Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 1 423991
IFSul - Rio-Grandense 2016/1Leia o texto, para responder à questão
TEXTO
Crônica parafraseada de uma Síria em guerra
[1] Ela abre os olhos. Não fosse o cheiro horrível de morte, o silêncio seria até agradável, mas
[2] o olfato a lembra que não há paz - nem pessoas, vizinhos, crianças. A trégua na manhãzinha não
[3] traz esperança. Tão somente lhe permite descansar o corpo, mas não a mente. As lembranças da
[4] noite anterior ainda produzem sobressaltos. Bombas, casas caindo e soldados gritando.
[5] Levanta-se, bebe o pouco da água que restou do copo ao lado da cama. Já não é tão
[6] limpa, nem farta como antes. Sempre um gosto amargo misturado com H20.
[7] Abre a geladeira, e só encontra comida enlatada e congelada. E mesmo não tão congelada
[8] assim, já que os cortes diários de eletricidade derretem as camadas de gelo.
[9] Os sobrinhos ainda dormem, e ela tenta orar. Não consegue. A mente desconcentra-se
[10] facilmente. Em uma prece fragmentada, pede a Deus descanso e trégua. E faz a oração sem
[11] pensar muito. Não precisa; é a mesma oração das últimas semanas.
[12] Ela não quer sair de casa. Não é teimosia, é falta de opção. “Para onde ir?”, pergunta, com
[13] uma voz desesperançosa. Está tão confusa que não consegue imaginar saídas.
[14] Nem a piedade de enterrar os mortos o governo permite. Cadáveres estão espalhados
[15] pelas ruas. As forças de Assad impediram de sepultar ou mesmo remover os restos mortais. Ou
[16] seja, mesmo viva, ela não tem como fugir da morte escancarada diante de seus olhos. Não é fácil
[17] acreditar na vida, quando a realidade grita o contrário.
[18] Se não podem sepultar os mortos, os sobreviventes tentam ao menos ajudar a curar as
[19] feridas dos machucados. Não podem levá-los aos hospitais da cidade, já que há um medo
[20] generalizado de que o governo prenda os feridos como se fossem prisioneiros de guerra. Resta
[21] improvisar atendimento nos campos. Não bastasse a precariedade do atendimento, não há
[22] medicamentos suficientes.
[23] Rebeca, de 32 anos, é trabalhadora autônoma. Ou melhor, era. Agora já não sabe mais o
[24] que é e o que faz em sua cidade Damasco, capital da Síria.
Crônica parafraseada do depoimento de uma moradora da capital da Síria (identificada apenas pela letra “R”) ao jornal Folha de São Paulo, de quarta-feira, dia 25. A Síria está em revolta há 16 meses contra a ditadura de Bashar al-Assad. Nos últimos dias, o confronto contra os rebeldes se acirrou e as mortes aumentaram.
Disponível em: Acesso em: 14 set. 2015.
Sobre o texto, são feitas as seguintes afirmações:
I. A narradora, um dia após um bombardeio na cidade de Damasco, conta um episódio trágico por ela vivido.
II. O texto descreve o drama de uma refugiada síria, em Damasco, que se depara cotidianamente com a morte.
III. A crônica foi inspirada em um caso verídico relatado por uma sobrevivente da guerra na Síria.
IV. A narradora, intitulada Rebeca, vive uma situação dramática: a guerra na Síria.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Questão 12 419647
IFSudesteMinas 2016Observe a charge para solucionar a próxima questão.

