheiro da sopa que sua mãe, Dona Nair, fazia.
Chegando lá, quase morri quando me empanturrei com uma sopa de feijão com macarrão e coração de boi picadinho. Dona Nair oferecia e eu repetia. Comi tanto que até dispensei o pãozinho e não aguentava ver o Seu Sebastião, barbeiro dos bons, limpar seu bigode com o miolo do pão.
E lá em casa? Nada tinha. Era o fogão apagado, coberto de cinzas frias. De fome, a cadela Pitoca no quintal nem latia, só gemia.
Uma tarde, quando em casa eu chegava, depois de perambular pelo campo à procura de frutas fiquei assustado, parecia festa. A mãe, resmungando, o fogo acendia e a panela de água enchia. Eu fiquei pasmado e não compreendia tudo aquilo que via. O pai assobiava numa euforia, carregando um saco de estopa de onde de dentro uma galinha saía. Mas pouco durou essa alegria, porque, lá em casa, Dona Maria Marcolina aparecia e com ela um cabo da polícia trazia e dizia:
– SEU CANETA, ESSA GALINHA É MINHA.
(Disponível em: https://piancoferreira.wordpress.com/2010/06/25/seu-caneta-essa-galinha-e-minha/, acesso em:10/10/2021)
Os textos artísticos e literários costumam apresentar linguagem figurada. Assinale a única opção que possui um exemplo de linguagem figurada extraída do texto.
Questão 25 15427300
CBNB 6 Ano 2022TEXTO
Seu Caneta, essa galinha é minha.
(Arzélio Alves Ferreira)
A vida estava um osso duro. Nada para comer. O fogão já fazia oito dias que não sabia o que era calor. A fome apertava, mas eu me virava. Comia goiabinha, araçá, azedinha, pitanga, gabiroba e cajuzinho do campo. Não gostava muito dos coquinhos porque dava muita sede, e os melhores estavam lá dentro do cemitério, no coqueiro plantado, no túmulo do Seu Richardi.
A mãe cozinhava, às vezes, mandioca que o pai trazia lá da chácara do Seu Arvino, mas não cozinhava. Era dura e rija. O jeito era pescar. Peixe a gente pegava, mas e o azeite para fritar? A mãe dava um jeito. Fazia peixe ensopado com água e água, isto é, água fria e água quente.
Gente, a fome mordia e doía. Tinha época que a mandioca nem cozinhava, o campo não dava goiabinha, pitanga e nem lagarto verde.
Um dia o Camilo falou comigo e disse:
– Zelioar, você quer ir lá em casa?
Não pensei duas vezes, aliás, com a barriga vazia não se pensa nada.
Topei e fui, só lembrando da comida e já sentindo o cheiro da sopa que sua mãe, Dona Nair, fazia.
Chegando lá, quase morri quando me empanturrei com uma sopa de feijão com macarrão e coração de boi picadinho. Dona Nair oferecia e eu repetia. Comi tanto que até dispensei o pãozinho e não aguentava ver o Seu Sebastião, barbeiro dos bons, limpar seu bigode com o miolo do pão.
E lá em casa? Nada tinha. Era o fogão apagado, coberto de cinzas frias. De fome, a cadela Pitoca no quintal nem latia, só gemia.
Uma tarde, quando em casa eu chegava, depois de perambular pelo campo à procura de frutas fiquei assustado, parecia festa. A mãe, resmungando, o fogo acendia e a panela de água enchia. Eu fiquei pasmado e não compreendia tudo aquilo que via. O pai assobiava numa euforia, carregando um saco de estopa de onde de dentro uma galinha saía. Mas pouco durou essa alegria, porque, lá em casa, Dona Maria Marcolina aparecia e com ela um cabo da polícia trazia e dizia:
– SEU CANETA, ESSA GALINHA É MINHA.
(Disponível em: https://piancoferreira.wordpress.com/2010/06/25/seu-caneta-essa-galinha-e-minha/, acesso em:10/10/2021)
Assinale a única frase em que o verbo apresenta noção de tempo presente.
Questão 24 15427295
CBNB 6 Ano 2022TEXTO
Seu Caneta, essa galinha é minha.
(Arzélio Alves Ferreira)
A vida estava um osso duro. Nada para comer. O fogão já fazia oito dias que não sabia o que era calor. A fome apertava, mas eu me virava. Comia goiabinha, araçá, azedinha, pitanga, gabiroba e cajuzinho do campo. Não gostava muito dos coquinhos porque dava muita sede, e os melhores estavam lá dentro do cemitério, no coqueiro plantado, no túmulo do Seu Richardi.
A mãe cozinhava, às vezes, mandioca que o pai trazia lá da chácara do Seu Arvino, mas não cozinhava. Era dura e rija. O jeito era pescar. Peixe a gente pegava, mas e o azeite para fritar? A mãe dava um jeito. Fazia peixe ensopado com água e água, isto é, água fria e água quente.
Gente, a fome mordia e doía. Tinha época que a mandioca nem cozinhava, o campo não dava goiabinha, pitanga e nem lagarto verde.
Um dia o Camilo falou comigo e disse:
– Zelioar, você quer ir lá em casa?
Não pensei duas vezes, aliás, com a barriga vazia não se pensa nada.
Topei e fui, só lembrando da comida e já sentindo o cheiro da sopa que sua mãe, Dona Nair, fazia.
Chegando lá, quase morri quando me empanturrei com uma sopa de feijão com macarrão e coração de boi picadinho. Dona Nair oferecia e eu repetia. Comi tanto que até dispensei o pãozinho e não aguentava ver o Seu Sebastião, barbeiro dos bons, limpar seu bigode com o miolo do pão.
E lá em casa? Nada tinha. Era o fogão apagado, coberto de cinzas frias. De fome, a cadela Pitoca no quintal nem latia, só gemia.
Uma tarde, quando em casa eu chegava, depois de perambular pelo campo à procura de frutas fiquei assustado, parecia festa. A mãe, resmungando, o fogo acendia e a panela de água enchia. Eu fiquei pasmado e não compreendia tudo aquilo que via. O pai assobiava numa euforia, carregando um saco de estopa de onde de dentro uma galinha saía. Mas pouco durou essa alegria, porque, lá em casa, Dona Maria Marcolina aparecia e com ela um cabo da polícia trazia e dizia:
– SEU CANETA, ESSA GALINHA É MINHA.
(Disponível em: https://piancoferreira.wordpress.com/2010/06/25/seu-caneta-essa-galinha-e-minha/, acesso em:10/10/2021)
Em qual alternativa abaixo NÃO foi sublinhada uma palavra que indica uma qualidade ou estado?
Questão 23 15427292
CBNB 6 Ano 2022TEXTO

(https://www.sonoticiaboa.com.br/2020/04/15/previsao-de-solidariedade/)
Acerca dos tipos de linguagem presentes no texto, é correto afirmar que:
06
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