Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 11 165977
IFGO 2013
Disponível em: http://www.chargeonline.com.br Acesso em 12 out. 2012
Na frase: “Você joga futebol tão bem”, as duas palavras destacadas são classificadas, morfologicamente, como:
Questão 10 165480
IFBA 2013TEXTO III
Futebol
Futebol se joga no estádio?
Futebol se joga na praia,
futebol se joga na rua,
futebol se joga na alma.
[5] A bola é a mesma: forma sacra
para craques e pernas de pau.
Mesma a volúpia de chutar
na delirante copa-mundo
ou no árido espaço do morro.
[10] São voos de estátuas súbitas,
desenhos feéricos, bailados
de pés e troncos entrançados.
Instantes lúdicos: flutua
o jogador, gravado no ar
[15] — afinal, o corpo triunfante
da triste lei da gravidade.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Futebol. Poesia errante. Disponível em: http://www.antoniomiranda.com.br/ poesia_brasis/ rio_de_janeiro/futebol_e_poesia.html>. Acesso em: 30 de maio de 2012.
A respeito dos recursos da língua usados no texto, a única afirmativa sem comprovação gramatical ou contextual, é a indicada em:
Questão 8 165476
IFBA 2013TEXTO II
A geração de prata
Como jovem levantador, eu já buscava conhecer meus
defeitos e minhas virtudes. E o que mais me incomodava era
o meu temperamento, minha maneira de ser. Como aprender
a usá-la em meu favor?
[5] Estudos ou voleibol –– a tudo me dedico de um modo
que muitos consideram obsessivo. Conheço atletas com essa
característica que obtiveram resultados fantásticos em suas
modalidades. Não tinham grande talento, mas sabiam
perseverar. Eu mesmo talvez não voltasse à seleção
[10] brasileira, depois do primeiro corte, se não teimasse.
Para dar um exemplo conhecido, recorro ao futebol. Quem
não conhece a história de Cafu? Apesar de reprovado em
mais de 10 peneiras –– os testes em que os clubes
selecionam jovens jogadores ––, ele não desistiu. Até que,
[15] um dia, alguém percebeu que aquela lateral de habilidade
limitada possuía qualidades fundamentais, como
determinação, seriedade e força interior.
Aqui cabe uma dúvida: será que as limitações que viam
em Cafu não estavam nos treinadores que o avaliavam? Será
[20] que as restrições não estavam nos padrões de avaliação,
que valorizavam apenas o virtuosismo e não as qualidades
que o levariam a ocupar o posto de capitão da seleção
pentacampeã mundial?
BERNARDINHO. A geração de Prata. In: Transformando suor em ouro. Rio de Janeiro: Sextante, 2006. p. 41-42.
A respeito do léxico usado na elaboração do texto, é verdadeiro o que se afirma sobre os termos transcritos em:
Questão 16 10737111
CMBH 6° Ano - Português 2012No livro “Emília no país da gramática”, do escritor brasileiro Monteiro Lobato, Emília – uma boneca de pano – juntamente com outras personagens aventuram-se num país imaginário no qual seus moradores são as palavras da Língua Portuguesa. Ao chegarem em uma cidade movimentada e diferente, D. Etimologia, uma das moradoras do local, explica como é a vida por lá. Acompanhe:
GENTE DE FORA
Aqui na cidade nova as palavras vindas da cidade velha misturaram-se com inúmeras de origem
local, ou palavras índias, que já existiam nas terras do Brasil quando os portugueses as descobriram. A
maior parte dos nomes de cidades, rios e montanhas do Brasil são de origem índia, como Tremembé,
Itu, Niterói, Itatiaia, Goiás, Piauí, Pirambóia, etc.
Ita é uma palavra da língua tupi que quer dizer Pedra, e tem servido de Prefixo para a formação
[5] de muitos Nomes. Temos em São Paulo a cidadezinha de Itápolis, formada de Ita, que é indígena, e
Polis (cidade), que é grega. Pira (peixe) é outra palavra tupi muito usada. Piracicaba, Piraquara,
Guapira.
— Eu gosto muito das palavras tupis e lamento que o Brasil não tenha um nome tirado dessa
língua — disse Pedrinho.
