Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 1 10254039
IFSertãoPE 2017TEXTO
Os poemas
Os poemas são pássaros que chegam
Não se sabe de onde e pousam
No livro que lês.
Quando fechas o livro, Eles alcançam voo como de um alçapão.
Eles não têm pouso nem porto
Alimentam-se um instante em cada par de mãos e
partem.
E, olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
(Maria Quintana)
De acordo com as ideias contidas no texto,
I- o narrador expõe o seu pensamento sobre os poemas e faz uma analogia entre o livro e o alçapão.
II- a conquista de saberes só é possível por meio da leitura de poemas.
III- a linguagem do poema é predominantemente denotativa, principalmente no verso “Eles alçam voo como de um alçapão.”
IV- a pessoa a quem o autor se refere, lê um livro de poemas.
Questão 19 10252107
CMR 1°ano - Prova de Português 2017Texto:
Oração do Pai Nosso na Bíblia (Mateus 6:9-13)
Pai nosso, que estás nos céus!
Santificado seja o teu nome.
Venha o teu Reino;
seja feita a tua vontade,
assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso
pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas,
assim como perdoamos
aos nossos devedores. E não nos deixeis cair
em tentação,
mas livra-nos do mal,
porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém.
(Disponível em: htips:/“www.bibliaon com/oracao do pai nosso/ Acesso:(HOUT2017)
Marque o item que dá a CORRETA explicação, conforme a gramática normativa, para o emprego da vírgula na Oração do Pai nosso.
Volte ao texto para conferir.
Questão 5 10235213
CMR 1°ano - Prova de Português 2017No corpo da notícia, o autor empregou vários recursos, entre eles, a transcrição direta de uma fala.
Em que item consta isso?
Questão 3 10235128
CMR 1°ano - Prova de Português 2017TEXTO
Pela primeira vez, mulher conclui curso de oficial dos fuzileiros navais nos EUA (4 Em Washington 25/09/2017 17h49)
Uma mulher membro do corpo de fuzileiros navais da Marinha dos Estados Unidos, conhecido como 'Marines', se tornou, nesta segunda-feira, a primeira a completar o rigoroso curso de treinamento para ser oficial desse corpo.
Muitas mulheres servem na infantaria da Marinha e em outros ramos das Forças Armadas americanas, mas esta mulher, que não foi identificada publicamente a pedido dela mesma, é a primeira a concluir o curso de 13 semanas para se tornar oficial de infantaria.
"Estou orgulhoso desta oficial e de todos da sua turma", disse o comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Robert Neller, em um comunicado.
"Os infantes da Marinha esperam e merecem líderes competentes e capazes, e estes graduados cumpriram cada um dos requerimentos do treinamento ao se prepararem para seu próximo desafio: dirigir os infantes da Marinha, finalmente, em combate", acrescento Robert Neller.
Como oficial de infantaria, a mulher, uma tenente, será encarregada de liderar uma unidade de cerca de 40 membros. (...)
(Fonte:https:/noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2017/09/25/eua-pela-primeira-vez-mulher-conclui-curso-de-oficial-dos- marines.htm Acesso: 25/09/2017)
Do penúltimo parágrafo do texto, destacamos a seguinte informação: “ao se prepararem para seu próximo desafio:" Trata-se de uma oração adverbial com ideia de tempo.
Desenvolvendo tal oração, em que item se empregou uma locução conjuntiva, mantendo o mesmo valor temporal?
Questão 10 10171809
IFPR Médio Integrado 2017De maneira simples, pode-se dizer que a intertextualidade é a criação de um texto a partir de outro, já existente.
Utilizando essa informação, assinale a alternativa que registra o texto com o qual o quadrinho abaixo dialoga.

Questão 7 10168083
CMM 1º Prova de Lingua Português 2017Leia os textos I e II para responder do item.
TEXTO I

Fonte: https://extra.globo.com
TEXTO II
SOBRE A “BALEIA AZUL” E AS TECNOLOGIAS DA MORTE
O suicídio entre os jovens não é um fenômeno novo, mas a discussão ganha impulso diante de um jogo que se desdobra nas malhas tecnológicas atuais. Jovens precisam desenhar utopicamente o horizonte dos seus desejos. Quando as máquinas exercem essa tarefa por nós, nos esvaziamos de fantasias.
O fenômeno macabro “Baleia Azul” ganha destaque, com justificada razão, entre os assuntos que vêm preocupando o mundo (guerra na Síria, eleições na França, guerra nuclear da Coreia do Norte, as já conhecidas investidas de Donald Trump). O fenômeno é dinamizado pela execução gradativa de 50 desafios que vão desde a automutilação até o suicídio.[...]
