Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 18 169558
IFMT 2016/1TEXTO 3
ENTREVISTA
Affonso Romanno de Sant’anna
Telefonam-me do jornal:
– Fale de amor
diz o repórter,
como se falasse
do assunto mais banal.
– Do amor? -Me rio
informal. Mas
ele insiste:
– Fale-me de amor
sem saber, displicente,
que essa palavra
é vendaval.
– Falar de amor? - Pondero:
o que está querendo, afinal?
Quer me expor
no circo da paixão
como treinado animal?
– Fala...- insiste o outro
– qualquer coisa.
Como se o amor fosse
“qualquer coisa”
pra se embrulhar no jornal.
– Fale bem, fale mal,
uma coisa rapidinha
– ele insiste, como se ignorasse
que as feridas de amor
não se lavam com água e sal.
Ele perguntando
eu resistindo,
porque em matéria de amor
e de entrevista
qualquer palavra mal dita
é fatal.
(Disponível em . Acesso em 31/07/2015).
Assinale a alternativa em que o eu poético faz referência a ações ocorridas no passado de forma duradoura.
Questão 15 169555
IFMT 2016/1TEXTO 3
ENTREVISTA
Affonso Romanno de Sant’anna
Telefonam-me do jornal:
– Fale de amor – Falar de amor? - Pondero:
diz o repórter, o que está querendo, afinal? uma coisa rapidinha
como se falasse Quer me expor – ele insiste, como se ignorasse
do assunto mais banal. no circo da paixão que as feridas de amor
– Do amor? -Me rio como treinado animal? não se lavam com água e sal.
informal. Mas – Fala...- insiste o outro Ele perguntando
ele insiste: – qualquer coisa. eu resistindo,
– Fale-me de amor Como se o amor fosse porque em matéria de amor
sem saber, displicente, “qualquer coisa” e de entrevista
que essa palavra pra se embrulhar no jornal. qualquer palavra mal dita
é vendaval. – Fale bem, fale mal, é fatal.
(Disponível em . Acesso em 31/07/2015).
Na arte literária, a palavra é usada no sentido figurativo, para estabelecer determinada relação entre autor e leitor.
Em que trecho NÃO é usado esse recurso de expressividade?
Questão 14 169554
IFMT 2016/1TEXTO 3
ENTREVISTA
Affonso Romanno de Sant’anna
Telefonam-me do jornal:
– Fale de amor – Falar de amor? - Pondero:
diz o repórter, o que está querendo, afinal? uma coisa rapidinha
como se falasse Quer me expor – ele insiste, como se ignorasse
do assunto mais banal. no circo da paixão que as feridas de amor
– Do amor? -Me rio como treinado animal? não se lavam com água e sal.
informal. Mas – Fala...- insiste o outro Ele perguntando
ele insiste: – qualquer coisa. eu resistindo,
– Fale-me de amor Como se o amor fosse porque em matéria de amor
sem saber, displicente, “qualquer coisa” e de entrevista
que essa palavra pra se embrulhar no jornal. qualquer palavra mal dita
é vendaval. – Fale bem, fale mal, é fatal.
(Disponível em . Acesso em 31/07/2015).
A QUESTÃO REFEREM-SE AO TEXTO.
Considere as afirmativas abaixo.
I. Nas cinco primeiras estrofes, o discurso direto é usado para reproduzir, na escrita, recortes de fala, elementos composicionais que caracterizam o gênero entrevista.
II. O tema amor tem a mesma relevância tanto para o repórter quanto para o eu poético.
III. O eu poético julga procedente a insistência do repórter.
IV. O eu poético se revela cauteloso quanto à exposição por meio da palavra.
Está correto o que se afirma em:
Questão 11 169548
IFMT 2016/1TEXTO 2
Sim, o amor acaba, como sentenciou a mais bela das crônicas de Paulo Mendes Campos: “Numa esquina,
por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes
dos parques de ouro onde começou a pulsar...”
Acaba, mas só as mulheres têm a coragem de pingar o ponto da caneta-tinteiro do amor. E pronto. Às vezes
[5] com três exclamações, como nas manchetes sangrentas de antigamente.
Sem reticências...
Mesmo, em algumas ocasiões, contra a vontade. Sábias, sabem que não faz sentido prorrogação, os
pênaltis, deixar o destino decidir na morte súbita.
[...]
[10] Mulher se acaba, mas diz na lata, sem metáforas.
(Disponível em . Acesso em 30/07/2015).