[10] — Em compensação muitos Estados do Brasil possuem nomes indígenas, como Pará (rio
grande), Pernambuco (quebra-mar), Paraná (rio enorme), Paraíba (rio ruivo), Maranhão (mar
grande) e outros. O tupi conseguiu encaixar na língua portuguesa grande número de palavras de uso
diário, como Taba, Moranga, Jaguar, Araçá, Jabuticabal, Capim, Carioca, Marimbondo, Pipoca,
Pereba, Cuia, Jararaca, Urutu, Tipiti, Embira, etc.
[15] — E também muitos Nomes Próprios — advertiu Narizinho. — Conheço meninas chamadas
Araci, Iracema, Lindóia, Inaiá, Jandira. . .
— E eu conheço um menino chamado Ubirajara Guaporé de Itapuã Guaratinguaçu, filho dum
turco que mora perto do sítio do Tio Barnabé — lembrou Pedrinho.
— Pois é isso — continuou a velha. — Todas as línguas vão dando palavras para a língua desta
[20] cidade. O grego deu muitas. O hebraico deu várias, como Messias, Rabino, Satanás, Maná, Aleluia. O
árabe deu, entre outras, Alfândega, Alambique, Alface, Alfaiate, Alqueire, Álcool, Algarismo, Arroba,
Armazém, Fatia, Macio, Matraca, Xarope, Cifra, Zero, Assassino. A língua francesa deu boa
quantidade, como Paletó, Boné, Jornal, Bandido, Tambor, Vendaval, Comboio, Conhaque,
Champanha. A língua espanhola deu menos do que devia dar. Citarei Fandango, Frente, Muchacho,
[25] Castanhola, Trecho, Savana. A língua italiana deu muito mais. Ágio, Bancarrota, Bússola, Gôndola,
Cantata, Cascata, Charlatão, Macarrão, Tenor, Piano, Violino, Carnaval, Gazeta, Soneto, Ópera,
Fiasco e Polenta são palavras italianas.
O inglês está dando muitas agora. Das antigas posso citar Cheque, Clube, Tilburi, Trole, Esporte,
Rosbife, Sanduíche; e entre as modernas há várias trazidas pelo cinema e pelo futebol.
[30] — Eu sei uma! — gritou Pedrinho levantando o dedo.
— Diga.
— Okey, que também se escreve com duas letras, OK. Quer dizer que está tudo muito bem.
(...) Dona Etimologia prosseguiu:
— Também vieram muitas palavras da África, trazidas pelos negros escravizados, como Banze,
[35] Cacimba, Canjica, Inhame, Macaco, Mandinga, Moleque, Papagaio, Tanga, Zebra, Vatapá, Batuque,
Mocotó, Gambá. Da Rússia vieram Caleça, Cossaco, Soviete, Bolchevismo, etc. Da Hungria vieram
Coche, Cocheiro, Sutche, Hussardo. Da China vieram Chá, Chávena, Mandarim, Leque. Da Pérsia
vieram Bazar, Caravana, Balcão, Diva, Turbante, Tabuleiro, Tafetá. Da Turquia vieram Tulipa,
Odalisca, Paxá, Bergamota, Quiosque. A velha parou na Turquia, para tomar mais um gole de chá. E
[40] assim se foi formando, e se vai formando, a língua. Uma língua não para nunca. Evolui sempre, isto é,
muda sempre. Há certos gramáticos que querem fazer a língua parar num certo ponto, e acham que é
erro dizermos de modo diferente do que diziam os clássicos.
— Que vem a ser clássicos? — perguntou a menina.
— Os entendidos chamaram clássicos aos escritores antigos, como o Padre Antônio Vieira, Frei
[45] Luís de Sousa, o Padre Manuel Bernardes e outros. Para os Carrancas, quem não escreve como eles
está errado. Mas isso é curteza de vistas. Esses homens foram bons escritores no seu tempo. Se
aparecessem agora seriam os primeiros a mudar ou a adotar a língua de hoje, para serem entendidos. A
língua variou muito e sobretudo aqui na cidade nova. Inúmeras palavras que na cidade velha querem
dizer uma coisa aqui dizem outra. Borracho, por exemplo, quer dizer bêbado; lá quer dizer filhote de
[50] pombo — vejam que diferença! Arrear, aqui é selar um animal; lá, é enfeitar, adornar.