No Brasil, algumas ocorrências assustam: uma menina de 16 anos morreu no Mato Grosso após se afogar em uma lagoa com cortes nos braços, indício de que participava do jogo da “Baleia Azul”. Em João Pessoa, estudantes participam de grupos de automutilação e morte. Em 2015, um garoto de 13 anos se enforcou na casa do pai, no litoral sul da capital paulista, em condições semelhantes às vítimas do jogo.
Inescapavelmente, esses acontecimentos nos fazem pensar sobre um fenômeno que certamente não é novo (suicídio entre a população jovem), mas que ganha impulso renovado com um jogo que se desdobra nas malhas da tecnologia.
São múltiplos os portões de acesso que nos levam a alguns endereços de resposta (como diria Kafka, as portas são inumeráveis, a saída é uma só, mas as possibilidades de saída são tão numerosas quanto às portas). [...]
Engorda o escopo das justificativas o argumento, segundo o qual, são eles (adolescentes e jovens) que passam mais tempo expostos à internet e às redes sociais, o que os torna alvos fáceis dos serial killers virtuais, denominação atribuída aos desafiantes.
Mas, pera! O que dizer dos desafios que nós adultos aceitamos, sem resistência, no tecnocosmos, ainda que a serviço do bem comum?
A propósito, em novembro de 2015, escrevi um artigo cujo fragmento se aplica a essa
questão: Não é mais novidade que a Internet, com as redes sociais na dianteira, tornou-se quase um habitat natural de campanhas e desafios que convocam temporariamente o engajamento das pessoas.
[...]
Adicionalmente, podemos dizer que não existem distâncias telescópicas entre o tempo dispensado por jovens e adultos na internet. Uma vez que a gestão da vida passa pelos espaços digitais, mergulhamos profunda e demoradamente no oceano da cibercultura.
Sem desconsiderar completamente esses dois fatores, a saber, que os adolescentes e jovens são influenciados mais facilmente e hoje passam mais tempo frente às telas, suponho ser necessário dar mais algumas voltas no parafuso para se chegar a um ponto em que podemos avistar algo de “novo” ou “específico” neste tipo de jogo.
[...]
Subversão da lógica dos desejos
Nessa atmosfera de excesso de positividade, as máquinas – normalmente um smartphone – devem oferecer tudo que queremos e desejamos.
Comentei em outro artigo, por ocasião da febre do Pokemon Go (curiosamente outro jogo), que os aparelhos nunca desligam porque precisam oferecer não somente o que desejamos, mas também precisam dizer o que desejamos, demonstrando possuir um saber sobre o nosso desejo.
Talvez resida aí, nesse esquadrinhamento dos desejos, umas das chaves explicativas para a adesão ao jogo da morte. Jovens precisam de desenhar utopicamente o horizonte dos seus desejos (...). Quando as máquinas exercem essa tarefa por nós, nos esvaziamos de fantasias, recurso que sustenta o desejo, e um sujeito esvaziado de fantasia, ensina a psicanálise, é um sujeito débil para a produção de laço social. (...)
Sabe-se que as tecnologias (...) vêm alimentando uma plataforma de vida assaz pesada que limita, ou até mesmo interdita, os voos das asas da nossa imaginação para outros lugares não pontuados pelas regras do super-rendimento e da hiperprodutividade.
(...) É preciso desejar para além do que as máquinas nos oferecem (Netflix, Ifood, OpenRice, JustEat, Uber;...). Na impossibilidade de querermos algo para além do que as máquinas acreditam que queremos, só nos resta aceitar, ceder e executar, achando que temos o controle e somos empreendedores de nossa própria existência. “Sabe nada inocente”, já diria o “filósofo” compadre Washington!
Provavelmente, esses jovens estão se dando conta dessas limitações e ousam responder a pergunta que habita as páginas do famoso livro A insustentável leveza do ser: “Então, o que escolher? O peso ou a leveza?”.
Infelizmente, a resposta que está sendo dada pelos jogadores do “Baleia Azul” sucumbe à voracidade da máquina, a grande sequestradora dos desejos nestes tempos bicudos.
Por Rosane Borges — publicado 27/04/2017, 14h36, última modificação 20/07/2017, 12h53.
Glossário:
Kafka: Franz Kafka foi um escritor de língua alemã, autor de romances e contos, considerado pelos críticos como um dos escritores mais influentes do século XX.
Compadre Washington: Integrante do grupo de axé É o Tchan.
Serial killers: Tipos de criminosos de perfil psicopatológico que cometem crimes com uma certa frequência, geralmente seguindo um mesmo modo e, às vezes, deixando sua "assinatura".
A expressão “Sabe nada inocente”, no 14° parágrafo do texto II, no contexto em que foi empregada:
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