Do ponto de vista do cronista, o amor é:
Questão 6 169540
IFMT 2016/1TEXTO 1
FICANTES
Cada tempo da vida tem sua forma de amar. Para os momentos de dúvida, para os momentos de troca, para
os momentos que se definem pela transitoriedade, há o ficar. Ficamos como quem vai de um canto a outro,
acompanhados. Imagine uma viagem de ônibus em direção à praia, na manhã de sábado. O ficante está ao
lado, tornando as coisas melhores, e a gente se despede na chegada. Podemos nos voltar a ver, mas não é
[5] certo. Aquele momento acabou, reticências.
Ficar é leve, necessariamente. Um ato de carinho destituído de drama. Na ausência de um futuro glorioso, ou
de um passado que nos ligue e magoe, podemos ser nós mesmos, sem complicações. O compromisso é a
simplicidade.
[...]
[10] Destituído de ambição, o ficar produz memórias eternas. Em 10 ou 20 anos, você se lembrará de um gesto sob o
chuveiro, do sol refletindo no ombro dela, daquele olhar na penumbra, repleto de ternura inesperada. Esses
momentos irão se costurar como retalhos secretos à sua biografia. Serão parte inalienável de você. Comporão,
discretamente, o repertório da sua vida. Ajudarão a entender quem você é, assim como aquilo que é capaz de
provocar nos outros. Ficar ensina a gostar, mas, sobretudo, ensina a ser gostado.
[15] Haverá um dia em que ficar já não será suficiente. Você estará pronto, seu coração estará maduro, seus
sentimentos renovados esperarão, ansiosos, pelo momento de se voltar para alguém. Não mais por uns dias
ou por algumas horas, mas com a promessa de ser para sempre. Você desejará, então, dividir uma casa,
viajar para longe, criar um cão, receber os amigos. Você almejará ter planos e uma vida em comum. Nesse
momento radiante, os ficantes ficarão para trás. Não como erros ou como desvios. Certamente não como
[20] perda de tempo. Terão sido parte da jornada, etapas de um caminho, pedaços de uma obra em andamento,
parte de você.
(Disponível em . Acesso em 20/07/2015).
Assinale o trecho em que o autor usa a forma verbal no imperativo afirmativo, a fim de estabelecer interlocução com o leitor.
Questão 4 169536
IFMT 2016/1TEXTO 1
FICANTES
Cada tempo da vida tem sua forma de amar. Para os momentos de dúvida, para os momentos de troca, para
os momentos que se definem pela transitoriedade, há o ficar. Ficamos como quem vai de um canto a outro,
acompanhados. Imagine uma viagem de ônibus em direção à praia, na manhã de sábado. O ficante está ao
lado, tornando as coisas melhores, e a gente se despede na chegada. Podemos nos voltar a ver, mas não é
[5] certo. Aquele momento acabou, reticências.
Ficar é leve, necessariamente. Um ato de carinho destituído de drama. Na ausência de um futuro glorioso, ou
de um passado que nos ligue e magoe, podemos ser nós mesmos, sem complicações. O compromisso é a
simplicidade.
[...]
[10] Destituído de ambição, o ficar produz memórias eternas. Em 10 ou 20 anos, você se lembrará de um gesto sob o
chuveiro, do sol refletindo no ombro dela, daquele olhar na penumbra, repleto de ternura inesperada. Esses
momentos irão se costurar como retalhos secretos à sua biografia. Serão parte inalienável de você. Comporão,
discretamente, o repertório da sua vida. Ajudarão a entender quem você é, assim como aquilo que é capaz de
provocar nos outros. Ficar ensina a gostar, mas, sobretudo, ensina a ser gostado.
[15] Haverá um dia em que ficar já não será suficiente. Você estará pronto, seu coração estará maduro, seus
sentimentos renovados esperarão, ansiosos, pelo momento de se voltar para alguém. Não mais por uns dias
ou por algumas horas, mas com a promessa de ser para sempre. Você desejará, então, dividir uma casa,
viajar para longe, criar um cão, receber os amigos. Você almejará ter planos e uma vida em comum. Nesse
momento radiante, os ficantes ficarão para trás. Não como erros ou como desvios. Certamente não como
[20] perda de tempo. Terão sido parte da jornada, etapas de um caminho, pedaços de uma obra em andamento,
parte de você.
(Disponível em . Acesso em 20/07/2015).
Considere as afirmativas abaixo e marque a INCORRETA.
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)