— Então lá há moças bem arreadas? — perguntou Emília.
— Sim — respondeu a velha. — Uma dama bem arreada não espanta a ninguém lá do outro
lado. Aqui, Moço significa jovem; lá, significa serviçal, criado. Também no modo de pronunciar as
palavras existem muitas variações. Aqui, todos dizem Peito; lá, todos dizem Paito, embora escrevam a
[55] palavra da mesma maneira. Aqui se diz Tenho e lá se diz Tanho. Aqui se diz Verão; lá se diz V'rao.
— Também eles dizem por lá Vatata, Vacalhau, Baca, Vesouro — lembrou Pedrinho.
— Sim, o povo de lá troca muito o V pelo B e vice-versa.
— Nesse caso, aqui nesta cidade se fala mais direito do que na cidade velha — concluiu Narizinho.
— Por quê? Ambas têm o direito de falar como quiserem, e portanto ambas estão certas. O que
[60] sucede é que uma língua, sempre que muda de terra, começa a variar muito mais depressa do que se
não tivesse mudado. Os costumes são outros, a natureza é outra — as necessidades de expressão
tornam-se outras. Tudo junto força a língua que emigra a adaptar-se à sua nova pátria. A língua desta
cidade está ficando um dialeto da língua velha. Com o correr dos séculos é bem capaz de ficar tão
diferente da língua velha como esta ficou diferente do latim. Vocês vão ver.
[65] — Nós vamos ver? — exclamou Narizinho, dando uma risada. — Então pensa que somos como
a senhora, que vive toda a vida e mais séculos e séculos?
— Vocês também viverão séculos e séculos por meio de seus futuros filhinhos e netos e bisnetos
— replicou a velha.
— Menos eu! — gritou Emília. — Já me casei e me arrependi bastante. Felizmente, não tive
[70] filhos — e como não pretendo casar-me de novo, não deixarei "descendência" neste mundo...
— E se aparecer um grande pirata, como aquele Capitão Gancho da história de Peter Pan? —
cochichou Narizinho no ouvido dela.
— Isso é outro caso... — respondeu Emília, cujo sonho sempre fora ser esposa dum grande pirata —para
"mandar num navio"...
[75] — Por falar em pirata. . . Onde andará o Visconde? — indagou Pedrinho. — Depois que tirou
Quindim da sala não o vi mais.
— O Visconde está armando alguma — disse a boneca, que andava desconfiada de qualquer
coisa. — Vamos procurá-lo, já, já, antes que lhe aconteça alguma.
E como tinham de procurar o Visconde, despediram-se de Dona Etimologia, que prometeu
[80] aparecer no sítio de Dona Benta.
(LOBATO, Monteiro. Emília no país da gramática. São Paulo: Círculo do Livro. Com adaptações)
“Todas as línguas vão dando palavras para a língua desta cidade”. (linhas 19 e 20)
Se escrevermos as classes de palavras de cada uma das palavras grifadas, encontraremos a seguinte sequência, respectivamente.
Questão 8 10681514
CN 2º Dia - Português (Amarela) 2012Texto
Felicidade suprema
Às vezes vale a pena pensar sobre a vida. Não sobre o que temos ou não consumido, tampouco a respeito do que fizemos ou deixamos de fazer. São aspectos factuais que, mais do que ajudar em uma reflexão mais profunda, tornam-se barreiras ao pensamento abstrato, aquele em que vamos encontrar as verdadeiras significações. Chegamos quase à ideia de Platão, mas aí já o terreno é extremamente perigoso e podemos nos enredar.
Tentar entender o que é a felicidade talvez seja um dos caminhos para se chegar ao sentido da vida. É um assunto para o qual não há dona de álbum de pensamentos que não tenha uma resposta pronta: a felicidade não existe. Existem momentos felizes. Essa é uma verdade chocantemente inofensiva, pois não chega a pensar o que seja a felicidade como também não esclarece o que são tais momentos felizes.
