Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 8 398886
IFSulDeMinas 2018MUSEU DE MEMES PRESERVA A MEMÓRIA DE ASSUNTOS QUE VIRALIZAM NAS REDES
Criado na UFF (RJ), projeto estuda a função social desse fenômeno da internet
Por Gabriel Toscano
RIO — Quando foi convidada para comentar a cerimônia do Oscar na Rede Globo, no ano passado, a atriz Glória Pires não poderia imaginar que viraria um meme no dia seguinte. Repetida por ela várias vezes, a frase “Não sou capaz de opinar” explodiu nas redes sociais e, ainda hoje, é lembrada com graça. A internet, no entanto, é constantemente renovada por temas que viralizam. Para preservar a memória e entender a função social desse fenômeno, em 2015, foi criado o Museu de Memes, projeto do curso de Estudos de Mídia, da Universidade Federal Fluminense (UFF).
O acervo está na página www.museudememes.com.br, que reúne histórias recentes e, acredite, anteriores à internet. As publicações explicam a origem e fazem uma pequena análise do contexto que viralizou. O site também tem artigos, entrevistas com donos de páginas famosas na internet e com pessoas que tiveram sua imagem envolvida em memes, como Eduardo Jorge, candidato à presidência na eleição de 2014.
Apesar da veia humorística, memes também têm função social e são usados em casos de denúncia e afirmação de identidade. Nos Estados Unidos, o movimento negro usou a hashtag #BlackLivesMatter [vidas negras importam, em tradução livre] para denunciar a violência policial. No Brasil, campanhas de empoderamento feminino também se tornaram virais recentemente. Entre elas, as divulgadas com as hashtags #meuprimeiroassedio, compartilhada por mulheres que relatavam experiências de assédio, e #meuamigosecreto, para denunciar, anonimamente, o comportamento machista de alguns homens.
“Esse tipo de conteúdo nos faz refletir. Esses memes que acabaram símbolos da luta feminista evocavam o lugar da mulher na sociedade”, explica Viktor Chagas, criador e coordenador do projeto #MUSEUdeMEMES desde 2011.
Diferentona (2015)

Esse meme teve origem no twitter. Irritada com pessoas que questionam se são as únicas a agir de determinada maneira, a usuária @nicesthing acabou criando um monstro. O que era para ser um simples desabafo teve mais de 21 mil retweets e, com suas variáveis, tornou-se figurinha fácil em publicações das redes sociais, dando origens a páginas como a “Diferentona”, no Facebook, que tem mais de dois milhões de curtidas e faz sucesso até hoje.
O Globo, 30/03/17. Adaptado. Disponível em: https://oglobo.globo.com/rio/museu-de-memes-preserva-memoria-de-assuntosque-viralizam-nas-redes-21104316. Acesso em: 22 ago. 2017.
A partir da leitura da notícia, é CORRETO afirmar que:
Questão 20 395729
IFMT 2018/1
O advérbio “batido”, no texto, pode assumir vários significados. Dentre eles, só não podemos usá-lo no sentido de:
Questão 16 391374
IFMT 2018/2Poeminho do Contra, Mario Quintana
Todos esses que ai estão
Atravacando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
(Mario Quintana , In: Caderno H, Mario Quintana: Poesia Completa, Editora Nova Aguilar, p. 257.)
Ainda sobre o poema, analise as alternativas e marque a INCORRETA.
Questão 8 391303
IFMT 2018/2
(fonte: BARALDI, M. Disponivel em: http://www.marciobaraldi.com.br)
A charge acima explora criativamente a paronímia, pois:
I – Há um jogo de aproximação fonética com as palavras "enxadas" e "inchadas".
II – O substantivo "enxada" faz referência a uma situação que aflige quem vive no campo; e inchada a uma situação que afeta as pessoas que vivem nas grandes cidades.
III – O chargista procura transmitir o sentido do texto, ao opor duas situações: de um lado, a desolação e o vazio dos grandes espaços dos latifúndios, com muitos trabalhadores. De outro, o espaço apinhado de gente e veículos, a grande cidade parada, as pessoas sufocadas procurando fugir de uma situação angustiante.
Em relação ao Texto, está correto o que se afirma acima em:
Questão 8 295962
CEFET MG 2018O fragmento de canção que estabelece correspondências com as relações familiares representadas em Eu e o silêncio do meu pai é
Questão 31 294445
IFRS 2018INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
O outro
Ele queria muito ser eleito. Não: ele precisava muito ser eleito. Estava atrás de um emprego
que lhe desse um bom salário, mordomias e verbas para gastar na contratação de assessores –
além, claro, das múltiplas oportunidades que, como vereador, teria.
O problema era arrumar votos. Não tinha amigos, não era conhecido, nem sequer recebera um
[05] apelido pitoresco que pudesse usar na propaganda. Mas o pior não era isso. O pior que combinava
um visual péssimo – baixinho, gordinho, careca – com uma congênita inabilidade para falar em
público. Em desespero, resolveu procurar um marqueteiro. Estava disposto a gastar uma boa gran
desde que pudesse adquirir uma nova imagem, uma imagem capaz de garantir a eleição.
O marqueteiro, famoso, exigiu honorários salgados, mas garantiu resultados. Que, de fato, não
[10] se fizeram esperar. Em poucas semanas o candidato era outro. Mais magro, mais alto (saltos
especiais) com uma bela peruca, parecia agora um galã de novela. Além disso, transformara-se num
fantástico orador, um orador capaz de galvanizar o público com uma única frase.
Se foi eleito? Foi eleito com uma avalanche de votos. O que representou um duplo alívio: de
um lado, conquistava o cargo tão sonhado. De outro, podia deixar de lado a peruca, os sapatos com
[15] saltos especiais e a dieta. E também podia falar normalmente, no tom meio fanhoso que o
caracterizava.
E aí começaram as surpresas desagradáveis. Quando foi tomar posse, ninguém o reconheceu.
Mas como? Então era aquele tipo charmoso, magnético, da tevê e dos cartazes? Era ele sim, como o
comprovou, mostrando a identidade.
[20] Não foi a única contrariedade. Logo descobriu que, como vereador, era péssimo: não sabia
falar, não convencia ninguém, sequer era procurado por lobistas. Bom mesmo, concluiu c
amargura, era o Outro, aquele que o marqueteiro tinha inventado. Aquele sim, podia fazer uma
grande carreira, chegando quem sabe à Presidência.
Mas onde estava o Outro? Só uma pessoa poderia ajudá-lo nessa busca, o marqueteiro. Só
[25] que o marqueteiro tinha sumido. Com o dinheiro ganho nas eleições resolvera passar dois anos em
alguma praia do Caribe
Todas as noites o vereador sonha com o Outro. Vê-o na Câmara, discursando, empolgan
multidões. Mas não sabe o que fazer para encontrá-lo. Sabe, sim, o que dirá se isso um dia
acontecer. E o que dirá, numa voz fanhosa e emocionada, será: o senhor pode contar com meu voto
[30] – para sempre.
In: SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano. São Paulo: Gaia, 2006.
Sobre o conteúdo do texto, considere as seguintes afirmações.
I - O texto critica candidatos que, atentos ao visual, fazem uso de roupas e acessórios durante a campanha eleitoral para disfarçar características como idade, peso e calvície.
II - A troca do verbo “queria” (l. 01) pelo verbo “precisava” (l. 01) reforça que o candidato vislumbrava sua candidatura a vereador, acima de tudo, como uma oportunidade para obter certas regalias.
III - Após ser eleito, o vereador empossado revelou-se diferente do candidato construído durante a campanha.
Quais afirmações estão de acordo com o texto?
06
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