A comparação entre os recursos expressivos que constituem a charge e o artigo “Em oito meses, país registra 693 mortes por dengue e bate recorde”, revela que:
Questão 5 419634
IFSudesteMinas 2016Leia a letra da canção “Filosofia”, para responder à questão.
Filosofia
Noel Rosa e André Filho
O mundo me condena /E ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome.
Deixando de saber/ Se eu vou morrer de sede
Ou se vou morrer de fome
Mas a filosofia/ Hoje me auxilia
A viver indiferente assim.
Nesta prontidão sem fim/ Vou fingindo que sou rico
Pra ninguém zombar de mim.
Não me incomodo/ Que você me diga
Que a sociedade é minha inimiga
Pois cantando neste mundo/ Vivo escravo do meu samba,
Muito embora vagabundo
Quanto a você/ Da aristocracia
Que tem dinheiro/ Mas não compra alegria
Há de viver eternamente
Sendo escrava dessa gente
Que cultiva a hipocrisia.
Disponível em: . Acesso em: 14 set. 2015. Adaptado.
De acordo com a canção Filosofia, marque a alternativa CORRETA.
Questão 18 416260
IFAL 2016Leia este texto para responder à questão.
Texto

Heráclito não poderia ser mais certeiro ao afirmar que "um homem não pode entrar no mesmo rio duas vezes”. Pode ser que os brasileiros nunca mais entrem no Rio Doce assim, doce.
“Lira Itabirana”
I
O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.
II
Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!
III
A dívida interna.
A dívida externa.
A dívida eterna.
IV
Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?
Do Portal Vermelho, Mariana Serafini. In: http://www.vermelho.org.br/noticia/272915-11
Uma alternativa está errada na análise sintático-morfológica abaixo. Assinale-a.
Questão 10 416223
IFAL 2016Leia esta tira do Ziraldo e responda à questão.
Texto

O menino Maluquinho em quadrinhos
Ziraldo, L&PM.
Ainda que o Menino Maluquinho tenha dado à professora a desculpa de que seu modo de falar fora “só gíria”, suas palavras, no segundo quadro da tira “A palavra é gíria”, só não sugerem
Questão 10 379917
IFSC 2016/2Texto
CAFEZINHO
[1] Leio a reclamação de um repórter irritado que precisava falar com um delegado e lhe
[2] disseram que o homem havia ido tomar um cafezinho. Ele esperou longamente, e
[3] chegou à conclusão de que o funcionário passou o dia inteiro tomando café.
[4] Tinha razão o rapaz de ficar zangado. Mas com um pouco de imaginação e bom humor
[5] podemos pensar que uma das delícias do gênio carioca é exatamente esta frase: - Ele
[6] foi tomar café.
[7] A vida é triste e complicada. Diariamente é preciso falar com um número excessivo de
[8] pessoas. O remédio é ir tomar um “cafezinho”. Para quem espera nervosamente, esse
[9] “cafezinho” é qualquer coisa infinita e torturante. Depois de esperar duas ou três horas
[10] dá vontade de dizer: - Bem, cavalheiro, eu me retiro. Naturalmente, o Sr. Bonifácio
[11] morreu afogado no cafezinho.
[12] Ah, sim, mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. Sim, deixemos em todos os
[13] lugares este recado simples e vago: - Ele saiu para tomar um café e disse que volta já.
[14] Quando a Bem-amada vier com seus olhos tristes e perguntar: - Ele está? – alguém
[15] dará nosso recado sem endereço. Quando vier o amigo, e quando vier o credor, e quando vier o parente e
[16] quando vier a tristeza, e quando a morte vier, o recado será o
[17] mesmo:- Ele disse que ia tomar um cafezinho...
[18] Podemos, ainda, deixar o chapéu. Devemos até comprar um chapéu especialmente
[19] para deixá-lo. Assim dirão: - Ele foi tomar um café. Com certeza volta logo. O chapéu
[20] dele está aí...
[21] Ah! Fujamos assim, sem drama, sem tristeza, fujamos assim. A vida é complicada
[22] demais.
[23] Gastamos muito pensamento, muito sentimento, muita palavra, O melhor é não estar.
[24] Quando vier a grande hora de nosso destino nós teremos saído há uns cinco minutos
[25] para tomar um café. Vamos, vamos tomar um cafezinho.
BRAGA, Rubem. In.: O conde e o passarinho & Morro do isolamento. Rio de Janeiro: Record. 2002, p. 156-157.
Assinale a alternativa que estiver CORRETA, em relação ao texto.
06
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