Pois bem, o assunto me ocorre ao me lembrar de que vivemos em uma sociedade excessivamente consumista, sociedade em que a maioria considera-se feliz se pode comprar. Assim é o capitalismo: entranha-se em nossa consciência essa aparência de verdade fazendo parecer que os interesses de alguns sejam verdades inquestionáveis. O que é bom para mim tem de ser bom para todos. Isso tem o nome de ideologia, palavra tão surrada quão pouco entendida. E haja propaganda para que a máquina continue girando. Não sou contra o consumo, declaro desde já, mas contra o consumismo. Elevar o consumo de bens materiais (principalmente) como o bem supremo de um ser humano é tirar-lhe toda a humanidade.
[...]
Schopenhauer, filósofo do século XIX, já vislumbrava nossa éроса, а sociedade do consumismo desenfreado. Ele afirmava que o desejo é a regência do mundo. E que desejamos o que não temos. Portanto, somos infelizes. E de o desejo é satisfeito com a obtenção de seu objeto, novos objetos surgem em seu caminho. Esta insaciabilidade do ser humano é que o vai manter preso à infelicidade
Bem, e a que chegamos? Enquanto alguém que circule melhor do que eu pela filosofia, que mal tangencio como curioso, vou continuar pensando que a vida não tem sentido, apenas existência. E isso, um pouco à maneira do Alberto Caeiro, para quem pensar é estar doente.
Menalton Braff, em www.cartacapital.com.br - acesво ет 22 fev. 2012. (adaptado)
Assinale a opção correta em relação à classificação sintática dos elementos destacados do texto.
Questão 6 618422
CTI (UNIFICADO) 2012Leia o texto para responder à questão.
O português de bengala
O título pode levar o leitor a se enganar, se ele pensa que o remete a alguma anedota preconceituosa. Ele se refere à língua portuguesa.
A língua falada no Brasil anda trôpega, porque se abusa de expressões que não são necessárias para a construção de sentido da frase. Servem apenas de bengala para quem fala, no intuito de ganhar um tempinho para encaminhar melhor sua ideia ou para manter o passo.
Não me refiro aos cacoetes individuais que marcam o falante, como o do tio de um jornalista que, de tanto encaixar a palavra “porém”, ganhou o apelido carinhoso de “meu tio adversativo”.
Refiro-me às muletas coletivas. Àquelas falas que andam de bengala por aí. Um exemplo é o “sabia?”. Na dramaturgia fácil das telenovelas, aparece vinte vezes a cada capítulo. Os mais novos vão copiando os mais velhos, sabia?
Há bengalas que entram no início da frase, como o “então”. Sem quê nem pra quê, como se a pessoa retomasse uma fala que não houve, alonga-se um “então”, depois de um silêncio: “Então... não sei ainda se vou fazer pedagogia”. Ou a bengala explicativa – “O que acontece?” – que precede uma explicação, uma justificativa, mas não é necessária.
Bastante comuns são o emprego do pronome (ele, ela), sem a menor função na frase. “A prefeitura ela demora muitos dias para expedir uma guia.” E o da preposição “em”, também inútil: “Somos em quatro”.
Esse fato linguístico não é uma característica da atualidade. Há registros, datados de 1900, contra quem pontuava as frases com um “entende?”. Com essa expressão, o falante pretende induzir o interlocutor a compreender o que é claro.
Usam-se muitas outras expressões como penduricalhos nas frases: “tipo assim”, “não é verdade?”.
Uma fala simples pode se transformar, facilmente, em:
– Então...Não sei ainda se vou fazer pedagogia. O que acontece? É complicado lidar com criança, sabia? A criança ela exige muito, tipo assim, não sabe fazer as coisas sozinha, entende? Fico na dúvida, não é verdade?
Prefiro a língua mais enxuta e exata. Entende?
(Ivan Ângelo. Veja São Paulo, 05.10.2011. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o adjetivo, em destaque, apresenta a mesma forma de gênero que o da frase do 3.º parágrafo: Não me refiro aos cacoetes individuais que marcam o falante …
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